Li o primeiro livro desta série de Robert Wilson - "O Cego de Sevilha", há uns bons anos, em 2010, e deixou-me uma boa impressão. Desde então que fazem parte da minha lista de livros a ler ou de autores a manter debaixo de olho. Por não ser a maior fã de policiais e porque os livros têm estado sempre caros, só agora aproveitei a edição digital, mais em conta, e voltei a encontrar Javier Falcón, em "As Mãos Desaparecidas", o segundo volume de "O Quarteto de Sevilha" .
Javier Falcón é chamado para investigar um aparente homicídio seguido de suicídio de Rafael Vega, um empresário de sucesso em Sevilha. Javier tem algumas dúvidas sobre o que aconteceu na casa de Rafael Vega. Entre ameaças da máfia russa, redes de pedofilia e espiões dos tempos modernos, Falcón volta a ser confrontado com o seu passado e com os seus pesadelos. Mais uma vez o passado do pai, Francisco Falcón parece regressar para o atormentar.
Talvez tenham passado demasiados anos desde que li o primeiro, porque tive alguma dificuldade em reentrar na história. Mais ainda porque havia muitas referências ao primeiro livro, do qual já não tenho grandes memórias. Acho que por isso a minha ligação à história foi menos conseguida e a personagem de Javier Falcón pareceu-me menos credível e menos apelativa. Ao reler a minha opinião sobre "O Cego de Sevilha", algumas das coisas que me dificultaram a leitura são comuns aos dois livros. A história começa de forma lenta, existem muitos acontecimentos que parecem desnecessários e que nos afastam da investigação propriamente dita. Só mais para o fim o livro parece ganhar alguma velocidade e as pontas soltas começam a juntar-se e tudo começa a fazer mais sentido.
Desta vez não fiquei muito impressionada com a escrita e com a forma como Robert Wilson conta a história e achei as personagens pouco desenvolvidas. No geral, não fiquei muito impressionada com este segundo livro. Não tenho a certeza se tem a ver com a distância entre o primeiro e o segundo livro ou se com o facto de estar mais velha e de já ter lido muita coisa entretanto. A verdade é que, se este tivesse sido o livro que li em 2010, não tenho a certeza se teria voltado a ler alguma coisa relacionada com Javier Falcón. Não acho que seja mau, só acho que não é o meu tipo de livro.
Por ter lido o primeiro e ter gostado, provavelmente vou ler os restantes da saga, só não sei quando. :)
Boas leituras!