Tristão e Isolda conta a história de amor entre o cavaleiro Tristão, originário da Cornualha, e a princesa irlandesa Isolda (ou Iseu), protagonistas de uma história medieval de amor baseada numa lenda celta. Seu amor impossível inspirou poetas, escritores, pintores e músicos da Idade Média e dos tempos modernos. Tornou-se, por exemplo, tema de uma das mais famosas óperas de Wagner e deu origem a diversos filmes — o mais recente, produzido em 2006. As inúmeras versões que imortalizaram e divulgaram essa história em outros países são o testemunho do fascínio e do encantamento que ela causa até hoje. Misturando magia, traição e sofrimento, a lenda provoca, comove e inspira.
Estava um dia desses ouvindo um trecho da ópera de Wagner inspirada na lenda de Tristão e Isolda quando me apareceu a recomendação do livro Coração devotado à morte, de Scruton, no qual o filósofo “transforma Tristan und Isolde num caleidoscópio de conceitos, textos e ritmos”. Música, filosofia e literatura juntas. ♥️ Pronto, um prato cheio para a leitora aqui.
Comprei, claro! Só tinha um problema, por conhecer a lenda (ou achar que conhecia), eu nunca me interessara em ler Tristão e Isolda. Mirando simplesmente a leitura de Coração devotado à morte (ainda suspirando com este título), peguei Tristão e Isolda para “dar uma lidinha” e me deparei com uma história riquíssima, daquelas em que reconhecemos a origem de tantos outros livros (de Romeu e Julieta, inclusive).⠀
Acredita-se que Tristão e Isolda venha das lendas contadas pelos povos celtas e que tenha iniciado sua forma literária no século XI.
Li a versão de Bédier e gostei bastante. A linguagem mais formal dos diálogos é um deleite à parte. Leiam-no, vale a pena - especialmente para refletir sobre originalidade.
Eis a história responsável pelo que é considerado como o tema de amor mais triste das operas já lançadas. Foi tema de novela, filmes, e há inúmeras referências em outras mídias. Hoje, cede espaço para novas histórias, mas ainda é referência para todas as tragédias de amor.
A trama segue os preceitos básicos dos romances de cavalaria, onde um cavaleiro e a esposa de seu amo se apaixonam e passam por inúmeros dissabores enquanto resistem a todos os conflitos e tentam manter pura a sua relação. Assim como na história de Lancelot e Gwenevere, o casal aqui fracassa totalmente.
Recomendo apenas aos apaixonados pelo tema, pois não sendo uma edição adaptada, os termos são antigos e a narrativa segue preceitos medivais. Não é uma leitura fácil.
O romance, baseado em uma lenda céutica, cuja origem remonta à Idade Baixa, narra o envolvimento amoroso entre Tristão e Isolda, a Loura, de forma que se nota muito bem as relações de suserania e vassalagem e o envolvimento litigioso constante aplicados a Tristão, que assim é chamado por ter sido fruto de uma gravidez problemática e negativada, e a caseiria de sua esposa Isolda, a Loura; exatamente por isso, tem-se uma enredo conturbado que acaba com a morte de Isolda, a Loura, a desgraça de Tristão, a ascensão dos mais lamentáveis sentimentos humanos etc.
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