“Você é um peão, e eu sou a dona do tabuleiro. Ganhe, o tabuleiro é seu. Perca, você é minha”
Para fãs de Round 6 e O Circo da Noite
Por trás de todo circo, há um jogo sombrio. Amelie Étoile foi treinada pela família para ser a melhor jogadora, a que finalmente ganharia o misterioso prêmio que mudaria sua vida. Quando o circo chega em sua cidade e oferece uma vaga para a garota, ela aproveita sua chance de provar que é merecedora. Quatro jogadores, um prêmio. Que os jogos comecem.
Fiquei empolgada no início, mas quando percebi que era um conto pequeno, dei um passo pra trás já prevendo que não teria muito aprofundamento, e pra proposta que a sinopse oferecia isso era uma pessima noticia. Não entendi nada sobre ninguém, poxa, tinha tanto potencial, mas o fim veio muito rápido e de uma forma meio decepcionante. Mas a narrativa foi bem interessante e instigante, só faltou mesmo o mínimo de aprofundamento, sabe? É uma história bem escrita, com trechos bonitos e tudo mais, só que eu não consigo me livrar da sensação de que é uma cópia muito forte de Caraval.
Honestamente? Eu acredito que eu poderia ler qualquer coisa que a Julia Brusco escrevesse. Não só acredito nisso como provavelmente vou fazer.
O mundo criado aqui é perfeito para uma série de livros e ela desenvolveu em menos de 50 páginas. Não só apresentou o mundo, como desenvolveu personagens, apresentou filosofias e deixou com gosto de quero mais. Como isso é possível? Simplesmente talento e comprometimento 💛
Eu achei a ideia muito interessante, mas infelizmente a execução não foi tão boa. Apesar de eu ter gostado muito da escrita da autora, eu senti que faltou contexto e aprofundamento na história. Na sinopse está escrito que é para fãs de Round 6, então eu fui com a expectativa de algo mais tenso e sangrento e não foi o que eu encontrei.
gostei muito, apesar de achar que a Amelie não precisava ter ficado "boba" no jogo de cartas. mas é uma história bem interessante, os personagens também, gostei muito da ambientação.
alem disso, acho que o conto se beneficiaria de um pouco mais de edição.
"E talvez, apenas talvez, um pedaço da garota se agarrasse à ideia de que era especial, porque se não fosse... quem seria Amelie?"
Me empolguei muito com o início da história, super curiosa com o universo e com o que ia acontecer. Gostei da escrita da autora e da forma como ela foi conduzindo o enredo até eu perceber que a história acabaria meio que rápido demais.
Mesmo sabendo que se tratava de um conto e mesmo sabendo que eu não me dou muito bem com contos, acabei me frustrando um pouco com a execução de tudo, porque o sentimento que ficou foi de que faltou.
Então foi bom para passar o tempo, mas no fim não me marcou. Tinha potencial, mas não foi.
Acho que a sinopse fez eu esperar demais desse conto e aí as expectativas que eu criei não foram condizentes com o que eu recebi. Não é ruim, mas é... só é. Não me arrependo de ter lido, o que por si só já é louvável dada a minha extensa lista de arrependimentos. Por ser um conto, sempre fica aquele gosto de quero mais, mas nesse caso específico eu acho que a única coisa que eu gostaria de me aprofundar - caso fosse possível, seria no universo que a autora criou para a história. Essa é a parte mais interessante desse livro.
Leitura rápida, premissa interessante, personagens razoalvemente interessante, mas para o final ter mais impacto e fugir do lugar comum sinto que a personagem principal precisava ter sido mais desenvolvida, para que realmente sofressemos com ela ou aprendessemos alguma lição. Como não foi o caso, senti apenas frustração porque tudo ficou em aberto e poderia ter sido muito mais desenvolvido. 3,5/5
Gostei desse conto. Amo fantasia sombria e essa ambientação de um circo cheio de mistérios é algo que conversa bem comigo. Mas eu senti falta de um pouco mais de aprofundamento nos personagens pra me importar mais com a história. Sei que a proposta aqui é ser algo breve, mas ainda assim eu acho que a autora poderia ter desenvolvido um tanto mais, mantendo a objetividade.
Sinto que a ideia principal é muito criativa e me fez entrar no universo de uma maneira muito fluida... Mas conforme a história foi acontecendo, me fez ter o sentimento de que as coisas estavam acontecendo rápido de mais, passou o sentimento que em algum momento as palavras tiveram que se acomodar na quantidade de páginas que tinha o livro, e as situações foram se atropelando.
Mas o universo criado realmente foi intrigante, e teve um bom desfecho.
o enredo começa de forma um pouco confusa, mas aos poucos vai ganhando ritmo e se tornando envolvente. porém, o desfecho me soou abrupto, poderia ser mais desenvolvido. ainda assim, a escrita da autora é delicada e muito bonita.
A leitura é rápida e agradável, forma da escrita da autora não deixa nada a desejar,o livro me prendeu e só senti falta de cenas um pouco mais longas. Gostei da história num geral, só é meio macabra então é bom estar ciente disso.
3,5 nao sei se foi o cansaço mas nao tava conseguindo prestar atençao e focar em nada. parecia nao acabar mais. mas a escrita é boa, entao subi pra 3,5
Dentre todos os contos que já li até hoje, acho que este foi aquele que melhor fez eu me apegar aos seus personagens e prendeu minha atenção do início ao fim.
Como alguém que também se arrisca a escrever histórias curtas, para mim uma das partes mais difíceis é fazer os leitores se importarem com os personagens mesmo tendo tão poucas páginas para criar essa relação.
E em “As Cartas de Amelie” este era um ponto especialmente importante dada a temática da história — que envolve jogos mortais, competição e luta por sobrevivência.
Por si sós, já achei os jogos bastante criativos e interessantes de acompanhar, sendo eles os responsáveis por capturar boa parte da minha atenção durante a leitura. Mas o fato de eu me importar com os personagens foi o que me manteve emocionalmente envolvida com o que acontecia nestes jogos.
A autora não perde tempo fazendo descrições extensas de nenhum dos personagens, mas os poucos detalhes que vai revelando ao longo da narrativa já foram, para mim, mais do que suficientes para eu entender que cada um deles tinha uma história anterior àquele momento.
Cada um tinha um motivo para estar ali e para querer vencer — motivos além da mera sobrevivência.
Além disso, o fato de não ser revelado muito — apenas o necessário — também contribuiu para a atmosfera de suspense e mistério que envolve toda a história, os personagens secundários e até mesmo a própria Amelie.
E sobre a protagonista — Amelie é ambiciosa, determinada e impiedosa, não medindo esforços para conseguir o que deseja. Chegando até mesmo a tomar atitudes que podem ser vistas como cruéis, ela não é o tipo de personagem mais classicamente “gostável”. Ainda assim, gostei muito de acompanhá-la.
Ao ser revelado mais sobre seu passado, consegui entender exatamente por que ela se tornou quem é agora, e por que age da forma que age.
O final da história também me agradou muito — na minha opinião, encerra a jornada de Amelie de forma bastante coerente com tudo que foi apresentado anteriormente, além de manter parte do mistério acerca do circo e de sua proprietária.