Investigar processos curatoriais e mediadores culturais a partir de uma exposição foi um intenso exercício cartográfico de reflexão sobre a relação entre a figura do curador de arte e do mediador cultural. Para além disso, a tessitura do pensamento também foi elaborada no entendimento das semelhanças e diferenças conceituais, de poder e de práticas que atravessam essas duas áreas do campo de conhecimento das Artes Visuais.
Os experimentos realizados na exposição vinculada à terceira edição da revista Propágulo: fotografia e identidade foram a matéria prima para a escrita desta investigação que apresentamos aqui em formato de livro. Afetos revividos, vivências na curadoria e na mediação cultural, pensamentos elaborados e registrados sobre uma identidade híbrida constituinte do próprio ofício propiciaram a ampliação da aprendizagem de que os saberes particulares de cada campo específico não são suficientes para uma investigação cartográfica. Pois, são fundamentais as possibilidades de colaboração mútua e negociações constantes entre os campos.