De férias na região, um investigador norte-americano é raptado do hotel onde se encontrava instalado. Uma nova pista sobre um antigo projecto de manipulação genética é descoberta e a Dark Star, uma organização terrorista internacional, está decidida a utilizar os conhecimentos deste cientista para ganhar vantagem.
Contudo, de regresso à Europa, uma das suas operacionais resolve trair o sindicato do crime e oferece-se para trabalhar como agente dupla ao serviço da inteligência britânica. O mistério adensa-se quando esta mulher, de nome de código China Girl, impõe como única condição colaborar com André Marques-Smith, o director do Gabinete de Informação e Imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros português e espião ocasional.
Obrigados a trabalhar juntos para evitarem um atentado a uma importante líder europeia, uma atmosfera tensa, de suspeição e desconfiança, instala-se de imediato entre os dois. Mas que segredos esconderá esta mulher, cujo próprio nome é uma incógnita? Serão as suas intenções autênticas? Será o espião português capaz de resistir à sua invulgar e exótica beleza?
Vencedor do Prémio Literário Note! 2012, Nuno Nepomuceno regressa com A Espia do Oriente, o segundo livro da série Freelancer. Por entre os cenários reais de Budapeste, Berlim, Londres, Courchevel, Dubai e Lisboa, o autor transporta-nos para um mundo de mentiras, complexas relações interpessoais, e reviravoltas imprevisíveis. Uma reflexão profunda sobre os valores tradicionais portugueses, contraposta com a sua já habitual narrativa intimista e sofisticada, e que vai muito além do tradicional romance de espionagem.
Nasceu em 1978. É autor da série bestseller de thrillers psicológicos Afonso Catalão, com a qual foi N.º1 de vendas nacional, de duas séries de ficção em formato podcast e de diversos contos.
Nomeado para vários prémios, incluindo o de Ficção Lusófona 2019 das Livrarias Bertrand com A Última Ceia, do qual foi finalista, destacou-se em 2012, quando venceu o concurso literário Note! com a obra O Espião Português, o seu primeiro livro, que a Cultura Editora reeditou em 2021.
Apresenta agora A Noiva Judia, o derradeiro título da série que o notabilizou.
Trilogia Freelancer (em reedição pela Cultura Editora) O Espião Português, A Espia do Oriente, A Hora Solene
Série Afonso Catalão A Célula Adormecida, Pecados Santos, A Última Ceia, A Morte do Papa, O Cardeal, A Noiva Judia Histórias do Bem e do Mal, Os Ficheiros Catalão, O Assassino, A Morte de Dario
Representação literária e imagem
Agência das Letras e-mail: info@agenciadasletras.pt
Referências
N.º 1 nacional de vendas de livros.
N.º 1 nacional Fnac;
N. 1 nacional Continente;
N.º 1 nacional Bertrand;
N.º 3 nacional WOOK;
N.º 1 nacional Kobo;
N.º 1 nacional Apple;
N.º 1 nacional Amazon;
N.º1 nacional policiais e thrillers Wook.pt;
N.º 1 nacional policiais e thirllers Bertrand.pt;
N.º 1 nacional google play;
Prémios Literários
Prémio Note! 2012 (parceria grupo LeYa, revista Lux Woman e lojas Note!) - O Espião Português. Finalista Prémio Bertrand Ficção Lusófona 2019 - A Última Ceia. Geeks de Ouro - Melhor livro nacional 2020 - A Morte do Papa.
Apresentação feita, elogios trocados, chega a vez de registar a minha aventura pela leitura d'A Espia do Oriente. É o segundo livro da série Freelancer e retoma a aventura iniciada em O Espião Português, antecipando o volume final que ainda está a ser escrito. Os livros podem ser lidos de forma independente, mas é claro que não posso deixar de aconselhar que comecem pelo primeiro e que se deixem seduzir logo pelo André Marques-Smith, um espião que ao mesmo tempo trabalha para o governo português, mas as surpresas não ficam por aqui. E se, por um lado, no volume anterior a vida do André pareceu ficar virada do avesso, por outro a sensação que fica ao terminar A Espia do Oriente é que o primeiro volume foi como um aperitivo em tom de refeição, mas cujo prato principal é agora com André e China Girl lado a lado numa aventura hiperactiva.
Se gostei d'O Espião Português é certo que dei por mim a devorar completamente A Espia do Oriente. O enredo está mais rico, há mais a atrair a atenção do leitor, várias linhas de acção a seguir, sempre bem estruturadas e coerentes, e a sensação de perigo chega a ser vertiginosa. Quais são as verdadeiras motivações das facções que lutam pelos manuscritos? Serão todos tão leais ao que dizem ser? De onde virá a primeira facada nas costas? Como depositar confiança em alguém que já deu provas de traição? E se a dúvida é como um veneno que se alastra, resta arriscar que cada uma das decisões tomadas seja em prol de um antídoto que não sabemos se alguma vez tomaremos.
A narrativa está muito bem construída. Para quem não leu o volume anterior, as peças vão -se encaixando nos tempos certos, sendo que o autor enquadra o leitor de forma subtil e esclarecedora. Desde o início que a tensão está presente entre os dois protagonistas - André e China Girl - e nunca sabemos bem qual será o desfecho que lhes cabe. Temos a espionagem, as missões aparentemente suicidas e o perigo como pano de fundo, mas é na exploração das emoções que A Espia do Oriente ganha ainda mais pontos. Nuno Nepomuceno já começa até a ser conhecido por isso, pelas personagens tão humanas, com todas as forças e fraquezas que cada um transporta em si no seu dia-a-dia, e é raro conseguir importar isso para uma obra literária num género como o thriller sem que a história se torne aborrecida, afinal estamos à espera de uma adrenalina e compulsividade de leitura sem igual. O nosso escritor consegue ambos e fá-lo de forma única, apaixonada. Mais, temos cenários lindíssimos, plena cultura internacional que nos vai sendo apresentada, cuja tentação de ir ao motor de busca procurar por certos locais se tornou impossível de conter e a vontade de os visitar ainda mais.
Nota-se uma clara evolução do primeiro livro para este e não será demais dizer que o preconceito em relação a publicar autores portugueses que escrevam dentro do género policial/thriller/espionagem tem de acabar. Ganhar um prémio literário como o Nuno ganhou e ter dificuldades em publicar um segundo livro quando o primeiro foi um sucesso - com centenas de fãs a aclamar por mais - não se justifica. Não num mercado que importa tanto, por vezes de forma bastante infeliz, tendo pequenas minas no seu próprio país. Deixo uma última nota para as páginas finais que me enfureceram como poucos autores o conseguiram fazer e que me deixou a ferver por iniciar o próximo. Realmente nem tudo o que parece é, por vezes para o bem, outras para o mal. Veremos o que se segue! Recomendo sem restrições, a não ser um "aguenta, coração"! Vão precisar J
4.5 ⭐️ Que final foi este? O Nuno sabe mesmo como enganar os leitores! Após terminar fiquei a olhar para o livro uns 5 minutos a tentar processar este final! Sem dúvida, mais uma vez, o Nuno está de parabéns por este magnífico livro. (vídeo de opinião em breve)
Para quem não sabe, “A Espia do Oriente” é a continuação de “O Espião Português”, integrando juntos a trilogia Freelancer de Nuno Nepomuceno. Mais uma vez tenho de deixar aqui o meu obrigada ao autor, que gentilmente me cedeu um exemplar deste segundo volume, proporcionando-me a oportunidade única de ler esta obra pouco depois do seu lançamento.
Se, por um lado, “O Espião Português” já tinha tido um sabor especial para mim, tendo marcado o início da minha viagem pelos thrillers/policiais/livros de espionagem, por outro, “A Espia do Oriente” não lhe ficou nada atrás. Aliás, se tinha gostado muito do primeiro, o segundo arrebatou-me por completo. Mesmo com as grandes expectativas criadas após leitura do primeiro volume, Nuno Nepomuceno volta a surpreender!
Também este novo aspecto da trilogia com a Topbooks é de congratular. É verdade que ainda não tive oportunidade de reler “O Espião Português” através da edição da Topbooks. No entanto, no que diz respeito ao segundo volume, pude reparar na qualidade do livro, na capa apelativa e na organização cuidada dos capítulos e diferentes cenários.
E pensar que a continuação desta história esteve em risco de não ser publicada, pensar que poderia não ter tido a oportunidade de ver o crescimento do Nuno e de acompanhar o percurso de André Marques-Smith, pensar que esta história magnífica correu o risco de ficar numa gaveta! Teria sido uma enorme injustiça e uma grande perda para todos aqueles que gostam de ler!
Confesso que, quando recebi o livro, tive o receio de já não me lembrar de pormenores da história importantes para a compreensão do mesmo, tendo considerado até a releitura do livro inicial. Mas a vontade de avançar na história foi tão grande que me atirei de cabeça para o segundo! E não fiz mal! No decorrer da narrativa, o Nuno conseguiu enquadrar e recordar-nos dos aspectos essenciais do volume anterior de uma maneira única e subtil.
Como já referi acima, também neste volume se vê um enorme crescimento do Nuno. Uma escrita melhorada e cuidada, sem maçar o leitor em momento algum, com a formulação de frases mais elaboradas, contrastanto com as frases curtas e concisas que tanto caracterizavam “O Espião Português”.
No que diz respeito à história propriamente dita, após termos conhecido todo o presente e passado de André Marques-Smith, agora temos a oportunidade de conhecer o presente e passado d’ “A Espia do Oriente” e de que forma é que o caminho destas duas personagens se intersecta.
Mais uma vez o autor provou ser capaz da criação de personagens humanas, com sentimentos únicos e por vezes demasiado profundos. Como livro de espionagem que é reinam aqui a dúvida, a confiança e a traição, sendo bastante bem explorados, cuidadosamente caracterizados e brilhantemente transmitidos ao leitor.
Para quem leu "O Espião Português", nem sabem o que vos espera! Será que conhecem de facto as personagens que fazem parte deste enredo? Confiam nelas? Será que tudo é o que parece? Pois é, quanto a estas questões só vou dizer que está tudo muito bem pensado e planeado e que faz muito sentido!
Por fim, quero deixar os meus sinceros parabéns ao Nuno! Parabéns porque conseguiu continuar a publicação da trilogia, porque cresceu muito e porque me continua a surpreender! É digno de todos os elogios que já vi escritos ou ditos! Espero não só ler a terceira e última obra desta trilogia, como também continuar a acompanhar de perto o trabalho do Nuno.
A perfeição existe. E o Nuno escreveu-a! A Espia do Oriente é, a par com o “irmão” mais velho “O Espião Português” do melhor que eu li no que compete a literatura Nacional. Julgo que ainda estamos a anos luz de os leitores portugueses darem oportunidade a este género produzido por autores portugueses, mas o Nuno consegue sem dúvida primar pela diferença e pela genialidade de conteúdos.
Eu estou tão satisfeita com o que li que até me perco naquilo que quero escrever/dizer. Comecemos por dizer que quem não leu “O Espião Português” pode ler “A Espia do Oriente” em separado. É verdade que sendo uma trilogia o ideal será sempre começar pelo primeiro, mas o autor esteve também muito bem nessa parte, de permitir a leitura sem obrigatoriedade de ter lido volumes anteriores.
A História toda ela, é uma caracterização, estilo cinematográfico do que estamos a ler. Quero eu dizer que sentimos mesmo estar nos cenários da narrativa, visualizamos mentalmente locais, sensações, pessoas, estados do tempo. Não existem tempos “mortos” existe sim uma acção constante, fluída, repleta de revelações chocantes e voltas e reviravoltas. Ficamos presos de tal forma que a leitura é compulsiva/viciante e só nos damos satisfeitos quando acabamos. Ou não.
A personagem principal e de foco neste segundo volume da Trilogia Freelancer é a misteriosa China Girl, a asiática enigmática que fez com que a vida de André mudasse no volume anterior. É-nos revelado tanto o nome verdadeiro dela como toda a sua história e é um crescendo de emoções e de muitos “Ohhh, ahhhh, não pode ser” enquanto a história avança. A realidade da história da nossa Espia é de tal forma tão “real” que sentimos uma empatia por ela, uma compaixão que nem todos conseguem transmitir. André é co-protagonista (como não poderia deixar de ser) e continua a ser apaixonante ler o percurso dele, apaixonante vermos a evolução do mesmo e aquilo que sentimos que ainda está para vir. Todo o núcleo em torno do André Marques-Smith é forte, coeso e teve uma evolução muito positiva neste segundo volume.
Os cenários que nos são apresentados são espantosos, sempre associados a um contexto geo-politico interessante e similar ao real, associado a um nível de riqueza e sociedade superior. Ate nos é permitido ter uns momentos de humor fantástico com uma personagem que toda ela é luxo, toda ela é peneiras e toda ela é.. falsa! :D
Não consigo apontar falhas a este livro. Não consigo porque não as encontrei. E isso é raro de acontecer numa leitura. Mas esta não é uma leitura normal, é aquela que eu acho OBRIGATÓRIA a todos os fãs de uma boa acção, cheia de glamour, amor, traição e confiança. E sobretudo factor Humano.
Vamos continuar todos a apoiar o Nuno e a sua obra, que agora já não é só sua, também é nossa, e não se coíbam de recomendar, oferecer, divulgar. Porque o que é Nacional é bom, e a trilogia Freelancer ainda é melhor. Sim gostei isto tudo e estou desejosa de ler o terceiro e último volume, porque o final deste, garanto-vos, vai mudar toda a vossa forma de pensar. Portanto esperam o quê para começarem a ler?
Mas, mas, mas..... então e agora?????? Ai que vou roer unhas até sair o terceiro :p Update - 24/05/2015 Agora que o "choque" já passou tenho de pôr por escrito o quanto gostei deste livro. Se gostei do primeiro, este ainda me prendeu mais. Em tanta pagina, não houve um único momento em que eu pensasse "mas para que raio aqui está isto a fazer. Não faz falta nenhuma para o desenvolvimento."O que, em mim, é raro, muito raro. Por norma sou muito critica e acho sempre que há ali uma parte ou outra que só serve para encher. Neste caso, isso não aconteceu. Posso dizer que foi uma leitura compulsiva. Sempre que um capítulo acabava deixava-me sempre na expectativa do que iria acontecer a seguir. E nem todos os autores têm essa capacidade. Os personagens são, muito, muito bons. Adoro o André, mas até da China Girl aprendi a gostar, de certa forma. Quanto à escrita, posso dizer que houve uma evolução enorme do primeiro para este. O toque de humor de uma certa "Diva", vem na altura certa da narrativa. É uma lufada de ar fresco numa trama tão densa que, por vezes nos dá vontade de entrar no livro de de abanar certos personagens.
Acho que com uma classificação de 5* não posso, nem devo de adiantar mais nada para não acabar com o factor "suspense". Só posso dizer que, se gostaram do primeiro, vão adorar este. Se não conhecem, está mais do que na altura de tentarem. Tenho a certeza que, se gostam de um bom enredo, e de espionagem, este livro não vos vai decepcionar.
Ah, para quem não sabe, isto é uma trilogia. O terceiro ainda não saiu, mas "esperam-se novidades" (palavras do autor). O que eu espero seja em breve, pois mais uma vez o fim deste segundo livro deixa tudo em aberto na vida do Andre.
Terminei "A Espia do Oriente" há pouco e a primeira coisa que fiz foi ir buscar "A Hora Solene". Felizmente sou uma das afortunadas que já o tem na sua posse, porque não sei se iria conseguir esperar mais tempo para saber o que Nuno Nepomuceno reservou para esta dupla de espiões fantásticos!
Não me quero alongar muito nos acontecimentos deste segundo volume, porque tratando-se de uma trilogia, alguém que ainda não leu o primeiro poderá ler este comentário e ficar a saber mais do que devia, retirando-lhe prazer na leitura.
Isto das sequelas tem que se lhe diga. A minha opinião sobre “O Espião Português” é muito positiva, quando terminei a leitura fiquei bastante ansiosa pelo próximo livro, o já anunciado “A Espia do Oriente”. Contudo, admito, tive sempre um receio em relação a este segundo livro, temi que a Espia e o Espião se envolvessem de forma romântica e que a componente de acção e espionagem ficasse em segundo plano, dando lugar a desenvolvimentos, para mim, aborrecidos e lamechas. Seria um caminho. Lógico e desejável (possivelmente) para alguns leitores, mas não para mim. E foi um grande alívio verificar que isso não aconteceu. Não estou a dizer que eles não se envolvem, como também não digo o contrário, que é para não estragar leituras, apenas posso dizer que não há cenas que poderiam fazer descambar isto tudo em algo banal. Prova superada e ainda bem, que eu ía odiar não adorar este livro. Mais uma vez a leitura é compulsiva, mesmo tendo este volume quase quinhentas páginas, nunca se perde o ritmo, e a vontade de saber o que vai acontecer fez-me ler as primeiras trezentas páginas praticamente seguidas. Terminado o fim-de-semana é mais difícil manter a cadência, mas os quatro dias que levei a lê-lo significam, para mim, que o autor, não só conseguiu manter o nível do primeiro livro mas também superá-lo. De facto as melhorias são notórias, tanto ao nível da escrita, que me mostrou um Nuno Nepomuceno mais palavroso, avançando em alguns casos para parágrafos mais longos, com uma riqueza de vocabulário acrescida, como ao nível das descrições das situações e cenários. Cenas de acção algo complexas, com intervenção de várias personagens, cada uma com o seu papel, a que assisti de forma quase cinematográfica, sem me perder. A componente humana do André continua a ser, tal como no primeiro livro, fundamental. A Espia não lhe tira protagonismo, acompanha-o. Nota-se claramente a preocupação por parte do autor em que os livros possam ser lidos de forma independente, mas eu garanto que qualquer leitor retirará maior proveito lendo em sequência. Os livros completam-se, tal como esta dupla se completa na trama. Senti que se fecharam algumas pontas do primeiro livro, analisando as mesmas situações pelo ponto de vista da Espia. Aliás, é concedido várias vezes ao leitor o privilégio de saber o que cada um pensa acerca das mesmas coisas, há uma entrada directa para a as dúvidas, medos e inseguranças nas mentes das personagens, e não só das principais. Um trabalho bem conseguido, um bom exercício de escrita. Dúvida. Confiança. Traição. Três palavras sempre presentes. Palavras difíceis de digerir. A traição é um murro no estômago, a dúvida desorienta, a confiança é frágil na presença das outras duas. Identifico-me muito com o André, confesso, acho que assim será com a maioria das pessoas, ele enfrenta dificuldades e medos comuns a todos nós, desde problemas no emprego a desilusões amorosas, passando por zangas familiares, tudo por acreditar e por se entregar. Claro que a um nível diferente, afinal o André é Espião, o que lhe confere um charme que poucos de nós terá (mas nós também não somos personagens de livros), só que ao mesmo tempo, é esse poder do terra-a-terra que faz com que se goste muito dele. Não é que a Espia não mereça mas não vou escrever sobre ela. Apenas revelar que é uma personagem já presente no “Espião Português”, que sai do elenco secundário e toma agora o palco principal. Muito misteriosa, com uma sensualidade poderosa e um passado surpreendente, esta mulher eleva a “Dúvida. Confiança. Traição.” a um outro nível. Eu cá acho que devem conhecê-la. “Vendo bem, acreditar nos outros sempre foi a sua maior fraqueza. (…) Gostava de ter tido a coragem de ser mau.” (Pág. 323)
Quero agradecer novamente ao Nuno a amabilidade e gentileza que teve em me oferecer a “menina dos olhos dele” A Espia do Oriente Livro II da série Freelancer, continuação do “Espião Português”.
Um autor experiente que nos trás um tema iminente, “Ao Espião Português” mas de todo independente, Que vai ser uma viagem deveras imprudente, De um assunto bastante influente!
A narrativa deste livro é uma verdadeira montanha russa, muita acção, aventura, segredos, mentiras, mistérios e suspense. Ao longo da história, os acontecimentos sucedem-se constantemente e nada daquilo que parece ser, é.
A leitura é delirante, compulsiva, frenética, fluida e agradável. Desenrola-se a um ritmo acelerado e surpreendente, que nos prende da primeira à última página. A cada página que virava havia dúvidas e desconfianças e mais me parecia estar sentada numa sala de cinema a ver um filme do 007 pleno de acção, assim como no cinema não consigo tirar os olhos do ecrã, nesta leitura arrebatadora acontece-me o mesmo.
A escrita do autor é clara, simples, criativa, esmerada, fluída e envolvente. Os ambientes, os detalhes, os cenários, os discursos e os personagens devidamente estruturados, trabalhados e desenvolvidos, para assim termos uma melhor visão de toda a história.
A Espia do Oriente muda de cenário e país constantemente e leva-nos a conhecer cidades como Budapeste, Berlim, Londres, Courchevel, Dubai e Lisboa, Verifica-se que o autor teve de fazer grandes pesquisas e investigações prévias. A narrativa é surpreendente e engenhosa.
A história começa no Burj Khalifa Bin Zayid no maior arranha-céu do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos com a China Girls em plena acção numa missão terrorista e somos transportados para um mundo de espionagem, suicida e violência. Quem é na realidade China Girls, será uma assassina, uma ladra, uma mentirosa ou uma mulher sofrida pelo seu passado……? De regresso à Europa China Girls oferece-se para trabalhar como agente dupla nos serviços secretos dos serviços de inteligência ou serviços de informações britânicos, mas impõe como seu parceiro André Marques Smith.
Conseguirão algum dia os personagens sentirem Confiança absoluta entre um e outro, ou a Traição e as Dúvidas permanecerão sempre presentes nos seus íntimos? O perigo está sempre presente neste enredo pleno de acção, mas o que seria da vida sem riscos! A profissão dos personagens é uma aventura constante, mas plena de Dúvidas, desconfianças, incertezas e confusões.
Para quem não leu o livro anterior, este dá-nos muitas indicações de quem são este ou aquele personagem e informações sobre a história o que poder-se-à ler sozinho, mas eu aconselho a que leiam “O Espião Português” em primeiro lugar para se ter uma visão mais clara e esclarecedora da história.
Desta vez o autor superou ainda mais as minhas expectativas, pois neste livro verifica-se um aperfeiçoamento e crescimento bastante grande em termos de escrita (mais requintada) e do desenvolvimento da acção. Aguardo ansiosamente pelo terceiro e último da série.
Um livro assim, Dá cabo de mim, As sensações e o frenesim, Como eu me senti no fim!
Muito Bom :) Recomendo sem reservas o autor aos fãs de uma boa história plena de acção, suspense, espionagem, imaginação, pela escrita e pelo desenvolvimento da narrativa.
Os meus parabéns ao Nuno Nepomuceno e à Topbooks Por ter apostado num autor nacional Com um talento excepcional Ao nível do internacional.
« A história continua ..., André encontra-se revoltado, com dificuldades em conseguir voltar a confiar em alguém. A vida prossegue e agora as missões são mais perigosas. Os segredos proliferam no ambiente.
Depois do "Espião Português" mergulhei na "Espia do Oriente", confesso que com grandes expectativas que não saíram goradas.
É clara a evolução do autor, na forma, na escrita e no detalhe.
O que trás um problema para resolver ao autor... a expectativa para o terceiro livro trás uma grande responsabilidade para com os fãs, como eu, desta trilogia. :)
Um dos elementos que, quanto a mim, sobressai são as descrições dos cenários que ganham cor e vida nas palavras do autor. Muito bem contextualizados sem chegar a aborrecer o leitor. Facto muito positivo neste livro.
Outra nota positiva recai sobre a diversidade de cenários oferecidos, distribuídos por vários países.
Quanto ás personagens. O autor teve a preocupação de oferecer uma maior profundidade das personagens secundárias, revelando um pouco mais do passado ("backstory") de cada uma delas levando a aumentar a percepção do leitor no que à história diz respeito.
É evidente o uso inteligente de elementos de descrição física para identificar as personagens. Este mecanismo da "escrita criativa" cria laços e desenvolve empatia e envolvimento com o leitor.
O romance ganha um pouco mais de destaque neste segundo livro, mas confesso que pessoalmente gostaria de ver mais intensidade e intimidade entre as personagens principais, momentos que reunissem mais tensão, desejo e intimidade. Esta é obviamente uma pretensão pessoal que nada afecta a qualidade da obra.
Gostei do detalhe de o autor procurar colocar um pouco de humor no livro utilizando os pais de André para esse fim, o que ajuda o leitor a recuperar o folgo da adrenalina imposta pela acção intensa do livro.
O momento tenso e arrepiante que envolve André e uma ponte (e mais não digo...), demonstra as qualidades de escrita do autor, oportuno, revelador e contudo um facto que contribui muito para a construção consistente da personalidade da personagem.
O desfecho é provocador e audaz. Apesar de arriscada, na minha perspectiva, a escolha resultou muito bem.
Após a surpresa muito positiva do primeiro livro, a responsabilidade cresceu no livro seguinte, e dou-me por satisfeito para um segundo livro da trilogia. Quanto a mim,(...)
O enredo? Como o mesmo ritmo avassalador, o autor presenteia-nos com mais um enredo cativante e emocionante. Desta vez somos convidados a conhecer a história de China Girl, com vislumbres do seu passado, acompanhando-a no seu presente e ansiando pelo seu futuro mais risonho. Neste novo volume continuamos a viajar pelo mundo, como muita espionagem à mistura, a par de missões arriscadas que nos deixam com o coração aos pulos para saber o seu desfecho, sem falar em surpresas constantes, reviravoltas inacreditáveis e traições onde menos se esperam.
As personagens? André continua com o mesmo dilema, confiar ou não confiar, anda sempre numa luta interior pela sua ânsia de sentir seguro no meio das pessoas que o rodeiam. A enigmática China Girl, que demonstrou no volume anterior ser uma excelente profissional, inteligente e extremamente sedutora, neste somos obrigados a confirmar essas premissas e acrescentar outras, tais como, a perseverança, humanidade e um desejo de ser amada e aceite pela sua família.
A escrita? Rica, repleta de descrições fantásticas que nos permitem idealizar cenários bastante cinematográficos.
Conclusão? O autor consolidou o seu lugar como sendo um dos meus preferidos. É um triller completamente alucinante, com um ritmo frenético que nos arrebata e nos deixa a ansiar por mais!
Esta opinião por incrível que pareça está a ser das mais difíceis para mim de escrever, e estou mesmo no final do prazo para a mesma e ainda com dúvidas do que efetivamente quero transmitir. Mais honesta que isto é impossível.
Antes demais eu reli a primeira edição toda de novo e obviamente li a nova edição de colecionador. E Nuno, que trabalhão me deste para descortinar as pequenas pérolas que deixaste nas alterações que fizeste que só quem leu o primeiro de forma entusiasta como eu se aperceberia e aperceberá. Na minha modesta opinião esta versão é a versão a ser lida sem qualquer dúvida. Mais polida, madura e completa.
A minha opinião relativamente à obra mantém-se. Vou parafrasear o que já escrevi anteriormente e “A perfeição existe. E o Nuno escreveu-a! A Espia do Oriente é, a par com o “irmão” mais velho “O Espião Português” do melhor que eu li no que compete a literatura Nacional. Julgo que ainda estamos a anos luz de os leitores portugueses darem oportunidade a este género produzido por autores portugueses, mas o Nuno consegue sem dúvida primar pela diferença e pela genialidade de conteúdos.”
Considero que o respeito pela personagem principal desta trama foi consideravelmente refeito nesta edição (muito menos china girl e muito mais Megan Wu) e de forma bela, dedicada e dá para entender que é uma personagem muito querida para o autor e que precisava mesmo deste amor para ser melhor entendida e “compreendida”. Continuando com o que já escrevi anteriormente “A personagem principal e de foco neste segundo volume da Trilogia Freelancer é a misteriosa China Girl, a asiática enigmática que fez com que a vida de André mudasse no volume anterior. É-nos revelado tanto o nome verdadeiro dela como toda a sua história e é um crescendo de emoções e de muitos “Ohhh, ahhhh, não pode ser” enquanto a história avança. A realidade da história da nossa Espia é de tal forma tão “real” que sentimos uma empatia por ela, uma compaixão que nem todos conseguem transmitir. André é coprotagonista (como não poderia deixar de ser) e continua a ser apaixonante ler o percurso dele, apaixonante vermos a evolução do mesmo e aquilo que sentimos que ainda está para vir. Todo o núcleo em torno do André Marques-Smith é forte, coeso e teve uma evolução muito positiva neste segundo volume. Assim como a sua garra, perseverança e medos. Sim, medos. Medo do desconhecido. Do futuro. Do não futuro. E acrescento que a forma como os capítulos estão nesta nova edição fazem mais sentido para a trama em geral.
Mais uma vez, e não é ser tendenciosa, é ser mesmo fã da escrita e dedicação do Nuno a 1000% em tudo o que se compromete, não consigo apontar falhas a este livro, pelo contrário, foi um upgrade fenomenal à primeira edição, com bons easter eggs. é aquela leitura que eu acho OBRIGATÓRIA a todos os fãs de uma boa Ação, cheia de glamour, amor, traição e confiança. CONFIANÇA. A palavra que mais me custa deixar escrita nesta opinião.
Vamos continuar todos a apoiar o Nuno e a sua obra, agora já com toda a Série Afonso Catalão Editada e não se coíbam de recomendar, oferecer, divulgar. Porque o que é nacional é bom, e a trilogia Freelancer ainda é melhor. E o Nuno, escritor Nacional, é dos seres mais humanos, humildes e talentosos que eu tenho o prazer de conhecer pessoalmente desde 2013.
Para mais informações, não deixem de consultar a página oficial do autor aqui.
Os meus agradecimentos à Cultura Editora pela cedência deste exemplar para leitura antecipada, e o livro encontra-se à venda já a partir de amanhã 13 de Outubro de 2022 em todos os locais habituais.
Meu Deus, assim o meu coração não aguenta. Outro livro absolutamente fantástico. Que viagem alucinante. Nepomuceno tem o dom de nos fazer esquecer da vida. Não descansei e ainda me falta o último. Infelizmente, só o conseguirei ler em Janeiro. Que espera angustiante. Que outras surpresas nos revelará o fim desta magnífica trilogia?
Pensei que o Nuno Nepomuceno tinha decidido adoptar uma abordagem diferente daquela que teve com "O Espião Português" mas eis que ele insiste! Insiste em criar livros viciantes, absorventes e intensos. O resultado? Mais uma série de horas em que ignorei o mundo e me perdi nas páginas desta incrível obra!
É um orgulho ler obras assim escritas por portugueses. É com alguma vergonha que admito que o meu rácio de autores portugueses está muito baixo em comparação com a quantidade de obras estrangeiras que leio, mas são obras como "A Espia do Oriente" que me dão a esperança de que um dia tal venha a mudar.
Segue os passos do primeiro. Uma boa historia de espiões com romance à mistura. Acaba repentinamente deixando tudo em aberto, o que só me deixa com vontade de ler o próximo já ontem.
"A Espia do Oriente" faz parte da trilogia Freelancer, a primeira obra literária de @nuno_nepomuceno e que ganhou em 2012 o "Prémio Literário Note". Em boa hora a @culturaeditora decidiu reeditar esta série fantástica e que me está a deixar rendida.📚 Neste segundo livro "A Espia do Oriente" temos novamente André, um agente secreto, ser chamado para uma nova missão, depois de algum tempo de licença médica. Nesta nova missão, surge uma misteriosa mulher com um historial de vários crimes e que se voluntaria para ajudar o agente português. Será que André vai confiar? Esta é uma história que nos começa a prender logo desde o início, com muita ação e mistério e um conjunto de personagens que nem sempre são o que parecem.📚
Este é o segundo livro da trilogia Freelancer mas que pode ser lido de forma independente pois, sempre que é necessário, o Nuno faz vários enquadramentos/resumos dos acontecimentos de O Espião Português. De qualquer modo, e como leitora, recomendo que leiam os livros por ordem e assim vivam mais intensamente a vida de André Marques-Smith, funcionário do MNE e espião ao serviço da Cadmo. E ao contrário do primeiro livro, mais centrado na vida de André, em A Espia do Oriente vamos conhecendo melhor a vida e passado de China Girl, a misteriosa espia da Dark Star mas também Monique. Se já tinha gostado bastante do primeiro livro, este segundo deixou-me completamente colada. Temos várias histórias no enredo que captam a nossa atenção, tornando-o ainda mais rico, sempre com uma boa dose de perigo e ritmo e sempre com aquela sensação de "em quem confiar?". As personagens são outra mais-valia do livro. O Nuno torna-as tão humanas e reais, com os meus medos, inseguranças, sentimentos. Se já tinha gostado do André, posso-vos dizer que China Girl não lhe fica mesmo nada atrás, mas prefiro que sejam vocês a descobrir mais sobre esta mulher. Nota-se também uma clara evolução do Nuno enquanto escritor. Não só pelo enredo mais denso e com mais pontos de interesse mas também pela própria escrita, que está ainda melhor, com parágrafos mais longos e descrições mais envolventes e ricas. Digo-vos, o Nuno escreve mesmo muito bem! E não pensem que neste livro só temos acção e mais acção; cenas com ritmo alucinante. Temos também algumas mais leves e pautadas com uma boa dose de humor, nomeadamente com uma personagem algo peculiar, a Diva ;) E o final? Absolutamente fabuloso e que nos deixa completamente ansiosos por pegar no último volume. E acreditem, não vai demorar muito tempo a pegar n'A Hora Solene pois estou muito mas muito curiosa para conhecer o desfecho desta magnifica história.
Tal como os outros dois livros que li do Nuno (A Célula Adormecida e O Espião Português), este foi mais uma leitura compulsiva, que me deixou sempre agarrada ao livro e sempre que terminava um capítulo pensava "só mais um".