Do autor do memorável Somos o esquecimento que seremos, um romance que mergulha nos dilemas de um homem traído pelo seu próprio coração. «Um tributo ao amor e à amizade, à dor e à solidão. Um romance com o qual, mais uma vez,Faciolince é capaz de nos deixar sedimentos intelectuais e sentimentais difíceis de esquecer.» Leonardo Padura
«Talvez ele não quisesse um coração alheio apenas para continuar a viver, mas também um coração alheio para começar uma segunda vida.»
No centro desta história, está um homem que aguarda um transplante de coração. Luis Córdoba é um padre amável, culto, corpulento, com um coração que mal lhe cabe no a sua fisionomia é um obstáculo a que encontre facilmente um dador compatível. Por precisar de repouso e não estar capaz de viver sozinho, Córdoba hospeda-se numa casa onde moram duas mulheres e os seus três filhos. Devoto da ópera e do cinema, vai partilhando o que sabe com as mulheres e as crianças, pintando de música e imagens as paredes da casa. Ao ritmo do batimento preguiçoso do seu coração, deixa-se enredar na vida familiar e nas rotinas domésticas, e quando dá conta está a desempenhar um papel que nunca concebeu. Enlevado por sentimentos que até então desconhecia, cedo começa a repensar as suas escolhas e as suas crenças.
Num puro limbo, a crise existencial do padre bondoso, rodeado de mulheres-coragem e de uma galeria de personagens menos recomendáveis, serve para dissecar com lente cirúrgica a instituição do como numa fortaleza sitiada, quem está dentro quer sair, quem está fora quer entrar.
De um dos mais estimados autores colombianos deste século, chega-nos uma narrativa comovente, plena de ironia e acutilância, que sublima o poder do otimismo, da arte e do amor no meio de um mundo hostil. Já dizia o Padre Có «O que é verdadeiramente misterioso não é a doença ou o mal, mas a saúde, a bondade e a beleza.»
Os elogios da crí
«Um dos escritores fundamentais da língua espanhola. [...] O verdadeiro mistério não reside no mal, que é banal, senão no bem, que é excecional. Este livro é uma tentativa preciosa de explorar esse mistério.» Javier Cercas
«Nenhum livro de Héctor Abad Faciolince acontece fora da vida. Ainda que dissequem o luto, a perda ou o medo, agarram-se à vida.» Karina Sainz Borgo
«Uma reivindicação declarada da importância de sentir, apaixonar-se, apreciar as coisas bonitas. Um livro em que se defende que a única esperança da humanidade é continuar a apostarna beleza, no que faz de nós melhores pessoas e mais inteligentes.» David Trueba
«Um romance total.» El Cultural
«Uma obra de ficção que serve para enfrentar questões que só o romance – o romancecomo arte – pode abordar.
Héctor Joaquín Abad Faciolince was born on 1 October 1958 in Medellín, Colombia Colombian novelist, essayist, journalist, and editor. Abad is considered one of the most talented "post-boom" writers in Latin American literature. Abad is best known for his bestselling novels Angosta, and more recently, El Olvido que Seremos.
Leyendo este libro me pasó lo mismo que cuando alguien me cuenta una historia sobre una herida y la siento en mi estómago revolcado. Cada página me tuvo con un tris de taquicardia, varias veces tuve la necesidad de poner mi mano en mi pecho para asegurarme que ese motor, mi corazón, seguía haciendo, sin que yo lo notara, el milagro. Las reflexiones sobre la muerte son tan reales que no hay manera de que te dejen inmune y me dejaron pensando mucho en ese final pero sobre todo en la vida que uno quiere o "debería" vivir.
Mientras vas avanzando la lectura sientes la urgencia de que la historia termine diferente...pero desde el primer capítulo sabes para donde va todo. Y ahí es donde está lo más bonito de la narración de este libro, porque te vas enamorando de Córdoba y como Córdoba, de la vida y la familia y eso hace que la muerte sea como las muertes de la vida real inmensamente dolorosas, injustas y a destiempo.
También me gustó mucho la reflexión en torno a la religión, trazando un camino que deja ver todos los matices sin caer en los extremos que la defienden o atacan a ultranza. Recorrer Medellín a través de las letras de Faciolince siempre te deja con ganas de salir a buscar en google todas las historias referenciadas, en este caso fue imposible no salir a googlear todo lo referente a Luis Alberto Alvarez.
Mis frases favoritas:
- “…el final malogrado de una vida consiste en que esta se termine antes de tiempo, antes de alcanzar, por ejemplo, el logro más alto que nos hemos propuesto.”
- “Ninguno de nosotros está a la altura de lo que se nos pide, que es, salvo muy pocos casos de verdaderos santos, imposible.”
- “Sabiendo el futuro, es muy fácil corregir la vida, pero la vida es bella porque es siempre un borrador.”
- “La muerte no le ocurre a quien se muere, que ni cuenta se da, sino a quienes quedamos vivos. La muerte es un asunto de los vivos y no de los muertos porque solo los vivos la sentimos y la padecemos.”
- “¿Qué son los mitos si no religiones olvidadas, derrotadas?”
Ninguém está mais chocado com esta desistência do que eu, mas “Salvo o meu coração, tudo está bem” é tão entediante que estava a parecer-me uma penitência, e eu de facto não tenho estofo de católica. Tal como em miúda me obrigavam a ir à missa em jejum para poder comungar (já havia CPCJ nos anos 80?) e eu ficava uma hora a sonhar com o bolo a que teria direito a seguir, passei o tempo que perdi com esta obra a suspirar pelas centenas de livros que tenho por ler e que talvez pudessem ser mais gratificantes. “Salvo o meu coração, tudo está bem” é um género demasiado híbrido: parece uma biografia mas é ficção, é ficção mas não suficientemente literária para mim. Sei que muitos outros livros separam cronologicamente o magnífico “Somos o esquecimento que seremos” deste mais recente, mas se Faciolince tentou seguir a fórmula da personalidade carismática cuja história tem de ser contada, não me impressionou minimamente. Do padre Luis Córdoba fiquei a saber que é obeso, comilão, tem pé chato, está em lista de espera para um transplante de coração, adora cinema e ópera. Sobre a personalidade dele? Nada vislumbrei até à página 118. Pelo narrador, o seu amigo Nelo, fiquei a saber que nos seminários os padres não conseguem manter as mãos (e não só) longe dos seus jovens pupilos. Nada de novo debaixo do sol. Há muitas conversas sobre o celibato e a existência de Deus, sobre música clássica e cinema italiano. “Salvo o meu coração, tudo está bem” vai certamente continuar a agradar à maioria dos leitores, mas pessoalmente sou demasiado rock ‘n’ roll; Fellini, para mim, é apenas trabalho, e o meu sacerdote preferido continua a ser o Diácono Remédios.
Nunca había escrito una reseña o recomendación de un libro pero en este caso quise hacerlo. Este libro me encantó. Me gustó la forma como la historia es contada, los personajes y y todo. Me conmovió hasta las lágrimas. Se me quedó clavado en el corazón. Que lindo homenaje.
Primera mitad del libro muy buena la segunda parte me desconecto de él introduciendo tramas e hilos que tratan sobre la iglesia en Colombia que no me interesaban.
Uma leitura mesmo muito agradável! Dois padres! Dois amigos! Um coração fraco que é necessário substituir e origina, consequentemente, outros sentimentos, outras emoções, outras escolhas e outras crenças! O padre Córdoba é fácil de se gostar pela sua amabilidade, ternura, cultura, e pela sua fisionomia (tem a alcunha o Gordo)! Adepto do cinema e de ópera, envolve o leitor neste gosto, com ligações a filmes e cantoras como Maria Callas que nos proporciona ouvir também! Mas tem um coração fraco, preguiçoso e demasiado grande! Debate-se a eminência da morte e põem-se questões à volta de temas como o celibato, a paternidade, as proibições, as questões de moralidade! Aprende-se a conhecer medicamente o funcionamento do coração, as suas fraquezas quando algo não está bem! Mas por causa disso o padre Córdoba descobre sentimentos que até então desconhecia e é muito bonito! Queremos que o Gordo encontre rapidamente um dador compatível, para que possa viver a vida que imagina ter enquanto está à espera! Um livro que ao longo da leitura queremos estar lá, junto destas personagens e não queremos que a história acabe!
Es un libro te deja con una sensación de abrazo emocional muy especial. Por lo general, en la literatura contemporánea que toca temas religiosos, estamos acostumbrados a leer sobre sacerdotes sin moralidad o acerca de la Iglesia como antagonista de los valores que predica, es decir, en decadencia. Pero en este caso, el escritor hace un trabajo excelente, con una prosa muy amena y armónica, acercándonos a la vida de dos sacerdotes afables y de buen corazón (ambos buenos, pero sólo uno sano), donde su poderosa amistad, el amor al arte, valores e incluso dudas de fe nos hacen reflexionar sobre todo lo que implica para ellos pertenecer a la Iglesia y obedecer los estatutos más arcaicos, establecidos por la misma, como el celibato.
A lo largo de esta historia vamos a conocer al sacerdote Luis Córdoba, el cual necesita un trasplante de corazón, por lo cual debe mudarse a casa de una amiga que tiene hijos. Durante su estancia con ellos podrá experimentar lo que se ha perdido sobre la convivencia en el ámbito familiar, además, su presencia en la casa va desatando una oleada de emociones positivas en el resto de la familia. La esperanza que mantiene hasta el final, debido a sus ganas de seguir viviendo despiertan nuestra empatía, nos provoca admirar su optimismo y nos invitan a valorar nuestras pasiones.
También vamos a encontrar temas como las dudas de fe en su mejor amigo, Lelo, el cual nos hará pensar a profundidad acerca de los estatutos (que urge reformar) causantes de esta crisis en el catolicismo.
A lo largo de toda la novela estaremos invitados a escuchar ópera y a leer referencias sobre cine, música y literatura, lo cual le da un toque más emotivo a la obra. Hay menciones maravillosas desde el título, que pertenece a un soneto de Eduardo Carranza; además del epígrafe del libro, con la poesía de Fernando Pessoa y Ramón López Velarde. Más adelante encontraremos referencias de sopranos como María Callas o de actrices como Joan Fontaine.
El libro es una belleza y desborda arte de principio a fin.
“… el final malogrado de una vida consiste en que esta se termine antes de tiempo, antes de alcanzar – por ejemplo – el logro más alto que nos hemos propuesto”.
¡Qué gusto me ha dado leer esta novela! Siempre supe que iba a gustarme este libro pues habla de religión y medicina, pero sin ser muy religioso ni muy médico. Balance perfecto. Título perfecto.
Luis, el personaje central del libro, es un cura fuera de lo común, pues no es riguroso ni vertical, por el contrario es un gordito bonachón que no usa sotana, que disfruta de la ópera y del cine y tiene amigos por doquier dado su carisma. Este gordito se va a enfermar del corazón y mucho por lo que necesitará un trasplante. Durante su espera descubrirá otras aristas de la vida que no se permitió conocer, se llenará de ganas de vivir, hará planes y proyectos a futuro, como si fuera una nueva oportunidad de vivir pero de manera distinta.
Lelo, su mejor amigo, cura también, es quien se encarga de narrarnos la remembranza no solo de la vida de Luis, sino también parte de la suya y en esa narración el autor nos presenta los claroscuros de la formación y ejercicio del sacerdocio, entre otras cosas interesantes.
La novela está plagada de reflexiones de todo tipo. Me ha encantado cuestionar, dudar, reflexionar junto a los personajes. Cada vez que leo más sobre religión, me alejo y quedo en la nebulosa de querer creer que existe un creador pero que todo lo extra (que es mucho) está inventado.
En conclusión, he disfrutado esta novela y aplaudo el estudio que ha realizado el autor para obtener este resultado: una novela bonita, reflexiva, entrañable y de aprendizaje.
El personaje principal con sus vivencias, sus dudas, sus relaciones con los otros,sus contradicciones es interesante,sin embargo , no logra mantener el interés por la cantidad de datos sobre la cardiopatía que rompen el ritmo narrativo de una buena historia. ¿La enfermedad es una disculpa para reflexionar y criticar el papel de la.iglesia católica, el sinsentido del celibato, el abuso, el poder de la religión, etc? Las palabras de su amigo en el funeral son un alegato a favor de las relaciones diversas tanto en la familia como en el amor que muchos compartimos pero con un tono reflexivo casi de sermón que no invitan a seguir leyendo.
3.5/5. Se trata de un homenaje en forma de 'biografia', escrita a partir de los relatos de un mejor amigo. El padre córdoba es un cura no tan cura, una persona especial y diferente que supo aprovechar la desgracia de perder un corazón para intentar recuperar y replantearse una vida. Un libro bien escrito y entretenido de leer, no le pongo más puntuación porque se trata más bien de una biografía y no de un relato en sí, lo que hace que en algunas partes se me quede 'corta' la historia, o que me hubiese gustado que profundizase más en algunos personajes. Aún así recomendable si quieres leer algo diferente y llevadero.
Un gustazo leerlo, cuánto arte en esas descripciones del corazón.., emocionarme, contagiarme del optimismo del Gordo.. Geniales sus reflexiones también, envueltas con esa inocencia de niño chico. A quién no le hubiera gustado compartir unas charlas con el sacerdote Luis Córdoba!
Quando foi anunciado que iria sair um livro de Héctor Abad Faciolince, eu sabia que tinha de o ler. No ano passado, li "somos o esquecimento que seremos" do autor e tornou-se um dos livros da minha vida. Fiquei encantada com a sensibilidade de Faciolince, com a capacidade do autor de pegar num acontecimento traumático e tristíssimo e transformá-lo em literatura, em arte. É um dos livros mais bonitos e mais comoventes que já li ❤️
Por isto tudo, tinha algumas expectativas em relação a este livro. Sabia que não seria um novo "somos o esquecimento que seremos", mas esperava encontrar o mesmo tipo de escrita.
Neste livro, é narrada a história do padre Luis Córdoba que, como o próprio título indica, "salvo o coração, tudo está bem". O padre Luis tinha, literalmente, um coração demasiado grande que mal lhe cabia no peito. Enquanto está à espera de um transplante, dá-se uma revolução na vida do padre.
O padre Córdoba é uma personagem e pêras! É padre, e também é devoto do cinema e da ópera. É um padre muito humano, muito diferente da maioria dos padres que parecem querer guardar a religião só para si.
Como este é um livro com muitas personagens ligadas à Igreja, o autor não deixa nada por dizer. Repleto de ironia e acutilância, Hector Abad Faciolince deixa o leitor a reflectir sobre o propósito do voto de castidade, sobre a relação entre o celibato e os abusos sexuais na Igreja. É um livro muito provocador em algumas partes, presumo que muitos clérigos não tenham ficado contentes com o que leram, mas é um livro que acima de tudo representa o amor e a compaixão.
Tem algumas partes bastante cómicas, mas sinto que foi um livro que se arrastou demasiado. Na minha opinião, tem umas 100 páginas a mais, porque há certas coisas que não acrescentam nada à história.
"Salvo o meu coração, tudo está bem" é um livro sobre a importância do amor e da amizade, sobre a criação de uma família, que não é de sangue, mas que não é por isso que deixa de ser família, sobre solidariedade. Para mim, não chegou ao nível de "somos o esquecimento que seremos" - mas, sinceramente, que livro alguma vez chegará? 🥺
Qué maravilla de ejercicio literario. Descubrir la vida de un personaje real de esta forma. Luis Alberto Alvarez, cura colombiano, y uno de los referentes culturales del país. Un hombre culto, abierto y bueno que enseñaba que a Dios se puede llegar de muchas maneras, pero la más directa es la vía de la belleza, la de la música o el cine. Con este punto de partida toda una serie de reflexiones sobre la fe, la felicidad, la belleza o la amistad. Una obra maestra.
O coração é o órgão fundamental desta novela em que o protagonista bom precisa de um transplante. Essa circunstância leva a uma mudança em que se aborda a vida destes dois homens. O narrador e o narrado. Dois homens que nos falam ao coração sobre o sacerdócio, a Igreja e o celibato. “Curiosamente, como sucede muitas vezes na hierarquia eclesiástica, o facto de ser gay não o tornava menos homofóbico; pelo contrário.”
Na cidade mais violenta do mundo nos anos oitenta e noventa, um arcebispo católico da cidade mais católica do país destruiu o tecido religioso dos bairros mais pobres, afastando os párocos mais comprometidos com as suas comunidades. E os doadores são muitos. O que se celebra neste livro é o amor, a amizade e a solidariedade. A família. A vida e a morte. E sempre o coração como órgão central desta narrativa para reflectir a quimera do livre arbítrio, a memória do que fomos ou o desejo insensato do que seremos.
Chuleada esta historia ✅ Resulta que este libro habla sobre Luis, un sacerdote que tiene una enfermedad del corazón. En el comienzo hay muchos personajes y es difícil distinguir quién es quién (Lelo, Luis, Joaquín), yo sentí que los nombres se me cruzaban y quedé en blanco. Aún así avancé porque quise darle la oportunidad al libro. Resulta que todo comienza porque Lelo y Joaquín deciden escribir sobre la vida de Luis, creo que habría sido una mejor estrategia mencionarlo al final del libro, porque como ya lo dije, es confuso. Aún así, en esta recopilación de la vida de Luis pasan bastantes situaciones y personas. El texto logra acercarnos a la vida y experiencia de estos sacerdotes. Creo que hay momentos donde tenemos detalles innecesarios y los personajes de los que queremos saber más, quedan a un lado. Me pasó mucho que tuve el anhelo de saber qué iba a suceder con Darlis, con Teresa, cómo se sentía Joaquín con la situación, qué opinaba Luis; así que esa espera me hizo la lectura pesada y lenta. En el final del libro no me siento ni remotamente conmovida por el suceso, porque Luis construye unas relaciones, pero no se profundiza en el día a día de esos cinco meses que le cambian la vida. Pienso que hizo falta detalles en la relación de los personajes, y que tuvimos un esfuerzo de sobra en temas como la ópera y el cine que para mí no fueron relevantes.
Realmente muy bueno como la anterior novela que leí de él (El olvido que seremos). Realmente Abad Faciolince escribe de una forma que cautiva, que atrapa y que te impide dejar de leer. He devorado este libro en cuestión de 7 días además de porque mañana tengo encuentro con el autor, porque realmente la historia, el relato, la escritura y la narrativa me ha cautivado. Altamente recomendable... con pellizco incluido al corazón.
Muy lindo, un final un poco predecible pero es el objetivo del libro, visibilizar las enfermedades del corazón de manera nostálgica y un tanto poética.
Creo que si es un tanto innecesario que sea tan largo, ya que cualquiera se puede perder entre descripciones de cultura colombiana y religión.
Me encantó la manera tan orgánica de hablar sobre cine y música e incluirla dentro de la historia.
querido luis, tú sigues dormido, o así quiero imaginarte. dormido y soñando con esa vida donde tu gran corazón era compatible con el espacio habitado. tú duerme que nosotros ya vigilamos tu sueño. no sé si podrás escucharlo pero el hilo musical mejora el silencio con una ópera de Verdi. Teresa y Darlis aún andan ojerosas pero no te vayas a preocupar, saben que solo duermes. que a tu corazón aún le queda mucho por andar. solo que lo hará de una manera diferente. pero ¿acaso tú no fuiste siempre diferente a los demás? desde pequeño, cuando ingresaste en el seminario, cuando te fuiste a vivir con Lelo o aquella vez que te dio aquel arrebato y cogiste todo y te plantaste en Alemania para al segundo darte cuenta que tu lugar estaba en Medellín. que el corazón no cambia aunque cambies de lugar, Luis. Ahí nos faltó quevedo. El corazón como el universo se expande. Y ningún médico fue capaz de ver eso en tu bomba centrífuga. A más amor, mayor tamaño. Las leyes físicas están ahí para algo. por eso, cuando ese cirujano que no sabía que el amor no se puede recortar, que no hay límites ni fronteras en el corazón, se puso a cortar y coser y te hizo tal zurzido que mejor quedarte durmiendo. pero si algo hemos aprendido, querido Luis, es que el amor, ese que reside en el corazón, no se puede trasplantar. . #hectorabadfaciolince vuelve a hacer magia con las palabras recreando la historia del padre #luiscordoba a través de los recuerdos de su compañero de sacerdocio Aurelio, más conocido como Lelo, y del amigo de ambos, Joaquín. Lelo redactará una especie de manuscrito que será el esqueje de lo que luego Joaquín convertirá en novela. mientras el narrador onminisciente campa a sus anchas entre Teresa y los masajes de Darlis, los recuerdos de lelo mientras se enfrentaba a los inconvenientes de su decisión de ser sacerdote y el bulling que sufrió, al momento en que a luis le detectan su malformación coronaria y los meses que pasó en la casa laureles esperando a que el teléfono sonase para cambiar su corazón... y su vida. porque Luis estaba convencido que con su corazón nuevo podría atreverse a todo lo que no había sido capaz hasta la fecha... #salvomicorazontodoestabien es el título de la última novela de #hectorabadfaciolince donde el escritor colombiano vuelve a utilizar, como ya hiciera en #elolvidoqueseremos, los versos de un poema para dar título a la obra. en esta ocasión #sonetoconunasalvedad de #eduardocarranza son una declaración de intenciones de un magnífico tratado sobre el amor y el corazón, sobre la estela que dejamos a nuestro paso. querido Luis puede que tu corazón no te cupiese en el pecho de tan grande y la sangre no supiera por donde tirar con tanto kilómetro extra, pero Luis, que manera de latir la tuya. como diría #migueldors "se fue, pero que manera de quedarse".
‘Todo está bien: el verde en la pradera, el aire con su silbo de diamante y en el aire la rama dibujante y por la luz arriba la palmera. Todo está bien: la frente que me espera, el azul con su cielo caminante, el rojo húmedo en la boca amante y el viento de la patria en la bandera. Bien que sea entre sueños el infante, que sea enero azul y que yo cante. Bien la rosa en su claro palafrén. Bien está que se viva y que se muera. El Sol, la Luna, la creación entera, salvo mi corazón, todo está bien.’
Soneto con una Salvedad ~ Eduardo Carranza ~
• Un homenaje a la amistad, al amor en todas sus formas y a la familia. Homenaje a ese cura bonachón, El Gordo. Hombre culto que siente profundamente y así lo comparte con todo el que conoce, que el arte es una de las tantas maneras de llegar a Dios y en su caso desde su amor por la música clásica, la poesía y el cine. • ‘Tiene un corazón grande’ y es que sí, El Gordo tiene un corazón grande pero en su caso no se puede tener un corazón demasiado grande y es que médicamente no es bueno para nadie, entonces está allí, a la espera de ese donante que le cambiará la vida y le dará esa segunda oportunidad. Mientras el tiempo pasa le suceden muchas cosas -se llena de reflexiones- frente a muchas cosas que tienen que ver con la iglesia - su mirada a la vida y a la familia comienza un recorrido que es imposible no acompañarlo y no conmoverse.
“Nunca me había dado cuenta de que la verdadera dicha es una familia, vivir en familia. La Iglesia nos prohíbe experimentar una familia, precisamente porque sabe que no hay nada más maravilloso que esto, nada tan fuerte, nada que cree lazos más estrechos, costumbres más firmes, apegos más sólidos”
• Una lectura que cuenta con códigos QR que invitan a escuchar la música favorita de Córdoba (El Gordo) y menciono esto porque siento que le agrega un valor maravilloso a la historia.
• Me di a la tarea de buscar entrevistas de Héctor Abad Faciolince para conocer un poco más acerca de su motivación y razón para escribir este homenaje a Luis Alberto Álvarez, amigo del autor y debo decir que saber me hizo adorar esta historia mucho más de lo que ya lo había hecho.
Es un 3.5. Lo que más me queda de esta novela es el discurso final de Joaquín, amigo cercano del protagonista: "Ustedes, a estas alturas de su decadencia y caída, lo único que me inspiran es una infinita, una tierna y cristiana compasión". Se refiere a los sacerdotes y se lo dice a su otro amigo Aurelio, que también es cura como el protagonista de esta novela, Luis Córdova, el gordo. Creo que este discurso es el más sincero que hallé en toda la novela, porque intuí que el tono con el que está narrada descuadraba incluso al propio autor. Noté una cierta impostación al momento de apropiarse de la historia y hacerla suya. Y es que es una novela libre basada en la vida de un sacerdote que sí existió y que fue amigo de Abad Faciolince, pero de alguna manera noto que el buscar un tercer personaje para hacer de narrador testigo en primera persona se le sale un poco de las manos, ya que luego de leer ese monólogo de Joaquín, y de leer la nota final del autor en donde explica todo el tema de lo biográfico, no puedo más que pensar que Joaquín es el Alter ego de Abad Faciolince, pero quizás por pensar que era un recurso demasiado facilista y repetitivo, no quiso ponerse en sus zapatos, sino que ficcionar desde otra voz narrativa, que resulta ser el compañero de toda la vida de Córdova, el sacerdote Aurelio. Quizás sea demasiado puntillosa, pero este estilo nostálgico basado en recuerdos y el tipo de narración emotiva que lo desarrolló tan bien en su anterior novela autobiográfica "El olvido que seremos", en esta novela no cuadra tan bien, ya se se nota, como dije antes, una cierta impostación en la voz narradora. Es evidente el intento de hacer lo mismo que hizo en la mencionada novela anterior. Pero podría ser solo una impresión personal.
De todos modos, por lo que el autor relata y por el mencionado monólogo de Joaquín, Abad Faciolince quiso hacer una especie de apología de los sacerdotes católicos (o de algunos sacerdotes católicos), rendirle un homenaje al "cura bueno" (incluso como estereotipo) y que ese estereotipo le haga equilibrio al personaje del cura maligno (y de la Iglesia terrible) que tanto se ha utilizado en la Literatura, el cual prácticamente se volvió un cliché. Pero también su intención -como también lo dice Joaquín- es la de no hacer leña del árbol caído, luego de que la Iglesia católica se ha visto empañada con tantos escándalos en las últimas décadas, y con la acelerada pérdida de fieles "justo cuando ya estaba cambiando, cuando estaba dando su viraje a la modernidad y a la apertura de mente". Clara referencia al Concilio Vaticano II, surgido a fines de los años sesenta, en donde se hicieron reformas justamente para la modernización de la Iglesia, entre ellas, el cambio de la misa Tridentina (en latín) a la misa en el idioma corriente de cada país. Para el personaje de Joaquín -que creo que es el propio Abad Faciolince y por eso es lo que siento más honesto de la narración-, a la gente no le gusta quien le perdone y le acoja paternalmente, sino quien le juzgue y le castigue, si no, como dice él ¿explícame por qué los devotos que se les escapan a ustedes van a dar en las garras de los pastores evangélicos?". Idea que ya la había pensado y que es muy decidora.
Por otro lado, no vaya a pensarse que es una novela edulcorada y romantizada. Quizás sea lo último, pero a modo de homenaje de una persona que siendo un cinéfilo hizo mucho por la cultura de su ciudad. Respecto a lo otro, pues más bien sería una novela hereje sobre curas también herejes. Hay abierta homosexualidad, se habla de los abusos de poder y sexuales en los seminarios y por parte de autoridades de la Iglesia en Colombia (personajes ficcionados obviamente), se habla también de la normalización de la homosexualidad en ciertos seminarios, y hasta el cuestionamiento directo a uno de los dogmas más importantes del catolicismo, como lo es el celibato. Quizás todas las partes eróticas (cabe aclarar que son heterosexuales todas) no fueron del todo de mi agrado, pero a día de hoy, luego de que la Literatura ha desarrollado al revés y al derecho a curas pecadores, esto ya no sorprende a nadie. Lo que puede sorprender es que pese a la tensión sexual que puede haber, el cura bueno nunca hace nada y queda intacto, aunque su intención es la de dejar los hábitos y formar una familia... Una familia poco ortodoxa, pero familia finalmente. En este sentido, creo que las protagonistas de sus deseos son personajes fofos, planos y unidimensionales, pese a ser mujeres reales dentro de la novela, aunque el cura gordo haya tenido mil enamoramientos platónicos de actrices de cine. Las mujeres en esta novela, en específico, los dos intereses amorosos de Luis Córdova, son dos personajes femeninos que podrían haberse escrito hace 400 años sin que se les moviese un pelo. El autor hizo mano de estereotipos facilistas (amor platónico, intelectual, mujer de clase alta, fina, educada, inmaculada; versus amor carnal, mujer mulata, exuberante, de clase popular) para darle "volumen" a su historia, paradójicamente, pero queda debiendo harto en construcción de personajes femeninos, tanto, que llega a fastidiar el retrato que hace de estas mujeres que quedan insulsas y nimias al lado de los personajes masculinos.
Por último, creo que la lectura me pareció que mejora, a mi criterio en los últimos capítulos del libro, porque quizás si se nota una narración más auténtica y sentida, y porque se quiera o no, termina conmoviendo. Lo cual creo que era la intención del autor.
P.D. Esta novela también incluye curas malos y en realidad un solo cura bueno, más bien, un cura santo, que es un personaje secundario y cuya historia se narra en un sólo capítulo. Los curas malos también son personajes secundarios. Por esto creo que no es en el sentido estricto una novela sobre un cura bueno, sino sobre un cura humano, o humanizado más bien. (Llegué a este libro por la recomendación de un periodista que señaló a esta novela como casi la única novela en la que aparece como protagonista un cura bueno. Esto lo relacioné con el personaje del Magistral en La Regenta, la novela que estaba leyendo, el cual es un cura algo maligno, aunque humano en otra dimensión más satírica).
Con todo lo que me gusta lo que escribe Héctor Abad, creo que este, es de sus libros, uno de los que menos me gustó. Nuestra pelea se extendió por buena parte del libro. Ni los personajes, ni los diálogos, ni la historia me terminaban de atrapar, mas bien, mientras avanzaba mas y mas errores le iba encontrando.
Solo hacia el final vine a encontrar la belleza que me estaba haciendo falta en el libro, la reflexión por la vida, la muerte, y el amor. Ese impulso final le da sentido, lo perdona y vuelve a hacer sentir que si fue Abad quien lo escribió.
sin ser mi libro favorito de héctor abad; puedo de igual forma decir que es mi lectura segura, una lectura que disfruto mucho y siempre espero tener en mis pendientes un libro por leer de este autor
“Salvo mi corazón todo está bien”, así me quedé cuando termine este libro.
Este libro lo debería de leer todo mundo. Demasiadas emociones. Los últimos dos capítulos no podía dejar de llorar. El amor es el centro del libro. Personas que no siendo familia de sangre pueden llegar a marcarte tanto, bondadosas, que comparten sus gustos y sus pasiones. Lo complicado, frustrante y maravilloso que puede ser la vida de un religioso.
“… la muerte no le ocurre a quien se muere, que ni cuenta se da, sino a quienes quedamos vivos. La muerte es asunto de los vivos y no de los muertos porque solo los vivos la sentimos y padecemos.”
Tal vez este libro me pegó tan fuerte por una muerte reciente en particular. Llegó cuando menos lo esperaba por recomendación de alguien a quien quiero con todo mi corazón, best amigui, gracias🫶.
Un libro muy bonito y especial sobre el arte, la familia, la religión y, por supuesto, el amor. Héctor Abad Faciolince tiene una forma preciosa de escribir.
No puedo dejar de mencionar que él, para mi, es uno de los mejores escritores de Colombia y Latinoamérica.
Después de creer que no podía escribir una semblanza más hermosa que la consignada en “El olvido que seremos” llega con esta novela que mezcla tan perfecta e imperceptiblemente ficción con realidad, sobre la vida y la muerte de uno de los personajes que más aportó al arte y la cultura de la ciudad de Medellín. Amo su observación parcial y lejana de la religión que sin pasiones nos muestra que a pesar de nuestras creencias, de lo bueno y lo malo, de los vicios y depravaciones, no se puede juzgar nunca en conjunto, en colectivo, porque siempre existirán PERSONAS, no monjes, no sacerdotes, no gurús o líderes espirituales, PERSONAS con el interés genuino de dar amor, ayudar, compartir, enseñar y sobre todo irradiar felicidad.
“Ahora resulta que todos ustedes, todos sin excepción, son unos abusadores de niños, unos pervertidos, unos seres asquerosos y lascivos, malolientes y sucios. Y no es así, no. Al menos vos y el Gordo nunca han sido así. (…) Ahora a los curas, además de caídos, odiados y derrotados, les piden que se entierren con sus propias manos. Víctimas de los mitos de la Iglesia, ustedes dos, sin duda, y de esa locura del celibato obligatorio, también, pero pervertidos no, perversos, jamás”.
Héctor Abad Faciolince tiene en mi parecer, la no muy agradecida labor, de rescatar con su escritura historias que como la de Luís Alberto Álvarez y su padre, Héctor Abad Gómez, todas las generaciones deberíamos conocer.
Otros datos curiosos, que pueden ser secundarios pero amé de este libro:
•La impresión a dos tintas con esos títulos y destacados en rojo sangre que le dan un toque tan personal. •Los códigos QR con los que enlazaba al lector con las óperas y obras musicales que “El Gordo” escuchaba y que resultan tan útiles para lector curiosos como yo.