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Tu Não te Moves de Ti

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Com prosa experimental e provocativa, esta reunião de três novelas se consagrou como uma das obras mais fascinantes da autora. "[…] eu penso que é preciso cuidar das coisas, que tudo aqui é delicado", escreve Hilda Hilst na novela inaugural deste volume, publicado pela primeira vez em 1980. Embora possam ser lidas como histórias avulsas, as três narrativas de Tu não te moves de ti — "Tadeu (da razão)", "Matamoros (da fantasia)" e "Axelrod (da proporção)" — se conectam de modo surpreendente e criam uma engenhosa trama subliminar.
Envelhecimento, sexualidade, vínculos afetivos, incomunicabilidade e moralidade são alguns dos temas que perpassam toda a produção de Hilda Hilst. Altamente existencialistas, estas obras — contaminadas pela poesia, pela filosofia e pela psicanálise — são marcadas pela ironia corrosiva e pelo estilo singular. "A prosa de Hilda Hilst não é um espaço ameno ou de confortável entretenimento. Talvez seja por isso que, quando a leio, me sinto convocada a um esforç a estar bem atenta ao que acontece nas sensações e nos humores, a tentar pelo menos reconhecer o que os enigmas do texto convocam a experimentar." — Júlia de Carvalho Hansen

141 pages, Kindle Edition

First published January 1, 1980

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About the author

Hilda Hilst

84 books487 followers
Hilda de Almeida Prado Hilst, more widely known as Hilda Hilst (Jaú, April 21, 1930–Campinas, February 4, 2004) was a Brazilian poet, playwright and novelist, whose fiction and poetry were generally based upon delicate intimacy and often insanity and supernatural events. Particularly her late works belong to the tradition of magic realism.

In 1948 she enrolled the Law Course in Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo(Largo São Francisco), finishing it in 1952. There she met her best friend, the writer Lygia Fagundes Telles. In 1966, Hilda moved to Casa do Sol (Sunhouse), a country seat next to Campinas, where she hosted a lot of writers and artists for several years. Living there, she dedicated all her time to literary creation.

Hilda Hilst wrote for almost fifty years, and granted the most important Brazilian literary prizes.

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4 stars
119 (35%)
3 stars
43 (12%)
2 stars
8 (2%)
1 star
2 (<1%)
Displaying 1 - 30 of 46 reviews
Profile Image for Cláudia Azevedo.
395 reviews218 followers
December 2, 2025
4,5*
Comprado na livraria Martins Fontes, em São Paulo, "Tu não te moves de ti" é bem a cara da Hilda Hilst. Provocador e profundo, por vezes a pisar os limites.
Tenho descoberto factos sobre a autora que me chocam, mas não posso deixar de ser atraída pelas possibilidades que ela coloca.
Intensamente sensual, diria mesmo sexual, Hilda Hilst conta, neste livro, três histórias que se tocam, muito "ao de leve", sobre desejos, pulsões, vinganças, obsessões. Há muito sonho e muito pesadelo nestas linhas, onde o imaginário se cruza com o real, ameaçando as nossas perceções e as nossas certezas. Também há muito brincar com as palavras, num jogo que enriquece a língua com expressões ajustadas à necessidade. Atrai-me esse risco de explorar o que não foi dito e o que não pode ser dito, embora a leitura se acompanhe de alguma ansiedade.
Diz-se que era isso que Hilda pretendia: mexer com as pessoas. Isso ela consegue, se embarcamos sem pudores e sem preconceitos num mundo feito de ideias que estão longe de serem ideais. Porque a autora não busca a perfeição, ela procura desmontar a imperfeição para ver do que é feita, deixando tudo em cacos. Não é uma escritora da ordem, mas sim do caos, dos extremos, do tudo ou nada.
Comigo funcionou.
Profile Image for Adriana Scarpin.
1,737 reviews
March 6, 2016
O brilhantismo de Hilst definitivamente não tem limites, numa união metafísica as três novelas dialogam entre si transmutando tempo e espaço numa infinda crise existencial tripartida e catártica.
Profile Image for Octavio Pontes.
74 reviews72 followers
December 8, 2020
"pare de olhar a vida com esse jeito assombrado, o que é que andas vendo que o pessoal não vê? A porta do meu quarto."

Profile Image for ariel .
31 reviews8 followers
September 19, 2023
“Como é que suportam esse buraco vazio? Como é possível ir até o fim da própria vida sem perguntar ao menos: por que é que estou vivo?”

“São dias, são momentos, há pessoas assim que num segundo fervem, se pensam, entendes?”

Três novelas que expressam a inquietude das mentes. Aqui os textos estão nessa fronteira do que é real e do que é fantasia; do que é concreto e do que é apenas força do pensamento. No Delírio que o fluxo de consciência de HH é, encontramos esse ímpeto humano de se descobrir e redescobrir. Das três narrativas a primeira: Tadeu (da Razão) foi a que mais gostei. E a terceira me fez entrar num estado de paralisia ao mesmo tempo que parecia fluir um rio de pensamento na minha cabeça.

“Pra onde vão os trens meu pai? Para Mahal, Tamí, para Camirí, espaços no mapa, e depois o pai ria: também pra lugar algum meu filho, tu podes ir e ainda que se mova o trem tu não te moves de ti.”
Profile Image for Rebecca G. ⚓️.
87 reviews
May 8, 2023
O fluxo é o mais impressionante nesse livro, a confusão na leitura e o misto de sentimentos se mantém mesmo ao ler o trecho uma segunda vez - isso porque a intensidade da vida, fases e questões impostas se derramam no livro de forma muito similar ao que ocorrer em nossas cabeças no dia a dia, de forma misturada, remoendo situações (passadas e futuras), agindo, soltando um nó e encontrando outros mais.
Profile Image for Rosa Ramôa.
1,570 reviews86 followers
February 17, 2015
http://youtu.be/0jOmxTjn0qo

"não nada, sim, pode ser bom caminhar até a colina..."

"ao redor a tarde ficou imóvel, as árvores e as águas sem ruído, eu mesma parecia desenhada e não viva como estivera há pouco, e mais viva do que nunca é o que eu estava, toquei-me, não com os dedos de antes, toquei-me para ter a certeza de que não havia atravessado os limites do tempo"
Profile Image for Gabriela Ramos.
85 reviews44 followers
September 5, 2018
Acabei o livro já querendo ler de novo para saber se o que entendi é realmente isso mesmo. É preciso ler umas três vezes de fato, para digerir bem a continuidade e conexão das histórias que se entrelaçam aqui. Ocorrem narração de três histórias, conectadas pela última. É preciso atenção para os nomes dos personagens para não se perder ao final.
Magnífico o desfecho, a imensidão dos pensamos que acompanham o personagem no caminho ao banheiro. Enfim, a mensagem que o romance passa é o que mais me encanta, e faz que até agora seja meu favorito da Hilda ( e de fato um dos títulos mais lindos que já vi). A imaterialidade do espaço/tempo e como somos muito mais e além disso; nós não nos movemos de quem somos. O nosso interior, importância do passado (história) e conhecimento do medo faz que a gente se mova. Segue trecho....
"... é que vos dá a ideia de que nada se repete, oh sim tudo, tudo é um só dente, uma só carne, uma só garra grossa, um grossar indecomponível, um ISSO para sempre. Escavar o quê, se o seu existir, o seu de fora, a ciência dos feitos, a dura história, grafias, todos esses acontecimentos.... também para lugar algum meu filho, tu podes ir e ainda se mova o trem tu não te moves de ti. Mover-se. Por que não?"
Profile Image for Kelvin Dias.
101 reviews4 followers
August 11, 2023
"como se um rio grosso encharcasse os juncos e eles mergulhassem no espírito das águas, como se tudo, luta repouso dentro de mim se entranhasse, como se a pedra fosse minha própria alma viva, assim minha vida, olho espiralado olhando o mundo, volúpia de estar vivo, ouve Rute o que se passa quando os meus olhos se abrem na manhã de gozo (...)"

"Rias porque tudo era cheiro e transparência e o meu toque era vermelho sobre a tua vida, factível de repente perguntaste, o que é factível, Tadeu? Por quê? Porque vi nos teus papéis assim: factível sim uma pirâmide solar sustentando a vida."

"como é que eu posso amar o outro se eu sou o funil mais fundo, o comprido buraco fervilhando de negras espirais de jade, levanto-me, tudo está posto"

"Se eu dissesse a verdade, a minha: Uma coisa viva rubra aquosa fez-se aqui dentro, Rute, aqui no peito. Sorriria. A mão sobre a nuca, ajeitando a fivela nos cabelos: isso é poesia. Verdade, Rute. Como se o ar de fora nunca cintilasse, como se tu visses a vida escorrer sempre através do vidro, vidraça cheia de dedos estigma das tuas falanges na vidraça, inútil não querer insistir nas diferenças, diferenciados tu e eu, eu e o outro,"

"Tão poucos os que se detêm na raiz, o olhar alagado de vigorosa emoção, estou vivo e é por isso que o peito se desmancha contemplando, o coração é que contempla o mundo e absorve matéria do infinito, eu contemplando sou uma única e solitária visão, no entanto soma-se a mim o indescritível e único ser do outro, um contorno poderoso, uma outra vastidão de corpos, frescor e sofrimento, mergulho no hálito de tudo que contemplo, sou eu ­teu-corpo ali, lançado às estrelas, sou no infinito, sou em tudo porque meu coração-pensamento existe em tumulto, espanto, piedade, te sabe, te contempla."

"Em mim o silêncio foi ganhando idade, em Simeona a palavra foi crescendo, em mim o silêncio de tão velho não falava, corcova, brancuras de barba, encolhendo encolhendo, ouvia do silêncio uns assovios de boca murcha repetindo uns rosários, palavrasfantasia destacavam-se: mormaria, pedaços feitos de morte e de meu nome, amormór, de morte ainda e de pesado amor, loucocim, pedaço feito de cima e inteiro de louco,"

"Escavar o quê, se o seu existir, o seu de fora, a ciência dos feitos, a dura história, grafias, todos esses acontecimentos possuíam a qualidade soberba das perobas, perenes, ele ouvira, os trens passarão por esses dormentes, meu filho, para sempre para sempre. Pra onde vão os trens meu pai? Para Mahal, Tamí, para Camirí, espaços no mapa, e depois o pai ria: também pra lugar algum meu filho, tu podes ir e ainda que se mova o trem tu não te moves de ti. Mover- se. Por que não? Agora em férias, no segundo semestre falaria das revoluções, de muitas, vermelhas verdes negras amarelas, enfoques adequados nem veementes nem solenes, enfoques despidos de adorno, o tom de voz nem oleoso nem vivaz, um sobretom doce-pardacento, o lenço nas lentes, tirando e pondo os óculos, já se via no segundo semestre tirando pondo vivo comprido significante repetindo: pois é sempre o ISSO meus queridos, cinco ou seis pensamenteando, folhetos folhetins afrescos, sussurro no casebre, na casinhola das ferramentas, no poço seco, e depois uma nítida vivosa sangueira, e em seguida o quê? um vertical de luzes cristalizado por um tempo, um limpar de lixões, alguns anos, e outra vez ideias, bandeirolas, tudo da cor conforme a cor de novos cinco ou seis."

"Esquivou-se de todos os socos no peito, ah sim, e como, olhou a história numa redondez, num sedoso amarelo como quem vê laranjas num quadrado de sol, caminha sobre as laranjas flutuando, digno nem sonha que caminha igual sobre si mesmo, move-se o trem tu não te moves de ti, tu não te moves de ti,"

"Que perigo? Sei lá, cara, até na morte a gente pensa quando ama, isso do amor, quer saber, a gente pena um bocado. Vejo o avesso das casas, os quintais, gaiolas, varais, vejo o fundo das fachadas, uma meninazinha defecando junto à cerca de tábuas, mais lento o corpo cascoso do trem se movendo, mangueiras e alguém num sonho me dizendo que à escura senhora muito lhe apetece esse gosto amarelo e esse cheiro molento das mangueiras."

"Fere como a ponta da faca, esmaga as tarântulas. Um ao lado lá dentro me dizendo: porra que pai, tu só podia pifar com esses discursos nada veneráveis. bem, isso é verdade, quando se ama a gente pena um bocado e, e não é que vale a pena? Quando se ama. Atolado de mel."

"Muito me satisfaz o ainda não te entender por inteiro, se eu te entendesse estaria agarrado à lucidez mas estaria louco, livre como tu mas louco, e ainda não, apesar dos relâmpagos aderentes à fala, de um cinzento corroído de umidade, de uns vermelhos que não compreendo"

"olhar sonâmbulo no trem a paisagem de fora e ver só o visível, a precisão da cutelada, túrgido de medo só sentir sentimentos-perigo, pensar a morte sim, mas só porque podia te perder, respondendo baço um perigo danado por aí, não vendo o homem convulso à tua frente, nem suspeitando o corpo aguilhoado que ele viria a ter, um corpo sempre em guerra com o mundo, uma paranoica coerência porque se revia repetindo atos e jamais apreendendo, coerente sim com a História, repetindo sempre. Movi-me agora? movemo-nos?"

"descola-te de mim, eu sozinho sou mínimo, alavancas do sonho, as impossíveis para te levantar, ideias palavras abstrações textos dialéticas, impossíveis alavancas de sonhos impossíveis,"

"sim dona História, vou indo, estou cheio de ideias, tenho dúvidas, tenho gozos rápidos e agudos, vou te apalpando agora, o povo me olha, o povo quer muito de mim, gosto do povo, devo ser o povo, devo ser um único e harmônico povo-ovo, devo morrer pelo povo, adentrado nele, devo rugir e ser um só com o povo, Axelrod-povo, Axelrod-coesão, virulência, Axelrod-filho do povo, HISTÓRIA/POVO, janto com meus pais, sopa de proletariado, pãezinhos mencheviques, engulo o monopólio, emocionado bebo a revolução, lento vou digerindo o intelecto, mas estou faminto, estarei sempre faminto, cago o capitalismo, o lucro, a bolsa de títulos, e ainda estou faminto, ô meu deus, eu me quero a mim, ossudo seco, eu."
Profile Image for yagho szulik.
75 reviews3 followers
July 16, 2023
não vou falar muito porque, sinceramente, não sei o quanto desse livro eu entendi. mas foi uma experiência magnífica — estonteante, confusa, bela, trágica, envolvente. muito foda, mas sei que vou precisar revisitar um dia (e até por isso não consigo tirar nenhuma estrela desse livro).
Profile Image for Ana Teixeira.
14 reviews
February 4, 2020
4.6
As três estórias variam no que se refere à potência e intensidade literária. Mas HH consegue trazer emoções que nenhuma explicação racional é capaz de alcançar. Então há que se ler Hilda para saber o que isso significa.
Profile Image for Nathalia Mendes.
68 reviews
September 9, 2024
Tu não te moves de ti é composta por três novelas que, no princípio parecem que não se conectam, mas que com o decorrer da leitura se entrelaçam totalmente. As três novelas são nomeadas com três substantivos diferentes. “Da razão” é o nome da primeira história, que nos apresenta Tadeu, um homem de meia idade, casado com Rute, que está passando por um momento de crise, uma mudança que o faz questionar a sua própria existência e sua convivência por aparência com a esposa.

O segundo conto “Matamoros (da fantasia)” é um dos mais chocantes. Narra a história de Maria, uma criança que sempre esteve habituada ao contato com homens. A menina sempre teve contato com brincadeiras sexuais, pois o importante era conhecer tudo tocando. Esta segunda novela trabalha com sexualidade de uma forma não habitual, pois Maria é uma criança habituada com sexo, e também com religiosidade. Esse contraste entre o sagrado e o profano aparece o tempo todo na obra. O padre que vai exorcizá-la acaba se envolvendo com a personagem, no conhecimento das escrituras e no desprezo da mãe diante de uma filha que sempre tocou e gostou de ser tocada.

O terceiro e último conto — Axerold (da Proporção) — é a história do sobrinho de Haiagá, que é mãe de Matamoros. A narrativa de Axelrod aborda sobre tempo e finitude. Ele era professor de história política e ortodoxo, e sua história é muito significativa, pois somos apresentados ao nome da obra. Em uma viagem a casa de seus pais, o homem começa a pensar em sua vida e em suas dimensões e descobre que é realmente difícil se mover de si. Ao longo da viagem, o jovem vai deixando de existir.

A razão, a fantasia e a finitude são trabalhadas de modo que coloca o leitor em uma posição desconfortável. É aquele tipo de livro que te deixa em uma profunda crise existencial. Hilda traz muito fluxo de consciência, uma narrativa irregular, transgressão da linguagem, temas filosóficos e existencialistas. De modo chocante e único, como apenas ela consegue fazer, a autora dá unidade à confusão humana.

Edson Costa Duarte, em seu ensaio “Os personagens de Hilda Hilst: Kadosh, Axelrod e Hillé”, escreveu: “Seria mentiroso dizer que a prosa de Hilst é fácil de se ler e compreender, mas também cremos que não seja verdade a exagerada complexidade e dificuldade atribuídas a ela por um grande número de críticos que escreveram sobre a prosa hilstiana. O que pensamos é que o texto de Hilst merece uma aproximação menos afoita, que não se busque nele uma falsa ordem ficcional, pois ele pretende ser um reflexo da própria confusão da existência humana.”
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Silvia Prieto.
2 reviews
Read
May 14, 2025
a comentadora disse que é um livro sobre como a gente se sente quando está atravessando as coisas na vida no momento em que está atravessando. gostei. uma linguagem pra falar de um impossível, falar agora de uma coisa que só se pode entender depois. imaginário, real, simbólico. q seara hein. que visgo. que pouco frescor, que muita dulçura. leio hilda porque gostaria de aprender a pensar no seu idioma. que grande pessoa. não se importou de ser mulher. mais se importou de ser gente. que figura fantástica. genialidade preservada num mundo arrumadinho pra matar sufocada a gente que não cabe nele. que não tem condição de seguir o roteiro. na casa do sol viveu fazendo pouco caso disso. quatro anos sem escrever, ouvindo frequências de rádio, tentando captar mensagens dali, crente que mensagens havia. diz que só comia miojo, não sobrava dinheiro pra alimentar os milhões de cães. depois este livro. que figura fantástica. que encanto. a humanidade preservada. por isso mesmo, a degradação, a loucura, o tabu. tudo muito atual; não atual de tempo, atual de instante… minha analista me cortou quando disse que hoje havia terminado de ler esse livro - iniciava a falar dele, disse “a hilda com aquela escrita dela, tipo, não é de entender, é de sentir - então hoje vamos ficar por aqui. está bem, hoje por aqui; nos moles de dentro, pela vida eterna.
Profile Image for Victor  Barbosa .
54 reviews1 follower
June 14, 2020
No verborrágico "Kadosh" eu me traumatizei com a prosa mais longa da HH e estava com receio de ler "Tu não te moves de ti" e me perder mais uma vez em suas ideias e proposta. Para minha surpresa, não foi isso que aconteceu. "Matamoros", a segunda das três partes do livro, é um dos melhores trabalhos da Hilda; e é tão bom que ofusca o último ato da obra, tornando o final um pouco agridoce. Mas no geral o livro proporciona ao leitor uma ótima experiência.
Profile Image for Ronaldo Lima.
167 reviews3 followers
February 12, 2023
A mais potente obra de Hilda, acredito que ela conseguiu refinar o texto fragmentado com a potência das sentenças criando assim o texto fluido definitivo, cheio de força, emoções, políticas e existencialismo. Uma costura de diferentes emoções que aflora o que há de mais profundo em nós. Quase como uma lanterna num quarto escuro iluminando cacos de espelhos no chão, nos fazendo enxergar a nós mesmos em cada reflexo.
Profile Image for Rafael.
48 reviews
July 26, 2024
sinceramente, não sei o que acabei de ler.
bizarro pensar que em cerca de 100 páginas ela conseguiu criar um universo tão denso e com tantos significados.
não sei bem o que dizer, sinto que é o tipo de livro que vai ficar martelando na minha cabeça e quanto mais tempo passar, mais vou entender.
na real não sei se o que entendi é o certo e nem sei se existe um certo, afinal, o mundo de hilda só ela mesma tinha acesso.
doideira…
Profile Image for Hannah Maia.
2 reviews1 follower
December 14, 2020
Fico abismada com a sincronia entre emoção e palavra, a capacidade que só Hilda tem de transcrever os caminhos da mente, do sentimento. Tentar dar forma as coisas informes, falar daquilo que é secreto e transpor o insustentável peso do desejo, de mover-se e transformar-se sem nunca deixar de ser o que é: algo não humano de tão humano, que pensa e sente.
Profile Image for Michelle Iglesias.
43 reviews1 follower
June 29, 2018
Acho que é o primeira vez que termino a leitura e tenho vontade de correr no começo e ler tudo de novo
Profile Image for Jessiane Kelly.
161 reviews13 followers
July 6, 2023
Tu não te moves de ti, tu não te moves de ti, ainda que se mova o trem tu não te moves de ti
Profile Image for Luan Ferreira.
217 reviews1 follower
May 4, 2025
Hilda Hilst em "Tu não te moves de ti" apresenta uma prosa extremamente hermética, mesmo que Júlia de Carvalho Hansen - no posfácio deste livro - apresente uma fala de Hilst negando e ironizando sua faceta hermética. À vista disso, reconheço minha limitação e dificuldade em lidar com os fluxos de consciência de Hilst. Por isso, minha experiência ao ler "Tu não te moves de ti" foi maçante, confusa e árdua. Diante disso, Hilst trata de diversas questões por narrativas cheia de metáforas psicológicas, fluxos narrativos de diferentes vozes que descreve uma sucessão de pensamentos, filosofias e sensações que passam pela mente dos personagens. Embora sem lógica à primeira vista, "Tu não te moves de ti" tem um cerne lógico-narrativa e questões pertinentes que ecoam pelos personagens-narradores. Contudo, não fui capaz de entender os meandros profundos e significativos dessa obra.
Profile Image for Eve.
1 review
March 7, 2024
Hilda mudou bruscamente minha percepção sobre tudo que é existir. E ao mesmo tempo, sinto que ela bota em palavras coisas que já senti e não conseguia conceber. Queria que ela estivesse viva pra poder agradecer.

Dito isso, ‘Tu Não Te Moves de Ti’ não é uma leitura fácil, já sabia desde o início e foi o que ajudou a conclui-la. Leia um trecho, depois leia ele de novo. Uma forma de descrever a experiência é que é feita por paradoxos de movimento, que sempre voltam ao ponto de onde sempre partem. Como nós mesmos fazemos.
Profile Image for victória.
247 reviews26 followers
August 6, 2025
a leitura mais desafiadora da minha vida. enquanto lia Tadeu, achei que não estava entendendo nada, me senti muito burra e limitada. mas então chegou Matamoros, e Hilda, eu entendi! ou acho que entendi? não sei se era esse o propósito. certamente, senti muito. fui impactada pelo ciúme, a inveja e a intensidade dos sentimentos de Maria, Haiága e Meu. de longe, foi minha história favorita. a ligação entre as três histórias me impactou muito, e sinto que deveria voltar e ler de Tadeu de novo pra entender. nunca tinha visto alguém escrever a não-linearidade dessa maneira? é simplesmente genial.
Profile Image for Fernando Hisi.
647 reviews9 followers
September 27, 2018
A prosa da Hilda Hilst é especialmente complicada. E esse livro é bem cabeçudo.
Tipo dar camabalhotas, aproveitando o soco no estomago que deu em si mesmo.
Daqueles q te faz pesquisar as coisas depois, pra fazer algumas pontes.
Enfim, uma boa dose da doideira necessária, como sempre em Hilda.
Profile Image for Ana Clara.
36 reviews
March 28, 2024
5 estrelas absoluto. um dos meus livros favoritos, dono dos meus trechos favoritos!!!

o 1°, claro, que deu nome ao livro "ainda que se mova o trem, tu não te moves de ti".
e o LINDO e impecável "Matamoros dos sonhos esquecida, vê-se tomada de sonhos no muito denominado concreto da vida, e o que vem a ser isso de sonho e verdade?"

é lindo ❤
Profile Image for Federico Leon.
Author 6 books6 followers
July 13, 2025
Un libro de tres historias que se interrelacionan ligeramente con personajes que se repiten pero que tienen en común un prosa casi poética que está escrita más para sentirse que para entenderse y que explican el título del libro: “Tú no te mueves de tí”, con protagonistas atrapados en ellos mismos y en sus percepciones.
Profile Image for giuseppe.
29 reviews
September 10, 2025
(...) tu podes ir e ainda que se mova o trem tu não te moves de ti.

(...) em mim um muito do outro, um quase tudo, um existir para a morte esse meu muito do outro e uma exceção, a minha, ser tudo de mim, ser Axelrod, desnudado me pertencer e ser esse que confessa agora suas pombas seus acordes seu vivo prateado, cintilância, pensar que sei de tudo.
Profile Image for Mavi Estanislau.
5 reviews
October 11, 2025
primeiro livro da hilda. estava BASTANTE ansiosa, confesso. embora tenha demorado a terminar, a culpa é totalmente minha e do meu estado mental kkk... pois fiquei perdidamente apaixonada por suas nuances. viceral. cru. Sem começo, meio e fim o livro te insere no redemoinho de seus causos com uma sensibilidade inigualável. não tenho nada de novo pra dizer que ja n esteja no prefácio... ♡
Profile Image for Thaisa Vieira.
15 reviews1 follower
January 6, 2025
o posfácio da Júlia de Carvalho Hansen definiu bem meu sentimento:

“ao terminar de ler este livro da Hilda Hilst, minha impressão foi a de ter atravessado fronteiras, embora nunca tenha deixado claramente um território e entrado em outro."

cada dia que passa me torno mais fã de Hilda <3
Profile Image for Olana A Leitura de Hoje.
156 reviews
December 3, 2025
Meus comentários durante e leitura foram:
- ãh!?
- 'Péra', vou começar denovo
- Do que que ela tá falando?

Terminei, mas se eu entendi alguma coisa é outra história.

Acho que foi além do que minha capacidade intelectual é capaz...
Displaying 1 - 30 of 46 reviews

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