Joanne Hudson é a pivô do time de basquete da Kingston State University, as Red Fox. Mais do que a titular do time, ela é conhecida por seu humor único, por ser uma das integrantes da casa oficial da equipe, pela beleza estonteante e também por ser uma das maiores pegadora da universidade.
Mas, um dos seus títulos favoritos, com certeza, é ser a melhor amiga de Anthony Cohen. Nerd, viciado em animes, guitarrista enrustido e o melhor amigo de Joanne, só há um problema na vida de Anthony: o amor que sente pela amiga vai muito além da amizade. E isso já faz anos.
Os dois são extremamente opostos, mas se completam em muitos outros níveis. O problema é que Joanne se recusa a amar, e Anthony não é capaz de se declarar para a amiga. Mas, uma noite em específico vai mudar tudo para os dois.
,i>O Último Lance é o primeiro livro da série Garotas em Quadra. Um clichê invertido entre dois melhores amigos que vão descobrir que o amor era o destino deles.
Há pouco mais de um mês comecei a ler esse livro e amanhã, 26 de outubro, vai fazer o mesmo tempo desde que finalizei. Mas como nem sempre os planos saem do jeito que esperamos, a resenha para ele está vindo com um tanto de atraso.
Por um lado é bom, porque tira toda a euforia sentimental pós-leitura e me ajuda a focar mais na racionalidade. No que fica depois que tudo passa.
Por outro lado, acabei agorinha mesmo, às 17h43 de uma tarde de quarta-feira, no dia 25 de outubro, o último livro da série “Garotas em Quadra”, da qual “O Último Lance” faz parte.
Ou seja, pode até não existir a euforia pós-leitura desse livro, mas existe toda a alegria e tristeza que só a despedida de uma das melhores experiências que já teve pode proporcionar.
Não, você não entendeu errado.
Eu tô atribuindo mesmo esse peso todo a uma série de cinco livros, sobre garotas jogadoras de basquete do time da faculdade, vivendo seus clichês que aquecem nossos corações e passando por dores que nos tocam e fazem com que queiramos poder cuidar delas até a dor ir embora e dar lugar a felicidade que tanto merecem.
Se tem uma coisa que posso adiantar sobre as resenhas de todos os livros dessa série, é que serão assim: coberto de elogios, recheados do sentimento de alguém que encontrou um cantinho de conforto para recorrer sempre que precisar.
Aqui a autora introduz o grupo, cinco garotas que, a princípio, só possuem em comum quatro coisas: o amor pelo basquete, o time que jogam, a faculdade que escolheram e o endereço onde moram. Até mesmo seus cursos variam e nem todas possuem a mesma idade, sendo Abby mais nova. Mas conforme o livro vai seguindo, e a série avançando, vamos conhecendo mais de cada uma, vendo a amizade se desenvolvendo e terminamos amando o poder que essas cinco têm em quadra e em nossos corações acima até do romance que dá o pontapé inicial de cada livro.
Mas dito toda essa declaração de amor a esse projeto criado por essas cinco autoras, vamos por partes, dando a cada livro seu espaço…
Começando pelo primeiro, “O Último Lance”.
Escrito pela Beatriz Garcia - que eu já conhecia através de Jaded Doll e recomendo demais, inclusive -, aqui temos o clássico “melhores amigos que se apaixonam”, o que já amo por si só e se torna ainda melhor quando sei que são amigos de infância, como é o caso. Também tem clichê invertido, que nada mais é do que eles sendo opostos do que é feito de costume. A Jo é a pegadora, ele o tímido; ela é jogadora de basquete, ele é o nerd.
Acho que nem preciso dizer que quando soube disso, minha atenção foi fisgada, não é mesmo?
Mas não vou mentir e dizer que foi tudo tão fácil assim para mim. Eu sou a primeira pessoa a correr de uma história quando sei que vou sofrer. É uma coisa que preciso trabalhar quando quero muito ler o livro e o prólogo desse aqui me apavorou. Só fiquei pensando no quanto sofreria com alguém sentindo que perdeu sua chance de viver o amor, ainda mais sabendo que me apegaria aos personagens e por isso, abandonei a leitura.
Um erro, se quer saber.
Hoje me arrependo amargamente, ao mesmo tempo em que sinto que teve um lado bom: tempos depois, descobri de uma leitura coletiva que iria rolar da série e agora finalizo lendo junto de outras tantas pessoas, e podendo compartilhar o que senti com quem deu vida a cada uma dessas personagens.
Mas acima disso tudo, quando peguei para ler no fim do mês passado, fluiu demais. Me mantive no cronograma o máximo que consegui e por isso não devorei tudo de uma vez. Mas como queria…
A gente inicia o prólogo com pena da Joanne, mas é o Anthony quem arrebata nosso coração no primeiro capítulo, que é narrado por ele.
Enquanto a Jo faz o estilo divertidíssima, que é a alma da festa, totalmente solta e disposta a aproveitar a vida ficando com quem quiser sem se preocupar. Completamente desinibida e totalmente sem filtro, o que pode doer em alguns momentos, mas também a traz a autenticidade que a torna ainda mais especial por ser como é, o Anthony é o oposto. Ele é divertido para quem curte as mesmas coisas que ele, como jogar Valorant, Magic ou assistir animes, mas em uma festa é aquele que fica no canto, invisível, escondido na sua timidez. Seus sentimentos que apesar de secretos, são visíveis se você prestar bem atenção.
Ambos, à sua maneira, fizeram com que eu me identificasse um pouquinho, fosse no gosto musical da Jo ou no do Tony para animes. Nas referências que ela fazia à High School Musical e na timidez dele.
Vi até mesmo refletido nos dois o que já desejei e desejo para mim. Como Jo é tão livre para ser ela mesma e também quero ser assim. Ou como sempre gostei da ideia de me apaixonar pelo meu melhor amigo e não só isso aconteceu, como descobri como é ter como parceiro de vida o homem que me apresenta à quadrinhos, animes, jogos e card games, tal qual vejo Tony fazendo com Jo (apesar do meu jogar Yu-Gi-Oh! e não Magic), e quero ter isso para sempre.
Inclusive, acho que foi por esse fato que foi tão fácil me encantar por ele. Identificação. Sem contar que ele é do tipo que faz qualquer coisa pela mocinha e quem não se apaixonaria por alguém assim?
Não vou mentir. Tiveram momentos em que discordei dele e quis até mesmo dar um sacode para ver se acordava. Em uma dessas situações em específico, até comentei no diário de leitura que estava fazendo que não tinha como defender ele. Mas a Jo também não ficou para trás.
Ambos cometem erros como todo ser humano e esse é mais um ponto positivo para esse livro. Não trata os personagens como perfeitos, apesar da intenção ser de um romance mais leve. Há, sim, falta de comunicação e amadurecimento. Mas também há um lindo inicio de amizade, uma relação que precisa ser consertada e um último lance que foi certo, do jeito certo, proporcionando o que eles merecem.
Ainda assim, não dá para negar que a gente se irrita com certas escolhas. Entender não é o mesmo que concordar e por isso houveram situações em que queria me enfiar na história para mandar tomarem jeito. Tudo para que encontrassem o caminho um para o outro como mais do que a Lois e o Clark que sempre foram.
E quer saber? Foi lindo ver esse caminho ser percorrido.
Além disso, Tony foi o precursor de uma tradição que, por mim, pode entrar para o top cinco melhores coisas que essas autoras fizeram para essa série. Então serei eternamente grata ao nosso Clark!
Quanto aos outros personagens (porque mesmo que cada uma tenha seu próprio livro, não pretendo deixar de citar um pouquinho aqui das minhas primeiras impressões, já que é o que introduz a série), vamos a um resuminho baseado no que anotei do diário de leitura que fiz.
A Scout foi a que menos soube definir o que achava, porque ela é a mais fechada de todas. Sabia que gostava, mas não o quanto. Já a Leah me ganhou na escolha de Ela é Demais como filme, eu amei! A Alex por diversas vezes foi alguém com quem me identifiquei e quando li a sinopse do livro dela… Consagrou como um dos que mais queria ler da série. A Abby também demorei para ter uma opinião mais concreta também, mas em uma determinada cena, a maturidade que ela demonstrou me conquistou.
Quanto ao par romântico das outras, não direi por aqui já que nem todos aparecem logo de cara, mas posso dizer que amei como a gente pesca detalhes de alguns deles se prestar bem atenção.
O Kanji foi uma grata surpresa, não esperava que encontraria um personagem que ganharia uma relevância na história e nos nossos corações por além daquele período que o Tony está fora, mas amei. Espero que a amizade deles perdure tão forte quanto a dos outros e das Red Fox (e mais que isso, espero também que venha livro dele aí, sabe…).
AH, e a referência à 10 Coisas que eu Odeio em Você? Eu amo tanto esse filme, surtei tanto com isso aqui…
Assim como para Jo e Tony, que é sobre viver bem sozinho, mas escolher estar junto porque também é bom, essa série é para mim sobre saber viver sem ter lido ela, mas escolher gostar muito mais da realidade em que a leu porque também é bom.
Anthony e Joanne são melhores amigos há anos e ele sempre escondeu seus verdadeiros sentimentos por ela. Enquanto isso, Joanne vive sua vida sexual livremente, usando o sexo para esquecer seus problemas, principalmente a relação tóxica que vive com os pais. Quando seu melhor amigo ganha um intercâmbio de um mês, ela decide passar mais tempo possível com ele e isso acaba aflorando sentimentos que ela nem poderia imaginar.
Esse livro poderia ter o título “como irritar a bianca” porque passei o livro inteiro me irritando com os protagonistas, na primeira metade a Joanne me irritou pra caramba com a sua lerdeza para aceitar o que sentia pelo Anthony, mas a autora fez uma construção tão perfeita da protagonista que você começa se irritando e termina querendo guardar ela num potinho. Sem dúvidas o desenvolvimento dela foi uma das melhores coisas do livro. Em compensação, da metade para o final fiquei revoltada com Anthony. Preparem-se que vem desabafo logo por ai… Eu detesto qualquer personagem que fica com outra pessoa estando apaixonada por outra, e parece que estou sendo perseguida por esse tipo de personagem ultimamente. A sorte é que a menina que ele se envolveu nem ligou por ele ter sentimentos por outra, mas isso não tira o fato de que ele usou alguém para poder esquecer a Joanne. Eu sempre vou achar isso ridículo e não suporto personagens que fazem isso. É triste, porque eu gostei muito dele no começo, no fim a autora conseguiu redimir ele, mas confesso que mesmo tendo dado uns suspiros sobre como tudo se desenrolou no fim, ainda guardo rancor. Até porque, ele não me irritou só com isso, mas com a forma que a agiu com a Joanne em vários momentos. Talvez outras pessoas não se incomodem lendo isso, não vou enumerar o que ele fez porque deixaria essa resenha enorme e teria que sinalizar spoiler. Mas, é fato que ele não conquistou meu coração.
Apesar de ter me irritado profundamente, eu amei a escrita da autora. Não sei se vocês sentem isso, mas mesmo quando não gosto do casal, dos personagens sinto que o problema é que eles não funcionam para mim e não a escrita da autora. Acredito que um outro enredo dela vou gostar muito. Até porque o estresse que passei não me faria ler um livro rápido como li esse, geralmente leio bem devagar quando não gosto de algo e esse devorei. A narrativa dela te pega de jeito e você se vê envolvida com a história. Lá no inicio, pensei que ela estava enrolando, mas chegou num momento que percebi como tudo que ela mostrou no livro foi necessário para a história. Acho que ela fez um belíssimo trabalho desenvolvendo sua protagonista, suas frustrações, dores, dúvidas, tudo coerente, crível e compreensivo. Não gostei como foi o romance, porque realmente não engoli algumas atitudes dos protagonistas, então não vibrei tanto como esperava no fim. Mas fui completamente conquistada ao ponto de querer continuar a série. Eu amei a construção da amizade das meninas, além de ter amado o fato de elas serem jogadoras de basquete. Fazia tempo que queria ler um livro com basquete e agora tenho uma série inteirinha. Estou ansiosa pelos próximos volumes e logo mais estou trazendo a resenha deles e espero gostar mais dos outros.
"Eu poderia fazer aulas e aulas de pintura, artes plásticas, tentar compor infinitas canções e poemas, ainda assim, não seria o suficiente para descrever a beleza de Joanne Hudson." Eles são fofos, ok? Mas, sinceramente, o quanto o ""Clark"" me irritou não dá nem para colocar em palavras. Tipo, fala sério, amigo, você queria que a mulher simplesmente adivinhasse seus sentimentos e ainda ficou irritado porque ela demorou para perceber? Sinceramente, viu.
Não leiam esperando grandes reviravoltas, porque não tem. É um livro tranquilo, de leitura rápida, sem nada muito excepcional. E eu definitivamente odiei a parte que cita a Leah no epílogo. Se a intenção era despertar curiosidade para o livro dela, falhou - só me deixou confusa.
Gostei bastante do livro, é uma leitura rápida, leve e boa. É uma história interessante e que prende o leitor. Amo um bom friends to lovers, principalmente quando a autora é capaz de desenvolver bem, como nesse caso. Os personagens são ótimo e bastante carismáticos. Recomendo para os fãs de romance, principalmente aqueles que como eu, se encantam com os que contém esportes (e com protagonismo feminino). Valeu demais a leitura!
the way its written looks like an essay for class.
For me the idea of making the girls from the basketball team being the central part of a series seemed nice, but the girl just looked like a boy to me. And the boy is... forced nerd kind of guy. I don't have anything better to say about it. its based in so much cliché and stereotypical values that kind of bothers me
❝Ela é o Yin do meu yang - ou vice e versa - ela é o Batman do meu Robin. A Lois Lane do meu Clark Kent.❞
Comecei a ler a série Garotas em Quadra ainda em 2022 quando Beatriz Garcia me apresentou a Joanne e o Anthony, personagens do clichê invertido de O Último Lance, e vou confessar que já comecei me apegando as Red Fox.
O Anthony e a Joanne são completamente opostos, e eles são aqueles amigos que não querem ser apenas amigos mas tem todo um conjunto de fatores que não deixa eles admitirem isso. Não vou negar que em alguns momentos fiquei com raiva da Jo, o Anthony é muito apaixonante, mas depois entendi que ela tinha sua bagagem que justificava suas ações. Ambos precisavam ter certas experiências e amadurecer seus sentimentos para assim poder somar na vida um do outro como um casal.
Esse não é o primeiro livro que me chama atenção nisso, mas indo para além do romance dos personagens principais, O Último Lance mostra o início da amizade entre as Red Fox. É uma relação linda que promete ser muito mais aprofundada conforme for acontecendo as outras histórias. Estou ansiosa por mais das Red Fox ❤️🏀