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Amar e ser livre é possível: Como viver o amor sem deixar de ser você mesmo

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SEJA LIVRE PARA AMAR
Amar e ser livre... como pode essas duas palavras andarem juntas?
Sim, elas podem. Mas aqui mora uma grande confusã fomos ensinados que as duas coisas não estão relacionadas, pois nos acostumamos a entender que amar é estar "preso" a alguém ou que aquela pessoa é "exclusivamente minha". E essa é uma visão que, na verdade, nos faz associar o amor à posse.
E "posse" não combina com amor. Ficou complexo? Calma, bebê!
Acomode-se aqui no divã para uma conversa muito tranquila e você vai compreender melhor o que quero dizer. Pois, sim, o amor e a liberdade precisam caminhar juntos, para que cada pessoa saiba o seu lugar dentro da relação e na própria vida.
Neste livro, vamos percorrer juntos áreas e situações do cotidiano que farão você refletir se a sua relação está proporcionando asas para voar ou correntes que aprisionam.
Porque o amor até pode, em um primeiro momento, causar uma grande desordem em nossas emoções. Mas é necessário educá-las e aprender a ser livre. Quer saber como?
Vem comigo!

182 pages, Kindle Edition

Published October 3, 2022

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Marcos Lacerda

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Profile Image for Carla Parreira .
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May 16, 2025
Melhores trechos: "...Existem sempre duas formas de se começar uma conversa: ou falando de você ou falando do outro. Quando você começa um diálogo falando do outro, esse outro vai se sentir atacado. O resultado? Ou ele vai atacar de volta (e vocês vão brigar), ou vai tentar fugir (e vocês vão brigar), ou, ainda, vai se fingir de morto (e vocês vão brigar). Ou seja: vocês vão brigar... A ideia é ser você e ajudar o outro a viver a própria essência, e não repetir aqueles padrões que lhe ensinaram que eram certos ou errados. A sua emoção ao receber o que a outra pessoa está falando vale muito mais que qualquer tentativa de solucionar a história que esteja sendo falada. Até porque o que a gente quer de quem a gente ama é uma coisa só: compreensão. Eu tenho certeza de que, se você fizer isso, seu par vai se sentir profundamente surpreendido e aquecido, e vocês não verão mais o ato de amar como uma armadilha... Oamor não é mais entendido como 1+1=1, como acontecia na etapa da fusão, nem 1+1=2, como acontecia na etapa da diferenciação. A etapa da harmonia traz a compreensão de que 1+1=3, ou seja: você, eu e nossa relação. relação passa a ser um terceiro elemento que permite que você seja você mesmo (ou você mesma), sem necessariamente se perder da outra pessoa nem na outra pessoa. E esse terceiro elemento (a relação) vai ser mantido com os projetos e os sonhos em comum que darão ao amor de vocês uma boa dinâmica para fazê-lo durar e prosperar. É a etapa em que o amor fica mais tranquilo, mais sereno, e em que vocês vão conviver bem com as diferenças do casal, além de estarem mais fortes para suportar os problemas que aparecerem, procurando caminhos para ultrapassá-los... Quando falo em relação honesta, quero dizer: um espaço de confiança mútua na qual cada um pode ser e expressar sua verdadeira essência, seus medos, desejos, gostos e desgostos... Só quando você descobrir seu valor é que vai conseguir ser afetivamente independente, e aí, sim, vai começar a sentir que a sua alegria depende de você e não da sua relação com quem quer que seja. A dependência afetiva não é uma dependência do outro, é a falta de uma boa relação afetiva com você mesmo. E uma boa forma de fazer isso é cuidando da criança ferida que existe em você. Escute, ninguém nasce com uma autoestima negativa, a gente aprende a não se gostar. É hora de ter uma opinião positiva a seu respeito e de acreditar que merece ser valorizado. Se durante sua infância você não foi suficientemente amado, há uma boa chance de que depois de adulto você continue carregando esses sentimentos... Existem atividades que o casal passa a desenvolver que não parecem ser sexuais, mas são extremamente prazerosas. Assistir a maratonas de séries juntos, comer uma boa comida de conforto na cama ou tomar um vinho na varanda numa noite fria também pode ser algo bastante sexual se você desconstruir tudo que lhe ensinaram sobre vida sexual e recriar parâmetros para sentir e perceber a eroticidade do que aparentemente é casto. Para o relacionamento continuar bacana, o erotismo precisa ser mais um elemento que ajuda a convivência a não consumir a fantasia. Isso não quer dizer que o sexo genital pare de existir. Mas quer dizer que ele é apenas uma forma de expressão da sexualidade humana. O problema é que nos ensinam que essa é a forma!... Se você quer se relacionar amorosamente com alguém, precisar desenvolver uma coisa que anda em falta no mercado e que se chama paciência. Porque quando o outro promete estar ao seu lado, esse vínculo deve ser construído diariamente. É por meio do diálogo que vocês dois vão se tornar capazes de suportar as imperfeições e fragilidades mútuas. O ciúme é resposta interna a uma ameaça externa que está ligada, em grande parte, à falta de paciência na comunicação e à fantasia de que as relações já nascem prontas... Mesmo que os outros ou a sociedade não entendam, são vocês que precisam determinar o que é fidelidade e amor na relação. E a forma de fazer isso é não escondendo de quem você ama o que realmente quer e deseja ser e viver enquanto pessoa e casal. Muitas traições acontecem simplesmente porque vocês não pararam para estabelecer as regras do jogo de vocês. Então, sexo fora do relacionamento ficou convencionado como sendo a traição, em itálico mesmo, quando na verdade pode, dependendo do que isso signifique para cada parte do casal, ser apenas um detalhe... A verdadeira traição está relacionada à quebra de um acordo. Se esse acordo não é construído, o silêncio dá voz à mentira, ao egoísmo e à falta de responsabilidade com o papel que cada um tem no relacionamento... Lembre-se que grande parte dos problemas de um casal está no que não é dito ou no que não é combinado. Você com certeza já conheceu alguém que passou por um divórcio. O que os casais costumam fazer nesse momento? É a hora da verdade. Eles dizem um ao outro tudo que sempre quiseram dizer, os ressentimentos, as cobranças de tudo que gostariam que o outro dizesse e exigem — dinalmente — que as regras do jogo sejam estabelecidas, definindo o que o outro terá direito a fazer ou a ter, em qual hora e em qual dia, principalmente se tiverem dilhos. Só que esse 'contrato', no fim da relação, vem assinado por um juiz. Infelizmente, a verdade do que as pessoas sentem só acaba sendo usada pelos casais como arma de destruição, quando os dois lados já estão profundamente feridos... Uma regra de ouro para um bom relacionamento com a sogra: se em algum momento você ouvir seu amor falando mal da própria mãe, escute-o em silêncio! Não concorde, nem discorde, nem bote lenha na fogueira, porque isso pode — e vai — se voltar contra você mais tarde. Só os conselhos e falhas têm o direito de falar mal dos pais. Nunca o genro ou a nora. Por mais insuportável que você ache sua sogra, vocês têm um ponto em comum: amam a mesma pessoa. Por isso, tente entender os conflitos que ela vive como mãe e procure não ficar tão na defensiva... Sem que você perceba, a outra pessoa, que não sabe dividir o poder, sempre acaba levando você a fazer tudo de um jeito que não é o seu. E o pior é que muitas vezes até vai convencer você de que a escolha foi sua. Mas não foi não, e você precisa pôr atenção nisso. A pessoa que tem tendências abusivas também costuma se mostrar como muito charmosa, sedutora, carismática e popular. Nesse caso, é importante você perceber que essas não são qualidades que existem de fato no outro, mas sempre fazem parte de um papel que é usado para conquistar você, de modo que baixe suas defesas psíquicas e se torne afetivamente vulnerável... Se você vai criticar construtivamente quem ama, faça isso com base em motivos reais e não no seu achismo. E o faça, apenas, se isso for de fato ajudar o outro, e não apenas para deixá-lo se sentindo insuficiente... Tenha atenção porque, se estiver em um relacionamento com uma pessoa agressiva-passiva, saiba que, embora não pareça, ela vai guardar ressentimento de tudo. É aquele tipo de pessoa que diz que perdoa qualquer deslize seu, mas pode esperar: ela sabe muito bem que pode usar isso contra você na primeira oportunidade ou em seus momentos de fraqueza... Existem muitos tipos de relacionamento abusivo e que, quando se chega ao ponto da violência física, já se passou por etapas tóxicas e perigosas — e que, às vezes, aconteceram de um jeito tão sutil que a vítima nem ao menos percebeu em que tipo de relacionamento estava mergulhada. Se assim fosse, a pessoa pularia fora enquanto os laços afetivos ainda estivessem frouxos. Os vínculos que são criados e que mantêm uma relação saudável, como confiança, lealdade, empatia e acolhimento, são bem diferentes das conexões estabelecidas numa relação abusiva. Muitas vezes, o casal que está em um relacionamento venenoso se mantém unido pela insegurança, e pelo medo que alimenta essa insegurança. E nem estou falando da vítima: o agressor normalmente é inseguro, e seu receio de parecer fraco faz com que seja abusivo para manter um senso de controle sobre a relação, colocando-a no modelo que é satisfatório para ele... Quando nos damos conta de que fomos usados como objetos, sempre tendemos a achar que a falha foi nossa. Mas o que de fato aconteceu é que você era uma pessoa aberta para o amor, e foi justamente nessa abertura que o abusador encontrou o espaço que precisava para seduzir você e se fazer visto como o grande norte afetivo que você buscava. Se existiu uma falha em você, foi estar verdadeiramente disponível para o amor. E isso, vamos combinar, não é uma falha... Mesmo a pessoa que você ama sendo cheia de falhas e defeitos, ela pode ser não o pedaço de madeira que salva o náufrago desesperado, mas sim um porto seguro. Talvez sua relação não seja o transatlântico que você sonhava, mas pode ser um confortável iate que protege você do frio e das ondas tempestuosas que sacodem seu coração. Ou seja, a outra pessoa nunca vai conseguir atender a todas as suas expectativas emocionais — e nem precisa —, mas vai ajudar você a viver muitas das suas fraquezas e dores internas. E isso já será muito bom!... O encontro dos apaixonados ao qual me refiro, que está apenas no começo e que vai se manter permanentemente aberto, é aquele que você tem consigo mesmo ou consigo mesma. E digo apaixonados, no plural, porque, embora sejamos únicos, nossa essência é como um diamante cheio de facetas que, refletindo de diferentes formas nossas emoções e jeitos de ser, nos faz muitos em um só. E é o encontro e a paixão por esses muitos 'eus' que habitam em você que funda e ao mesmo tempo conclui sua viagem. Portanto, seu relacionamento com os outros só vai prosperar quando você, antes de qualquer coisa, questionar se o que existe em você, e que merece ser desejado pelos outros, é suficiente para que você se ame..."
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