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Cartilagem

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Uma história de época que carrega dores universais

No final do século XIX, na Ilha de Santa Catarina, Isabel tem uma gravidez difícil e envolta em mistérios. Nem mesmo seu companheiro, o pescador Miguel, lida muito bem com a situação, e apenas a parteira Joana parece compreendê-la. Após um parto complicado, nascem dois meninos siameses, Marcos e Mateus.

Diante da cruel ignorância da população local e de boa parte de sua família de sangue, os irmãos xifópagos passam a ser tratados como aberrações, criaturas malignas perseguidas e condenadas a viver nas sombras da pequena vila. Um lugar cercado de personagens que retratam um Brasil rude e vil diante das diferenças.

Este é o ponto de partida de Cartilagem, história em quadrinhos que reúne o roteiro original assinado pelos cineastas catarinenses Marko Martinz, Renato Turnes e Vander Colombo, e a arte do experiente ilustrador, quadrinista e animador Eloar Guazzelli. Martins, Turnes e Colombo são responsáveis por alguns premiados longas e curtas-metragens, além de documentários e séries de TV, produzidos pela Vinil Filmes. Já Guazzelli é autor de dezenas de quadrinhos e livros infantis, entre eles, a obra autoral Apocalipse Nau, além de adaptações como Kaputt, de Curzio Malaparte, e Vidas Secas, de Graciliano Ramos.

A edição da DarkSide® Books inclui um posfácio da doutora em cinema e educação Karen Christine Rechia, que aborda a dicotomia entre ciência e superstição presente no quadrinho e afirma que “a monstruosidade podia ser vista como prova do pecado, mas também como um elemento divino. Em sua raiz latina, monstrum, que vem de monere diz respeito a um sinal, uma mensagem, uma advertência de que algo bom ou ruim iria ocorrer”.

Assim como os romances Frankenstein, de Mary Shelley, e O Corcunda de Notre Dame, de Victor Hugo, e o filme O Homem Elefante, de David Lynch, Cartilagem é uma história poderosa sobre como a ignorância, o preconceito e as superstições ante o que foge às supostas normas da sociedade acabam assumindo a forma do verdadeiro monstro.


Eloar Guazzelli nasceu em Vacaria, no Rio Grande do Sul, em 1962. É ilustrador, quadrinista e diretor de arte para animação, formado pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. É autor das HQs O Primeiro Dia (2007) e Apocalipse Nau (2014), entre outras. Adaptou para os quadrinhos clássicos como Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, Amar, Verbo Intransitivo, de Mário de Andrade, Demônios, de Aluísio de Azevedo, Kaputt, de Curzio Malaparte, e Vidas Secas, de Graciliano Ramos. Recebeu inúmeras premiações em todo o Brasil e participou de exposições e mostras em catorze países.

Marko Martinz, sócio-fundador da Vinil Filmes, é roteirista, diretor de cinema, documentarista e montador..

Renato Turnes é ator, diretor de teatro e cinema, roteirista e documentarista.

Vander Colombo é diretor e roteirista de curtas, longas e documentários.

“A conceituação de gênio passa por esse estupor que se sente com uma obra. Em geral, a gente intui de onde vêm as ideias, mas, ao ver a cidade do Guazzelli, não sabemos de onde ele tirou aquilo.”
—Laerte Coutinho

“Longe de ser panfletário, Guazzelli é um artista que não se distingue da própria obra. Desenho, quadrinho e narrativa constituem seu estar no mundo – nunca na posição de observador, mas de participante ativo da realidade. Forma e conteúdo não se dissociam em Guazzelli.”
—Márcio Jr., crítico da Raio Laser

192 pages, Hardcover

First published November 16, 2022

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Eloar Guazzelli

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Profile Image for Valquíria  Gomes .
9 reviews
June 16, 2025
Te deixa desgraçado da cabeça, mas é uma boa reflexão sobre a ignorância e falta de compaixão. Gostei do conceito da arte, no entanto achei que faltou um pouco de refinamento para ajudar na melhor compreensão da história.
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