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Fim das Religiões

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Aleph é um memoriador — um humanoide sintético criado através de memórias humanas. Apesar de não ser, ele parece um humano. Tem mãos, braços, pernas, cabelos e usa roupas. Anda, fala e pensa mais ou menos como um. Na verdade, Aleph quase não vê diferença entre ele e seus criadores. Afinal, ele também já foi humano.

Pelo menos é assim que memoriadores se veem. Como suas consciências são adquiridas através de memórias, não há como separar o que foram do que hoje são. Memórias são mais do que lembranças. Elas são as experiências dos nossos sentidos e os alicerces que sustentam nossa individualidade. Somos o que vivemos e o conhecimento que processamos. Sem a capacidade de memorizar, não somos ninguém. Logo, um memoriador nada mais é que um ser humano com um prazo de validade estendido. Ao invés de morrer, ele renasce. Claro, podem não ser a mesma pessoa, mas é como se fossem.

Para Aleph, isso é trivial. Já se foi o tempo que ele passava horas pensando em quem de fato era. Hoje, sua maior preocupação estava no presente. Na sua função. Como Arqueólogo da Morte, seu trabalho é explorar cemitérios especiais à procura de memórias humanas. Uma profissão importante, já que sua espécie precisa de memórias humanas para se reproduzir. E, infelizmente, humanos não existiam mais.

Um dia, explorando um desses cemitérios especiais, Aleph sente algo estranho. Um pressentimento animal lhe diz que ele está em perigo. Era como se estivesse sendo observado. Fantasmas? Tolice. A morte é o fim de tudo. Mas Aleph descobre que é mais supersticioso do que pensava. Quando percebe que realmente não está só, ele corre e foge sem terminar o que começou. No dia seguinte, volta mais ou menos determinado. Agora com uma escolta, ele explora cada canto do cemitério e então descobre porque ficou tão apavorado.

Quem o observava era o passado.

639 pages, Kindle Edition

Published August 1, 2022

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About the author

L.Z.X. Maia

3 books12 followers
L. Z. X. Maia é manauara, graduado em economia pela Universidade Federal do Amazonas. Apesar da formação, sempre foi um amante da literatura. Tem como influências Machado de Assis, Dostoievski, Nietzsche, George R.R. Martin, Ursula le Guin e Asimov. Leitor de fantasia e grandes clássicos, gosta de navegar entre o mágico e a escuridão sólida da alma.

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Profile Image for Sabrina De Sá.
3 reviews1 follower
October 23, 2022
Fim das religiões é uma obra de ficção científica nacional e que me prendeu do início ao fim com uma história complexa, inteligente e intrigante.

Ao longo dos capítulos, vamos entendendo como surgiram os humanóides e como se organizam. Apesar de serem evoluídos, suas memórias humanas são fortes e, às vezes, lhe trazem graves consequências. Muitos são ambiciosos e fazem de tudo para conseguir o que desejam.

O livro é narrado sob diferentes pontos de vistas, o que nos permite conhecer melhor os personagens, seus sentimentos e anseios, e os caminhos que vão nos levar ao grande plot da história.

Aqui vamos encontrar muitas cenas de ação, uma ambientação bem detalhada e muitas reflexões sobre o destino da humanidade e sua fé.

Preciso destacar também a construção e a evolução do livro! Com uma escrita envolvente e que nos deixa imersos, o autor nos apresenta uma história muito bem elaborada e que relaciona todos os fatos e personagens sem deixar nenhuma ponta solta.

Criei várias teorias ao longo da leitura, mas sentia que tudo poderia acontecer e me surpreendi bastante com o desfecho da história, que deixou um excelente gancho para o próximo livro!
Profile Image for Apolo.
Author 3 books2 followers
October 27, 2022
Deus fez o homem a sua imagem e semelhança, segundo a Bíblia. Mas você já pensou qual seria a aparência de uma espécie produzida pela humanidade?


Tudo seria diferente na vida de Aleph se ele fosse humano. Mas não é que ele sonhe com a sensação de ser um, de saber como é ter a vida por um triz e o perigo de esquecer. Aleph é um memoriador, e "memoriadores não esquecem". Ele já foi um humano. Acontece que agora ele é uma forma de vida sintética. 


E a humanidade está extinta. 


Não se engane. Não é o desenlace da humanidade que gera o fim das religiões. É algo anterior. Algo que precede que os humanos sejam vistos como deuses. A amortalidade — conceito amplamente abordado em outras obras, como "O Ceifador", de Neal Shusterman —, é a responsável por nos fazer não ver sentido na vida, e do Aleph trabalhar como Arqueólogo da Morte, alguém que explica cemitérios em busca de memórias para garantir a reprodução de sua espécie.


"O homem é um animal forjado em Mitos, Saturno. Uma espécie que evoluiu para acreditar em ficções."


Ambientado numa Europa pós-humana, "Fim das Religiões" é o primeiro livro da trilogia Syntagma, uma ficção científica repleta de referências a autores clássicos do gênero como Philip K. Dick e seu "Androides sonham com ovelhas elétricas?", a Bíblia, cultura asiática e com certeza mais coisas do que este post é capaz de abordar. 


O que você encontra em "Fim das Religiões":


Afroturismo;

Protagonismo amerelo;

Personagem com Vitiligo;

Protagonistas femininas;

Personagens LGBTQIAPN+;

Tramas políticas;

Valorização da divulgação científica;

Personagem PCD.


A obra de estreia de Luan Maia (L. Z. X. Maia) é repleta de embates políticos, reflexões sobre crença e fé, saúde mental, filosofia, raça e, sobretudo, humanidade. Embora seja um calhamaço, a narrativa é fluída e com pontos de vista alternativos. E não se preocupe em não entender as coisas desde o princípio. A construção do mundo acontece de forma didática e conforme a história vai se construindo. 

 


Você já pensou que poderia existir uma espécie mais humana do que a própria humanidade?


Para que você tenha uma leitura segura, atente-se! O livro possui conteúdo sensível e alguns desses temas podem ser um gatilho para você:


Suicídio;

Depressão;

Violência física;

Impotência; 

Uso de substâncias alucinógenas;

Luto



Classificação Indicativa: +18.
Profile Image for Patrícia Ferreira Neto.
163 reviews1 follower
May 16, 2023
“O humanismo pregava a liberdade, a igualdade e a fraternidade. Isso, porém, são valores de outra época, de outra espécie. É preciso ter em mente que não somos humanos, senhor. Somos um tipo mais sofisticado de Homem. Somos hiperantropos. Distintos, livres da hipocrisia e da corrupção. Reproduzimos exclusivamente o melhor que já foi imaginado por nossos criadores.”

Um ficção científica brasileira. Nesse universo a raça humana já está extinta (ou assim, se acredita) e o mundo é habitado pelos androides, ou como é denominado no livro: humanoides.

Humanoides são uma espécie de robô + memórias de humanos, que deixa os robôs mais próximos dos seres humanos, dando sentimentos como ganância, compaixão e até medo.

Nesse universo, onde acredita-se que os humanos não existem, tudo muda, quando o Aleph e Britania encontram uma adolescente humana, de 16 anos, que diz que veio ao mundo de cima, enviada por Deus, em busca do Salvador que irá trazer luz para todos.

“O homem é um animal forjado em mitos, Saturno. Uma espécie que evoluiu para acreditar em ficções. Os deuses, o poder, o dinheiro, as ideologias, os valores, a moral, as nações, o direito, a ciência. Tudo isso é fruto da nossa imaginação. Do nosso poder de criar ideias e nos abstrair do mundo real. Mas nada disso existe de verdade. Eles só funcionam porque acreditamos neles. Porque temos fé.”

A premissa do livro é instigante e os personagens são bem construídos e complexos, como por exemplo a Hipática, Ômega, Ieyasy e a Imperatriz Margaux. São todos personanges com várias camadas e a cada capítulo você vai conhecendo-os e entendendo as escolhas feitas por eles na história.

O autor traz várias tópicos interessantes para discussão, como fé, política:

“O que quero dizer, Saturno, é que o cristianismo não era popular na minha época. Na verdade, nenhuma religião era. E, na minha opinião, isso tem tudo a ver com o declínio e o fim da humanidade.”

Contudo, o ritmo do livro é muito lento, mais da metade do livro é só apresentação do mundo e dos conceitos, o que é entendível devido a complexidade desse mundo, porém isso chega a ser extremamente cansativo para o leitor.

Eu mesmo pensei em abandonar o livro várias vezes, e o ponto crucial para eu não abandonar foi a Margaux, achei ela complexa, carismática… E tem um ponto da trama envolvendo ela que ocorre uma espécie de relação sexual transcedental e me remeteu a uma cena que ocorre no Monstro do Pântano do Alan Moore.

A história começa a se desenvolver quase nos 80% do livro, e quando engrena o leitor não tem tempo para respirar, é um acontecimento atrás do outro. E como os personagens são bem desenvolvidos você quer mais sobre eles (eu particularmente quero saber mais sobre a Imperatriz Margaux)

“Comandante, acha que eu governo o maior império do mundo apenas com charme e beleza? Não seja bobo. Como qualquer regime, eu governo graças ao monopólio da violência.”
Profile Image for Sotrati  .
45 reviews1 follower
March 21, 2023
Imaginar o futuro é um exercício muito agradável e ler quem o imagina com coerência é maravilhoso. Fim das Religiões mostra um mundo futuro fascinante. A relação homem x máquina foge de tudo o quanto eu já vi até então. E essa relação tem uma coerência inteligente dentro e fora da obra. A parte mais legal dessa obra é apresentar seres e situações fantásticas de forma crível. Mas não é só isso. Os personagens são cativantes, queremos ser seus amigos, aprender mais sobre eles, mergulhar no passado desses seres tão irreais e tão possíveis. A trama também é muito bem amarrada, sem pontas soltas ou cenas que não levam a lugar nenhum. A ação vai acontecendo e os personagens vão sendo construídos, as características deles que são apresentadas são utilizadas, tem os confrontos políticos e os confrontos físicos acontecendo de forma bem articulada e tensa, prendendo o leitor a cada página. E aí vem mais um golpe de mestre do autor: ele pouco utiliza os famosos ganchos entre os capítulos. O leitor quer devorar o livro não por conta de um recurso estilístico, mas porque está imerso naquele mundo tão sensacional em companhias tão sedutoras. Se fosse só isso, já valia a pena a leitura, mas acredite, tem mais. Tem profundas reflexões políticas, filosóficas, éticas, sociais e religiosas que fazem com que a leitura permaneça acontecendo em sua mente muito tempo depois de ter deixado de ler. Enfim, vale muito a pena cada segundo investido nessa obra que chama a várias releituras, não porque seja densa e impenetrável, pelo contrário, a leitura é fluída e agradável, apresentando temas complexos de forma natural sem ser simplista. A releitura se impõe porque são tantas camadas a desvendar que só uma visita a esse fantástico mundo é insuficiente para aproveitar muito do que ele pode oferecer
1 review1 follower
January 17, 2024
E se te tirassem o direito de morrer?

Não se deixe enganar pelo título. Fim das Religiões não trata da palavra com o significado simples que costumamos atribuir a isto (a crença baseada em uma entidade criadora), mas sim o fim de exatamente tudo que se há para acreditar enquanto humanos. Como canta Pitty "E quando achar que já tem tudo, o que vai querer depois?".

O homo sapiens evoluiu. Nós, a humanidade, acabamos. O que veio depois de mim e você é algo novo: fomos evoluindo pouco a pouco até atingirmos a autoespécie. Que se fabrica e se mantém a fim de continuar existindo em sociedade. Temos Simulacionistas, residentes da cidade de Belalux, criados a partir de personalidades geradas por inteligência artificial, que levam em consideração milênios de cultura e vivência humana, e temos também os Memoriadores, que habitam Vivet, criados a partir de memórias humanas reais - não apenas lembranças, mas sim memórias que carregam tudo que você já sentiu, planejou, temeu ou sonhou. E, ainda, à parte, temos outras espécies de classes mais baixas, com programação e acabamento inferior, que variam em comportamento e aparência, e são denominados simplesmente como Estranhos.

Aleph é um Memoriador, e inclusive trabalha como Arqueólogo da Morte, buscando cemitérios que guardam a matéria prima essencial para a continuidade de sua espécie: as memórias preservadas de humanos que já morreram. E ele, como uma consciência humana que se vê "acordar" após ter morrido, possui inúmeros questionamentos sobre a própria existência, a vida, e o sentido nessa continuidade.

"A morte, por muito tempo, foi seu Deus máximo. Hoje, até dela era ateu."

Mas isso é apenas um ponto, dentro de uma trama cujo horizonte é vasto: tanto Memoriadores quanto Simulacionistas possuem um inimigo em comum: uma consciência que invadiu e tomou outros corpos, criando um exército de si mesmo, com mais de 50 mil integrantes, que busca tomar território, assimilar mais corpos, e estar em poder absoluto.
Sagaz, onipresente, e coletiva, esta entidade a quem chamam de Ômega, é ardilosa o suficiente para conseguir colocar em xeque a relação diplomática entre Belalux e Vivet... ou será que já havia algo acontecendo nas camadas mais profundas da política entre as nações, e Ômega não tem nada diretamente a ver com isso?

Há ainda a descoberta que Aleph faz logo no início do livro, sobre algo que parece impossível de ainda existir e está atrelado ao início de sua própria laia; poderia o ápice da evolução humana a qual pertence, ser colocado à prova perante este "item" descoberto? E que impacto este "Item" pode causar no mundo em geral?

"- Então me responda: se o senhor descobrisse que viveria sua vida mais uma vez exatamente como ela é, passando pelas mesmas tragédias, dores e decepções; a mesma tortura, cometendo os mesmos erros e acertos, sem poder mudar nada, na exata ordem e sequência que eles aconteceram, revivendo cada milímetro dessa existência pela ternidade... Como reagiria? Riria com entusiasmo e amaria seu destino ou... amaldiçoaria o universo e lutaria com todas as forças contra o inevitável?"

Esqueça as tramas rasas de ficção científica que assolam a cena da literatura atualmente, devido à facilidade de publicação por meios eletrônicos. A obra de LZX Maia é densa, detalhista, e traz, além da gama alucinante de ação e mistério, questionamentos muito profundos sobre questões éticas, políticas, sociais, e principalmente sobre as camadas diversas de crises existenciais que batem à nossa porta vez ou outra na vida, e a nossa questão com o livre arbítrio. Mas não pense que isso torna a obra impenetrável. O autor, que é dono de uma linguagem rica, possui também uma escrita dinâmica, que esmiúça todos os detalhes do mundo de Syntagma sem se tornar monótono, nos apresentando até os conceitos mais complexos de uma forma acessível e de compreensão plena.

"...há tipos de cansaços que só a solidão resolve."

E apesar de o livro bater várias vezes na tecla de que estamos acompanhando a trama de seres pós humanos, não há como não tomar para si as angústias e egoísmos de tais personagens, desde o perturbado Aleph até o alecrim dourado Margàux.

Aliás, um fator mestre do livro é deixar o protagonismo humano em segundo plano, e focar justamente nas aflições da autoespécie.
Afinal, o homo sapiens vai acabar, mas o questionamento sobre o porquê de estarmos aqui vai sempre continuar, mesmo quando todos formos máquina.

"- Dá medo, né?
Por um momento Aleph achou que estava fazendo uma piada.
- Medo? - perguntou, quase rindo.
- É, medo. As memórias de uma pessoa são como um oceano. Se a gente pula nele, podemos nos afogar."

A trilogia Syntagma é hoje um lançamento, do qual temos ainda apenas o primeiro volume.
Em cem anos já terá sido considerada como um épico à frente de seus dias, acompanhando outros títulos de renomados autores da seção de Clássicos.
Profile Image for Rick Batista.
Author 5 books4 followers
September 29, 2025
Nem humano, nem robô. Mas certamente, algo capaz de sofrer.

Já estava há pelo menos um ano com esse livro na fila. Ouvi elogios rasgados sobre ele no grupo do Facebook “Lerune”, assim como em sua indicação na página do Instagram Literazil. Confesso que nem a capa nem o título me chamaram a atenção à época (apesar de soarem fora do comum), mas as recomendações (do pouco que li, sem entrar nos detalhes da trama) me fizeram enfim dar uma chance ao autor. E que bom que eu dei essa chance!

LZX Maia, esse autor cuja alcunha só poderia pertencer a quem escreve ficção científica, honra o gênero com uma contribuição generosa à literatura nacional independente. Seu mundo é crível. Vivet, sua utopia transumanista, é um lugar onde podemos de fato nos imaginar vivendo em um futuro em que carne, sangue e “alma” já não são necessários. Seus personagens não são mais humanos, mas humanas são suas memórias, assim como seus dilemas e dores das quais nem a pós-humanidade é capaz de fugir. Um roteiro menos corajoso colocaria como única protagonista a jovem Saturno — quem sabe dividindo esse espaço com Pedro: dois humanos descobrindo as bizarras maravilhas de um mundo povoado por tecnologia senciente.

Mas parte do brilho desta história vem justamente de seus vários protagonistas não humanos, seja o racional e melancólico Aleph, seja o honrado e emocional Ieyasu. A construção de mundo é talvez o ponto mais alto da obra. Suas três principais sociedades e visões de mundo, suas espécies, o detalhamento não só de suas peculiaridades tecnorgânicas, mas também da formação da psique de cada uma. É verdade que apresentar tantos conceitos em um primeiro volume exige tempo e esforço, e o início da obra foi, para mim, um pouco lento e pouco instigante — mas me manteve interessado pelas promessas e pela complexidade que os personagens apresentavam.

Por outro lado, o meio e o clímax da obra seguem em um crescendo que deixa claro todo o talento do autor em cumprir as promessas feitas lá atrás, entregando ação, grandes reviravoltas e desenvolvimento de personagens, mesmo enquanto ainda apresenta novos conceitos ou revela segredos da trama. O Fim das Religiões é, portanto, uma excelente ficção científica, uma obra de estreia promissora e o início de uma saga com potencial para se tornar referência no mercado nacional. Indico a todos que buscam um livro bem escrito, com personagens cheios de camadas e um mundo que, apesar de crível, é incrivelmente encantador.

"Mas o mundo não para de girar para ninguém. Ele continua, segue seu fluxo, ininterrupto e sem sentido. Nascemos, crescemos, entramos em desespero e morremos."
Profile Image for Bibliotecadamicha .
1 review1 follower
October 22, 2022
Aleph é um memoriador — um humanoide sintético criado através de memórias humanas. Apesar de não ser, ele parece um humano.
Logo, um memoriador nada mais é que um ser humano com um prazo de validade estendido. Aleph como Arqueólogo da Morte, tem o trabalho de explorar cemitérios à procura de memórias humanas. Uma profissão importante, já que sua espécie precisa de memórias humanas para se reproduzir. E, infelizmente, humanos não existiam mais.
Um dia, explorando um desses cemitérios, Aleph sente algo estranho. Um pressentimento lhe diz que está em perigo. Era como se estivesse sendo observado. Quando percebe que realmente não está só, ele corre e foge sem terminar o que começou. No dia seguinte, ele volta. Agora com uma escolta, ele explora cada canto do cemitério e então descobre porque ficou tão apavorado.
Quem o observava era o passado.

✨Fim das Religiões é um livro com uma história bem complexa, porém super interessante. O livro fala sobre o fim da humanidade e como organismos sintéticos vivem após a extinção do ser humano. Um ponto super importante desse livro é que o autor alterna os pontos de vista dos personagens, isso ajuda a entender melhor a história. O livro também conta com reflexões super interessantes. A escrita do autor é ótima, o que deixa a história fluida e leve apesar da complexidade e tamanho do livro. Os personagens são bem trabalhados e desenvolvidos, dessa forma conseguimos compartilhar de cada sentimento e sensação deles, a ambientação é mais um ponto positivo nessa história. É um livro cheio de trama e reviravoltas, já que apesar de serem organismos sintéticos, são feitos a partir de memórias humanas, o que não os isenta de desfrutarem da ambição humana. O livro é uma jóia rara, e uma ótima opção para quem quer ler ficção científica com uma temática super original. Com certeza é um favorito e vocês também vão amar. Vale muito a pena essa leitura, e aguardo ansiosamente uma continuação.
1 review1 follower
October 22, 2022
Aleph é um memoriador, um tipo de humano sintético criado a partir das memórias humanas. Ele é arqueólogo e explora cemitérios especiais procurando memórias humanas, pois sua espécie precisa disso para se reproduzir já que não existem mais humanos ou é o que ele pensa até encontrar Saturno.

Quando Aleph vai explorar um desses cemitérios ele sente uma coisa estranha e volta no outro dia com Britânia é aí que encontra Saturno e conforme vão conversando eles vão descobrindo o que realmente está acontecendo em seu mundo. Nessa história existe o Ômega que no começo é um vilão bem misterioso, que quer criar humanoides de um jeito diferente dos nemoriadores.

Também temos tramas políticas interessantíssimas e muitas reflexões sobre a religiosidade de como ela é usada por certas pessoas. Sobre o legado da humanidade das memórias dos que já se foram e sobre amor e família também.

Alguns capítulos são narrados por outros personagens o que dá outras versões pro leitor e me deixou bem curiosa pra saber como tudo ia se encaixar, principalmente quando o Ômega apareceu dando um aviso para Ieyasu logo no começo.

A escrita do autor é bem fluida e ele sabe explicar esse mundo novo sem ser cansativo, a construção dos personagens é impecável e me fez sentir parte dessa família. Perseguições e armadilhas deixam a história ainda melhor a história passou voando e eu nem vi mesmo tendo mais de 600 páginas.

O final com certeza me surpreendeu e eu espero por mais em breve! É uma ficção científica maravilhosa e eu recomendo muito.
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