Ser feliz é algo diferente para cada pessoa, mas também tem sido diferente ao longo da história, em diversas regiões do planeta. Sempre houve a busca por existências felizes, mas o que é considerado felicidade e a forma como as pessoas conseguem configurar suas experiências variam muito e dependem de circunstâncias históricas específicas. Assim, a visão histórica melhora nossa compreensão dessa emoção humana, mesmo para observadores interessados principalmente em padrões contemporâneos. Neste livro veremos como a felicidade é produto das concepções religiosas do passado, do iluminismo, do capitalismo comercial, da imensa indústria do entretenimento moderno, do aconselhamento psicológico, além de todas as possíveis variáveis pessoais, familiares e locais adicionadas à mistura.
“A grande revolução, como se acompanha no livro, está na Idade Contemporânea. O aumento da importância da felicidade é um fenômeno dos séculos XVIII e XIX..” - Leandro Karnal
"Stearns faz percursos que singularizam o tema da felicidade e o desembaça por meio de explicações que o tornam em determinados períodos mais que evidente." - Folha de S.Paulo (João Batista Natali)
"Se existe algo fácil de sentir e difícil de explicar é a felicidade. Em seu novo livro, o historiador Peter Stearns, professor da George Mason University, nos EUA, não tem a pretensão de definir esse sentimento tão desejado por todos nós. Sua missão é mais pragmá apresentar como o significado de “ser feliz” tem se transformado ao longo dos séculos. Mesmo assim, a missão é complexa. Não apenas porque se trata de uma impressão subjetiva, mas porque é vista por muitos como uma característica básica do arsenal de emoções humanas (...) O que torna a obra de Stearns fascinante, porém, é perceber como o conceito de felicidade se altera de acordo com as mudanças no contexto histórico." - IstoÉ (Felipe Machado)
"Os capítulos que mais me interessaram foram os que trataram das revoluções recentes provocadas pelos “novos” conceitos de felicidade ao longo do século passado e neste início dos anos 2000, com o impacto das guerras, pandemias, desenvolvimento econômico e social, redução e retomada do interesse pela religião em muitos países." - Valor Econômico (Célia de Gouvêa Franco)
"A felicidade, do latim fertilis, de fértil, ou fructifer, de frutífero, tem sido ao mesmo tempo o céu e o inferno do ser humano. Representa o paraíso de uma sensação de plenitude que, de tão perseguida poucas vezes alcançada, transformou-se em fonte perene de frustração. Durante séculos, pensadores se debruçaram sobre essa questão central. Em A História da Felicidade, livro de sucesso internacional que acaba de ganhar edição em português pela editora Contexto, o historiador Peter Stearns, professor da Universidade George Mason, nos Estados Unidos, desvela o passado para que possamos vislumbrar o futuro e construir meios de desfrutar desse sentimento.
Peter Nathaniel Stearns is a professor at George Mason University, where he was provost from January 1, 2000 to July 2014. Stearns was chair of the Department of History at Carnegie Mellon University and also served as the Dean of the College of Humanities and Social Sciences (now named Dietrich College of Humanities and Social Sciences) at Carnegie Mellon University. In addition, he founded and edited the Journal of Social History. While at Carnegie Mellon, he developed a pioneering approach to teaching World History, and has contributed to the field as well through editing, and contributing to, the Routledge series, Themes in World History. He is also known for various work on the nature and impact of the industrial revolution and for exploration of new topics, particularly in the history of emotions. He is active in historical groups such as the American Historical Association, the Society for French Historical Studies, the Social Science History Association and the International Society for Research on Emotion.
Discutir sobre felicidade vai além de aspectos motivacionais do indivíduo. Por mais que tentem atribuir parâmetros de definição do conceito, torna-se necessário compreender os aspectos sócio-político-econômicos de cada sociedade do planeta para compreender a complexidade que o tema carrega. O autor consegue fazer um panorama rico de referenciais que mesclam conhecimentos históricos, filosóficos e políticos.