Se comparássemos o Brasil com os Estados Unidos, e o parâmetro de comparação fosse o futebol, teríamos o Brasil como o mais “desenvolvido” e os Estados Unidos como o mais “atrasado”. Se, por outro lado, o referencial fosse o número de grupos de rock, a ordem já seria outra. Cada sociedade possui sua própria cultura, sua própria visão do mundo. A comparação e o confronto entre estas diversas identidades é o objetivo de estudo do Etnocentrismo. Com isso, busca compreender melhor o próprio ser humano e sua relação com o mundo que o cerca.
O etnocentrismo é um problema que, infelizmente, ainda se estende até os dias de hoje. A obra de Everardo Rocha traz um aprendizado muito interessante, especialmente ao considerar que a antropologia nasce, em grande parte, com a proposta de compreender e superar esse tipo de visão limitada.
Nem todas as perguntas terão respostas definitivas, mas o livro ajuda a esclarecer como o “eu” tende a se colocar como medida absoluta da verdade. Isso acontece porque enxerga no “outro” uma distância social e cultural, um afastamento de tudo aquilo que lhe é familiar. Como consequência, o “outro” acaba sendo colocado em uma posição de indiferença, ou até mesmo de julgamento.
A leitura é muito agradável: fluida, envolvente e com um linguajar acessível, que facilita a compreensão de um tema tão relevante. É um livro que, mesmo sendo introdutório, provoca reflexões importantes sobre como enxergamos o mundo e as diferenças ao nosso redor.
O nome do livro poderia muito bem ser O Que é Antropologia, porque é uma ótima introdução a essa ciência tão linda e intimamente humana. Com um panorama breve, dinâmico, histórico ao mesmo tempo que não linear, Everardo apresenta os caminhos trilhados pela Antropologia saindo do etnocentrismo até a atual relativização do olhar para o "outro". A linguagem é bastante acessível mas não se esgota em reducionismos e explicações simplificadoras. Recomendo muito!
Leitura da faculdade, livrinho curto, mas que já é uma boa introdução à Antropologia. O etnocentrismo é muito fácil de entender, depois que ele é explicado aí sim que começam os capítulos mais interessantes que discorrem sobre como os estudos das sociedades, principalmente depois da invasão dos europeus à América, vão tendo que superar esse etnocentrismo para cada vez desenvolverem o que a Antropologia é hoje, como toda ciência, vai se tornando cada vez mais complexa.
Um livro muito bom sobre Etnocentrismo, mas achei os dois ultimos capitulos um pouco confuso. Entao recomendo muitissimo a leitura dos 3 primeiros, sinceramente, eu realmente amei. Um assunto importantíssimo para a população.
Ler esse livro foi uma experiência fantástica, pude ter insights maravilhosos no mundo da antropologia, se tornando uma leitura que desafiou minhas visões de mundo, porém devo dizer que os dois últimos capítulos são um tanto quanto confusos comparado ao resto do livro, porém ainda vale apena lê-los
Ótimo livro. Se trata de uma assunto extenso, cabível de longas análises e discussões, porém de forma bem sintética e bem explicada. Passa das origens do conceito de Etnocentrismo até essa ideia começar a ser extinguida da visão social. Uma longa de viagem de início em movimentos etnocêntricos baseados em Darwinismo até escolas que buscam se livrar da visão particular da sociedade em que está inserida para analisar o outro.