Na sequência dos dramáticos acontecimentos que encerram o primeiro volume desta saga, A Última Feiticeira, Catelyn é levada com os seus captores para a Terra Antiga. Aí, a jovem feiticeira descobre os fios que entretecem o seu próprio destino com o daqueles que agora a acolhem. Descobre igualmente que aquele viquingue que a salvou de uma morte certa é alguém que ela já tinha vislumbrado em intrigantes visões. Throst, filho de Thorgrim, é agora o seu senhor. Mas os segredos do Universo, guardados no topo da Montanha Sagrada são indiferentes aos desígnios humanos. Catelyn anseia por apoiar as mãos na Pedra do Tempo e encontrar a solução para os enigmas que a atormentam, assim como por prosseguir a sua aprendizagem da Arte Superior. Quando o sangue derramado no mar clama por vingança, a heroína enfrenta a mais difícil das decisões: regressar à Grande Ilha, para derrotar Gwendalin e salvar o seu povo, ou permanecer na Terra Antiga, livrar o Guerreiro-Lobo da maldição que o condena, e ajudá-lo na sua grande missão?
Sandra Carvalho is a young writer who has been asserting herself as a creator of compelling high fantasy in Portuguese. The Saga das Pedras Mágicas (Magical Stones Saga) that she has published, awakens an enthusiastic and growing interest among lovers of the genre, always waiting with great expectation the next volume. A Última Feiticeira (The Last Witch), O Guerreiro-Lobo (The Wolf-Warrior), Lágrimas do Sol e da Lua (Tears from the Sun and the Moon), O Círculo do Medo (The Circle of Fear), Os Três Reinos (The Three Kindgoms), A Sacerdotisa dos Penhascos (The Priestess of the Cliffs) and O Filho do Dragão (The Dragon's Son) compose, for now, the saga she has been writing.
Se eu lesse mais uma linha a dizer "amo-te Pequena" e "agarrei o seu corpo másculo" provavelmente iria atirar o livro janela fora. Neste segundo volume, a autora como que decidiu, de uma forma abusadoramente repetitiva, falar uma e outra vez sobre o quanto a protagonista e Throst se amam. É que se o nível de escrita da autora fosse bom para isso... Foi demasiado lamechas, muito mel e inúmeras páginas à volta deste tema. Valeram dois ou três capítulos mais para o final com alguma acção e que avançaram alguma coisa na história. Mesmo assim, não pude deixar de sentir que a Sandra Carvalho se concentrou demasiado no par romântico ao ponto de ser cansativa e chata, ao invés de se concentrar no desenvolvimento das pontas soltas que transitaram do primeiro volume da saga. Mais um livro assim e acho que desisto!
O primeiro livro desta série arrebatou-me completamente e não esperava menos deste. Confesso que não estava muito satisfeita na parte inicial, mas à medida que a história progredia, e ainda mais ao chegar ao fim, não há como negar o quão envolvida este livro me fez sentir. Sandra Carvalho tem uma capacidade especial quando se trata de nos expor os sentimentos das suas personagens. Há tanta emoção na sua escrita, os sorrisos, as lágrimas, a dor, é tudo tão palpável! Foram várias vezes as que me encontrei com lágrimas no rosto... sem que desse por isso estas personagens tornaram-se como família para mim. Recomendo mesmo muito!
Livro brilhante que li em menos de 26 h. Cada vez levo menos tempo a ler os livros da Sandra. São nada vez mais viciantes e dão cada ressaca literária! Sei que este livro é o encerramento de um ciclo. Adeus Throst! Adeus Cat! Bem-vindos Edwin II e Edwina! Escrita e história viciantes! Fui incapaz de parar de ler! Só um senão, Edwin estava insuportável! Eu sei que estava amargurado, mas a amargura não desculpa tudo! Prejudicar a irmã que tanto fez por ele, é inaceitável!
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A primeira vez que li os dois primeiros livros da Saga das Pedras Mágicas tinha 12/13 anos. Até ao dia de hoje continuam a ser os meus favoritos.
N' "O Guerreiro-Lobo" continuamos a seguir a vida de Cat, pelas terras dos vikings, enfrentando desafios, sacrificando-se para cumprir o seu destino, e missão.
Apaixonamo-nos mais por Throst e Ingrior, assim como o povo viking. Tal como a nossa Pequena.
Não posso dizer muito sobre a história sem dar spoilers, mas deixem-me dizer que mesmo estado a rever, continuo a sentir o mesmo pela história.
O meu coração volta a apertar de cada vez que eles interagem. Entusiasmo para o que vem a seguir flutua na minha mente. Tristeza ainda me atinge e raiva também. Porque mesmo 13 anos depois continuo a ligar-me à Cat.
Enquanto com algumas personagens, a sua personalidade mantém-se estável e os atos não surpreender, existem outras personagens que agora, mais velha, compreendo de outra maneira. Principalmente o Edwin.
Depois existe o Sigarr. Continuo a querer um livro sobre ele, Sandra. Nunca vou desistir de te pedir isso. A verdade é que, de cada vez que releio os livros, o meu interesse por ele apenas fica mais firme. O mistério sobre o seu passado continua. Ele é um vilão que não é como outros na história. As suas motivações, mesmo apenas contabilizando este livro, são mais profundas. E se no passado o achava interessante, agora quero mesmo ler esse livro que abra janelas sobre o seu passado, sobre a sua perspetiva do mundo.
Para quem ainda não leu a saga, não sei o que esperam, mas deviam ir ler porque se vão maravilhar com o mundo.
25/06/2025 Continua a ser um dos meus favoritos da Saga, sem qualquer sombra de dúvida. É muito interessante voltar a esta história ao longo dos anos, porque noto bem o meu crescimento enquanto pessoa e a forma como analiso as histórias e as acções das personagens. É giro ver que eu também cresci.
______________________________ Bonito, bem escrito, original e com desenvolvimentos surpreendentes. Sandra Carvalho é, sem dúvida, alguém a estar atento.
Ufa, este demorou imenso para acabar. Nem sei o que dizer. Foi ok, estendeu-se muito no início e perdia muita vontade de o ler. Só terminei porque comprei a saga toda e o terceiro livro não é da Cathlyn. Vou precisar de uma pausa antes de voltar para este mundo.
Gostei muito mais do que o primeiro livro. Muito mais engraçado e cheio de acção. O primeiro livro revelou-se um pouco parado, mas é muito importante para se perceber todo aquele mundo e a família McGraw.
Gostei mesmo muito deste final, apesar de ter ficado com pena que a Catelyn não tivesse mantido os seus poderes.
Gostei imenso que a Pulga tivesse casado com o Stefan! Eles ficam muito bem. E adorei que a Edwina tivesse chamado Papá ao Throst logo quando o viu. Que emocionante!
Adorei que todos os casais tivessem ficado mais ou menos em família. Aquelas duas famílias ficam muito bem juntas...Gostei mesmo muito! Não tinha a certeza de que eles fossem derrotar a Gwendalin neste livro, mas fico feliz que assim seja. Agora a Pequena passou o testemunho à sua filha. Tive pena que a Pequena não tivesse um filho, ia ser muito giro ele ter o mesmo nome do lindo pai.
Estou curiosa com o próximo livro. Gostava imenso que o próximo livro da saga falasse com mais pormenor do romance entre o Berchan e a Ingrior. Só o facto de o filho dele adorar o Berchan. Oh, eles fazem uma família tão fofa!
Pronto, gostei muito. E espero que cada livro se revele melhor que o primeiro. Nota-se claramente a evolução. Até no entusiasmo que as minhas palavras revelam a falar sobre personagens, enredo, etc. demonstram que a autora soube trazer a este livro mais sentimento.
O segundo livro da saga das pedras mágicas do que o primeiro! Neste o foque da acção é o povo viking. Seguimos a história de amor de Cat e do guerreiro lobo. Os dois possuem uma grande destino... E por mais que se evitem,a paixão que os une é mais forte que a sua teimosia. Finalmente Myra é derrota. Depois de muitos reviravoltas, Cat regressa a sua terra e encontra os seus irmãos. Mas Edwin tornou-se amargo e infeliz. Não aceita o casamento de sua irmã com o líder viking. O que leva a esta ter de se afastar do seu grande amor, para evitar uma tragédia. No entanto, Cat gere uma linda menina que esta destinada a lutar com o filho do seu irmão. Cat não consegue negar o amor que sente por o viking. E os dois assumem de verdade o seu amor. E Edwin aceita de uma vez a felicidade da irmã... Ela regressa com o seu amado a terra dos bárbaros, e gera mais duas filhas. Os seus irmãos também acabam por encontrar nessa terra a sua felicidade! O que acontecerá agora? Qual será o destino de Edwina? E onde se esconderá o filho de Edwin? Aguardo ansiosamente o próximo volume...
"Do ódio ao amor... Do amor, o sangue... Do sangue, três reinos... Dos três reinos, um só povo..."
Que jornada difícil... Gostei mais deste 2º livro, não só pelo rumo que a história tomou, mas também pelo grande desenvolvimento e evolução das personagens.
Ingrior, foi sem dúvida uma das minhas personagens favoritas, uma vez que sem o seu amor fraternal, dedicação, confiança e bondade, a história não se teria desenrolado da mesma maneira.
Throst também foi uma boa surpresa, apesar de desesperar no inicio com a sua atitude cega e condescendente,com o desenrolar da narrativa, a sua atitude foi - se modificando tornado a história verdadeiramente interessante.
Catelyn também demonstrou merecer o papel de personagem principal.
O vilão da história foi sem duvida muito bem construído e o seu fim muito bem conseguido.
Todas as personagens desempenharam o seu papel brilhantemente e em total sintonia com o desenvolvimento da acção. Que mais posso dizer, a não ser que adorei esta continuação?
Uma estória épica de magia e romance, onde uma família de herança mágica é ameaçado por uma feiticeira maléfica. Catelyn e os seus cinco irmãos vão passar várias provações pra derrotar o mal que os persegue, e claro cabe à nossa heroína fazê-lo, mas o que ela não contava era ser raptada pelo homem bárbaro das suas visões e levada pra uma nova terra onde ela conhece o verdadeiro amor, o seu verdadeiro poder e cria uma nova família, mas até o mal estar resolvido o amor não pode florescer. Gostei imenso destes livros da Sandra, adoro o tipo de fantasia e o romance, achei só que os elementos mágicos não são muito bem explicados e que a construção do mundo podia ser mais elaborada. Decidi deixar a minha review dos dois primeiros livros combinada pois percebi que os próximos livros da série serão mais focados nos descendentes dos personagens desta primeira fase, e que a estória da Catelyn ficou de certa forma resolvida. Apreciei um pouco mais o primeiro em comparação com o segundo devido à parte da infância e relação da família de Catelyn, bem como a passagem dessa fase pra nova realidade que ela vive na terra dos Vikings, que decorre no primeiro livro. O segundo é mais focado no romance e a parte de resolução da missão da Catelyn acontece um pouco rápido de mais. Posso dizer que tenho bastante curiosidade de ler os restantes, e espero fazê-lo em breve. E, agora, sim, finalmente percebo porque a Sandra é considerada a rainha da fantasia em Portugal, e que sem dúvida em nada fica aquém a muito do que se escreve lá fora de fantasia romântica.
Depois daquele extenso prólogo que foi o primeiro livro desta Saga, este segundo livro, é sem dúvida um dos meus favoritos, cheio de drama, sofrimento, arritmias cardiacas da minha parte. Esta autora subiu muito na minha consideração.
No meu comentário sobre o primeiro livro desta série eu escrevi que ele é apenas uma leitura agradável, não escrever a história em espécie, no final do segundo, no entanto, o meu entusiasmo me faz reconsiderar. Este é verdadeiramente um livro de fantasia de destaque que tem todos os elementos necessários para descrever de uma forma muito agradável uma história épica. Mas o que me fez apreciar mais é que é um livro muito rico em emoções. Talvez em alguns lugares há um exagero, e uma propensão para o sentimentalismo, mas mesmo aí o estilo de escrita é tão bonito e poético que faz você se perdoar.
Στο σχόλιό μου για το πρώτο βιβλίο αυτής της σειράς είχα γράψει ότι είναι απλά ένα ευχάριστο ανάγνωσμα, χωρίς να γράφει ιστορία στο είδος, μετά το τέλος του δεύτερου, όμως, ο ενθουσιασμός μου με κάνει να αναθεωρήσω. Πρόκειται πραγματικά για ένα εξαιρετικό βιβλίο φαντασίας που έχει όλα τα στοιχεία που χρειάζονται για να περιγράψει με έναν πολύ ωραίο τρόπο μία επική ιστορία. Αυτό όμως που με έκανε να το εκτιμήσω περισσότερο είναι ότι είναι ένα βιβλίο πολύ πλούσιο σε συναισθήματα. Ίσως σε κάποια σημεία υπάρχει μία υπερβολή και μία ροπή προς τον συναισθηματισμό, ακόμα και εκεί όμως ο τρόπος γραφής είναι τόσο όμορφος και ποιητικός που σε κάνει να τη συγχωρείς.
Gostei bastante de ler este livro. Evolui muito bem a história de Catelyn e as suas lições de magia. A sua relação de Throst torna-se bastante importante, tanto para a história em si, como para a magia que vive dentro da última feiticeira. A escrita da autora é um misto de descrição e de acção rápida, o que faz com que por vezes a história se arraste e por outras com que certas cenas passem a voar. A violência, o romance, e até a intriga (principalmente devido a Myrna) estão bem patentes na narrativa. A autora podia ter ficado por aqui, mas ao longo do livro temos vários momentos em que acabamos por perceber que existe mais coisas para descobrir e dessa forma sabemos que temos um terceiro livro.
Terminado o segundo livro da saga! Realmente a Sandra Carvalho tem um talento para tecer estas histórias…adorei tudo no livro, tirando as persongens maléficas e odisoas que vão surgindo e são necessárias para o desenvolvimento da trama. Os livros da Sandra são escritos de tal forma que sentimos que estamos lá no meio a viver tudo o que se passa. Tem momentos tristes e momentos felizes como na própria vida.. já o tinha dito e volto a dizê-lo: a Sandra é a Juliet Marilier portuguesa! Siga para o terceiro livro da Saga…🥰
A escrita é bastante simples mas muito envolvente, fluente. As personagens têm um certo nível de desenvolvimento, mas acabam por se quedar planas, de certa maneira sem evolução. O enredo em si, apesar de previsível não deixa de ser (quase sempre) agradável. Não há revelações ou plot twists que me tenham deixado de coração na mão, os próprios personagens mantem se na mesma linha de pensamento e ação durante os dois livros. Faço entender que este livro é , na verdade, bastante consumível, como aquelas embalagens de guloseimas que se come com a gula e no fim fica-se arrependido. Mas neste caso não é um sentimento de arrependimento que se fica, acho que face ao seu potencial, fiquei desiludida com o final, com a falta de desenvolvimento dos personagens e da trama em si. Não é que os personagens não tenham um background, e uma personalidade associada. No entanto acabam todos por se limitar até ao limiar do quase aborrecido, para não dizer chato. A relação dos protagonistas, apesar de inicialmente empolgante é o exemplo disso. A vilã, Myrna, têm uma profundidade tão baixa que facilmente torna o leitor indiferente, o seu aparente motivo e personalidade é um belo exemplo para descrever a falta de um 3D neste livro. Se é que me entendem. A cena final da vilã foi me completamente alheia, desapaixonada como muitas das outras partes deste livro. O que me mais denegriu este livro aos meus olhos foi Catelyn, a protagonista, que, apesar de ser a personagem mais trabalhada ao longo do percurso acaba por se tornar se extremamente enfadonha, os seus pensamentos constantemente bombardeando dúvidas e reflexões repetitivas sobre os seus problemas e afins. Não minto que me aborrece o quão Catelyn acaba por não ter nenhuma força real no livro, é sempre ajudada por um homem ou por uma magia estilo à última da hora que aparece de algum ancestral escondido na bruma. Irritou me a sua fraqueza e necessidade de depender sempre de alguém, quase sempre, membro do sexo masculino. Apesar de supostamente possuir o poder de uma feiticeira, nunca usa os poderes quando são necessários e quando usa é tão inútil que dá pena. Gostei da caracterização do espaço, da terra viking, da casa de infância, do lago encantado. Não gostei da abundância de tramas de substancia quase infantil, como por exemplo a situação Throst-Halldora (onde mais uma vez a personagem não tem fundamento nenhum, apenas odeia a protagonista intensamente) ou a irrealidade de Catelyn querer literalmente ser vi0l@da pelo seu raptor aka Throst (bastante fantasioso certo?). Gostei da atmosfera mística que Sandra Carvalho consegue imbuir desde o início, há sempre um cheirinho de magia que nos pede impele pelo livro adiante. Não amei as profecias construídas bastante obviamente para dramatizarem três vezes mais o enredo, senti que foram forçadas. Sandra Carvalho como já referi tem uma escrita bastante agradável tirando as partes em que parece que foram escritas por uma pré-adolescente. Mas lá está, criticar é muito fácil e reconheço que apesar de , na minha visão, estes dois livros terem os seus pontos menos positivos, ainda assim os li até ao final, isto porque Sandra Carvalho tem uma escrita leve e prazerosa de se ler, que na minha opinião poderia brilhar muito mais se não se mantivesse tão previsível. Por último para contrariar o que disse em cima de muitas partes me serem indiferentes, acho que autora fez um ótimo trabalho na partes iniciais do livro onde nos são introduzidas as primeiras memórias de Catelyn e a sua família. Gostei muito dessa parte, talvez porque também faça parte de uma família grande e viva rodeada pela natureza. Com as suas descrições vivas e naturais consegui mesmo visualizar, como se lá estivesse, os irmãos alegres e livres a correrem pelo lago aos gritos e brincadeiras. Adoraria que Sandra Carvalho tivesse desenvolvido mais essa componente de camaradagem / brotherhood. Mas prontos é isso, se gostam de fantasia com um romance meloso e uma pitada de magia sem muita exigência este livro é uma opção.
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‘O Guerreiro lobo’ é o segundo volume da saga das Pedras Mágicas da autora portuguesa Sandra Carvalho e apesar de ser o segundo livro da série e ter por assim dizer, uma história singular, é também com este livro que a autora encerra o anterior: ‘A última Feiticeira’. (Vejam a minha opinião sobre o livro aqui)
Relativamente à capa (aspecto que não referenciei na opinião anterior, porque ando a comer demasiado queijo) não possui a chama que normalmente me atrai num livro. As ilustrações não fazem justiça às histórias. A meu ver (que sou uma completa leiga no assunto) são demasiado superficiais e os desenhos muito comuns e sem ‘sal’.
Livros que excedam as 150 páginas impressos em folha branca é um suplício para os meus olhos. (Já apresentei queixa. Próxima reencarnação quero vir com visão de águia ou falcão. A cor dos olhos mantém-se mas nada de vir pitosga, ok?)
Relativamente à história em si, devo dizer-vos que ao contrário do primeiro volume, o início deste foi feito a alta velocidade. Em pouco tempo dei comigo a desfolhar a página número 100. Adoro diálogos e discursos directos. Fazem-me embrenhar no livro de uma tal forma que têm de me gritar aos ouvidos para me arrancar da leitura. A autora tem destas situações e são espectaculares. Conseguiu arrepiar-me um monte de vezes e até me deixar com a lágrima no canto do olho em pelo menos duas situações. Mas também tem capítulos inteiros em que não existe mais nada a não ser introspecção e meditação e divagação e…e… Acabava por perder o interesse na leitura, até porque acabava por repetir a informação (que já vinha a captar desde o inicio) e dava por mim confusa e a fazer um esforço enorme para assimilar a informação que me estava a dar e a tentar encaixá-las no que já sabia sobre os personagens e o que era novidade.
Gostei da história. Gostei mais ainda do que o primeiro livro mas, ainda assim, não foi o suficiente para dar mais do que 3 estrelas.
Um livro intenso e impossível de largar, à semelhança do que aconteceu com o 1º desta saga. Entendo quando dizem que os 2 devem ser lidos de seguida pois completam-se e fecham um ciclo na vida de Throst e Catelyn... mas eles sabem que há muito mais para acontecer e eu tive de começar logo o seguinte!
Throst mostra durante todo o livro a sua grandeza e o tamanho do seu amor. Os irmãos estão também mais próximos mas a intransigência de Edwin sobre o casamento de Cat está a fazê-la sofrer para além do suportável. No entanto, ela sabe que tem uma tarefa enorme entre mãos, junto com os irmãos terá de libertar a sua terra e o seu povo de Gwendalin... mas os irmãos não previram tudo, a bruxa conseguiu ultrapassá-los e atingi-los no ponto mais fraco... chegando assim à derradeira batalha entre Catelyn e Gwendalin da qual só uma sairá viva. Esta batalha irá gerar ainda mais caos e destruição, nem tudo poderá ser vitória...
Cat continua junto do povo Viking, onde muitas aventuras lhe esperam. A escrita da Sandra é muito cativante, fazendo com que queiramos visitar todos os espaços que ela cria.
Algumas passagens deixam-me chateada, mas depois de falar com a Sandra percebi que tenho que ter em atenção a época histórica e o sofrimento das personagens.
Trata-se de um livro intenso, onde várias emoções são sentidas à flor da pele… Consegues amar algumas personagens e ao mesmo tempo querer correr com elas à chapada (SIM! estou a falar do Edwin), conseguimos colocar alguma esperança noutras (Sigar, ainda te espero no lado da luz!), vivemos os dilemas de outras e ainda morremos um pouco quando outras morrem… A autora sabe mexer mesmo connosco, mas ainda não me fez chorar, contudo tenho a certeza que ainda o vai fazer.
Pontos fortes: > Contextualização de algumas histórias do passado, e como algumas ações tiveram repercussões no presente. Estas passagens enriquecem muito bem a história que por si só já é fantástica!! > Desenvolvimento das personagens, tornando-as mais cativantes e mais humanas
Pontos fracos: > Muito tempo dedicado ao fatídico amor entre Cat e Throst. Consigo perceber a vontade da Sandra de mostrar este par romântico, mas algumas passagens só me apetecia bater-lhes. Depois existiram algumas decisões da protagonista que me deixaram um pouco com pé atrás… > Halldora… Jasus de personagem!
Neste 2° volume da Saga das Pedras Mágicas temos imensas lições a retirar da história. É incrível como a minha percepção dos 17 anos não entendeu tão bem certos problemas, que os meus 31 captaram num ápice! É como se aprendesse algo novo em cada releitura 🥰 Tudo gira em torno do amor. A autora explica, em cada personagem, como o amor é importante nas nossas vidas: Amor que não escolhe raças e tão forte que é capaz de unir povos em guerra há décadas. Amor entre pais e filhos, em que são capazes de se sacrificar em prol da geração seguinte. Amor de irmãos, que mesmo quando discutem e se magoam é com intuito de os proteger e guiar por bons caminhos. Amor próprio, pois não sabemos amar alguém se não soubermos amar a nós próprios. A autora derruba preconceitos a partir do momento em que nos mostra guerreiros que sofrem depressões, choram perdas humanas, sofrem de amor e tudo fazem pela mulher que amam. Porque não é vergonha nenhuma um homem chorar, é ser-se humano no seu pleno. Ninguém é incorruptível. Vemos personagens muito boas que foram tentadas a ceder ao poder. Escolher o caminho fácil nem sempre é o mais acertado. E embora nos custe, por vezes há que sofrer para alcançar o que sonhamos, para então ser feliz.
A primeira metade do livro é uma seca sejamos francos. Muito folclore, pouca acção. Só mais tarde é que as coisas começam a andar, devagar mas sempre a subir em acontecimentos.
A relação de Throst com Haldora torna-se o que sempre achámos que devia ser (estou a tentar não colocar muitos spoilers) e com Catelyn as coisas ficam mais interessantes.
O ultimo terço do livro é para mim o que salva a história. Muitas coisas são explicadas de forma decente e finalmente consegui perceber a diferença entre as pedras e as lágrimas, (andava meio baralhada confesso) e como é que algumas das relações foram formadas principalmente a nível das gerações mais velhas.
Há uma evolução positiva do primeiro para o segundo livro, a Sandra Carvalho torna-se um pouco mais coerente na escrita, e quem não tiver interesse em ler mais sobre a saga das pedras mágicas sai com a história de Catelyn MacGraw resolvida de maneira satisfatória.
O segundo livro continua a história de Catelyn e a sua jornada de aprendizagem de magia para conseguir enfrentar Gwendalin.
O que gostei: - Embora muitas vezes exasperada, continuei com vontade de terminar o livro. Não era evidente para mim o destino que as personagens teriam e isso é algo que valorizo muito.
O que não gostei: - A Catelyn e todas as suas indecisões e inseguranças. - O romance. Não gostava particularmente de Throst mas acho que neste livro ele se redimiu parcialmente. Contudo, não sou muito fã de romances proibidos, on e off, cujos problemas, que não existem, se arrastam indefinidamente. - Num livro em que a aprendizagem de Catelyn tinha tanta importância, fiquei com especial pena que essa parte fosse tão vaga e pouco desenvolvida. Percebe-se muito pouco de como a magia funciona, o que prejudica todas as partes de ação em que há intervenção da magia.
Este livro padece exatamente dos mesmos problemas que senti no anterior pelo que, para já, não vou continuar a saga.
Mais uma vez fui positivamente surpreendida por esta história. Não tenho a certeza que seja um livro 5 estrelas, mas é, para mim, superior ao primeiro e daí ter querido fazer a distinção. A Sandra Carvalho é uma excelente escritora, pode gostar-se ou não do género, pode gostar-se ou não da história, mas é um livro muito bem escrito, cativante e com muita intensidade.
É um livro que não tem tempos mortos, em que está sempre a acontecer qualquer coisa que não deixa o deixa esmorecer. É, por fim, o livro que conta o desenlace da história de Cat e Throst e parece claramente dividido em duas partes: uma de aceitação e outra de consagração. Se é um livro perfeito? Não é, mas é um livro que surpreende em muitos momentos e que definitivamente merece ser lido.
Este é um livro que pertence aos meus favoritos. Já o li vezes sem conta e sempre o fiz com gosto. É a continuação do primeiro livro, a continuação de missão de Cat para vir a destruir Myrna, mas é também é neste livro que se abrem muitas outras portas e histórias que vão ser desenvolvidas nos próximos. No entanto não deixa de ser um marco :)