A sensação de ler esse livro me lembrou A Vida Mentirosa dos Adultos, de Elena Ferrante, porque sempre que eu parava de ler, achava difícil de retormar, mas uma vez retomado, não conseguia parar de ler.
É uma leitura densa, me remeteu à terapia mesmo, aquela coisa de é bom, mas é ruim, mas é bom. Porque causa incômodo e reflexão.
Enfim, gostaria de dar uma nota melhor, gosto muito da autora e do seu estilo de escrita, que me lembra sempre o tanto que a língua portuguesa é maravilhosa. Mas alguns detalhes do enredo simplesmente não me convenceram: a morte de Rita, que achei totalmente gratuita e forçada, e a partida de Theo, que achei muito mal explicada, considerando que é a causa de 50% de todo o sofrimento do livro.
Gostei demais foi do apêndice de citações de Biá com as referências de onde vieram. Que riqueza de pensamentos!