Conheci o @carloseduardosilva_89 no @forumfantastico em 2022. Sorriso simpático, perfeito cavalheiro, ofereceu ajuda quando soube que estávamos a embarcar na aventura de abrir uma editora. Não fazendo ideia de quem era a criatura que tinha à frente, achei querido.
Mais tarde, foi um dos professores do @nunormgoncalves numa oficina de escrita dinamizada pela @imaginauta e que o rapaz adorou. Depois de uma das aulas, voltou para casa com este “Nova, nova, nova, nova!”, conto escrito em residência coordenada pela Junta de Freguesia de Arruda dos Vinhos.
Este pequeno volume é enganadoramente simples. Sendo um conto, limita-se a uma fração contada de um todo que se adivinha muito maior. Explorando uma realidade distópica, o autor versa sobre o que de mais humano há — o amor. Acompanhei Jorge e o seu SintServ no par de horas que me tomou esta leitura. Nessa viagem, percebi a construção do mundo e muitas das regras implícitas, colocadas ao alcance do leitor sem que este perceba, tornando simples a compreensão da dimensão descrita, ainda que esta seja tão diferente.
Amei a bruxa e o que é bruxedo num contexto distante. E senti-me ligada àquela família, com pena de a deixar quando lia as últimas palavras. No fim, soube a pouco. Haverá romance a partir daqui?
Não é por acaso que Carlos Silva – para além de editor, organizador de eventos e entusiasta do género – é dos melhores autores portugueses a escrever ficção científica. Este pequeno conto prova isso mesmo, resgatando pequenos tropos do género idealizados por Isaac Asimov com as suas leis da robótica e subvertendo-as, sem esquecer o contexto português e a localização do conto, bem como algumas bicadinhas à volatilidade do povo.
Um conto pequeno mas gigante Adorei A amizade entre Jorge e Xispê, faz lembrar o primeiro livro de ficção científica que li, Eu Robô de Isaac Asimov. As adversidades, a fuga , a promessa e proteção, o destino e Nova Nova Nova Nova Fiquei rendida