De D. Afonso Henriques, o primeiro monarca a ter amantes, a D. Dinis, um rei de grande fogosidade, a D. João V, conhecido pelas suas aventuras amorosas dentro do convento de Odivelas, a D. José e à relação com Teresa de Távora, da qual até a rainha tinha conhecimento, a D. Pedro IV, que se deixou contagiar pelos amores em terras de Vera Cruz, ou a D. Carlos que se interessava mais pelas questões da carne do que pela governação. Por detrás da história oficial dos reis portugueses e dos seus casamentos de Estado com princesas de toda a Europa, esconde-se uma história de paixões arrebatadoras, filhos ilegítimos e amores ilícitos que nunca foi contada. Damas da rainha, prostitutas, barregãs, negras, escravas, cantoras líricas, actrizes, mulheres do povo ou senhoras da alta burguesia, todas competiam pela atenção e pelos favores do rei. Se madame Pompadour ganhou estatuto de amante na corte francesa do rei Luís XV com as regalias que daí lhe advinham, poucas são as amantes dos reis portugueses que ficaram conhecidas na História.
MARIA PAULA MARÇAL LOURENÇO nasceu em Lisboa a 12 de Setembro de 1961. É Licenciada em História (1985), Mestre (1988) e Doutora (2000) em História Moderna, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde é Professora Auxiliar do Departamento de História. É investigadora do Centro de História da Universidade de Lisboa e membro da Associação Portuguesa de História Económica e Social, académica de número da Academia Portuguesa da História e de outras academias. Para além da participação em vários projectos de investigação nacionais e estrangeiros, recebeu, em Julho de 2005, o Prémio Fundação Calouste Gulbenkian de História Moderna e Contemporânea atribuído à obra A Casa das Rainhas de Portugal (1640-1754) instituído na Academia Portuguesa da História (no prelo). Entre as publicações de maior destaque, citem-se A Casa do Infantado [1654-1706] (Lisboa, Junta Nacional de Investigação Científica/Centro de História da Universidade de Lisboa, 1995), D. Pedro II: o Pacífico (Lisboa, Círculo de Leitores/CEPCEP , 2006) e Rainhas no Portugal Moderno (Lisboa, Colibri, 2013).
À minha visão atual do livro, depois de ter lido mais livros históricos , sinto que falta muita empatia e reflexão acerca das figuras históricas que desenvolvem este livro. Achei que se basearam maioritariamente em “fofocas” da época, até acho triste, por ser um livro escrito por mulheres, e nos capítulos acerca das mulheres, principalmente de Maria Pia, fez um aprofundamento terrível em base de nada. Nota se claramente que as autoras não estudaram a profundamente sobre o que o livro se tratava. Contudo, não achei o livro na sua totalidade terrível, mas não está excelente, isso é certo.
Através da vida conjugal e extra-conjugal dos monarcas portugueses, as autoras fazem-nos um resumo da História de Portugal competente e que irá, certamente, dar a conhecê-la a alguns leitores. Não se pense que se trata de um trabalho historiográfico muito aprofundado. No entanto, é até bastante rigoroso e, não se tratando de uma mera enumeração "cor-de-rosa" de casos extraconjugais dos reis portugueses, mas antes um competente enquadramento socio-cultural da monarquia portuguesa ao longo dos séculos, creio que este é um livro que vale a pena ler
"As autoras esperam ter cumprido com a sua missão: levantar o véu fascinante de amores lícitos e ilícitos... da Casa Real Portuguesa"
Esta obra da autoria de três historiadoras, Maria Paula Lourenço, Ana Cristina Pereira e Joana Troni, acompanha a vida conjugal e extraconjugal das nossas quatro dinastias. É um livro que se lê muito depressa porque o tema em si é fascinante e curioso. Nele encontramos um grande número de reis "fogosos" e um número simpático, mas reduzido, de reis "sérios" e que amaram verdadeiramente as suas rainhas. Mas tenhamos sempre em conta que os casamentos reais eram casamentos de Estado, o amor era algo acessório.
Mas este livro não trata só de "revista cor-de-rosa" medieval, ao mesmo tempo que nos fala da vida conjugal dos reis, conta-nos a história política do Reino de Portugal.
Fui surpreendida negativamente pelo Rei D. Dinis e D. Pedro II, reis que tinha em alta conta, mas que neste livro mostraram que o seu carácter era um tanto ou quanto duvidoso.
Fiquei encantada com a história de D. Duarte, D. Maria II e o seu conto de fadas com D. Fernando...
Interessante mas de leitura um pouco árida é uma relação (aparentemente) exaustiva das amantes reais desde D. Afonso Henriques a D. Manuel II. Gostei de ler pelos conhecimentos que me trouxe mas foi uma leitura algo demorada e fiquei contente de chegar à ultima página.