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Gaibéus

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"Gaibéus" é um clássico do neo-realismo portuguê descreve o drama de um rancho de ceifeiros que do Norte do País descem a participar na batalha sem fim travada na lezíria. Esta obra já foi vertida no sistema Braille. Publicações Europa-América sente-se honrada por reeditar uma obra de um dos maiores escritores contemporâneos, que sempre soube defender os humilhados, ofendidos e deserdados.

176 pages, Paperback

First published January 1, 1939

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About the author

Alves Redol

37 books40 followers
Cedo começou a trabalhar dada a natureza modesta da sua família. Parte para Angola, aos 16 anos, procurando melhores condições de vida, regressando a Portugal três anos depois. Junta-se ao Movimento de Unidade Democrática (MUD), que se opunha ao regime do Estado Novo, e filia-se no Partido Comunista, escrevendo artigos no jornal O Diabo.

Introduziu o neo-realismo em Portugal com o romance Gaibéus (1939), nome dado aos camponeses da Beira que iam fazer a ceifa do arroz ao Ribatejo, em meados do século XX. Daí em diante sua obra revela uma grande preocupação social, velada ainda assim, dada a censura e à perseguição política movida pelo regime de Salazar aos oposicionistas, e mormente aos simpatizantes do PCP, como era o caso. Chegou mesmo a sofrer prisão política tendo sido torturado.

Seu último romance, Barranco de Cegos, de 1962, é considerado sua obra-prima e afirma sua nova fase, em que a intervenção política e social é posta em segundo plano, dando lugar a um centramento nas personagens e na sua evolução psicológica, de cariz existencial.

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Community Reviews

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12 (4%)
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6 (2%)
Displaying 1 - 29 of 29 reviews
Profile Image for Luís Paulino.
79 reviews14 followers
November 20, 2014
Faço questão de escrever aqui a minha opinião, para mais tarde me relembrar porque gostei ou não. Escrevo o que gostaria de ler sobre um livro, como se recorrentemente tivesse que o comprar. Sou parcial, no mais abonatório possível. Posto isto, este livro é muito bom, mas a sua leitura não foi prazenteira nem gostei particularmente do que li.

Gaibéus é um retrato, uma janela para o mundo dos trabalhadores rurais que migravam, nos meses de Verão, para a monda/ceifa do arroz e milho no Ribatejo dos anos 20 e 30. É distante, frio e duro, sem entusiasmar ou exaltar o que quer que seja. Afigura-se como uma cápsula do tempo, onde quem a abrir tira as suas conclusões, adulteradas ao mínimo pelo autor.

A perspectiva que esta escrita oferece é assustadoramente realista, não porque deslumbra para nos deixar de questionar se estamos a ser manipulados pelo escritor, mas porque o nível de detalhe é demasiado intenso para a ficção mais banal. Repetindo como rajadas de vento, a mesma frase (ou frases parecidas) vai permeando o leitor à rija epopeia dos gaibéus, fazendo passar a “imagem” de cada capítulo. As personagens são definidas ao mínimo nas suas características humanas - dá-lhes nomes e esconde-lhes a face – para realçar a sua função no “quadro”, como se dizendo: “podia ser qualquer um de nós“.

Talvez os nossos avós ou bisavós tenham sofrido esta vida. Contudo, ainda hoje existem episódios de exploração laboral, que lembram a escravatura e esta poderia ser a sua reportagem. Redol faz de jornalista, de câmara e altifalante: largo na sua difusão e gélido no relato, para lembrar quem está sentado na poltrona a ler, do pobre que trabalha todo o dia lá fora. Conheço e sou humano o suficiente para estar consciente desta realidade, se bem que não a vivendo, senti-a bastante próximo.
Profile Image for Helena Isabel Bracieira.
119 reviews61 followers
January 20, 2017
Opinião publicada em: As Horas... que me preenchem de prazer.

Durante esta leitura lembrei-me várias vezes de Esteiros de Soeiro Pereira Gomes que, porém, conseguia ser mais suave na linguagem, mas igualmente cru nas realidades apresentadas: o trabalho infantil.

Já Alves Redol opta por nos falar dos «gaibéus»: o povo que se resigna a migrar das suas terras até às lezírias do Ribatejo para a ceifa do arroz e a retornar a casa quando esta termina.

Assim, seguindo a linha neo-realista, o colectivo é o protagonista e as personagens que surgem são representativas de cada mal que se pretende criticar.

É o retrato de um grupo de camponeses, explorado, sujeito a condições extremas a todos os níveis: fome, doença, clima, insalubridade, ausência de privacidade, desgaste físico extremo. Nos casos das mulheres encontra-se a agravante de serem vistas como meros objectos sexuais, inapreciáveis após a «desonra».

A história não segue uma personagem em particular mas várias, expondo os seus anseios e receios: Rosa que, escolhida pelo patrão, não mais pode fugir ao assédio a que sempre foi sujeita; a Ti Maria, vítima de malária, símbolo do abandono a que os idosos são votados após deixarem de ser considerados forças de trabalho; o par de aspirantes a emigrantes que, há pelo menos três anos, sonham partir e pedem conselho ao ceifeiro rebelde, aquele que já correu mundo e não conseguiu riqueza, apenas desilusão pelo mal e crueldade entre os homens.

Por outro lado, o patrão Agostinho representa o chefe explorador, para o qual os assalariados são meras ferramentas, chegando ao ponto de escolher, de entre as mulheres, as que considera aptas à satisfação dos seus caprichos, logo dispensadas após o fim das colheitas. Dono e senhor, "Era preciso pressa - cada vez mais pressa", sempre que se aproximava.

Impressionante pelo realismo, julguei sentir o pulsar dos corações dos camponeses, esbraseados pelo sol na ceifa inclemente, destituídos de ânimo na dureza das vidas, com "Ambições naufragadas, restos de alegrias e desditas (...) O presente era amargo, tão doloroso como o passado. Mas ali, naquele silêncio, guardava sonhos de criança, como se nunca tivesse entrado na vida e ainda a julgasse uma floresta de frutos de oiro".

4,5/5*
Profile Image for Marta Clemente.
756 reviews20 followers
March 11, 2024
"Aproveitam esse momento para desentorpecer os braços da fadiga e as pernas do frio. Empinam o tronco, a escorraçar as dores que se acoitaram no dorso, e respiram com sofreguidão o ar fresco da manhã."

É assim a escrita de Alves Redol neste seu primeiro romance," Gaibéus". E é assim a vida destes homens e mulheres, destes gaibéus e destes rabezanos. Alugados, dependentes da simpatia do clima e da ausência de intempéries para poder ganhar o seu pão. Sofredores, a trabalhar até morrer para poder comer.
Alves Redol descreve mesmo com mestria a vida destas pessoas. Chega a ser doloroso ler!
Está é uma leitura que nos permite pensar e valorizar tudo o que de bom fomos conquistando para a classe trabalhadora nestes 50 anos pós 25 de Abril e que nos faz tremer prensa do no que podemos vir a perder!
Sem dúvida um livro inesquecível!
Profile Image for Sara Gaspar.
8 reviews
August 17, 2025
Acho que se tornou numa das minhas leituras preferidas. Talvez para não repetir.
Cru, impossível não me sentir imersa naquela lezíria, tão próxima, mas tão longe.
Regozijei ao ler palavras e expressões que ouvi toda a vida no Ribatejo, mas que nunca antes vi escritas.
Profile Image for João Pinto.
12 reviews
November 28, 2019
Um grande retrato sobre as condições de vida dos mais pobres na lezíria ribatejana dos anos 30. Este livro inicia o neo-realismo português. Aconselha-se a todos, especialmente os que procuram perceber as origens da esquerda agrária em Portugal.
Profile Image for Luise.
26 reviews1 follower
April 28, 2021
"Gaibéus germinou nessa época e foi consciência alertada antes de ser romance. Quem o ler, portanto, deve ligá-lo às coordenadas da história de então. Só dessa forma saberá lê-lo na íntegra. Penso que fora do contexto social do lugar e do tempo não há obra literária que se compreenda na raiz. Há excepções, sem dúvida, e muito honrosas. Mas esta, pelo menos, nunca se libertará, e ainda bem, da hora trágica e consciente que a viu nascer.
alves redol - Maio de 1966"
6 reviews
August 19, 2025
Sem dúvida livro a marcar o neo-realismo, em que o escritor passou pela monda, transporte e produto final, do arroz.
Primeiro romance de Alves Redol, em 1939.
32 reviews2 followers
February 2, 2017
Este livro publicado inicialmente em 1939 surpreendeu-me. Iniciei a primeira página e considerei se ainda compreenderia português, ou se estaria este livro escrito noutra língua que não domino?
Uma cadeia de nomes comuns e coletivos para mim desconhecidos, acompanhados por verbos por mim nunca antes vistos. Apesar do susto inicial continuei a leitura. Aos poucos os nomes e verbos foram ganhando significado, pois Alves Redol descreve-nos em detalhe, o modo de vida perdido no tempo, de jornaleiros que se dirigiam ao Ribatejo para a apanha do arroz.
Este livro foi uma verdadeira viagem a um tempo perdido sobre o qual nada conhecia. Terminei a leitura mais rica. Conheci vivências que nem adivinhava terem existido, enriqueci em muito o meu vocabulário na língua portuguesa, com palavras que apesar de fazem parte da língua, nunca as tinha visto utilizar. É divertido, após terminar o livro, voltar à primeira página e conseguir ler e compreender tudo o que lá está escrito.

Deixo o desafio de lerem Gaibéus de Alves Redol.
181 reviews2 followers
July 10, 2019
Apenas uma nota sobre a edição. Eu adoro livros de bolso, pelo peso e tamanho, e rapidamente me tornei fã da Bis Leya, mas esta capa é pavorosa. Podiam ter antes recuperado a ilustração da velha edição da Europa-América, essa sim belíssima.

Pena também não terem apostado em notas de rodapé, as editoras portuguesas parecem ser alérgicas, mas com tanto vocabulário agrícola, regional e arcaico, seriam muito apreciadas e facilitariam a leitura deste clássico fundamental.
Profile Image for Edgar Almeida.
13 reviews1 follower
December 9, 2016
Por vezes torna se difícil de ler sem um dicionário ao lado, devido aos termos empregados pelo autor, mas após se dominar a escrita do autor, o retrato cru da vida dos Gaibéus salta das páginas levando nos a sentir as dores e preocupações daquelas gente de um passado, não tão distante.
Profile Image for e.
472 reviews20 followers
October 8, 2015
O livro tem uma crítica social e tal, mas... nossa, muito chato de ler!!! O tédio domina.
81 reviews
June 13, 2017
Gostei porque está muito bem escrito e o retrato dos gaibéus muito bem conseguido.
Acho que não gostei mais porque na minha opinião o vocabulário utilizado pelo autor chega a ser pretensioso. Parece-me existir um exagero na utilização de palavras menos comuns, o que não seria problema, se eu não sentisse que por vezes é um estilo forçado, o que torna o livro entediante em algumas passagens.
Se calhar tinha uma expectativa demasiado elevada em relação a este livro.
Profile Image for Pipa.
91 reviews
December 8, 2023
Reviver cenas de um quotidiano português antigo apenas pela descrição detalhada deste autor. É estonteante!
Os Gaibéus deslocavam-se da Beira Baixa para a monda e ceifa do arroz na lezíria ribatejana, onde eram sujeitos a trabalho árduo, privações, depreciações, 'sezões' e assédio em troca de um inverno supostamente melhor na sua terra de origem.
Profile Image for Rui.
153 reviews
February 1, 2024
Foi fascinante ler o primeiro livro neo-realista Português. As descrições são tão vívidas e muitas vezes sofridas, quase que nos pomos na pele dos camponeses e dos gaibéus. Um livro muito importante sobre as condições vividas por muitas pessoas a tentar subsistir e perseguir os seus sonhos, apesar de tudo.
Profile Image for Ricardo Baptista.
257 reviews8 followers
July 17, 2017
Mais estudo etnográfico que romance, Baigéus é permeado pelo sangue, suor e lágrimas dos alugados. A repetição é o método elegido para ritmar a obra.
Profile Image for Joao Landolt.
17 reviews
May 16, 2024
Um retrato duro, mas vivo, da safra na lezíria e da vida resistente daqueles gaibéus e alugados que vinham do Norte para ganhar para ter o que comer. Se o tempo ajudasse, se a malária não atacasse, se as forças resistissem. Um livro com um português da época, por vezes difícil de ler, mas obrigatório para percebermos a pobreza e exploração com que aquela gente vivia.
Profile Image for Dora.
15 reviews3 followers
June 25, 2019
Alves Redol publica o romance Gaibéus em 1939, este é a sua contribuição inestimável para a força e definição da corrente literária da denúncia das injustiças sociais em Portugal: o Neo-Realismo. Gaibéus assume uma dimensão de intervenção social, inevitavelmente derivada das graves condições de vida da população portuguesa dos anos 30 e 40 do século passado, influenciada pelo pós-guerra e pela sedução dos sistemas socialistas que o clima português de ditadura se encarregou de mitificar.
Em rompimento com o alheamento que apontavam aos presencistas em relação ao quadro socio-político que engolia o país, uma nova voz ergueu-se o mais que pôde para denunciar esta nova realidade e, simultaneamente, apresentar um novo modo de encará-la. O indivíduo deveria considerar-se a parte de um todo e ter consciência que a melhoria da sua condição de vida implicaria a mobilização de vários outros homens.
É também notória na obra uma preocupação de demarcação do universo restritivamente ficcional, uma vez que a história parte da experiência vivida e documentada nas margens do Tejo durante o Ciclo do Arroz. Para além de romance de intervenção, interessa pensar nesta obra como um romance pictórico. Isto tendo em conta a descrição das paisagens ribatejanas, os gestos e expressões das suas personagens e, essencialmente, as cores que as ornamentam.
Podemos pensar que talvez Alves Redol apenas tenha tomado consciência efectiva da miséria na capital angolana, mas percebemos que é no seu regresso a Portugal que dá voz e expressão a essa percepção estudando e escrevendo sobre a pureza e os singulares hábitos dos povos da Lezíria.
Preferindo a narração à descrição extenuante, o narrador coloca em confronto o homem e a sociedade através da apresentação e exploração da vivência de uma comunidade em específico.
Profile Image for Daniela Rodrigues.
341 reviews
June 12, 2024
Amei e nunca o pensei!

Há mais de 30 anos que me pedem que leia este livro para compreender a realidade de quem vivia da faina no final dos anos 30, durante a ditadura. Nunca me interessei pelo assunto, porque nunca duvidei que fosse mesmo uma vida muito difícil. Agora, com a celebração dos 50 anos da Revolução de 1974, a Comunidade de Leitores da minha biblioteca local (do local ao lado, na realidade 🤭) decidiu dedicar 2024 a livros proibidos durantes a ditadura. Gaibéus foi o livro de janeiro e que excelente forma de iniciar esta celebração.

Ao início, tive muita dificuldade em entrar no texto por serem usados muitos termos que eu desconhecia, palavras relacionadas com a agricultura, mas também outras que entraram em desuso por a Língua Portuguesa estar em constante mutação. Adicionalmente, o facto de não acompanharmos uma pessoa em concreto, de não haver protagonistas, de muitas vezes a personagens nem sequer terem nome, afastou-me da leitura. Porém, assim que esses pormenores passaram a ser detalhes, adorei a escrita, os termos e os sotaques, condoí-me com aquelas vidas e entretive-me a identificar a crítica social tão presente, ainda que indiretamente.

"A nuvem de estorninhos não cessa de se enovelar e subir, de despenhar-se e fugir. Os estorninhos juntam-se para se defenderem do milhano que os espreita; já sabem que, se dispersarem, as garras não os poupam. Assim, em multidão, o perigo afasta-se. Os estorninhos ensinam os homens - os homens teimam ainda em não compreender a lição."
Profile Image for Marco Caetano.
102 reviews10 followers
May 7, 2011
"Gaibéus eram trabalhadores oriundos do Alto Ribatejo e Beira Baixa que desciam às lezírias para fazer mondas e ceifas." Esta é a primeira definição que importa saber para perceber este romance.

O amor à terra é por demais evidente neste livro. Alves Redol, nascido em Vila Franca de Xira, mostra através desta obra as dificuldades pelas quais passaram os nossos antepassados que se dedicavam ao campo.

Numa clara visão de esquerda, mostra-nos como as pessoas eram exploradas até à exaustão, sem condições de trabalho em troco de uma mísera recompensa para ajudar a sobreviver ao Inverno. Talvez por isso seja por muitos considerada a obra que marca o aparecimento do neo-realismo literário em Portugal.

Vale a pena tomar conta desta realidade para assim podermos valorizar de forma diferente o nosso tipo de vida actual. Devo no entanto alertar que por vezes a leitura deste livro se torna um pouco fastidiosa de tão exaustivo que é.

Págs. 310
Ref. ISBN: 972-21-0459-4
Editora: Editorial Caminho

http://conspiracaodasletras.blogspot....
Profile Image for Vasco Ribeiro.
408 reviews5 followers
January 1, 2016
História simples que nem eleva demasiado, nem cai no desinteressante. Um grupo de pessoas vai trabalhar para aceifa do arroz junto ao tejo onde os designam pejorativamente como Gaibéus. Todos os grupos têm um capataz, e são mais ou menos explorados. Pequenas histórias dentro deste grupo onde avultam, as histórias do pequenos rapazes que lá vão como aguadeiros e que interagem com rapazes da terra, muito mais livres. e a história da cobiçada jovem, a Rosa, que por requestada por todos, principalmente pelo patrão, agostinho serra, ali perdeu o que tinha de mais precioso, a honra, e regressa à terra mais pobre do que viera, pesar de na jornada ter tido o privilégio (não desejado por ela) de ir para casa do patrão.
Profile Image for Ana.
17 reviews3 followers
November 30, 2012
Uma historia que nos pertence a todos. Nao e facil contar uma historia tao colada a realidade, ainda mais quando nao se trata de uma realidade facil, de uma forma tao cativante. Penso que o melhor deste livro e o facto de o autor conseguir contar a historia da perspectiva dos personagens, e tal como estes achar quase natural o destino a que estao 'condenados'. Os sentimentos variam entre a revolta pela ignorancia das partes envolvidas, ao reconhecer de um povo, ao sorrir com a leveza com que enfrentam o que a vida lhes da. Um daqueles livros que nao se consegue parar de ler.
Profile Image for Ana.
749 reviews113 followers
October 28, 2014
Gostei mesmo muito deste livro, que tem uma prosa muito bonita, às vezes até um pouco poética, e que relata a vida dos gaibéus - trabalhadores "alugados"que vinham do centro e norte do país para trabalhar nas lezírias do Tejo, na ceifa do arroz. Uma vida desgraçada, a fazer lembrar a letra de uma canção antiga do Sérgio Godinho "Vi-te a trabalhar o dia inteiro, Muita força p´ra pouco dinheiro"... Muito bom.
Profile Image for Maria.
318 reviews33 followers
July 3, 2014

É um clássico da literatura portuguesa que retrata a vida nua e crua dos trabalhadores sazonais nos campos da lezíria do Tejo.
É um livro muito interessante, realista.
Gostei desta crítica que partilho aqui:
http://aminhaestante.blogspot.pt/2012...
Profile Image for Rosa Ramôa.
1,570 reviews85 followers
March 12, 2015

A união faz a força e resolve imensos problemas...

Profile Image for R.
201 reviews
April 23, 2017
"Gaibéus" is a novel which details the life of the rural workers which would migrate through the country according to the seasons.
These workers mostly lived in the north of Portugal and when it was rice's the harvest season to the south of the country.
The main character here is not a single person but the whole group. Redol will uses some elements the group to give as an idea of who are these people, why they came, their goals and hopes.
A poignant tale of a common situation Portugal for many years, which might take parallel in todays emigrants who travel from poorer countries to Europe in search of a better life.
Displaying 1 - 29 of 29 reviews

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