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Sangue Asteca

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Em 1530, depois de Hernán Cortés quase extinguir o povo
Asteca, o Rei de Espanha, ordena ao bispo do México que
lhe faculte informação acerca dos costumes do povo Asteca.
O bispo, frei Juan de Zumárraga, redige um documento
baseado no testemunho de um ancião. Um homem humilde
e submisso que vai chocar a moralidade e os preconceitos
do mundo civilizado. O nome dele é Mixtli - Nuvem Obscura.
Após Orgulho Asteca, Mixtli, o mais robusto e memorável
de todos os Astecas, continua o relato da sua vida em Sangue
Asteca. Mixtli já não é um jovem inocente. A sua infância,
as suas viagens e batalhas, a perversidade da corte e os amores
perdidos fizeram de Mixtli um homem marcado pelas
cicatrizes de uma vida atribulada e muitas vezes trágica. O
realismo e o desfecho desta maravilhoso livro, contam uma
história que o leitor jamais irá esquecer.
A História de Mixtli é em grande parte a história do próprio
povo épica e de uma dignidade heróica. Este é o
princípio e o fim de uma colossal civilização.

544 pages, Capa Mole

Published January 1, 2008

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About the author

Gary Jennings

141 books476 followers
Gary Jennings led a paradoxically picaresque life. On one hand, he was a man of acknowledged intellect and erudition. His novels were international best sellers, praised around the world for their stylish prose, lively wit and adventurously bawdy spirit. They were also massive - often topping 500,000 words - and widely acclaimed for the years of research he put into each one, both in libraries and in the field.

Jennings served in the Korean War, where he was awarded the Bronze Star Medal- a decoration rarely given to soldier-reporters- and a personal citation by South Korean President Syngman Rhee for his efforts on behalf of war orphans.

Where the erudition came from, however, was something of a mystery.

http://us.macmillan.com/author/garyje...

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Displaying 1 - 9 of 9 reviews
Profile Image for Natacha Martins.
321 reviews35 followers
February 20, 2010
E passados 3 anos volto à obra-prima de Gary Jennings e conheço finalmente toda a história de Mixtli, o ancião que conta, a pedido do próprio Rei D. Carlos, a religiosos espanhóis a história da civilização Asteca, as origens, os costumes e a forma como foram conquistados pela frota de Hernán Cortés.
Neste segundo volume, Mixtli, agora um homem casado e feliz, com Zyanya, a única mulher que alguma vez amou, continua o relato das suas aventuras pelo Mundo Único e mais além. Conhecidas as suas extraordinárias habilidades linguísticas e diplomáticas, é enviado em missão, pelo Uey-Tlatoáni - o Venerado Orador, aos mais variados sítios. Neste segundo volume a vida de Mixtli, à semelhança de todo o seu povo, é feita essencialmente de perdas e de cedências. Tudo aquilo que foi conquistando, a mulher, a filha, uma família, as viagens que lhe permitiram conhecer outros povos, maneiras diferentes de pensar, tudo isso acaba por desaparecer. De forma trágica, perde a mulher, mais tarde a filha e por fim toda uma civilização desaparece perante os seus olhos. No fim, resta Mixtli para testemunhar e contar, para que não sejam esquecidos.

"Sangue Asteca" é, como também o é o primeiro volume, um impressionante documento histórico, com personagens tão próximas e ricas que a leitura é tudo menos maçuda. Embora seja um volume mais triste, com momentos verdadeiramente trágicos, está também cheio de momentos divertidos, onde o melhor da personalidade de Mixtli sobressai. E por isso, levarei algum tempo a esquecer a morte da filha de Mixtli, mas não será só isso que levo deste livro. Levo comigo o primeiro contacto de Mixtli com os espanhóis, hilariante. Levo ainda a viagem nunca feita até Aztlan, a terra de onde os Astecas que conhecemos terão partido para fundar o Mundo Único. Ficará, sobretudo, a sensação de se ter exterminado, em nome de Deus e da ganância, uma civilização com a qual nada se quis aprender, e não estou a falar, obviamente, dos rituais onde eram sacrificadas vidas humanas.
Fiquei com a sensação incómoda de que nós, a maioria, temos sobre a nossa vida e sobre o nosso futuro tão pouco a dizer, porque somos, a maioria, governados por uma minoria, que se tem mostrado desde sempre incapaz de ver para além de si, incapaz de pensar e planear para além da sua legislatura.

Aztec, no original, de Gary Jennings é um livro a não perder, pela história, pela escrita, pelas personagens e sobretudo pelo que podemos aprender com ele.

Gostei muito e recomendo, como é óbvio!

Boas leituras!
Profile Image for Magda Pais.
Author 4 books85 followers
November 16, 2014
Depois de ler Orgulho Asteca as espectativas estavam bastante elevadas para o Sangue Asteca, onde continuei a acompanhar a vida de Mixtli e, ao mesmo tempo, a ascensão e queda dos Astecas, essa mítica e avançada civilização que foi esmagada – literalmente – pelos espanhóis, fosse através da brutalidade de Cortés, da estupidez de Moctezuma ou (mais importante) pelas doenças do chamado mundo civilizado para as quais os Astecas não tinham qualquer defesa.
Não me desiludi. Este segundo livro, tão intenso como o primeiro, é igualmente sangrento, violento e escabroso como primeiro. E igualmente fabuloso. Tanto que ambos – primeiro e segundo volume – saltaram para o topo dos topos das minhas preferências.
Mixtli conta-nos, neste volume, como foi o seu início de vida de casado com a mulher Chachapoya por quem se apaixonou, à revelia do Povo Belo – que não aceitavam o casamento de membros da sua raça com pessoas de outra raça porque isso podia levar a que nascessem crianças feias – e a viagem que ambos fizeram de regresso a casa, à capital do Mundo Único.
É pelos olhos de Mixtli que conhecemos as diversas tribos e civilizações que viveram na época dos Astecas já que ele viaja por todo o lado a pedido de Moctezuma. E é por conhecer tao bem todas as tribos e várias linguagens que Mixtli é enviado para conhecer os homens brancos que aparecem perto dos Maias, até para perceber se seriam homens ou Deuses.
Ao longo de todo este volume vamos percebendo que, se calhar, o mundo civilizado não conquistou o México aos Astecas, mas que se passou mais ao contrário. Sim, é verdade que os Astecas faziam sacrifícios humanos, mas talvez fosse esse o único ponto em que eram menos civilizados. E digo isto porque uma das coisas que os espanhóis mais estranharam quando lá chegaram foram… os sanitários. Sim, os Astecas já tinham sanitários, quer nas casas dos nobres quer nas praças para que todos pudessem utilizar. E eram bastante asseados, ao contrário dos “conquistadores” que tomavam banho… quando chovia e mesmo assim porque eram obrigados.
Percebemos também, com este romance, que a conquista não aconteceu apenas porque os espanhóis tinham armamento superior mas sim por inépcia de Moctzuma II que, ao arrepio dos conselhos dos seus nobres, sempre quis honrar a amizade que achava que o Cortez tinha para com ele. E porque uma asteca, Malinche, uma escrava que tinha sido oferecida a Cortez como prova de boa vontade, lhe denunciava todas as tentativas dos Astecas se revoltarem
E foi essa inépcia, a traição de Malinche bem como a cólera, o sarampo, a varicela, e outras doenças que tais, que levaram ao quase extermínio dos astecas. Sobreviveram aqueles que se converteram ao cristianismo (muitos sem o perceberem), mas as suas fantásticas cidades foram todas arrasadas pela armada espanhola, nuns casos por vingança noutros em busca do lendário ouro dos Astecas.
O livro termina, ironicamente, com a morte de Mixtli às mãos da Igreja Católica, como herege, sendo a forma escolhida para a sua morte muito mais violenta que qualquer um dos sacrifícios humanos que os astecas praticavam. É o próprio Mixtli que a descreve quando conta como morreram os primeiros astecas que tinham desafiado Cortez, o que nos deixa a pensar, afinal quem era mais selvagens?
Até à leitura destes dois livros, Gary Jennings era um perfeito desconhecido para mim. Hoje é um autor que quero continuar a descobrir.
Profile Image for Rodrigo Oliveira.
34 reviews2 followers
June 13, 2011
Em primeiro lugar, realço pela negativa a qualidade da tradução/revisão feita nesta edição (1ª se não estou em erro). São tantas, mas tantas as gralhas que se encontram no livro que irritam até o mais calmo leitor. É inadmissível, numa obra desta natureza e de elevada qualidade, deixarem passar tantas gralhas, tantos erros e tantas "más construções" de frases. Simplesmente inadmissível!

Quanto à obra, excelente. Depois de no primeiro volume nos ter sido apresentado Mixtli e ter sido feita a descrição das suas vivências desde os tempos de criança e adolescência até à sua ascensão a Pochteca, uma espécie de "caixeiro viajante/comerciante" da altura, em Sangue Asteca temos oportunidade de acompanhar a vida altura de Mixtli, as suas aventuras como comerciante, a sua ascensão a Mixtlin (o sufixo "lin" era sinal de nobreza), a sua busca pelas raízes do povo asteca e, por fim, a trágica chegada do povo branco (espanhóis) e a queda daquela que foi uma das mais gloriosas civilizações sul americanas.
Como já tinha referido para o Vol. I, o trabalho de pesquisa do autor é notável e neste segundo volume, continua a levar-nos a percorrer as várias regiões em torno da grande Nação Méxica, acompanhando as incursões de Mixtli como Pochteca, na procura de novos produtos e novidades bem como, numa fase posterior, em busca das raízes do povo asteca, antes de se fixar naquela que terá sido uma das maiores e mais explendorosas cidades dos "índios", Tenochtitlán.
O último terço do livro ficou reservado para a chegada dos espanhóis e para uma versão do que terá sido o declínio e o quase extermínio dos Mexicatl, às mãos dos espanhóis e das suas super avançadas armas de guerra. Enquanto que os guerreiros méxica lutavam com as chamadas maquahuitl (uma espécia de espadas caseiras), os espanhóis dispunham de bestas, arcabuzes e canhões o que se traduzia numa imensa vantagem e num poder de destruição avassalador. E aqui refiro "versão" porque me parece que houve muito "autor" na descrição da tomada d' O Mundo Único (baptizado como Nova Espanha depois da conquista).
Engraçado foi também a perspectiva do autor sobre Malintzin ou a Malinche. Malintzin era uma escrava méxica que acabou por ser entregue/adquirida por Cortés (o grande conquistador do Novo Mundo) e que desempenhou as funções de tradutora e que ficou conhecida na história como a grande traidora das civilizações locais. Ao contrário da perspectiva de Laura Esquivel em A Malinche, Gary Jennings não se retrai nas acusações e na forma como retrata Malintzin colocando-a ao mesmo nível de Cortés na responsabilidade pelos vários massacres e quase extermínio dos indígenas.

Em resumo, trata-se de um excelente trabalho de investigação por parte do autor que nos transporta até um mundo diferente onde nos é apresentada uma civilização que conseguiu atingir patamares altíssimos quer em termos de riqueza, quer em termos de desenvolvimento e organização social e que tinha, tal como outras civilizações, os seus aspectos menos bons. Podemos eventualmente ficar estupefactos e criticar veementemente os sacrificios e execuções que eram realizadas na altura por questões religiosas mas convém não esquecer que na mesma época, aqueles que na escola aprendemos a chamar conquistadores, acabaram por exterminar outras civilizações na sua busca pelo ouro e na imposição da sua religião.
Profile Image for Célia | Estante de Livros.
1,237 reviews285 followers
April 7, 2009
"Sangue Asteca" é a segunda metade do original "Aztec", um romance histórico que se debruça sobre o auge e o fim da civilização asteca, contadas pela voz de um nativo que assistiu a este período da história do seu país.

Não me canso de elogiar a pesquisa subjacente a esta obra, que é a todos os títulos notável. O retrato dos astecas é muito completo: os usos e costumes, a variedade de povos dentro do chamado Mundo Único, a hierarquia política, as cidades, etc. etc. É como entrar numa máquina do tempo e estar ali, todo o tempo, a assistir à capitulação final. E esta, para além dos massacres levados a cabo pelos espanhóis, foi também originada pelas rivalidades internas entre vários chefes astecas e pelas doenças trazidas pelos "brancos", a que muitos nativos não sobreviveram.

A única coisa que tenho a apontar, e não é um defeito em si mas uma questão de gosto pessoal, é que nesta segunda metade do livro senti que o destaque dado à parte de ficção foi mais curto (o que não deixa de ser compreensível devido à importância dos factos históricos relatados). É um livro extenso, com um grande manancial de informação, e por isso senti algumas vezes necessidade de "respirar", o que foi melhor conseguido na primeira metade. No entanto, isto é apenas um detalhe e para quem gosta de romances históricos este é um livro altamente recomendado. Para além de nos permitir aprender mais sobre a história do nosso mundo, ensina-nos também a importância de tentar, sempre que possível, olhar para as coisas sob várias perspectivas. Tal como eu, muitos de vós devem ter aprendido na escola o quão valentes e empreendedores foram os conquistadores na época dos Descobrimentos, mas o que nunca ou quase nunca me disseram é que muitas destas conquistas foram obtidas a custo da aniquilação de civilizações e povos que tinham tanto direito de existir como nós.

Duas notas finais: a primeira é que podem comprar um pack com os dois livros pela módica quantida de 25€ no site da editora; a segunda diz respeito à revisão deste livro, porque existem demasiadas gralhas que um livro desta qualidade não merece. Fica o pedido da sua correcção em reedições futuras.
Profile Image for nyx .
765 reviews102 followers
June 30, 2012
{Blog} http://tempodler.blogspot.pt/2012/06/...

A história do Império Asteca, um dos mais mitificados e incompreendidos de sempre, não pode ser senão magnífica. Em Orgulho Asteca e Sangue Asteca, Gary capta a intensidade deste povo, sendo notável a profunda pesquisa realizada pelo escritor sobre os vários aspetos que constituem esta civilização…e a sua extinção, em 1521.
A minuciosidade da escrita de Jennings transporta-nos para os locais que descreve, criando cenários possantes - locais onde ocorreram as mais grotescas atrocidades, aqui descritas de forma bastante gráfica e explícita.
A violência associada aos rituais de sacrifício, realizados com o objetivo de aplacar os deuses, pode tornar a leitura ligeiramente desagradável, dependendo da suscetibilidade do leitor. Segundo a crença dos astecas, o sol morreria se não fosse alimentado com sangue humano, e o mundo acabaria por ser destruído. Para impedir que tal acontecesse eram realizadas batalhas rituais em dias específicos apenas para capturar soldados que seria depois obrigados a subir os degraus da Pirâmide Maior, executar danças cerimoniais enquanto vestidos garridamente para a ocasião, para que depois lhes fossem arrancados os corações e os seus corpos atirados escadaria abaixo. Toda esta depravação acaba por transmitir uma faceta doentia ao livro, pelo que este não é, de todo, um livro recomendado a pessoas mais impressionáveis.
Digo doentio, mas é na verdade maravilhosamente doentio. Escabroso. Bizarro. Sangrento. Mas é tudo isto que o torna vibrante. Absorvente. Cheio de ação…Épico!
Os pormenores são obviamente a riqueza maior deste livro. Especialmente por serem verdadeiros: o zoo, as batalhas, os sacrifícios, a cheia no palácio de Ahuitzotl que resultou na sua morte, os presságios de Moctezuma II…
Um romance histórico cheio de acontecimentos inesperados que nos prende a atenção do início ao fim…
Profile Image for Justsmile91.
27 reviews7 followers
April 29, 2015
Depois de ter lido Orgulho Asteca, meti-me nas páginas do segundo livro da saga. Muitas das palavras endereçadas ao primeiro livro poderão ser aplicadas ao segundo, desde da descrição de paisagens, até aos sacrifícios mais carnais. No entanto, neste novo volume do livro vê-se a idade passar e se anteriormente Mixtli se tinha safado de todas as emboscadas, de todas as aventuras e ultrapassado a morte, desta vez as coisas não correm bem. Mixtli continua a contar a história do Mundo Único aos escrivães que a pedido do Rei de Espanha querer saber mais sobre essa cultura. Mixtli continua a explorar as suas aventuras, a contar o seu amor por Zyanya e pela filha que nasceu dessa união, mas é também neste livro que conta a forma trágica como as perdeu, uma de cada vez. Uma por uma tragédia provocada por um Venerador Orador e outra por um sacrifício aos Deuses, absolutamente assustador e violento.
Neste livro não há uma tão grande exploração sexual, não há uma tão grande necessidade de ir e conhecer e conhecer, há no entanto ordens de estado, questões que são precisas serem resolvidas com outras tribos e, claro, há sangue por todo o lado. Há batalhas, há sacrifícios, há envenenamentos e há uma tristeza muito grande na vida de Mixtli que perdeu todo o seu amor. O tempo passou, a chegada dos Espanhóis a terras dos Astecas foi contada e no fundo, os católicos, foram tão maus quanto os sacrifícios dos Astecas para com os seus Deuses. Mataram com a definição do pecado, mataram com a crença de que há um único Deus e mataram porque se continuava a pecar. No fim, fiquei surpreendida com o desenrolar do livro. Não encontrei nenhum momento previsível, foi sempre capaz de haver uma reviravolta, do início ao fim.
Nestas páginas aprendi muita coisa sobre a gente humana, que tantas vezes tem tão pouco de humanidade. Nestas páginas aprendi que crenças são crenças e se nascem connosco, connosco morrerão. No fim destas páginas, fiquei triste com o seu término. Um excelente livro que faz pensar muito e que sem dúvida não é para pessoas sensíveis.
42 reviews
August 5, 2017
Uma bela conclusão desta história que procura narrar uma civilização e povo seguindo a biografia de um nativo. Neste volume existem passagens mais difíceis de ler, e além da história, a forma como está escrita permite também refletir sobre um povo, uma época e mesmo uma vida. Recomendo!
4 reviews
Read
February 2, 2021
Um Trabalho Magnifico de investigação, no que poderá ter sido uma imagem actual do momento da história em causa, aconselho.

Leitura Viciante
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