No tratado apropriadamente intitulado O que Há de Errado com o Mundo, um dos escritores mais memoráveis e prolíficos do século XX aborda educação, governo, grandes empresas, feminismo e uma série de outros tópicos. Um defensor inabalável do trabalhador, da família e da fé, Chesterton se opôs eloquentemente ao materialismo, esnobismo, hipocrisia e a qualquer adversário da liberdade e da simplicidade na sociedade moderna. Selecionados dos milhares de ensaios que ele contribuiu para jornais e periódicos ao longo de sua vida, as obras críticas coletadas para esta edição pulsam com a marca única de comentários inteligentes do autor. Tão legíveis e gratificantes hoje quanto quando foram escritas há mais de um século, essas peças oferecem a análise inigualável de Chesterton dos ideais contemporâneos, sua crítica incisiva da eficiência moderna e sua defesa bem-humorada, mas sincera, do homem comum contra os ataques sociais que ditam tendências.
Gilbert Keith Chesterton was an English writer, philosopher, lay theologian, and literary and art critic.
He was educated at St. Paul’s, and went to art school at University College London. In 1900, he was asked to contribute a few magazine articles on art criticism, and went on to become one of the most prolific writers of all time. He wrote a hundred books, contributions to 200 more, hundreds of poems, including the epic Ballad of the White Horse, five plays, five novels, and some two hundred short stories, including a popular series featuring the priest-detective, Father Brown. In spite of his literary accomplishments, he considered himself primarily a journalist. He wrote over 4000 newspaper essays, including 30 years worth of weekly columns for the Illustrated London News, and 13 years of weekly columns for the Daily News. He also edited his own newspaper, G.K.’s Weekly.
Chesterton was equally at ease with literary and social criticism, history, politics, economics, philosophy, and theology.
Honestamente, é uma obra difícil, porque há muitas referências a pessoas e eventos antigos, dos quais não estou habituado, embora parte da crítica principal seja entendível, ainda que os argumentos nem sempre encaixem com a minha ignorância sobre aqueles tempos e contextos.
Chesterton é brilhante, ainda que não tenha captado toda a grandeza dos sentidos, é perceptível a ironia e o sarcasmo, junto com seu humor ácido para defender pontos em que ele acredita. Suas críticas ao feminismo, ao socialismo, à perda das tradições educacionais, etc., são muito interessantes e são prelúdios do terror em que vivemos hoje, um progressismo desembestado e ilógico, com movimentos sexuais unidos para uma verdadeira ditadura da anormalidade sexual. A fornicação, o adultério, a poligamia, o homossexualismo, o aborto, os métodos contraceptivos usados de modo a criar uma falsa sensação de "liberdade sexual" e formas de controle de natalidade mais objetivando o expurgo dos "pequenos contratempos" da carreira chamados de "filhos".
Chesterton bate também na questão do voto feminino, buscando primeiro explicar o que seria o voto, sua história, sua conqusita e o porquê seria algo relacionado aos homens (envolve sua relação com a parte bélica). É interessante como ele não tira o poder feminino sobre o homem e o fato simples de que as mulheres teriam conseguido o voto simplesmente ao pedir (o que, de fato, ocorreu, politicamente). No caso, esse entendimento da falácia do feminismo fica melhor abordado pela professora Ana Campagnolo, que além de citar essa obra, comenta também sobre como as mentes por detrás do movimento eram marxistas (ou seja, o feminismo nada mais foi do que uma cortina de fumaça, ao dizer que luta pelos direitos das mulheres, na primeira onda, por detrás dos panos só queria causar uma revolução sexual).
O crítico inglês também tece críticas ao modelo educacional inglês. Eu não tenho muito conhecimento para comentar sobre isso, mas basta pensar na situação abismal e degradante do Brasil atual, cujo patrono da educação é um teórico marxista radical chamado Paulo Freire, cujo livro "A Pedagoia do Oprimido" funciona mais como uma pequena cartilha de guerrilha marxista para doutrinar as mentes dos educandos. Pelos estudiosos que acompanhei falando sobre o assunto, fica claro que Freire não teve um método prático escrito, além de usar uma série de subterfúgios lexicais para a confusão que ele mesmo respira. No fundo, temos uma obra marxista e teológica, com um tipo de cristianismo deturpado, aos moldes da Teologia da Libertação, doutrina herege que assola o catolicismo romano, como seria a Teologia da Prosperidade no Protestantismo, embora a TP não tenha viés marxista, mas meramente materialista.
Em suma, um livro difícil (pelo menos para mim), mas atual, ainda que tenha sido escrito em 1910. Hoje vemos a tristeza em que o Ocidente se converteu, com um progressismo ditatorial, democracias que se tornaram demagogias, movimentos sociais que dividem a sociedade mais do que a unem, uma era em que as pessoas clamam por liberdade, dizem que lutam por ela, mas apenas querem calar as vozes discordantes e, no final, nem sabem quem são, porque não concordam nem com o gênero biológico com o qual nasceram (sim, você vai ver eu falar isso em várias resenhas minhas criticando o progressismo, porque é bizarro, é surpreendente como algo tão óbvio é ainda pautado, como não há capacidade de ver que homens e mulheres são diferentes e que alguém que não se enxerga como uma mulher ou homem, nem sabe definir o que é isso, foge da biologia e, no final, apenas temos diante de nós uma pessoa mentalmente problemática, com crise de identidade e outras crises tantas frutos do pecado).
Antigamente, tínhamos piadas sobre os loucos no manicômio, e ríamos, agora, virou a "normalidade" da nossa sociedade doente, não tem mais graça...