Violeta era uma jovem cheia de medos até reencontrar Liz, uma amiga de infância. Com ela, aprendeu que o amor pode ser sorrisos e lágrimas, e que perdê-lo é um arrependimento que nunca vai embora.
Cinquenta anos depois, quando Liz é apenas uma lembrança guardada no pingente de um medalhão, Violeta encontra uma viajante do tempo em seu quintal. Porque, às vezes, uma segunda chance chega quando a gente menos espera, e talvez o tempo abra exceções para algumas histórias de amor.
Maria Freitas é escritora e jornalista. Autora de Cartas para Luísa, As razões de Cris e Sempre estive aqui. É fundadora e responsável pelo Cadê LGBT, projeto de promoção e divulgação de literatura queer, e host do podcast Bi Sem Carteirinha. E atualmente está escrevendo a série de contos e novelas bissexuais Clichês em rosa, roxo e azul.
4 estrelas porque por ser um livro que tem, entre as histórias, viagens no tempo, eu me embolei um pouco no início até pegar o jeito. Esse livro no final ACABOU comigo. Pelo jeito que tava caminhando, eu já esperava um final arrasador mas me surpreendi. É lindo e em partes, é real.
Dizem que as palavras tem poderes. O poder de criar e o poder de destruir. Palavras ditas ou palavras não ditas, todas carregam o mesmo potencial. Violeta aprendeu isso da maneira mais difícil de todas.
Violeta carrega consigo um amor que não pôde viver. Palavras proferidas e uma carta não enviada a mantêm presa ao passado, à uma época em que ela foi feliz. Mas o tempo também tem um poder. Ele pode mudar, inclusive, o passado, se tiver o auxílio de uma viajante do tempo.
Jen veio do futuro e caiu diretamente no quintal de Violeta. Em busca de uma maneira de consertar o que fez, ela descobre que seu futuro pode estar perdido, mas o passado de Violeta não.
Essa é a história de uma viajante que venceu o tempo. Dizem que foi por amor.
“— Eu me arrependo de ter feito tudo errado. Mas não de ter tentado consertar. — Violeta me olha de um jeito profundo, como se pudesse me revirar por dentro. Como se não estivesse olhando para mim, mas para si mesma.”
Como começar? Eu não sei se estou preparada pra seguir em frente...
Existe uma força tão grandiosa nesse livro, sabe?
Algo real sobre o amor, não como se diz por aí ou como a maioria conhece. Mas como algo sólido, e ao mesmo tempo extenso e colorido, algo líquido e fluido mas sempre recorrente. Jamais senti tanta angústia e ao mesmo tempo leveza como quando senti ao ler o final do livro.
Nessa vida a gente aprende o significado de privilégios e os efeitos da falta dele. Essa história vai muito além disso, mas esse fator é sempre um elemento nas histórias lgbtqiapn+. Pois infelizmente, tais violências da sociedade nos impede de lembrarmos que a base da nossa construção é o amor.
O amor aqui é a essência da história (junto com as laranjeiras), tudo que não aprendemos ou que ignoramos sobre o amor pode ser lido e sentido nesse livro. Desde a pontinha de inocência e carinho de Violeta até a audácia e inquietação de Jen. Existe um processo genuíno aqui para se sentir o amor, sabe? Uma riqueza em detalhes dos nossos mais complexos pensamentos sobre como uma ou mais pessoas significam em nossas vidas. Algo tão imerso, como um mar de calmaria e ao mesmo tempo tão agitado como as tempestades.
Esse livro é para você se derreter de tanta fofura, mas ao mesmo tempo chorar de tanto amor genuíno e das dores que temos que enfrentar para sermos quem somos.
Meu coração sempre estará com Violeta, Liz, Jen, Cai e Tito.
Que o amor ecoe pelos corações de todes ês leitores deste livro. ♥️
🕰️ "Ela é apegada ao passado e eu respeito isso. De certa forma, sou apegada ao futuro."
Um romance MUITO emocionante, onde eu me encontro caçando palavras para tentar descrever a experiência!! "Até logo, Violeta" te prende do prólogo ao epílogo de tão viciante (tanto que tentei seguir o calendário de leitura coletiva, mas acabei lendo tudo logo no primeiro dia). Esse conto mostra que amar às vezes é deixar ir pelo bem do outro, mas que nem sempre o tempo é capaz de apagar o sentimento. Além disso, mostra uma amizade muito forte, onde Violeta e Jen nutrem um cuidado inigualável uma pela outra ("só uma pomadinha") ⚠️ spoiler abaixo: Jen, você me paga pelas lágrimas que você me fez derramar!! você se sacrificou tanto por quem amava, você merecia seu final feliz, merecia conseguir consertar seus erros (errou tentando acertar!!) você é maravilhosa! Violeta e Liz: espero que vocês finalmente sejam felizes depois de tanto tempo (que na verdade elas nem sabem que foi tanto tempo assim). É uma pena que vocês não se lembrem da Jen, vocês seriam ótimas amigas! Nem o tempo apagou vocês!
This entire review has been hidden because of spoilers.
"Você acredita no amor? Eu não acreditava, até um grande amor me encontrar. Justamente quando eu pensava que ninguém nunca amaria alguém como eu, que eu era estranha e quebrada demais. Acho que toda pessoa LGBTQIAP+ já passou por isso em algum momento: o medo da rejeição. O medo do amor nunca ser o bastante para que alguém fique, para que alguém nos aceite com nossa bagunça e nossos defeitos, para que a vida nos dê uma segunda chance. Ela não costuma dar nem as primeiras."
Aqui a querida já me quebrou em mil pedaços, o fi al então nem se fala. Maria, é um escritor maravilho, escreve de uma maneira que eu acho que não sou nem capaz de descrever, essa história é tão linda de tantas maneiras e como a Jen disse, a gente precisa acreditar no futuro, num futuro que as pessoas poderão ser quem elas são sem represálias. Viagens no tempo já ganham meu coração de uma maneira, mas aqui o foco é realmente o tempo e todo significado que ele carrega. Chorei horrores com o final, recomendo quem for ler e tiver coração mole se preparar haha
Eu não li "O Último Natal de Violeta", então não sei dizer a conexão entre as histórias, mas sei de uma coisa, "Até Logo, Violeta" funciona perfeitamente sozinha. A trama acontece em dois seguimentos, no passado, onde acompanhamos a história de amor de Violeta e Liz, e no futuro, onde uma viajante do tempo conhece a Violeta já idosa, e vemos o arrependimento dela por perder o seu grande amor. Essa troca de pontos de vista acontece de forma muito fluída e nos deixa cada vez mais engajados na história e eu não sei em qual eu chorei mais. O livro não é gentil em vários momentos, mas é decididamente lindo.
Adorei a história sendo contada em dois tempos, a história de ambas as protagonista de doer o coração, tão fáceis de se relacionar. Linda mesmo. Adorei como a Liz e a Violeta se conectaram e criaram uma conexão, amizade linda, e adorei o final como uma se sacrificou pela outra, a Liz que gastou sua última viagem pra voltar no tempo e fazer a Violeta ter a felicidade que merecia 😩😩❤️ lindo demais, recomendo
This entire review has been hidden because of spoilers.
Que história incrível, estou realmente sem palavras. A trajetória das personagens tão bem contadas, uma angústia com um carinho e esperança. A trajetória das linhas temporais tão bem escritas e encaixadas. Não sei explicar a forma como consegui me sentir parte de todas as personagens em seus tempos. Eu realmente me encontro devastada mas feliz por ter tido a oportunidade de ler essa história incrível!!
amei demais essa história!! eu amo ficções científicas que abordam sexualidade numa realidade futurista e esse conto foi tudo o que eu mais gosto (vibes livros da becky chambers que amo). apesar de tratar de uma questões muito delicadas do mundo LGBTQIAP+ como autoaceitação, rejeição da família e homofobia, a história acaba curando onde dói. adorei muito essa história e por mim leria 400 páginas desse mundo aqui. virou um favorito!!
"E que a vida seja boa o bastante para me levar para perto de você mais uma vez."
bom. bem escrito e personagens bem desenvolvidos na medida certa. Jen e a Violeta são narradoras otimas, com histórias interessantes e a relação que crescre entre elas foi, pra mim, tão gradual que quando o carinho em pequenos gestos e tal foi sendo expressado não me pareceu fora da curva ou uma grande conquista. só fez muito sentido.
se tô falando nada com nada perdão terminei ontem, o calor do momento passou.
'até logo, violeta' é uma ficção científica nacional que fala muito sobre segundas chances e sobre como não dá para apagar o que fizemos no passado, mas é possível tentar fazer com que o futuro seja diferente e melhor para todo mundo na nossa volta. um livro curto, até demais, mas que consegue transmitir muito bem tudo que quer e que emociona bastante qualquer pessoa que o pegue pra ler.
Maria Freitas escreve muito muito bem, é impressionante! Tenho mania de não olhar o escritor, lá aos 60% do livro senti uma familiaridade e uma prisão em não conseguir largar o livro e expressei um: ah é dela.
Preciosidade de livro Nó na garganta, quentinho no coração e abraço na alma, são coisas que não faltam nesse livro.
"Há uma viajante que venceu o tempo. Dizem que foi por amor"
Demorei um pouco pra entender a logística da escrita, mas depois de acostumado as coisas melhoram. Queria que fosse mais longo pq coisas importantes pra mim não foram ditas, seriam só detalhes mas soy curiosa kkkkkk
O melhor livro de Maria Freitas. Me pegou desprevenide, me fez chorar e rir e xingar. Sem dúvida, uma das melhores leituras que fiz e vou fazer esse ano.