O Astronauta maligno de outra realidade está na nossa Terra, prestes a sequestrar Ritinha. Ele só não imagina que o socorro está a caminho, e o confronto é inevitável! Em Convergência, Danilo Beyruth conclui de forma arrebatadora o primeiro grande arco de histórias do clássico personagem de Mauricio de Sousa no selo Graphic MSP. A saga em iniciada em Magnetar e que foi se desdobrando e ganhando novos elementos em Singularidade, Assimetria, Entropia e Parallax, chega ao final na comemoração dos dez anos do selo Graphic MSP, que foi inaugurado justamente com o primeiro álbum do Astronauta. Nesse período, Beyruth colecionou prêmios com as aventuras do Astronauta e conquistou milhares de leitores com a maior space opera já produzida nos quadrinhos nacionais. Publicado pela Panini Comics, Astronauta – Convergência é a 35º álbum do selo Graphic MSP.
Difícil acreditar que já se passaram 10 anos desde Magnetar! Convergência faz um excelente trabalho trazendo esse sentimento de celebração pelo tempo que se passou. É uma grande apoteose de tudo que veio até o momento, com um bom balanço entre ação e reflexão. Recomendo reler as últimas edições para aproveitar cada quadro dessa história. A arte continua excelente. O texto mantém um bom ritmo. Tudo... convergindo para contar uma boa história. Ainda acho Magnetar a melhor da série, mas Convergência é um excelente ponto de reflexão.
Esse é o sexto álbum do Beyruth com o Astronauta. Foi o primeiro álbum do selo Graphic MSP. E começou com o pé na porta. Como tudo era uma novidade, já teve aquele impacto natural, mas o fato de ter usado logo o Beyruth pra começar tudo foi um grande acerto. A história é muito boa! A melhor até hoje do Astronauta, certamente. E 34 álbuns depois, é natural que o selo tenha tido seus altos e baixos, inclusive com o próprio Astronauta. Mas esse volume, que fecha esse primeiro grande arco de histórias, é muito bom. Ainda não chega aos pés do original, mas fecha de maneira muito digna. Ele mostra o confronto final (pelo menos até agora) do Astronauta com sua contraparte vilanesca de outra realidade, enquanto salva sua outra contraparte das garras dele. Esse volume é praticamente toda de luta, o que não chega a ser uma novidade pro Beyruth. Seu traço continua muito dinâmico e lindo. Não acho que os álbuns do Astronauta irão acabar por aqui e em breve veremos mais deles nas bancas.
Finalmente, o fim da história do Astronauta. Literalmente! Este volume é basicamente apenas a batalha final, o clímax de toda a saga, e posso dizer que, depois de tantos altos e baixos, acertos e tropeços, a saga foi finalizada muito bem!
Esse possivelmente não é o fim da série do Astronauta, mas é o fim desta primeira "Saga", e eu acho que funcionou muito bem. Se no futuro decidirem investir em histórias individuais ao invés de uma nova grande saga, acho que há muito para se esperar do futuro do personagem.
O final dessa série de seis hqs do Astronauta é de tirar o fôlego de tão bom. Pontas soltas se amarram, descobrimos motivação de alguns personagens e acompanhamos ótimas cenas de ação nesse sci-fizão de qualidade. Parece que tudo se resolveu... espero que sim pelos personagens, mas gostaria de alguns problemas pra ter mais história pra ler pra sempre. Ainda bem que Astronauta Integral tem um conto extra. Estou correndo lá!