Trata-se de um conjunto de crónicas - a maior parte já publicadas em livros anteriores de Gonçalo Cadilhe - divididas em "quatro pontos cardeais subjectivos", como explica o autor e viajante: - O que abre o livro, Ocidente, recolhe as viagens que efectuou "pelos territórios descobertos por Colombo, as suas ‘Índias’, todo o pedaço de planeta que resultou da empresa colombiana", a América Latina; - O Sul, "tudo o que nos está a Sul, e que vem precisamente do chamado ‘sul do mundo’ quando se quer falar das suas regiões mais miseráveis", África; - Oriente "é … oriente. Como dizia o título de um divertido filme paquistanês (…) ‘east is east’"; - Norte, que "aparece aqui como o contrário do sul: as regiões do mundo onde reinam a opulência, o supérfluo, um desmesurado bem-estar material jamais alcançado antes na História".
Para Gonçalo Cadilhe, o seu Norte é o mundo ocidental, pelo que o livro termina no mundo ocidental. "É tempo de voltar a casa", escreve.
Gonçalo Cadilhe é um viajante, jornalista e cronista português. Cadilhe nasceu na Figueira da Foz em 1968 e é licenciado em Gestão de Empresas. Viajar é a sua paixão e nos últimos anos esteve envolvido em vários projectos pessoais em colaboração com o jornal Expresso. O viajante português lança as crónicas das suas experiências por esse Mundo fora e publica-as semanalmente na revista Única.
As crónicas das suas viagens foram posteriormente publicadas em livro, de que são exemplo Planisfério Pessoal, A Lua Pode Esperar, África Acima e Nos Passos de Magalhães[1].
Para além disso é cronista também nas revistas portuguesas Blitz e Surf Portugal.
Uma das suas paixões é o surf, que pratica regularmente.
Desde 2008 Gonçalo Cadilhe é líder de viagem da agência Nomad - Evasão e Expedições
Nunca tinha lido Gonçalo Cadilhe e já não lia um livro em língua portuguesa há muito tempo (anos!). Soube-me muito bem. Este livro é o melhor substituto de viajar. Li-o em viagens de metro numa semana agitada de trabalho. Os outros agarrados ao telemóvel e eu a viajar pelos cantos do mundo através dos olhos do Gonçalo. Vou cumprir o desafio que lancei a mim mesmo para este Verão: ler o máximo de livros dele que conseguir. Um já está!
Gonçalo Cadilhe, provavelmente o maior viajante português da actualidade, conduz o leitor por uma viagem à volta do mundo nos 4 pontos cardeais subjectivos. As viagens que deram origem a este conjunto de crónicas e textos foram feitas entre 1991 e 2008. O autor, natural da Figueira da Foz, transporta-nos por lugares deslumbrantes, desfiladeiros medonhos, lagos imensos e culturas distantes. Uma expressão para cada lugar:
OCIDENTE México: bolero Guatemala: Lago Atitlán El Salvador: A pobreza de La Libertad Caraíbas: Travessia do mar Perú: a subir os Andes Bolívia: a música aquece a noite gélida de quem atravessa Salar Uruguai: a influência portuguesa Patagónia: o fim do mundo SUL África do Sul: Cabo da Boa Esperança Botsuana: a aventura no Delta do Okavango Angola: os 1000 km da "Route 66" até Luanda Congo: corrupção na alfândega Gabão: terra vermelha africana Níger: atravessar o Sara no Ramadão
ORIENTE Turquia: subida ao monte do Dilúvio Afeganistão: Shalwar Camise Paquistão: 1200 km de Karakoran Highway Índia: a sombra de Portugal em Goa Indonésia: cabanas flutuantes e um céu único Oceano Pacífico: vidas embarcadas
NORTE Estados Unidos: Nova Iorque - San Diego em autocarro Sauternes: as vindimas de uvas podres Languedoc: a origem dos trovadores Génova: pelas ruas antigas até ao porto quinhentista Roménia: memórias que o tempo não apagou Registei duas frases do livro que achei marcantes: "Uma viagem é uma coisa muito séria: ninguém regressa igual a casa." "A melhor percepção do mundo é-nos dada pelos nossos passos."
Não valorizo mais este livro por se tratar de um conjunto de cronicas soltas...e algumas delas já as tinha lido noutros livros dele... Mesmo assim é vale sempre a pena voltar a ler muitas das suas aventuras.