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O negro visto por ele mesmo: ensaios, entrevistas e prosa

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"A terra é meu quilombo. Meu espaço é meu quilombo. Onde eu estou, eu estou. Onde eu estou, eu sou." Nesta coletânea cuidadosamente organizada pelo professor da Universidade Federal de Goiás Alex Ratts, a leitora encontrará textos críticos, entrevistas e a prosa poética de Beatriz Nascimento – intelectual e ativista negra que marcou o universo artístico-cultural da diáspora africana e a história do movimento negro no cenário nacional. Neles, Beatriz tece sérias reflexões que oferecem uma imagem prismática não só da experiência íntima das pessoas negras na universidade e na cena cultural brasileira como também das representações midiáticas e historiográficas que lhes são devolvidas dia após dia por uma sociedade racista e em negação quanto ao próprio racismo. Como existir em um contexto em que a própria existência – passada, presente e futura – é cotidianamente negada? Em que consiste o esforço para estabelecer a própria imagem, reivindicar o próprio imaginário? São essas algumas das perguntas implícitas em O negro visto por ele mesmo, registro precioso sobre o que é ser negro, e se perceber negro, no Brasil. A edição também conta com prefácio de Alex Ratts, posfácio de Muniz Sodré, orelha de Renata Martins e quarta capa de Bethania Nascimento Freitas Gomes.

240 pages, Paperback

Published November 23, 2022

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About the author

Beatriz Nascimento

64 books13 followers
Maria Beatriz Nascimento foi uma historiadora, professora, roteirista, poeta e ativista pelos direitos humanos de negros e mulheres brasileira.
Nascida em Sergipe, migrou com a família para a cidade do Rio de Janeiro, onde formou-se em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, (UFRJ) especializou-se na Universidade Federal Fluminense (UFF) e fez parte do corpo discente do curso de mestrado em Comunicação Social da UFRJ.
Tornou-se influente nos estudos das relações raciais no Brasil após sua notoriedade em organizações acadêmicas do movimento negro. Suas obras mais notórias são o documentário Ori (1989) e artigos sobre o conceito de quilombo na História, raça, racismo e sexismo.

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Profile Image for Eduardo Souza.
51 reviews5 followers
May 13, 2024
ainda que esse tenha sido o primeiro contato com a obra de beatriz nascimento – muito tardio, admito – o impacto de seu trabalho fica muito evidente muito rápido para qualquer um que tenha tratado a produção de pensamento do brasil de maneira consequente. para mim, que tenho estudado mais por discos que por livros de história, é fácil identificar os ecos do trabalho acadêmico e militante de beatriz nas expressões culturais negras do país.

o prefácio de alex ratts é uma entrada ótima. de maneira inteligente e didática, conhecemos a amplitude e variedade – ainda resguardando a agudez e criticidade – da sua obra, que é parcialmente apresentada nessa edição da ubu. é de saudar, sobretudo, o mapeamento feito ao final do prefácio, que explica sucintamente toda organização do volume e a importância de cada um dos elementos elencados.

os posfácios de muniz sodré e bethania nascimento – orientador e filha de beatriz, respectivamente – também elucidam a importância da autora, mas também cavam a dor de um país que perdeu uma intelectual sofisticada e uma militante potente por motivos tão injustos.

sobre os elementos reunidos da própria beatriz, não dá para falar muito. a força que ela expressa na fala de suas entrevistas e na escrita de seus textos e críticas precisa ser encarada por si só. a firmeza de sua posição fica evidente – e, por isso, tão historicamente marcante – na crítica ao filme sobre xica da silva. a sofisticação teórica de compreender as diferentes manifestações do quilombo ao longo da história do brasil também é uma experiência pela qual recomendo cada um passar por si só e compartilhar.
Profile Image for paulinha .
72 reviews2 followers
December 13, 2023
Beatriz Nascimento revoluciona toda minha cabeça, quando eu acho que já tinha aprendido bastante e lido coisa boa demais. Espero acabar essa leitura trazendo Beatriz em mim, no meu ser, e construindo quilombos por onde eu puder compartir disso com os meus (embora ainda tenha tanto a aprender, tantas raizes para firmar). E extremamente especial dessa leitura foi fazê-la junto à Semana de Psicologia Preta a qual eu participei da organização e mediei debates sobre o documentário Ôrí. Pensando a retomada.
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