Oração aos Moços é um discurso escrito por Ruy Barbosa para paraninfar os formandos da turma de 1920 da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo. Impedido de comparecer, por problemas de saúde, o texto foi lido pelo professor Reinaldo Porchat. Uma das mais brilhantes reflexões produzidas pelo jurista sobre o papel do magistrado e a missão do advogado. O autor faz um balanço de sua vida como advogado, jornalista e político, como exemplo para as novas gerações.
Rui Barbosa (Rui Barbosa de Oliveira) was a lawyer, journalist, jurist, politician, diplomat, essayist, poet and orator. Founding member of the Brazilian Academy of Letters.
His father, João Barbosa de Oliveira, was a man dedicated to the problems of education and culture. For years, he directed the Public Instruction of his Province. He was the main influence on his son's education, guiding him in the love of reading the classics and respecting documentation in his research.
After his preparatory studies, he went to Recife to study at law. In 1868, he transferred to the Faculty of Law of São Paulo. He became a partner, together with Castro Alves, of the Ateneu Paulistano, then under the presidency of Joaquim Nabuco. Before the end of his second year of the course, he was already a well-known journalist. After graduation (1870) he moved to Rio de Janeiro, where he began his career on the platform and in the press, embracing as his initial cause the abolition of slavery. Provincial deputy, and later general, he advocated, together with Joaquim Nabuco, the defense of the federative system. Invited to become Cabinet Minister Afonso Celso, shortly before the proclamation of the Republic, Rui Barbosa refused the position because it was, at the time, incompatible with his federative ideas. Once the Republic was proclaimed, Rui became the Minister of Finance of the Provisional Government. Elected senator from Bahia, his councils prevailed in the main reforms and his culture shaped the fundamental lines of the February 24, 1891 Charter. of Floriano. As editor-in-chief of Jornal do Brasil, he launched a campaign against the Florianist situation. In 1893 he was forced into exile. He headed, first, to Buenos Aires, then to Lisbon, where some incidents led him to choose London. He then wrote the famous Letters from England to the Jornal do Comércio. He raised his voice against the Dreyfus Process.
In 1895 Rui Barbosa returned from exile, returning to work as a senator until his death, successively reelected, highlighting his work in drafting the Brazilian Civil Code. In 1905, Bahia raised its candidacy for the presidency of the Republic, but Rui gave it up to decide in favor of Afonso Pena.
When, in 1907, the Czar of Russia called the 2nd. The Peace Conference, in The Hague, Rui Barbosa headed the Brazilian delegation, with the help with all kinds of information from Joaquim Nabuco; making Rui Barbosa the first diĺomata in Latin America. His role in The Hague was of great importance as he fought, above all, for the principle of legal equality of sovereign nations, facing irreducible prejudices from the so-called great powers. In addition to being named Honorary President of the First Commission, he was named among the “Seven Sages of The Hague”.
"In life, the jurist from Bahia was called Ruy Barbosa de Oliveira. After his death, it must be written Rui Barbosa de Oliveira" - José Maria da Costa, 03/26/2008 in 'Migalhas', a vehicle with legal and political content and economical.
Discurso clássico do "Águia de Haia" no final de sua carreira de 50 anos de advocacia. Várias de suas citações mais conhecidas estão aqui.
"[...] Por derradeiro, amigos de minha alma, por derradeiro, a última, a melhor lição da minha experiência. De quanto no mundo tenho visto, o resumo [...]: Não há justiça, onde não haja Deus. Quereríeis que vo-lo demonstrasse? Mas seria perder tempo, se já não encontrastes a demonstração no espetáculo atual da terra, na catástrofe da humanidade. O gênero humano afundiu-se na matéria, e no oceano violento da matéria flutuam, hoje, os destroços da civilização meio destruída. Esse fatal excídio está clamando por Deus. Quando ele tornar a nós, as nações abandonarão a guerra, e a paz, então, assomará entre elas, a paz das leis e da justiça, que o mundo ainda não tem, porque ainda não crê. [...]"
A linguagem do livro e um pouco complexa pois o autor usa um português muito erudito e menciona muitas referências do estudo do direito que eu não conheço. Mas mesmo com esses desafios a leitura e recompensada com boas críticas, reflexões e ensinamentos. e um livro que deve ser lido e relido mais de uma vez. este livro e leitura obrigatório para estudantes de direito e recomendaria também para estudantes de Relações internacionais.
Como um grande problema de livros com linguagem mais "antiga", esse me passou a mesma sensação quando li Pedagogia do Oprimido, ideias muito boas, porém sua forma de transmissão é prolixa.
Há trechos memoráveis, sem dúvidas! Mas, por ser "uma oração", a todo momento pertinente, o Rui faz menções religiosas, quase como se a ciência jurídica fosse diretamente atrelada a ciência religiosa.
A todo momento precisei relembrar que o livro foi escrito nos anos 90, para considerar os costumes passados.
Em linhas gerais é um livro "ok", no meu ponto de vista e gosto pessoal para leituras. Recomendo para quem quer passar o tempo lendo algo.
Em 1920 já percebia que um país de analfabetos e incultos apenas poderia ser governando por pessoas desse tipo. Aqueles que passam do conhecimento ordinário? Loucos ou doentes.
A fama e a pompa, no Brasil, são reservadas para aqueles que não merecem.
Destarte os comentários, ou previsões, sobre o Brasil Rui ainda é atual quando se refere aos profissionais da justiça. Diria que todos os seus comentários podem ser resumidos com sua própria frase: sem Deus não há justiça.
Comecei a ler esse livro no primeiro período. Só terminei agora. Por meio de sábias palavras, Rui nos toca com seu conhecimento.. puro e simples. Magnífico.