Apresento aqui um recorte pessoal e comentado da história dos conceitos de transferência e contratransferência. Situações clínicas ilustram as diferenças entre transferência neurótica e não neurótica, bem como o trabalho com as diversas formas de atualização do infantil e do arcaico.
Marion Minerbo é uma psicanalista brasileira, reconhecida por sua atuação na transmissão da psicanálise e por suas contribuições para a compreensão das formas de sofrimento psíquico na clínica psicanalítica. É autora de diversos livros voltados tanto para a formação de psicanalistas quanto para o público geral interessado em psicanálise. Escritos em linguagem clara e acessível, são conhecidos por transmitirem conceitos complexos de maneira didática e sem jargões.
Marion Minerbo nasceu em São Paulo em 1957. Formou-se em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, especializando-se em psiquiatria. Posteriormente, obteve o título de doutora pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e se tornou psicanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP).
Ao longo de sua trajetória, Minerbo desenvolveu múltiplos interesses dentro da psicanálise, consolidando um estilo próprio de abordar e de transmitir o fazer clínico.
9/10 Simplesmente, genial e didático. O livro é feito para o público leigo, mais aprofundado ou até para psicólogos ou psicanalistas já formados que buscam orientação. Marion Minerbo é claro, coeso e a tradução desta versão não deixa a desejar. Excelente livro para se começar, aprofundar e aprender sobre termos antigos e novos da psicanálise. Funciona quase que um manual de como ser um analista e realizar a escuta do paciente e realizar sua análise corretamente. Anexando pontos e ideias estratégicas para a solução do problema, isto é se existe um problema de fato. Elucidativo ao extremo.
Penso que, seu único defeito para não ser um livro perfeito é o arcabouço de palavras rústicas e uma demasiada complicação na apresentação de alguns caso, efeitos e normas construtivas no campo do pensar da análise. Esse acontecimento dificulta muito a compreensão total do conteúdo, porém, tenho isso como um defeito dos livros traduzidos da psicanálise do seu idioma original, o alemão, em geral (Seja uma tradução para o português ou inglês) que devido a essa finura criada pelos tradutores e editoras, acabam por dificultar o acesso, por meio da escrita acadêmica e arcaica, ao saber. Como se quisessem privatizar o conhecimento psicanalitico a um certo grupo de pessoas, sendo que este deveria ser de uso de todo. O livro, de maneira indireta, me fez querer aprender alemão para conseguir ler os escritos originais de Sigmund Freud.
É o primeiro da coleção psicanalítica que estou lendo, planejo ler o restante e fazer a análise também!