Em A Sentinela, publicado originalmente em 1994, Lya mais uma vez usa uma casa como cenário; uma casa-labirinto, na qual uma mulher procura a saída, mas também tenta se decifrar ao longo do caminho e acaba se encontrando. “É um livro esperanç alguém renasce em si e de si mesmo e, ainda que guarde um último mistério indecifrável na gruta de seu pantanoso jardim (o interno e o externo), lança-se na vida e recria o mundo”, explica a autora.
Lya Luft was a Brazilian writer, a novelist, a poet, a prolific translator (working mostly in the English-Portuguese and the German-Portuguese language combinations) of German descent. She was also a college professor of linguistics and literature.
Lya Luft sempre excelente, é impossível dar menos que 4 estrelas pra ela. A protagonista, Nora, no entanto, parece uma sequência cansativa de outras heroínas mais marcantes de Luft. O lirismo e a profundidade estão lá, mas nada realmente significativo parece acontecer uma vez que Nora cresce. As crianças retraídas e seu universo rico de sentimentos continua sendo o meu favorito nas obras da autora. Começa lindíssimo, mas parece perder a força à medida que o livro se estende. A Nora criança é mil vezes mais interessante do que a Nora adulta, e senti falta dela na segunda metade do livro. Destaque pra Lilith, personagem quase folclórica dentro do livro, real na história, dotada de uma mágica peculiar que não ficará esquecida nas minhas melhores memórias de leitora.