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Quarto de Despejo: Diário de Uma Favelada

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O duro cotidiano dos favelados ganha uma dimensão universal no diário de uma catadora de lixo. Com linguagem simples, ela conta o que viveu, sem artifícios ou fantasias.

176 pages, Paperback

First published January 1, 1960

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About the author

Carolina Maria de Jesus

21 books259 followers
Carolina Maria de Jesus was born on March 14, 1914 in Sacramento-MG, where she lived in her childhood and adolescence. Her parents probably migrated from Desemboque to Sacramento as a result of changing the economics of gold mining to farming activities.

In Sacramento, she attended primary school in a Spiritualist College, which had a mission aimed at poor children of the town, with the help of influential people. Carolina studied just over two years but learned to read and write there. She later remembered reading posters outside movie theaters and realizing that reading was not just something done in school, but a skill that could be used everywhere. All her reading and writing was based on this short time of formal education. She quit school but never stopped reading and writing.

Moving to São Paulo in 1947, Carolina went to live in the now defunct favela of Canindé, in the northern part of the city. She earned money by collecting recyclable materials. When she found notebooks or blank papers in the trash she saved them for her writing. She wrote novels, plays, letters to authorities and poetry in addition to her ongoing journal.

Even before all the injuries, losses and discrimination she suffered throughout her life, Carolina revealed through her writing the importance of speaking up in honest testimony, as a means of complaint about social inequality and racial prejudice.

Her best known work, Quarto de Despejo (Place of Garbage) – Diário de uma favelada (published in America as Child of the Dark), edited by journalist Audalio Dantas and released in 1960, had an initial print run of 10000 copies, which sold out the first week. More than 55 years since then, the book has already been translated into 13 languages and sold in more than 40 countries. This book is a chronicle of life in the favela do Canindé, at the beginning of the "modernisation" of the city of São Paulo and the emergence in the outskirts. Its cruel and perverse reality was until then little known. This documentary literature, in its unique black female narrative, was known and named as journalism of denunciation of the years 1950-1960. It is still considered a current work, because the theme of problems lasting to this day in the big cities.

The work of Carolina Maria de Jesus is an important reference to the cultural and literary studies, both in Brazil and abroad and represents our peripheral/marginal and Afro-Brazilian literature. An example of strength, intelligence and ability to stay forever in the history of our culture.

Even today, much of Carolina's production remains unheard. The researcher Raffaella Fernandez still is dedicated to the organization of the manuscripts of the author. In a set of more than 5000 pages, are 7 novels, 60 short texts , 100 poems, 4 theatre plays and 12 letters for Carnival marches.

In 2014, as a result of the Projeto Vida por Escrito – Organização, classificação e preparação do inventário do arquivo de Carolina Maria de Jesus, awarded the Prêmio Funarte de Arte Negra, it launched the Biobibliografic Portal of Carolina Maria de Jesus (www.vidaporescrito.com) and, in 2015, released the book Vida por Escrito – Guia do Acervo de Carolina Maria de Jesus, organized by Sergio Barcellos. The project mapped the entire material of the writer who is guarded by several institutions, including: Biblioteca Nacional, Instituto Moreira Salles, Museu Afro Brasil, Arquivo Público Municipal de Sacramento and the Acervo de Escritores Mineiros (UFMG).

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67 (31%)
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17 (8%)
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7 (3%)
1 star
1 (<1%)
Displaying 1 - 30 of 32 reviews
Profile Image for Henrique Cassol.
137 reviews2 followers
July 3, 2015
O livro narra uma realidade “infausta”, como a autora e protagonista diz ser sua vida. Contudo, as dificuldades, como a fome, pobreza e a violência que a cercam são contadas de modo sutil, quase pueril, o que torna a narrativa bela.

Quarto de despejo representa o gênero literatura-verdade, pois traz o relato fiel de uma catadora de papel, moradora da Favela do Canindé, em São Paulo, onde atualmente encontra-se o estádio da Portuguesa de Desportos e a Marginal Tietê. O fato de intercalar erros gramaticais com passagens sensíveis e perspicazes traz ainda mais autenticidade a sua obra. O próprio nome do livro vem de uma de suas analogias: “...Eu classifico São Paulo assim: O Palacio, é a sala de visita. A prefeitura é a sala de jantar e cidade é o jardim. E a favela é o quintal onde jogam os lixos. (...) E quando eu estou na favela tenho a impressão que sou um objeto fora de uso, digno de estar num quarto de despejo”.

O livro conta mais sobre a vida na favela do que muitos livros de história que se encontram empoeirados nas estantes da biblioteca. O próprio jornalista Aurélio Dantas, quando solicitado para realizar a matéria sobre a Favela do Canindé, ao conhecer Carolina, decidiu publicar a sua obra em vez de redigi-la. “Afinal, ninguém melhor do que ela para escrever a sua história”.

A fome, constantemente presente na vida da autora e referida inúmeras vezes ao longo do diário, fazia com que Carolina, por vezes, perdesse a esperança. No entanto, isto não a impedia de sonhar, de buscar um futuro melhor para si e para os filhos e de, talvez um dia, ter dinheiro para poder sair do "quarto de despejo".

Apesar de haver cursado somente o ensino primário, tinha reflexões profundas sobre a sociedade e a política. Este trecho resume bem o seu sentimento ante a sua condição de vida e da sociedade da sua época: “O tenente interessou-se pela educação dos meus filhos. Disse-me que a favela é um ambiente propenso, que as pessoas tem mais possibilidades de delinquir do que tornar-se util a patria e ao país. Pensei: Se ele sabe disto, porque não faz um relatorio e envia para os politicos? O senhor Jânio Quadros, o Kubstchek e o Dr. Adhemar de Barros? Agora falar pra mim, que sou uma pobre lixeira. Não posso resolver nem minhas dificuldades.
... O Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome. A fome também é professora. Quem passa fome aprende a pensar no próximo, e nas crianças”.

Sua obra foi traduzida para 13 línguas e é referência para estudos sociais e culturais brasileiros (N.E).
Profile Image for Rogerio Lopes.
820 reviews18 followers
September 15, 2022
Ler Carolina é uma experiência contraditória, se por um lado impressiona a beleza de sua escrita por outro é um pouco deprimente perceber o quanto regredimos. Para quem viveu a relativa melhora que tivemos nos últimos anos perceber o quanto o cenário descrito por ela é atual é desolador. Percebe-se também que regredimos como sociedade, por mais que se releve talvez uma visão uma tanto romantizada de Carolina para com a "classe média" de um modo geral percebe-se uma certa digamos boa vontade por parte desses que hoje quase inexiste. A julgar pelo texto de Carolina o ódio da classe média para com os mais pobres ainda que existente era atenuado por uma certa "bondade", uma certa "caridade cristã". Outro ponto, ainda que aqui temos de lembrar de que não se confia totalmente num narrador em primeira pessoa; o texto de Carolina aponta a todo momento o quanto ela é peculiar naquele ambiente. Vale destacar ainda o valor que a autora dá a educação inclusive citando sua professora. Chama a atenção também sua curiosa "bússola moral" e a liberdade e independência amorosa/sexuais não tão bem vistas à época. Por mais que se duvide das reais intenções do jornalista Audálio Dantas é inegável que sua atitude de trazer à luz os escritos de Carolina foi acertada; em suma é um livro dolorosamente atual e necessário.
Profile Image for Eduarda Mansur.
99 reviews1 follower
Read
February 1, 2023
9 DE MAIO ... Eu cato papel, mas não gosto. Então eu penso: faz de conta que eu estou sonhando.

esse livro é triste e revoltante mas tem tanta beleza no jeito que a Carolina escreve. no meio de tanta fome e violência, seus sonhos, a natureza, poesia, sua visão sobre as crianças... queria ler desde 2019 mas acho que agora, no pós pandemia e pós bolsonaro, fica ainda mais evidente o quanto tudo que ela narra se manteve tão semelhante.

comecei a ler no dia de SP porque uma estatua dela estava no jornal e me pareceu um sinal. e fez muito sentido, pensar a cidade do jeito que ela a descreve...
Profile Image for Karlié.
34 reviews5 followers
January 6, 2013
I read this book when I was just 10 years old. It was the only book my great grandmother ever read and that compelled me to pick it up and read it. The life I lived inside that book, especially at such as young age, opened my eyes to the horrors of this world, making me feel ever so privileged and thankful for the life I had. Without a doubt, this book is a heartbreaking masterpiece of the raw realities of the Brazilian favelas.
Profile Image for Gilberto Alves.
82 reviews
January 22, 2021
O livro é um soco diretamente no estomago, que não foi escrito para lhe agradar.

Quarto de Despejo, em suma é a transcrição dos diários da Carolina Maria. Uma favelada, negra, mão solteira de três filhos, que vive na favela do Canindé na década de 60 e tira seu sustendo catando papel e ferro pelas ruas.
Como é uma transcrição praticamente direta dos escritos dela, você tem em mãos uma obra incrível, original, que não foi escrita para agradar ou encantar.

Carolina escrevia seu dia-a-dia. A tristeza, as esperanças, o desespero da fome, os pensamentos de suicídio, as revoltas com os políticos, as críticas as pessoas, tudo. Você basicamente dá um mergulho no passado e acorda num barraco velho coberto de papelão, as 4hrs da manhã, já com fome da noite anterior, se preparando para bater perna atrás de papel para catar e vender, porque se não, não vai ter comida para o dia.

É realmente um livro que choca, principalmente para quem nunca esteve nem perto destas condições. O mais incrível é que apesar de tudo, Carolina sempre pensava em escrever e um dia publicar ser “escritos”, e conseguiu.

O que gostei muito é que, por ser um diário (e não um livro pensado), você realmente sente a realidade. Ele não foi escrito para ser triste, ou dar esperança, e isso o torna ainda mais especial de se ler, pois é extremamente sincero e transparente.
É um livro realmente duro, que impacta, que é devastador e que talvez até faça você chorar de tristeza. Porém, apesar de tudo é um livro sobre pessoas, sobre a vida, e infelizmente, sobre a realidade.
Que bom que obras assim ainda tenham seu lugar, o que significa que ainda há pessoas que se importam, e que quem sabe, possam contribuir para que essa realidade seja diferente.

O livro é repetitivo, a escrita é irregular, o estilo não se mantém, há vários “erros”, etc... Mas sinceramente, se alguém julgar o livro por estes pontos, eu realmente acho que precisa urgentemente rever seus conceitos de avaliação.
Ela escreveu 46 vezes que acordou e estava angustiada por não ter o que dar aos filhos de comer? Pois é...
Profile Image for Milena.
132 reviews2 followers
March 26, 2018
O livro é o primeiro de Carolina Maria de Jesus. Ela sempre foi muito pobre e morava em uma as primeiras favelas de São Paulo. Seu sustento vinha de catar papel e "ferro" na rua. Diariamente ela escrevia seu cotidiano em cadernos encontrados na rua.
Confesso que fiquei impressionada com os relatos. A forma como ela conta seu dia-a-dia, suas interações com os outros moradores ou com os comerciantes é muito tocante. Fico pensando o quanto poderíamos avançar, mas não avançamos, para erradicar condições como essa.
Depois de ler, procurei loucamente por maiores informações dela e de sua história. Encontrei vídeos, relatos, depoimentos, notícias. Uma história fantástica que denuncia o racismo, a desigualdade, o preconceito, a opressão.

"Quando estou na cidade tenho a impressão que estou na sala de visitas com seus lustres de cristais, seus tapetes de veludos, almofadas de cetim. E quando estou na favela tenho a impressão que sou um objeto fora de uso, digno de estar num quarto de despeso."

"Fiquei olhando a minha filha sorrir porque eu já não sei sorrir..."

Profile Image for Carlos Hugo Winckler Godinho.
203 reviews7 followers
March 29, 2019
Difícil classificar ele aqui. É um relato preciso da favela, e apesar de ser possível enxergar as outras pessoas pelo diário, talvez não seja tão fácil enxergar a própria autora do diário. Ou talvez o que ela enxergue nos outros mostre muito sobre ela mesma. Não sei.
Profile Image for Jorge Luiz.
12 reviews
February 12, 2022
acho que não existe livro mais verdadeiro que esse para explicar a atual situação socioeconômica atual de boa parte dos brasileiros. é incrível como a Carolina escreve tão lindamente e tão tristemente na mesma proporção.
Profile Image for Felipe.
46 reviews2 followers
May 9, 2019
Escrita crua, dura, lúcida e, no meio disso tudo, bonita.
Profile Image for Leandro Texeira.
179 reviews5 followers
July 25, 2022
Como literatura, ruim, mas como material para conscientização de quem nunca teve contato com a pobreza e miséria, instrui bastante.
Profile Image for Tainá Piccolo.
153 reviews8 followers
March 20, 2023
carolina abre a porta da realidade, literalmente, nua e crua da favela brasileira. retratos que perduram até hoje.
Profile Image for Larissa Tabosa.
784 reviews1 follower
August 6, 2025
Você ouve falar sobre pessoas que vivem na miséria, sobre pessoas que passam fome, sobre pessoas que precisam mendigar, mas não tem noção nenhuma de como é viver assim.

Esse livro dói. E é uma dor sufocante, que as vezes te impede de respirar. Dá aquele nó na garganta, aquela sensação ruim... Esse livro, definitivamente, não é para fracos, mas ele é NECESSÁRIO.

Os relatos da autora, Carolina, uma mulher que vive na favela com seus três filhos pequenos e que para sobreviver precisa catar qualquer coisa que seja possível vender, são angustiantes e dolorosos.

Imaginar que alguém precise pegar comida do lixo para sobreviver, disputar sobras com animais e ser tratado com nojo, como se fosse culpa deles estar nessa situação, é horrível.

O livro narra acontecimentos da década de 50, mas é desesperador perceber o quanto nada mudou e como os relatos de Carolina são atuais.

Quantas Carolinas não existem por aí? Quantas famílias não vivem de resto, deitam sem saber se haverá comida para os filhos no dia seguinte? Tantas e tantas.

Terminei a leitura com uma sensação ruim. Seria tão bom se o que lemos fosse apenas ficção, mas infelizmente é a realidade de muitos. E sim, um soco no estômago doeria bem menos.

Enfim, a leitura é difícil, mas nos faz pensar bastante em nossos privilégios. Por mais difícil que seja nossa vida, sempre tem alguém bem pior e devemos agradecer pelo que temos, mas procurar ajudar o próximo. Nossa ajuda pode mudar a vida de alguém.
Profile Image for mor.
213 reviews59 followers
November 1, 2025
“E quando estou na favela tenho a impressão que sou um objeto fora de uso, digno de estar num quarto de despejo.”

“Ninguém procurou saber seu nome. Marginal não tem nome.”

Ainda tão contemporâneo que é um soco no estômago.
17 reviews
September 10, 2025
Gostei demais! foi meu primeiro livro de Carolina e já pretendo ler mais livros dela com toda certeza, recomendo muitíssimo.
Profile Image for Luiza Portela.
11 reviews
March 5, 2022
Um livro que escancara a vida cotidiana de pessoas, na maioria das vezes, invisíveis para a sociedade.
Eu fiquei muito impressionada com a força e a poesia da escrita de Carolina, e agradeço a todos os Deuses por esse diário ter sido encontrado.
Uma das coisas que mais me doeu durante a leitura foi perceber o quão atuais são essas dores, que praticamente nada foi alcançado para essas pessoas, muito pelo contrário, se tinham ganhado um pouco de dignidade na última década, muito provavelmente voltaram a decair nos últimos três anos, e vemos isso claramente com o aumento de pessoas precisando cozinhar a lenha pelo alto preço do gás, fazendo fila no açougue para ganhar somente ossos, coisas que no livro vemos que fazia parte da rotina daquelas pessoas tanto quanto tem se feito presente nos dias de hoje.
A realidade tão nua e crua do dia-a-dia das favelas veio como um tapa na cara, escancarando todos os nossos privilégios e a falta de empatia com quem tem que lutar todos os dias sem a certeza de que vai ter o que comer quando chega em casa.
Assim como vemos também um retrato claro da classe média baixa, "os vizinhos de alvenaria", como Carolina os chamava, sempre incomodados quando algo considerado "bom" acontecia na favela, sempre precisando se sentir melhores do que os vizinhos favelados, ressentindo todas as conquistas da favela.
Esse livro mexeu muito comigo, e com certeza entra pra lista de livros que todo mundo deveria ler!
Profile Image for camilla.
67 reviews
September 17, 2022
já admirava antes sabendo apenas o básico sobre ela e agora então nem se fala.. uma mulher que tinha tudo pra sucumbir, mas a força, a inteligência, a garra pra dar uma vida com dignidade pros filhos e colocar comida no prato lutando todos dias foi maior ao ponto dela conseguir realizar o sonho de ser uma autora publicada de verdade. uma escritora talentossima e que consegue tocar o leitor. uma poeta.

não vou falar o óbvio sobre essa ser uma leitura que todo brasileiro precisa principalmente agora perto das eleições (lula neles!!) mas digo que todo candidato a qualquer cargo legislativo/executivo, qualquer pessoa que exerça um cargo publico TEM POR OBRIGAÇÃO ler quarto de despejo e conhecer a carolina, ver as analises políticas, raciais, sociais, economicas que ela já tinha na década de 50 e como MUITA coisa ainda cabe pra época em que vivemos hoje. a consciência que falta em muitos estudiosos, academicos e etc essa mulher tinha de sobra. e ainda bem que ela sabia disso.
Profile Image for Thaís Fernandes.
21 reviews
July 12, 2020
Carolina Maria de Jesus ganhou o mundo com este livro, e vem (ainda tardiamente) ganhando os corações dos brasileiros. Em Quarto de despejo: diário de uma favelada, Carolina conta a história de sua vida na favela e da criação de seus 3 filhos, sendo mãe solo. É um livro forte, difícil de ler sem se emocionar. É um universo difícil, uma visão real e sincera sobre a favela. A fome, o frio e as más condições de vida são descritas neste livro. É interessante a leitura para que reconheçamos nossos privilégios. Carolina tinha um sonho: ser publicada. Ela conseguiu. Este livro é incrível e se tornou o meu preferido da vida. É um diário, alguns trechos tomam páginas outros apenas um pequeno pedaço do livro, mas com certeza cada frase escrita mexe fundo com a gente.
Profile Image for Paulinha.
35 reviews
May 15, 2024
Um livro muito triste, mas real.

É uma ótima leitura, principalmente para entender o cenário atual do nosso país e refletir sobre as decisões do passado que culminaram na situação que Carolina e muitos outros ainda vivem.

Como é um diário, uma parte da intimidade da Carolina que foi compartilhada conosco, não me vejo no direito de avaliar com menos de 5 estrelas, afinal não é uma obra de ficção. Trata-se da realidade.

É um excelente livro para se adquirir repertório sociocultural e também uma porta de entrada para conhecer outros trabalhos da autora.
Profile Image for Jéssica Perin.
9 reviews1 follower
January 8, 2021
Uma história triste retratando a realidade das favelas, para quem de certa forma tem o privilégio de morar fora delas, é uma forma de entendermos retratos do dia a dia e do sofrimento e assim entendermos os problemas sociais que assolam o país. Carolina Maria de Jesus foi uma descoberta para mim. Sua rotina retratada chega deixar a leitura repetitiva, mas é necessária para se fazer entender e retratar o cenário. Ótimo livro, recomendo!!!
68 reviews
March 8, 2022
The language may be relatively simple but this book is not an easy read. Both because of the subject matter - the daily life of those living in the extreme poverty of a Sao Paulo favela circa 1959 - and because of the lack of a narrative. But it's extremely worthwhile to read. The world perpetually needs to hear the perspective of people like Carolina Maria de Jesus precisely because the lack of education and other opportunities in their lives makes it so difficult to find a work like this.
Profile Image for Beatriz Bomfim.
30 reviews
June 24, 2025
"...Deixei o João e levei só a Vera e o José Carlos. Eu estava tão triste! Com vontade de suicidar. Hoje em dia quem nasce e suporta a vida até a morte deve ser considerado herói."

Um livro da década de 50 que, infelizmente, ainda retrata a dura realidade de muitos brasileiros. Mostra como os políticos demonstram compaixão e uma certa ligação com os favelados em época de eleição, apenas para ganhar votos e virar as costas aos seus eleitores.
11 reviews
December 1, 2023
Tudo nesse livro é interessante, desde o realismo com os erros ortográficos, até a sabedoria de Carolina de passar os relatos com referências geopolíticas e críticas sociais, um livro que relata um acontecimento antigo mas que ainda perdura até hoje. A obra que nos convida a sempre relembrar que nosso país é revoltantemente desigual!
Profile Image for Carlos Bazilio.
20 reviews
January 5, 2023
Verdadeiro clássico desconhecido da literatura brasileira. Retrata o dia a dia de uma moradora da favela. Linguagem simples, o que traz mais realidade para a narrativa. A história da Carolina demonstra de forma escancarada o quanto a sociedade brasileira é desigual.
Profile Image for Spencer.
60 reviews1 follower
December 28, 2009
Great insight into her difficult life living in the slums of Sao Paulo. I was very touched and it made me all the more grateful for all that I have.
Profile Image for Lucas Cazanatto.
106 reviews9 followers
January 21, 2022
O livro acabar com dois dias específicos, um de esperança e outro de cotidiano traz um realismo que qualquer outra obra literária precisa ter como inspiração e referência.
Profile Image for Bruna Cozzi.
1 review
March 9, 2022
"Não é preciso ser letrado para compreender que o custo de vida está nos oprimindo."
Displaying 1 - 30 of 32 reviews

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