Em 1943, no plano de suas Obras Completas, que Mário de Andrade polígrafo (1893-1945) arma para a Livraria Martins Editora, Poesias completas deveria ampliar o conteúdo de Poesias, seleta que, em 1941, revisita os títulos publicados no modernismo da década de 1920 – Pauliceia desvairada (1922), Losango cáqui (1926), Clã do jabuti (1927) –, e em 1930, Remate de males, trazendo também os inéditos "A costela do Grã Cão" e "Livro azul". Poesias completas abrangeria a integralidade dos livros até 1930, os inéditos divulgados em 1941 e novos inéditos como O carro da Miséria. Apenas em 1955, dez anos após a morte do autor, a obra se concretiza. A presente edição de Poesias completas busca restituir, nos textos apurados mediante o confronto com edições em vida e manuscritos, o projeto original de Mário de Andrade para esse livro. Anotada e acrescida de documentos, contribui vivamente para a história da literatura no Brasil.
Mário Raul de Morais Andrade was a Brazilian poet, novelist, musicologist, art historian and critic, and photographer. One of the founders of Brazilian modernism, he virtually created modern Brazilian poetry with the publication of his Paulicéia Desvairada (Hallucinated City) in 1922. He has had an enormous influence on Brazilian literature in the 20th and 21st centuries, and as a scholar and essayist—he was a pioneer of the field of ethnomusicology—his influence has reached far beyond Brazil. Andrade was the central figure in the avant-garde movement of São Paulo for twenty years. Trained as a musician and best known as a poet and novelist, Andrade was personally involved in virtually every discipline that was connected with São Paulo modernism, and became Brazil's national polymath. He was the driving force behind the Week of Modern Art, the 1922 event that reshaped both literature and the visual arts in Brazil. After working as a music professor and newspaper columnist he published his great novel, Macunaíma, in 1928. At the end of his life, he became the founding director of São Paulo's Department of Culture, formalizing a role he had long held as the catalyst of the city's—and the nation's—entry into artistic modernity.