É a história de amizade entre um rapaz e uma Menina. Ela vive no mar, e é bailarina da "Grande Raia", uma rainha dos mares, que sobre ela mantém vigilância, não a deixando realizar o seu sonho de conhecer a terra firme, onde mora o rapaz. Além disso, a menina não consegue sobreviver longe da água, pois, fica desidratada, ainda que consiga respirar dentro e fora de água. O rapaz, com que estabelece amizade, tem o desejo de conhecer o fundo do mar. A história desenrola-se com a tentativa dos dois em realizar os seus sonhos.
SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDERSEN nasceu no Porto, a 6 de Novembro de 1919. Entre 1936 e 1939 frequentou o curso de Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que não concluiu. Foi Presidente da Assembleia Geral da Associação Portuguesa de Escritores e Deputada à Assembleia Constituinte, pelo Partido Socialista (1975). A sua obra reparte-se pela ficção e pela poesia, embora seja nesta última que a sua inspiração clássica dá ao seu verso uma dimensão solar e luminosa, que permite ouvir nitidamente a palavra com todo o peso da sua musicalidade limpa, ao encontro do modelo clássico. Entre as suas obras poéticas contam-se Coral (1950), Mar Novo (1958), Livro Sexto (1962), Geografia (1967), Navegações (1983), Ilhas (1989), Musa (1994) e O Búzio de Cós e Outros Poemas (1997). Em ficção publicou Contos Exemplares (1962) e Histórias da Terra e do Mar (1983). Da sua literatura infantil destacam-se O Rapaz de Bronze (1956), A Menina do Mar (1958), A Fada Oriana (1958), O Cavaleiro da Dinamarca (1964) e A Floresta (1968). Em 1999 é-lhe atribuído o Prémio Camões, pelo conjunto da sua obra, e em 2001 ganha o Prémio Max Jacob de Poesia. Foi condecorada pela Presidência da República com a Grã-Cruz da Ordem de Sant’Iago da Espada, em 1998. Faleceu em Lisboa, a 2 de Julho de 2004.
Menina do Mar is undoubtedly one of the author's best-known children's books and perhaps one of the most widely read books ever. The book tells the sweet, touching story of the friendship born between a boy and a girl. The particularity is that the girl lives in the sea and is the dancer of a queen of the waters called Grande Raia (Great Manta), who watches her and prevents her from realizing her great dream: to know the firm land where her friend, the boy, lives. They both want to know each other's world. Still, the girl can not survive away from the water because she would dehydrate and eventually die, despite breathing in both environments. The boy and his friend would not be able to survive underwater. Throughout history, both are trying to realize their dreams: the girl knows the firm land where her friend lives, and the boy knows the bottom of the sea where his friend lives. In the end, I would say that it is a moving story about the innocence of children, the strength of friendship, and, above all, the power of dreams, which encourages us to have the courage to dream, fight for them, and be happy.
Foi uma releitura que já queria fazer há algum tempo. Sou apologista que devemos voltar aos lugares onde fomos felizes e esta história é um deles. A menina do mar e o rapaz foram duas personagens que me acompanharam durante a minha infância, cheguei até a fazer, na primária, uma espécie de reconto da sua história, tal era a minha adoração.
Ao reler, adulta e com mais alguma experiência com histórias para crianças, o livro não é tudo aquilo que a minha memória achava que era. Muito provavelmente, os meus olhos de hoje já não vêem o encanto de uma história infantil simples. Contudo, é sim uma história bonita, bem contada, em que a amizade e a saudade a ela associada são o tema principal e que nos ensina que a saudade pode ser combatida, basta encontrarmos um caminho para chegar àqueles de quem gostamos. E esta é uma das melhores mensagens que se pode passar às crianças.
(Lido para o Book Bingo Leituras ao Sol 2 - categoria "livro que leste quando eras jovem e gostaste muito")
Lembro me de ler este livro na escola primária e gostar muito. Não o relia desde então, e, embora não me lembrasse já da história, lembrava-me da magia que tinha sentido ao lê-la. Agora, aos 22 anos, a história não me trouxe a tal magia que esperava. Esta não deixa de ter a sua beleza e lições importantes, mas, quiçá, apreciar uma história simples assim torna-se mais difícil quando se perde (em parte apenas!) o olhar inocente e a imaginação que apenas uma criança consegue ter. Contudo, um livro que farei questão de ler aos meus futuros filhos, netos, sobrinhos (...)!
"- […] As coisas da terra são esquisitas. São diferentes das coisas do mar. No mar há monstros e perigos, mas as coisas bonitas são alegres. Na terra há tristeza dentro das coisas bonitas. - Isso é por causa da saudade – disse o rapaz. - Mas o que é a saudade? – perguntou a Menina do Mar. - A saudade é a tristeza que fica em nós quando as coisas de que gostamos se vão embora."
I'm learning Portuguese and this is the first book I read. Even though it's a children's book, I found it very enjoyable. an unusual story, very endearing. I was able to understand it.
Projectos Enquadrados: #24horas1livro (Início: 16:20 / Fim: 17:15) / #lusiteratura /#leiturtugas (Infantil ou Juvenil) / #esvaziarestantes (Sem Categoria)
Gostei de reler este conto, uma narrativa simples mas muito gráfica, que nos faz imaginar os cenários e as situações descritas. Nestas 34 páginas encontrei tantos temas que são importantes dar a conhecer e explorar com os mais novos (e não só), principalmente a tolerância, amizade,etc...
No outro dia, eu a Bee estávamos a beber vinho branco quando começamos a tentar lembrar-nos de um conto, que tínhamos lido, sobre um menino na praia. Mais cedo nesse dia tínhamos falado sobre perfumes com nota de lírios brancos. Lembrei-me que como o conto envolvia a praia, era provável que fosse da autoria da Sophia de Mello Breyner Andresen. Encontramos o pdf e reconhecemos na primeira página que era este o conto que procurávamos. Eu lembrava-me da descrição da casa do menino, que tão vivamente imaginava e imagino e a Bee lembrava-se da palavra “anémonas” que ela aprendeu o significado a ler o conto. Foi um bocadinho assustador quando, no primeiro parágrafo, lemos que à volta da casa do menino, havia um jardim cheio de areia repleto de lírios brancos.
“A menina pôs a sua cabeça dentro do cálice da rosa e respirou longamente. Depois levantou a cabeça e disse suspirando: - É um perfume maravilhoso. No mar não há nenhum perfume assim. Mas estou tonta e um bocadinho triste. As coisas da terra são esquisitas. São diferentes das coisas do mar. No mar há monstros e perigos, mas as coisas bonitas são alegres. Na terra há tristeza dentro das coisas bonitas.”
“A menina bebeu o vinho, riu-se e disse: - É bom e é alegre. Agora já sei o que é a terra. Agora já sei o que é o sabor da Primavera, do Verão e do Outono. Já sei o que é o sabor dos frutos. Já sei o que é a frescura das árvores. Já sei como é o calor duma montanha ao sol. Leva-me a ver a terra. Eu quero ir ver a terra. Há tantas coisas que eu não sei. O mar é uma prisão transparente e gelada. No mar não há Primavera nem Outono. No mar o tempo não morre. As anémonas estão sempre em flor e a espuma é sempre branca. Leva-me a ver a terra.” 🍷 🌊 🌬🐟🐙🦀🐚
É maravilhoso como um livro originalmente escrito em 1958 ainda é actual e é um conto para crianças lindíssimo! Adoro reler esta história, leva-me directamente às minhas memórias de criança, ainda sem saber ler, mas liam-no em voz alta! As ilustrações são fabulosas e a história é passa uma mensagem muito bonita, de união e amizade. Quando eu era criança, fez-me andar na praia, no meio das rochas, à procura de uma menina do mar :)
Um dos meus livros favoritos quando criança, e ainda o consigo apreciar, embora me sinta algo nostálgica quando o leio agora. É um livro mágico, lindíssimo e passado junto do mar: perfeição.
Que historia tan sin sentido… Todos los personajes sin personalidad. Le doy dos estrellas porque tenía ilustraciones muy bonitas. Y siento que la traducción al español es mala, palabras que difícilmente se usen en libros infantiles 😵💫
Li no meu 5º ano e deu-me bastante sono, especialmente porque no 5º ano já eu lia José Rodrigues dos Santos. Não posso dizer que o livro é mau porque não o é, mas não chegou a entusiasmar-me, estou certo disso!
Li-o na minha infância e nunca o esqueci! Hoje, leio-o para os meus alunos. Foi um livro que me marcou, pela criatividade e pela beleza da sua narrativa.
Este livro infantil é encantador. É um conto antigo: um menino e uma menina encontram-se. A menina é um peixe. Fica preocupada porque receia que o rapaz a vá fritar. Tipicamente, a rapariga torna-se humana mas nesta história não...
Cada vez acho mais importante lermos estes livros enquanto adultos! Um livro que nos ensina muita coisa. O valor da amizade, das coisas simples e da saudade e felicidade.
É sempre bom, ler ou reler os bons contos da infância! 💛 E este em específico diz-me muito!
“Casa branca em frente ao mar enorme, Com o teu jardim de areia e flores marinhas E o teu silêncio intacto em que dorme O milagre das coisas que eram minhas.”
A Menina do Mar, de Sophia de Mello Breyner Andresen, foi um livro que li pela primeira vez quando tinha 11 anos, como parte de um trabalho de férias grandes para a disciplina de Língua Portuguesa. Lembro-me perfeitamente de acordar no início das férias e ver o livro na minha mesa de cabeceira, quase como se tivesse aparecido por magia. Tive de o ler, fazer um resumo, identificar todas as personagens, entre muitas outras tarefas, o que ocupou várias tardes. Mas guardo essas memórias com carinho, pois passei essas tardes com as minhas amigas, e fizemos o trabalho juntas. Na altura, achei o livro grande e a história mágica.
No entanto, quando o reli agora, bastantes anos depois, percebi que são apenas 24 páginas, que li em 18 minutos. A história revelou-se bem diferente do que eu me lembrava. O resumo, que em criança me demorou tanto tempo a fazer, agora seria feito em cinco minutos e ocuparia menos de meia página.
Reconheço que esta é uma história infantil e que Sophia de Mello Breyner Andresen é um clássico da literatura infantil portuguesa, conhecida pelas suas histórias simples e de fantasia, sendo a mais famosa A Fada Oriana. No entanto, ao reler agora, não achei a história tão bonita como na altura. Houve momentos que pareceram apressados demais e partes da história que ficaram sem sentido ou sem conclusão. Por exemplo,
Mas confesso que fiquei desapontada. A magia que pensei que sentiria não apareceu. Não achei a história tão bonita como antes — na verdade, achei até meio problemática. Há um momento em que o rapaz simplesmente agarra a menina e foge com ela, mesmo quando ela grita que não quer. Embora acabem por ficar amigos, esse momento deixou-me desconfortável e fez-me olhar para a história com outros olhos.
No geral, foi uma releitura agridoce. É uma história que marcou a minha infância, mas que não me encantou tanto agora em adulta. Guardava memórias carinhosas do livro, mas desta vez a história não me encantou tanto. Sophia de Mello Breyner Andresen é, sem dúvida, um pilar da literatura infantil portuguesa, e compreendo o seu lugar nos clássicos, mas esta leitura ficou aquém das minhas expectativas. Talvez seja injusto criticar um livro infantil com olhos de adulto, mas não consegui evitar sentir que a história perdeu um pouco do seu encanto.
Um rapazito vivia ao pé do mar, e um dia num passeio ouve 4 gargalhadas. vai ver e encontra um peixe um caranguejo um polvo e uma menina do mar muito pequenina. Pega nela e assusta-a sem querer mas depois conversando tornam-se muito amigos. Ela não pode ir para terra, embora ele pensa coloca-la num balde com água para ela poder conhecer a terra firme. Porém a grande raia que é a terrível rainha dali ouve dizer dos planos de fuga e por castigo proíbe-a de ver mais o rapaz. Ela fica muito triste mas nada pode fazer. Porém uma vez que ia dançar para o rei do mar, de tão triste não dança. este pergunta-lhe o que tem, e ela diz-lhe. então ele manda umas gaivotas ir ter com o rapazito e dar-lhe uma poção mágica que lhe permite ir para o mar e ser com a menina do mar. Então ele agarra-se à cauda de um golfinho vai ter com ela e vivem juntos e felizes para sempre e ela já dançou maravilhosamente para o rei.
Este foi, sem dúvida, o meu livro preferido da autora e, durante a minha infância, devo tê-lo lido mais de 10 vezes! Nunca perdeu o encanto aos meus olhos e hoje ainda me lembro da história como se tivesse acabado de desfolhá-la. Penso que a última vez que peguei nele foi numa leitura para a escola no meu 6º/7º ano mas está sem dúvida guardado na minha estante com um carinho especial à espera de um outro pequeno leitor que chegue ávido de prazeres literários.
I don't know for which age group this book is aimed to but my 5 year old gave up listening to me reading it after 2 pages but myself the adult(!) read through the whole book and did not like it. Too much text describing slow paced things. A weird twist to the old little mermaid tale and no message or something to learn from in the end, only questions. Did the boy have any family or was he all alone? The pictures were nice.
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Mais um livro da infância, este para além da sua história é, sobretudo, especial porque quando andei na escola fizemos ilustrações para o livro. Então lembro-me de ler e reler esta história mágica e de desenhá-la. É uma daquelas lembranças maravilhosas :)