“Nove anos depois..." É assim que começa o segundo livro que conta as aventuras de Lua, a Princesa da Foresta Dourada - um mundo criado através da magia e que tem tanto de especial como de misterioso. Acabada de chegar à idade adulta, Lua torna-se o alvo de uma personagem não parece olhar a meios para atingir os fins - o Cavaleiro de Negro. Escapando-se à morte por diversas vezes, vê-se cada vez mais envolvida nesta luta contra Noxifer, a criatura de deseja apossar-se da Floresta Dourada a qualquer custo. Numa história feita de reencontros e desencontros, da luta pela sobrevivência e da busca de respostas, conseguirá Lua concretizar a tarefa para a qual foi escolhida?
Anabela Lopes nasceu e cresceu em Guimarães. Estudou Biologia e Geologia, mas não foi nos bichos nem nos calhaus que encontrou o seu caminho. Esteve emigrada dez anos na Irlanda do Norte, e regressou às origens em 2022.
É casada e tem dois filhos e duas gatas. Gere a própria marca de roupa de bebé e criança. Assume-se fã incondicional dos anos 80, dos Queen e de Freddie Mercury, da série Friends e do mundo para onde espera um convite por carta desde os onze anos: Harry Potter. O caminho na escrita começou aos dezoito anos, com uma fantasia infanto-juvenil. Com Nas minhas mãos, a morte, Anabela acredita ter encontrado o seu rumo no louco mundo da literatura, e promete virar muitas cabeças do avesso.
Para começar, o livro está pessimamente escrito. Parece que foi escrito por alguém de 13 anos que pouco ou nenhum contacto teve com literatura. Não sei qual a idade do público alvo deste livro, mas na minha opinião até um livro para crianças deve ser bem estruturado e pode ter uma escrita bonita mesmo que simplista. Esta escrita fazia-me encolher de vergonha.
As personagens são todas profundamente irritantes. A personagem principal, Lua, não passa de uma criança mimada que vive no seu próprio mundo com nenhuma consideração pelo facto de o resto das pessoas a sua volta também serem pessoas com sentimentos e problemas. Trata mal as criadas, o pai e Petra, uma menina que está sozinha e longe de casa após viver algo traumático. Egocêntrica e sem qualquer raciocínio lógico ou emocional, encara todos os outros como meros figurantes na sua história, que trata com indiferença ou desprezo. E está sempre a chorar. A cada duas paginas chorava, a ponto de se tornar algo desprovido de significado. Os teus problemas não são tudo isso. Para de ser dramática.
Para quem se diz curiosa, nenhuma curiosidade demonstrou ao descobrir que há todo um MUNDO que desconhecia, mesmo tendo alguém do dito mundo a viver na sua casa. Nem uma pergunta a esse respeito. Falta de coerência.
O interesse amoroso é um pedófilo com o dobro da sua idade que foi seu professor quando tinha 9 anos e que, mal ela fez 18 anos, declarou por ela o seu amor. Nojento.
E depois, para a Lua ser inteligente (que não é, é até bastante tapada), todos os outros têm de ser burros. Como é que numa sala cheia de estrategas militares a planear uma guerra, uma mimada de 18 anos foi a única que se lembrou de construir uma muralha em volta do castelo para substituir a mísera grade de ferro que antes o envolvia e que - como ela tão nobremente se lembrou, já que nem o rei pensou nisso - de nada lhes iria servir numa invasão?
Portanto, ainda que tenha curiosidade em saber o que acontece depois, recuso-me a gastar o meu dinheiro e o meu tempo a ler algo tão mal escrito. A única coisa a seu favor é que entretem minimamente.