A história de um amor proibido num país mergulhado na ditadura salazarista.
Portugal, 1964. Salazar proibia a Coca-Cola, a censura amordaçava escritores e a PIDE prendia inocentes. Beatriz e Rodrigo apaixonam-se. Ela, de educação católica e membro da Mocidade Portuguesa Feminina. Ele, um defensor da liberdade e crítico do regime. Em plena ditadura, havia apenas uma regra no que tocava às relações: não se apaixonar pela pessoa errada.
Quarenta e cinco anos mais tarde, o neto de Rodrigo abre um cofre fechado durante décadas e encontra as cartas de amor trocadas entre os dois. Descobre a história de uma paixão impossível, que tentou sobreviver às pressões sociais de um país mergulhado nas trevas do regime salazarista. A política de Salazar obrigou à separação dos dois amantes, mas nunca conseguiu matar o amor que os unia. Poderá ainda haver um final feliz, ou será tarde demais? Entre o ambiente de Lisboa nos anos sessenta, a guerra em África e o retrato de uma sociedade governada pelo medo, o autor, com base numa história real, escreve um romance emocionante e comovente a que nenhum leitor ficará indiferente. Sobre o autor:
Francisco Salgueiro nasceu em Lisboa a 29 de Junho de 1972. Depois de ter tirado o Curso de Comunicação Empresarial, participou na criação da Direcção de Comunicação da TV Cabo, dedicou-se à autoria e escrita de programas de televisão, na SIC, e à escrita de artigos de opinião para as revistas Notícias Magazine, Máxima, Telecabo e o jornal O Independente. É um dos fundadores da primeira empresa em Portugal a dedicar-se à produção de conteúdos escritos para TV, Internet e Televisão Interactiva. Na Oficina do Livro publicou, entre outros, os romances Homens há Muitos, Viva o Amor e Amei-te em Copacabana. A Praia da Saudade é o seu sexto livro.
Francisco Salgueiro nasceu em Lisboa a 29 de Junho de 1972. Depois de ter tirado o Curso de Comunicação Empresarial, participou na criação da Direcção de Comunicação da TV Cabo, dedicou-se à autoria e escrita de programas de televisão, na SIC, e à escrita de artigos de opinião para as revistas Notícias Magazine, Máxima, Telecabo e o jornal O Independente. É um dos fundadores da primeira empresa em Portugal a dedicar-se à produção de conteúdos escritos para TV, Internet e Televisão Interactiva. Já publicou mais de 10 livros, incluindo os best-sellers Homens Há Muitos e O Fim da Inocência.
Como falar de um livro que nos toca tão profundo na alma?? Nasci no final da década de 60 o meu pai encontrava-se precisamente em Angola, viajou no Vera Cruz. Este livro transportou-me à minha infância, voltei a ouvir as histórias tantas vezes contadas pela boca do meu pai. Relato impressionante ao que se viveu nesta época, à sociedade da altura, ao papel da mulher, simplesmente adorei este livro. 💗
Mais uma vez a escrita de Francisco Salgueiro encanta-me. Consegui viver a história, colocando-me no lugar do personagem, neste caso de Beatriz, dando por mim a repreendê-la por actos que não cometeria e a parabenizá-la pelas conquistas. Um romance histórico passado no nosso país. Ficará com certeza na minha memória o amor de Rodrigo e Beatriz, será que o amor sempre vence? Terá de ler, vale muito... Parabéns e obrigada Francisco Salgueiro pela partilha e viajarmos juntos ... É português não é bom, é excelente.
Uma história bonita, um romance histórico passado durante e após o regime de Salazar. Aprendemos História ao ler este livro, para além de nos identificar com partes da linda e dramática história de amor. Aconselho a leitura.
Comecei a ler este livro no primeiro dia do ano e posso dizer que comecei bem 2010. Este livro fala do amor entre Rodrigo e Beatriz. Rodrigo, um médico pró-democracia, soldado à força e Beatriz, membro da Mocidade Portuguesa, filha de um dos grandes da PIDE. Não esperava muito do livro, até porque o tema (um amor estilo Romeu e Julieta) me parecia demasiado banal. Mas enganei-me e ainda bem. Passado na nossa história recente, numa Lisboa profundamente dividida entre aqueles que consideravam o regime politico um ultraje à inteligência e aqueles que o consideravam o ideal. Através da história dos vários personagens compreendemos mais um pouco desta realidade que foi a dos meus pais e avós. Beatriz pertence à mocidade portuguesa e é parte de uma família infeliz, cujo patriarca se comporta como um ditador de 5ª categoria, que para além de ser um dos grandes da PIDE, é péssima pessoa. Utiliza o poder para maltratar e é acérrimo defensor do regime simplesmente porque lhe dá jeito. Beatriz, cresce sob o lema “Deus, pátria e família” e vê nas obras feitas por Salazar (como a ponte Salazar, actualmente 25 de Abril) a prova de que o regime é o melhor para Portugal. Rodrigo é um convicto defensor da democracia, apesar de não concordar com a utilização todos os meios para atingir os fins. Ou seja, Rodrigo opta sempre por não desertar da guerra por uma questão de honra. Rodrigo e Beatriz conhecem-se, apaixonam-se e são separados por uma guerra que não é deles, que tantas vidas roubou, que tantas histórias mudou. Um livro surpreendente, que foge à clássica forma dos romances de cordel que nos ensinam que o amor pode tudo e muda tudo. Um romance histórico, que conta parte da nossa história.
Uma verdadeira história de Amor. Temos um relato fiel de Portugal nos temos da Ditadura onde tudo girava à volta da conjuntura política que dominava o nosso povo, até mesmo uma banal história de Amor. O Autor faz um retrato de todos os personagens enquadrando-os numa sociedade controladora em que nada era permitido. Podia dizer que é apenas mais um livro sobre os tempos de Salazar, mas não é assim porque apesar de tudo aprendemos sempre algo novo. Rodrigo mostra a Beatriz que tudo e possivel, leva-a a descobrir o Cinema, a Literatura e a beleza da vida e do País num simples piquenique numa bela praia, a Praia da Saudade. Infelizmente e devido a todas as artimanhas da vida os dois não conseguem ficar juntos... Mas no final o Amor acaba por triunfar! Um livro com uma história enternecedora, de alguém que se transforma uma ser sem Amor e sem gosto pela vida devido à opressão de um Sociedade opressiva, mas que descobre que pode voltar a Amar com o nascimento de uma criança a quemj passa a dedicar todos os seus dias... essa criança fará que o seu grande amor do passado volte a renascer e se perpetue pelos tempos ;) Um livro belissimo que mais uma vez nos faz ver o quão mau era viver em Portugal em tempos de Salazar!
"A Praia da Saudade" conta uma verdadeira história de amor, daquelas que não se vêem hoje em dia porque os tempos são outros, porque a guerra acabou, porque a ditadura teve o seu fim. Nos anos 60, Rodrigo, um jovem médico pró-democracia que teve de se tornar soldado à força, apaixonou-se por Beatriz, membro da Mocidade Portuguesa, filha do Director Adjunto da PIDE. Perante o cenário advinha-se uma história de amor difícil, num cenário com variáveis como a PIDE, a Guerra Colonial e a Repressão Social. É um livro que surpreende muito, que retrata aquela que foi a nossa sociedade antes do 25 de Abril, que nos fala da máxima de Salazar "Deus, pátria e família", que nos mostra a nu o tempo dos nossos avós, que fugindo ao estereótipo da típica história de amor nos permite conhecer aquelas que são as nossas raízes. Resumindo, uma história de amor como não via há muito tempo que nos transmite uma emoção desmedida e permite até que as lágrimas acompanhem a leitura em vários momentos da história.
Apesar de ter arrastado um pouco a leitura, não foi porque ela fosse má, mas sim por falta de tempo... Tive pena de ter pegado neste livro numa fase má para leituras... Pensei que fosse uma leitura rápida, mas dei comigo a ser reportada para uma época peculiar da nossa história... Um amor proibido que sem dúvida arrebatou o meu coração... :)
Há muitas passagens que parecem um livro de história. Aliás, o protagonista fala do regime não como se estivesse a viver nele mas como se tivesse lido sobre ele nos tempos actuais e depois voltado atrás no tempo.
Dei quatro estrelas porque de facto a história de amor é bonita.