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O século do nada

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Obra obrigatória para quem deseja conhecer os motivos, causas e consequências da infestação das academias pelo marxismo. A exposição da obra não deixa dúvidas sobre o início tímido das ideias puramente sociais, que tendiam a expor a fragilidade da sociedade excluída, posteriormente tornada a sociedade oprimida e que teria seus flagelos diminuídos pela caridade de Estado. Ao fim, temos a sensação de que nos deparamos com o organograma da substituição da teologia pela política, da seriedade teológica pelas estratégias do discurso socializante, este que perpassa a mente do jovem que se pretende também responsável pelo mundo, pela humanidade… a juventude da missão abstraída na imagem revolucionária e que esconde outros erros, os quais serão por mim abordados em outro momento.

440 pages, Paperback

First published January 1, 1973

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About the author

Gustavo Corção

28 books43 followers
Gustavo Corção foi um escritor e pensador católico brasileiro, autor de diversos livros sobre política e conduta, além de um romance. Foi membro da antiga União Democrática Nacional (UDN) e um expoente do pensamento conservador no Brasil.
Sua obra é influenciada pelo Distributismo, a apologia católica do escritor inglês G.K. Chesterton, influência extensamente explicada no seu ensaio Três Alqueires e uma Vaca. Entretanto, uma outra influência sobre o seu pensamento veio do filósofo Jacques Maritain.
Formado engenheiro, Corção só obteve notoriedade no campo das idéias aos 48 anos, ao publicar o livro A Descoberta do Outro, narrativa autobiográfica de sua conversão ao catolicismo (influenciado por Alceu Amoroso Lima). Como engenheiro, era um apaixonado pela eletrônica. Foi durante anos professor dessa disciplina na Escola técnica do Exército, atual Instituto Militar de Engenharia. O amor à eletrônica e à música sacra levou-o a ser um estudioso e intérprete de órgão Hammond. Este instrumento musical tornou-se uma de suas paixões, tanto pela engenhosidade de sua construção como por sua sonoridade.
Sua produção literária e seu estilo foram considerados por muitos na mesma altura da de Machado de Assis, autor que o inspirou a produzir e publicar uma antologia (de Assis).
Sobre Gustavo Corção, Raquel de Queiroz afirmou em 1971: “A maioria dos brasileiros conhecem duas faces de Gustavo Corção. Uma, a do escritor exímio, a usar como ninguém a língua portuguesa, o autor que, vivo ainda, graças a Deus, é um indiscutível clássico da literatura nacional. [...] A segunda face é a do anjo combatente, de gládio na mão, a castigar os impostores que vivem a gritar o nome de Deus e da Sua Igreja, não para os louvar, antes para apregoar na feira inocente-útil do ‘progressismo’.
O pensamento de Gustavo Corção caracteriza-se por uma postura política conservadora, inimiga do catolicismo liberal e favorável ao diálogo com a esquerda, representado por Alceu Amoroso Lima, Sobral Pinto, e Dom Hélder Câmara, e pela defesa do tradicionalismo litúrgico e doutrinário, o que o colocou em posição de antagonismo em relação à Igreja que emergiu do Concílio Vaticano II; concílio convocado pelo Papa João XXIII e encerrado pelo Papa Paulo VI.
Corção apoiou a derrubada do governo de João Goulart pelo movimento encabeçado pelos militares, em 1964, pois entendia que esse governo abria as portas para o comunismo e, consequentemente, para a influência soviética no Brasil, implicando no fim da democracia e das liberdades individuais, incluindo a liberdade de possuir uma fé religiosa.
Suas polêmicas com católicos menos conservadores e com as esquerdas, ocorriam em grandes jornais como O Globo, Rio de Janeiro e O Estado de São Paulo.

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Displaying 1 - 3 of 3 reviews
Profile Image for Orlando Tosetto.
42 reviews14 followers
July 9, 2013
O livro, escrito por volta de 1970, sofre ao ser lido em 2012, não por ser mal escrito (Gustavo Corção escrevia muito bem), mas sim porque é preciso saber bem o que foi a Igreja antes do Vaticano II, que ele ataca bastante aqui, e porque é necessário um cabedal de cultura muito vasto. O livro fala da e contra a infiltração comunista na Igreja a partir dos anos 30, via França - e de todas as desgraças subsequentes que ele trouxe para o catolicismo. Parece que a família, ou lá quem detenha os direitos da obra dele, não quer permitir a reedição desse livro, o que é uma pena. Meu exemplar custou caro num sebo.
Profile Image for Leandro Dutra.
Author 4 books48 followers
July 5, 2016
O que Olavo de Carvalho queria ser, e poderia ter sido se não tivesse pirado.

Essencial para entender a revolução brasileira de 1964 e a guerra fria no Brasil, mas sobretudo uma análise brasileira, entretanto cosmopolita e sobretudo surpreendentemente boa, sobre o esfacelamento do romanismo (e outros auto intitulados cristianismos) face ao marxismo no século XX.

Perde uma estrela pelas falsidades sobre a Reforma religiosa do século XVI, e Lutero em particular. Faltou também explicar o problema com o nominalismo.
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