Comment sortir du manque ? Du Kafka ? Je demande au dernier : du Kafka, du Joyce ?... Du Tolstoi͏̈, il dit. C'est quoi, je demande. De la bombe, il me dit. J'en prends. D'abord, rien de bien spécial. Un peu comme du Dickens, ou du Flaubert avec du Thackeray, et puis... bon... bon... vraiment du bon, un kif vraiment fort, large, une putain de puissance, mais alors après...
Um grupo de junkies, cinco homens e duas mulheres esperam um traficante. Enquanto isso, eles discutem os méritos de algumas drogas. Céline pode ser achado em qualquer esquina, Faulkner te transforma em um débil-mental em um mês, Tolstói dá um barato imenso, mas no final é uma merda, Nabókov é absurdamente caro, Edgar Poe é muito forte. O traficante finalmente chega, e lhes oferece uma droga nova, chamada Dostoiévski. Eles a tomam, e começa a trip. Não quero falar muito sobre a peça, esse é um review sem spoilers, mas essa cena vai fazer muito mais sentido se você já leu O Idiota, do Dostoiévski. Se você quer ler Dostoiévski Trip, leia esse romance antes, se não quer, leia mesmo assim porque ele é incrível. O livro tem um humor bem feroz. O tom em que ele fala dos clássicos é meio de paródia e meio de homenagem (como fica bem claro na punch line que termina o livro). Um livro intrigante, que acaba com uma nota: Dostoiévski em estado puro é perigoso.
Começa mal, mas fica muito bom depois. A peça articula uma intertextualidade com O Idiota de Dostoievski (que não li, porém a máquina teatral não exige a leitura prévia - apesar de talvez complementar, segundo alguns comentários). A peça começa mal porque a coisificação de autores da literatura como narcóticos é bem cringe. Todo o diálogo do primeiro momento em volta disso é bem cringe. O segundo momento, porém, quando eles se tornam os personagens e o conflito induz os delírios pessoais de cada personagem, é muito foda. A trip alcança o seu momento mais intenso: as personagens deliram coletivamente em situações-limite nas quais os próprios delírios coexistem mas não interagem, um mais absurdo que o outro; até o momento onde a angústia incide em cada um deles e a trip entra em comedown. O terceiro momento também é sinistro, com as histórias de infância. Aqui é o ápice da escrita de Sorokin. Recomendo muito, levando em conta que o primeiro momento é um saco e vergonhoso; e que talvez valha a pena ler O Idiota para entender como as personagens são algo como caricaturas absurdas delas e seus delírios são extrapolações de suas psicologias.
This book was not interesting to me. I liked the initial idea and anticipated this specific post-modernistic and stylistic fun, but the whole thing looked for me quite bleak and ill-designed.
Reificada a experiência literária (dostoievskiana) como droga, ela perde ou preserva sua força e sentido? Desprovida de seu caráter filosófico, moral e estético e consumida na forma commodificada de um produto-experiência, se mantém a possibilidade de catarse ou o que resta é uma caricatura cujo grandeza esvaziada é ocupada pelo inchaço do Eu? Onde sua potência se mostra além de nossos limites, é necessário lhe dar uma nova forma?
یک نمایش نامه ی عجیب و غریب از ولادیمیر ساروکین داستان نویس و نمایشنامه نویس معاصر روس . 7 معتاد منتظر یک دراگ دیلر هستند و اونا پول ندارن در نتیجه مجبور میشن دراگی با نام داستایوسکی رو مصرف کنند و ناگهان وارد دنیای عجیب رمان ابله داستایوسکی میشن . اونها در طول رمان یک پارودی خلق میکنند و هر لحظه به جنون داستایوسکی نزدیک میشوند .
Tive a grande alegria de assistir a prof. Arlete Cavaliere realizar a leitura de uma parte da peça e na oralidade seu conteúdo ganha uma dimensão extraordinária. O texto, como bom representante da literatura russa, consegue ser visceral e espirituoso ao mesmo tempo. Fico na ansiedade da peça ser remontada em breve.
Gostei muito, principalmente o início. Fiquei com muita curiosidade de ver no teatro (o que é práticamente impossível). A tradução que li foi muito boa e tinha uma analise do texto e da literatura Russa na altura em que foi escrito muito interessante
Пьеса Сорокина по Достоевскому распечатывается узнаванием, как герои галлюцинируют своим нереализованным потенциалом в отрыве от реальности, бредят случайными историями как смыслом жизни, изливают душу ждущим своей очереди взять слово. Бенгальская вспышка бэдтрипа.