Cazuza, lançado pela primeira vez em 1938, é um romance autobiográfico em que o autor narra as amargas experiências escolares de um garoto desde o primário convivendo com um professor autoritário de uma escola no interior do Maranhão, até os dias de colégio na capital do estado, São Luís. Além de criar um belo romance sobre o processo de amadurecimento de uma criança, Viriato Corrêa usou Cazuza como um veículo para criticar e denunciar castigos físicos impostos aos estudantes e outras práticas abomináveis de disciplina adotadas por muitos estabelecimentos educacionais na década de 30.
Viriato Correia (Manuel Viriato Correia Baima do Lago Filho), jornalista, contista, romancista, teatrólogo e autor de crônicas históricas e livros infanto-juvenis.
É um livro gostoso de ler porque é a história da infância de uma pessoa, contanto os seus problemas e vivencias infantis, porém algumas pessoas podem ter algumas dificuldades com palavras pouco usadas atualmente, mas não impede a leitura. Como a história se passa em um tempo relativamente antigo, algumas coisas, ditas ou feitas, consideradas "certas" e "bonitas", ou até mesmo "louváveis" causa um pouco de estranheza, porém acho muito bom isso, pois mostra uma realidade da época e que de outra forma talvez eu não tivesse contato.
O livro pode até ser bom, porém minha escola usava para ditados e simplesmente tirou o gosto de ler esse livro. Éramos praticamente obrigados a ler, tanto foi o gosto amargo que a minha escola me deu deste livro que só da capa me lembro, muito entediante, porém entendo que muitos outros tiveram uma experiência bem diferente da minha. Se eu puder pegar esse livro é reler agora que sou adulta, eu o faço.
"Mas a força de vontade é uma virtude tão poderosa que nem a própria desgraça consegue vencê-la. " "A liberdade de cada indivíduo acaba onde começa a liberdade alheia."
Cazuza é um garotinho do interior do Maranhão, que relata suas aventuras de menino. Narrando sua vida em família, entre parentes e amigos. Seu maior desejo é entrar na escola, mas quando isso acontece, ele se decepciona com rigor escolar, com o uso da palmatória e dos castigos.
Já no fim da vida escolar, num colégio interno, onde há uma variedade de aprendizados além das letras, Cazuza consegue perceber a dedicação e a importância dos professores ou mestres.
Ao lermos Cazuza podemos verificar as diferenças das épocas escolares. Hoje temos tecnologia e muitas distrações, muitos alunos não tem o mínimo interesse em estudar. E os professores são completamente desvalorizados...
Quer ler a resenha completa e muito mais, visite o blog Momentos da Fogui:
Um dos primeiros livros que li na infância. Retrato de um Brasil que a maioria tenta deixar pra trás, evoluir. Porém sempre somos atrasados por uma minoria barulhenta e apegada a um passado de obscurantismo e violência.