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Barroco Tropical

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Uma mulher cai do céu durante uma tempestade tropical. As únicas testemunhas do acontecimento são Bartolomeu Falcato, escritor e cineasta, e a sua amante, Kianda, cantora com uma carreira internacional de grande sucesso. Bartolomeu esforça-se por desvendar o mistério enquanto ao seu redor tudo parece ruir. Depressa compreende que ele será a próxima vítima. Um traficante de armas em busca do poder total, um curandeiro ambicioso, um antigo terrorista das Brigadas Vermelhas, um ex-sapador cego, que esconde a ausência de rosto atrás de uma máscara do Rato Mickey, um jovem pintor autista, um anjo negro (ou a sua sombra) e dezenas de outros personagens cruzam-se com Bartolomeu, entre um crepúsculo e o seguinte, nas ruas de uma cidade em convulsã Luanda, 2020.(less)

339 pages

First published January 1, 2009

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About the author

José Eduardo Agualusa

80 books787 followers
«José Eduardo Agualusa [Alves da Cunha] nasceu no Huambo, Angola, em 1960. Estudou Silvicultura e Agronomia em Lisboa, Portugal. Os seus livros estão traduzidos em 25 idiomas.

Escreveu várias peças de teatro: "Geração W", "Aquela Mulher", "Chovem amores na Rua do Matador" e "A Caixa Preta", estas duas últimas juntamente com Mia Couto.

Beneficiou de três bolsas de criação literária: a primeira, concedida pelo Centro Nacional de Cultura em 1997 para escrever « Nação crioula », a segunda em 2000, concedida pela Fundação Oriente, que lhe permitiu visitar Goa durante 3 meses e na sequência da qual escreveu « Um estranho em Goa » e a terceira em 2001, concedida pela instituição alemã Deutscher Akademischer Austauschdienst. Graças a esta bolsa viveu um ano em Berlim, e foi lá que escreveu « O Ano em que Zumbi Tomou o Rio ». No início de 2009 a convite da Fundação Holandesa para a Literatura, passou dois meses em Amsterdam na Residência para Escritores, onde acabou de escrever o romance, « Barroco tropical ».

Escreve crónicas para o jornal brasileiro O Globo, a revista LER e o portal Rede Angola.

Realiza para a RDP África "A hora das Cigarras", um programa de música e textos africanos.

É membro da União dos Escritores Angolanos.»
http://www.agualusa.pt/cat.php?catid=27


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José Eduardo Agualusa (Alves da Cunha) is an Angolan journalist and writer born to white Portuguese settlers. A native of Huambo, Angola, he currently resides in both Lisbon and Luanda. He writes in Portuguese.

He has previously published collections of short stories, novels, a novella, and - in collaboration with fellow journalist Fernando Semedo and photographer Elza Rocha - a work of investigative reporting on the African community of Lisbon, Lisboa Africana (1993). He has also written Estação das Chuvas, a biographical novel about Lidia do Carmo Ferreira, the Angolan poet and historian who disappeared mysteriously in Luanda in 1992. His novel Nação Crioula (1997) was awarded the Grande Prémio Literário RTP. It tells the story of a secret love between the fictional Portuguese adventurer Carlos Fradique Mendes (a creation of the 19th century novelist Eça de Queiroz) and Ana Olímpia de Caminha, a former slave who became one of the wealthiest people in Angola. Um Estranho em Goa ("A stranger in Goa", 2000) was written on the occasion of a visit to Goa by the author.

Agualusa won the Independent Foreign Fiction Prize in 2007 for the English translation of his novel The Book of Chameleons, translated by Daniel Hahn. He is the first African writer to win the award since its inception in 1990.
(wikipedia)

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Displaying 1 - 30 of 53 reviews
Profile Image for Luís.
2,383 reviews1,376 followers
March 30, 2024
Bartolomeu Falcato, writer-documentarian, finds himself alone. His mistress, the singer Kianda, leaves him. Just as she tells him this news, a woman, a model that Bartolomeu met a few days earlier on a plane, falls from the sky in front of their eyes during a storm as terrible as it is sudden. Then, Kianda warned Barbara Dulce, Bartolomeu's wife, that he was having an affair. Barbara Dulce leaves him and takes their daughters. Then we tell the writer that we are trying to kill him.
That's it for the first pages. The rest is in keeping. Each character is safe from misadventure at the end of the book. Each one is crazier than the other; they evolve into a rotten Luanda: its leaders are corrupt, returning to old beliefs that are cruel or murderous, and the buildings, even new ones, are collapsing or aging severely. Bartolomeu must try to shed light on all the mysteries surrounding him to save his skin. He can only trust a few people: Mickey, a homeless man, and Dalmatian, a taxi driver.
This novel is sometimes totally "disconnected" from an unavoidable reality. Still, details, facts, or characters always bring the writer and the reader back to reality: "the unusual is always present and intimately mixed with the prosaic and the everyday" (back cover). This fact is a tendency we find throughout the novel, and we sometimes do not know what reality and fiction are. Does J-E Agualusa invent everything, or does he draw on the sources of real life? The future he sees could be more engaging. But is this the future? Aren't the situations he describes (corruption, compromises, prostitution, easy money, etc.) already in the present?
Through an incredible, absurd story, the author provides an intelligent and exciting reflection on the evolution of societies and the world.
You will understand my excitement if I tell you that the writing is magnificent and funny, and the narration is excellent.
Profile Image for Susana.
542 reviews180 followers
September 24, 2021
Muito bom, gostei imenso!

Uma estrutura interessante, alternando capítulos contados na primeira pessoa pelo narrador, que se confunde bastante com o próprio autor (embora as informações disponíveis sobre este sejam bastante escassas) e outra personagem, Kianda, que nunca consegui propriamente consubstanciar - o que está de acordo com alguns comentários sobre ela que vão surgindo ao longo da história. Pelo meio aparecem ainda outros capítulos de conteúdo variado, como por exemplo documentos que são referidos na narrativa.

Às vezes baralhei-me um pouco com alguns personagens, mas acredito que a culpa tenha sido minha.

Gostei muito da escrita e fiquei com imensa vontade de ler mais obras de Agualusa.

Recomendo!

"Há quem confunda a alegria com a felicidade. A alegria não se parece com a felicidade, a não ser na medida em que um mar agitado se parece com um mar plácido. A água é a mesma, apenas isso. A alegria resulta de um entorpecimento do espírito, a felicidade de uma iluminação momentânea. O álcool pode levar-nos à alegria - ou um cigarro de liamba, ou um novo amor - porque nos obscurece temporariamente a inteligência. A alegria, pois, tende a ser burra. A felicidade é outra coisa. Não ri às gargalhadas. Não se anuncia com fogo de artifício. Não faz estremecer estádios. Raras são as vezes em que nos apercebemos da felicidade no instante em que somos felizes. [...]"
(pág. 324)
Profile Image for Carla.
184 reviews25 followers
March 23, 2019
Este livro de José Eduardo Agualusa aborda temas semelhantes a outros anteriores do mesmo autor acerca de Angola, como a corrupção do governo, o poder quase absoluto dos detentores do poder político, a falta de liberdade, a perseguição movida aos opositores do regime, a violência e a insegurança urbanas e a pobreza da generalidade da população em contraste com a riqueza de alguns.

Contudo, contrariamente a outras obras, o tempo onde decorre a acção não é no passado recente a seguir à descolonização portuguesa nem no presente, mas antes num futuro próximo, na cidade de Luanda, durante o ano de 2020.

A história desenrola-se em torno de duas personagens principais, Bartolomeu Falcato, escritor e cineasta, e Kianda, cantora com uma carreira de sucesso a nível internacional, que mantêm uma relação extraconjugal já com vários anos, sendo ambos casados e o primeiro pai de várias meninas.

Apesar de se amarem, o relacionamento entre ambos é muito conturbado, pois Kianda tem uma personalidade auto-destrutiva e não há nada que lhe traga tranquilidade e alegria, pretendendo manter o seu casamento, porque o seu marido é simultaneamente seu agente e transmite-lhe segurança emocional. Quanto a Bartolomeu Falcato, o mesmo vive amargurado pelo falecimento da sua filha mais nova, de que se sente culpado e que quase terminou com a sua vida e com o seu casamento, uma vez que a sua esposa também não o consegue perdoar da morte acidental da criança.

À volta destas personagens, surgem muitas outras com histórias cruzadas, que se desenrolam em sucessivos acontecimentos entre o presente e o passado, o que me fez perder muitas vezes na leitura e a ter que recomeçar de novo vários capítulos, retirando alguma fluidez e interesse à narrativa.

Além das vidas pessoais das personagens, o livro, como é apanágio de José Eduardo Agualusa, mostra-nos os contornos políticos, sociais e económicos da cidade de Luanda, onde as pessoas que revelam publicamente os segredos dos detentores do poder, como Núbia de Matos, uma modelo e apresentadora de televisão, são assassinadas, tendo esta última caído do céu durante uma tempestade tropical, enquanto Bartolomeu Falcato e Kianda se aproximavam um do outro num lugar desconhecido junto de uma estrada já fora de Luanda e que a tal assistem em sobressalto.

Apesar do medo que sentia, da perseguição que lhe era movida e dos riscos que corria, Bartolomeu Falcato, com ajuda de alguns amigos muito peculiares, tenta descobrir quem assassinou Núbia de Matos e quem também o pretende matar, num período em que se encontra a viver sozinho, pois é simultaneamente abandonado pela amante e pela esposa.

E nessa busca pela verdade, o leitor fica a conhecer os vários submundos da cidade de Luanda, onde a violência, a droga e a prostituição tomam conta da noite e onde um curandeiro gere uma espécie de hospital psiquiátrico, com a anuência das autoridades, encontrando-se os prisioneiros políticos acorrentados num labirinto de paredes de betão, a quem aquele consegue extrair todas as confissões, utilizando métodos e substâncias nada ortodoxas provenientes de tribos ancestrais.

Um livro difícil de ler, não só pela sua construção narrativa, como também porque revela o lado negro do poder e do ser humano, mas que nos deixa uma réstia de esperança quanto aos que tentam sempre opor-se aos desvarios do autoritarismo, mesmo tendo medo, dado que a coragem é também lutar contra as injustiças, não por bravos heróis destemidos, mas por homens e mulheres comuns que não desistem perante as adversidades.
Profile Image for Nuno Menezes Gonçalves.
28 reviews
April 11, 2016
Não é uma história fácil de compreender, essencialmente devido a não haver um fio condutor perceptível, mas sim uma variedade de momentos e de pessoas que acabam por culminar e derivar de um pormenor-chave: a mulher que caiu dos céus.
Mas é divertidíssima e contagiante.
Não considero que haja uma personagem central na narrativa, antes um sentimento transversal: o medo. Cenário de fundo: sociedade angolana - mundo complexo.
Mesmo com a dispersão ao narrar os acontecimentos, para um iniciante em Agualusa, há que destacar a beleza da sua escrita, que nos conquista gradualmente ao virar de cada página.

« O essencial raramente se exprime através de palavras. Música e matemática são formas superiores de comunicação, sendo a música uma expressão sonora, e um pouco mais rebelde, a matemática. »

« Chego sempre demasiado cedo. Até tenho receio de morrer antes do tempo. Um dia destes morro e encontro o Senhor Deus em pijama, a longa cabeleira em desalinho, a lavar o rosto esplêndido e a escovar os dentes. »

« Morrer nunca é heróico. Heróico é continuar vivo. »

« A beleza só pode ser devidamente apreciada com a barriga cheia. »

« As pessoas só se dão conta de que vivem numa ditadura quando as suas opiniões colidem com as de quem está no poder. »

« O medo degrada as pessoas. Se você mantiver a pressão, semanas, meses a fio, o medo acaba por funcionar como uma doença. Ao princípio é apenas um incómodo persistente, como uma dor de dentes, como uma dor de cabeça, uma dor que se instala no espírito, e vai corroendo tudo. Pouco a pouco a pessoa começa a alterar o seu comportamento, começa a imaginar situações de perigo. Torna-se paranóica, perde o gosto pela vida e entra em depressão. Eventualmente mata-se. »

« Voltando ao princípio. Esta é uma das vantagens da literatura em relação à vida: podemos sempre voltar ao princípio. »

« Não importa o que temos. O importante é quem temos. »

« O dinheiro não compra a dignidade, bem sei, mas conquista quase sempre a benevolência dos puros. »

« Dormir é viver sem a opressão da consciência, e às vezes nem isso. Em sonhos também sofremos com remorsos. Também temos medo de morrer. Também adormecemos. Também morremos. »

« A vida começa com lágrimas. A vida termina com lágrimas. »

« Os pirilampos são poesia. O resto é a vida. »

« Sempre que não souberes o que responder, ou não quiseres responder, lança uma boa frase, ou uma frase que pareça boa ainda que não signifique coisa nenhuma. »

« O amor é um cão velho e tinhoso, porém obstinado, que nunca desiste. »

« Não discuto com democratas. Discutir com democratas já é pactuar com a democracia. »

« Um homem sabe que está em má situação quando até o riso lhe provoca dor. »

« os sentimentos são sempre autênticos, mesmo quando tudo o resto é inteiramente falso. Nunca saberemos se existe quem amamos. Mas sabemos que o amor existe. »

« Há quem confunda a alegria com a felicidade. A alegria não se parece com a felicidade, a não ser na medida em que um mar agitado se parece com um mar plácido. A água é a mesma, apenas isso. »
228 reviews15 followers
October 27, 2012
Today I finished reading a book called „Barroco Tropical“ (it isn't translated in English yet, but my guess would be it would be called „Tropical Baroque“) by Angolan writer and journalist José Eduardo Agualusa. I thought for some time if I should write something about it because I didn't have any idea what to write. I'm no literature expert so I can't say much about the style, the sentences, or the importance of the book for the Angolan or African literature, or literature in general. And the plot is so convoluted and phantasmagoric it's hard to write anything about it that makes sense. But as you can see, I decided to try.

The main character in the book is writer, journalist and documentary filmmaker by the name of Bartolomeu Falcato. He's sort of author's alter-ego and narrates most of the book. The other narrator in the book is his mistress and famous singer Kianda. There are also Bartolomeu's wife Barbara Dulce, her father the general, lots of dirty politicians, war veterans, lowlifes of all sorts, dwarf twins who are famous fashion designers, a crazy psychiatrist, magicians, a black angel, a young artist who draws the future, Termiteira - the building in which Bartolomeu and few other characters live and where some important scenes take place, São Paulo da Assunção de Loanda or shorter - Luanda, the capital of Angola, the city where it all happens, or most of it, and many, many more. There are love, sex, murders, language discussions, history, politics, wars, present, magic, kidnapping, prostitution, architecture, music, future, bars, a labyrinth for the insane, old letters, new ones, legends, lies, and, sometimes, even the truth.

It seems mad, I know. And it is. Trying to explain it would be too hard and I probably wouldn't even succeed. What you should know is that all of those characters and things are equally important in the book and make a very interesting and atmospheric whole. It's a world that seems too crazy to exist yet we know is there. And here. It's the world we created.
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Margaret.
788 reviews15 followers
June 21, 2016
É possível dizer que “Barroco Tropical” é o retrato de uma Angola corrupta, sem rumo, que lutou contra o poder colonial para simplesmente criar um novo modelo de tirania.

A história é contada por Bartolomeu Falcato, escritor e cineasta, e pela sua amante, Kianda, cantora com carreira internacional. Uma noite, eles veem uma mulher a cair do céu, provavelmente atirada de um avião, e esta morte misteriosa vai influenciar as suas vidas como nunca poderiam pensar.

Num registo a lembrar o realismo mágico sul americano, Agualusa apresenta-nos um leque de personagens surreal que convive com o casal de amantes e cujas histórias nos ajudam a descobrir o mistério por trás da morte da modelo famosa. Políticos traficantes de armas, curandeiros que tratam da saúde a dissidentes políticos, ex-guerrilheiros desfigurados sem lugar na nova sociedade… Todos reclamam por uma nova Angola – mas as palavras estão muito longe dos atos!

Com tantas personagens, a leitura foi um pouco confusa e, em várias passagens, genuinamente deprimente. É um livro que se lê bem, mas não aconselho para dias de chuva. Demasiado negro!
Profile Image for syrin.
341 reviews52 followers
September 1, 2013
Primeiro livro de José Eduardo Agualusa lido por estas bandas, e uma boa surpresa neste final de férias. "Barroco Tropical" não é um livro fácil devido à história fantástica/fantasmagórica que nos é contada através de diversas personagens, sempre em nome próprio, e que por vezes se dispersa e nos deixa sem saber afinal o que está a acontecer. Mas mesmo com uma trama um pouco dispersa, não há como escapar à beleza da escrita de Agualusa, que conquista ao virar de cada página, e aos deliciosos pormenores sobre a sociedade angolana contemporânea (ou melhor, sobre a Luanda dos dias que correm), que dão um outro colorido à história. Um autor para descobrir melhor, sem dúvida.
Profile Image for Nathalie Gonçalves.
166 reviews40 followers
September 12, 2022
excelente escrita. pena que o fio do enredo seja tão fraco, quase esgarçado. mas pretendo ler as outras obras de Agualusa.
Profile Image for Jan.
1,061 reviews67 followers
January 21, 2015
The subject of the novel is the Angolean society. Angola may be one country, since 1975 independent from Portugal; it is also a complex society, consisting of many peoples, as the author has explained during a visit to the Netherlands 2009.
The contence of the novel: not one continuing story line, all the more a series of descriptions, situations, told by a variety of characters and who reflect on it too. Therefore no simple read, though rewarding.
Less abstract: the opening scene puts the reader in a surreality: a woman falls literaly out of the blue and the story of this murdered lady, a famous singer in her country with influence in high circles, unravels.
Agualusa did a very good job.
Profile Image for Joana Costa.
5 reviews
January 21, 2021
Livro que nos fala de Angola, do Medo, da política, da corrupção. Um livro que permite conhecer melhor este país e que é também familiar pelas referências à cultura portuguesa, brasileira e angolana que, na verdade, vão aquecendo o coração ao longo da leitura.

Em tempos controversos como os de hoje, onde o Medo regressa não tão devagar assim, há diálogos que ficam na cabeça:

"- Eu prefiro a unidade na diversidade. Muitas nações, uma só pátria - retorquiu Dálmata. - A maior parte dos países do mundo são compostos por várias nações. O combate contra a diversidade é próprio de um pensamento totalitário. Vocês queriam a independência, sim, mas desde que Angola mantivesse o modelo colonial".
Profile Image for Citlalli Vargas Contreras.
77 reviews37 followers
July 3, 2014
Este libro es maravilloso, simplemente brillante.
El mundo bien desarrollado de los personajes, el juego de tiempos, el sentido en el que todo se entrelaza en una superficie fantasiosa que esconde un abysmo de tejidos complicados y más reales que nada.
Sí, abysmo.
Profile Image for Robin.
36 reviews
December 15, 2025
Niet zo scherp/goed als Genootschap van Onvrijwillige Dromers of Algemene Theorie van het Vergeten, maar… toch wel een vreemd soort Afrikaans-Portugese (Angolese) versie van La Superba van Pfeijffer? Ja, zelfde soort megalomanie. Goed boek? Geen idee. Of ja, maar moeilijk te lezen, losgezongen, conceptueel oratorisch, zou niet hier beginnen qua Agualusa. Meer als je al van hem houdt.
Profile Image for Sylvia.
559 reviews
August 27, 2012
This is not an easy to understand story, mainly because the storytellers are different persons and use the first person to express themselves. The reader has to be aware of that and switch from one to the other. Another difficulty is, that sometimes you have the feeling that the author is telling his own story, a kind of autobiography. Especially at the end of the book one of the main characters is staying in Amsterdam to finish his story and in fact the author stayed there to write
Barroco Tropical.

The book start in the future (2020), but tells in fact the story of what happened to the main characters in the past and the present.
The past is Angola and its colonial inheritance, the revolution, the civil war and its independence. The new nation wants to be one nation and one people, but there are many old tribes and tribal difference still remaining. Because of its oil production and diamant trade, which is in the hands of the elite, the best jobs are devided among that elite group, which had its education in Lisbon. They claim to be Angolees, but communicate in Portugese, instead of one of the local languages.

In the beginning of the book the main characters and situations are introducted. In the next chapter the other characters that play part in the story come to the stage. This is not an easy part and the reader wonders what the book is all about. But then the story develops and bit by bit the reader is drawn in to the story, which has surreal and magical realism details, and old tribal tradition about healing.

When I finished the book, I was still wondering about the story, but when I turned the last page and I thought: I need to re-read this one, because it's great fun to read, because of its writing style.
Profile Image for Arthur Duarte.
58 reviews2 followers
September 20, 2013
Uma mulher caindo dos céus, um escritor em ascensão, uma cantora angolana que se tornou o maior ícone da música mundial, um sujeito que cobre o rosto destruído por uma mina com uma máscara de Mickey, gêmeos anões estilistas, um anjo negro - ou vários. Essas são amostras da galeria de personagens que transitam no romance de Agualusa, Barroco Tropical, provavelmente sua melhor obra. A inventividade do escritor angolano perpassa esse constructo fantástico, sua Luanda em 2020. Intrigas que envolvem técnicas alternativas de tratamento de doenças mentais, assassinos com gravatas de seda, uma ex-miss que diz ser a geradora do novo Messias, a fragilidade de um sistema democrático que esconde resquícios de um regime autoritário. Agualusa nos arrasta por uma Angola que vai do futuro estiloso, com seus arranha-céus impossíveis, a um tempo que teima em ser passado, com seus prédios destruídos e a histeria das pessoas. Alternando as vozes entre seus dois protagonistas, o escritor Bartolomeu Falcato e a cantora Kianda, esse mundo fantástico e real, brilhante e decadente - para aproveitar os oximoros adorados por um dos personagens - toma corpo na mente do leitor. Uma grande obra que mescla a luta contra o Medo, esse personagem presente em todas as nossas vidas. Recomendo totalmente.
Profile Image for Rosa Barroco.
25 reviews1 follower
July 21, 2018
“Luanda corre a toda a velocidade em direcção ao Grande Desastre. Oito milhões de pessoas aos uivos, aos choros e às gargalhadas. Uma festa. Uma tragédia. Tudo o que pode acontecer acontece aqui. O que não pode acontecer, acontece igualmente. Estamos no século XXI. Estamos lá muito atrás. Estamos mergulhados na luz. Estamos afundados no obscurantismo e na miséria. Somos incrivelmente ricos. Produzimos metade dos diamantes vendidos no mundo. Temos ouro, cobre, minerais raros, florestas por explorar e água que não acaba mais. Morremos de fome, de malária, de cólera, de diarreia, de doença do sono, de vírus vindos do futuro, uns, e outros de um passado sem nome.” – página 99
Profile Image for Marta.
92 reviews2 followers
July 31, 2018
Story very unstructural, there's no firm storyline. Thoughts repetitive. Too much pathos. One short story could be enough to explain the idea.

A short story, or: It should be magical realism of the leash. It really is not: Author explains everything, there's nothing left to put us floating in another world where impossible is happening as normal. Here impossible is after all possible, because author doesn't have a courage to leave it ...

Pros: Educative about Angolan society.
Profile Image for Sandra.
67 reviews
January 24, 2021
Estranho e irreal mas interessante e um pouco louco.
Muitas frases que gostaria de ter assinalado para me lembrar mais tarde.
Uma agradável surpresa
Profile Image for Jasper Van Der Schaaf.
99 reviews10 followers
January 2, 2023
Dit was mijn tweede Agualusa en dat leek me wel iets voor onderweg in het vliegtuig naar Kaapverdië. De auteur is Angolees en woont ook deels in Brazilië en heeft veel referenties aan het lusofone taal- en cultuurgebied. Het genootschap van onvrijwillige dromers (2018) had mij aangenaam verrast, maar zijn eerdere Labyrint (2009) viel wat tegen. Erg korte hoofdstukken, zeer veel personages, weinig spanningsopbouw, weinig humor en ook de taal- en woordgrappen die overigens prima vertaald zijn, raakten mij niet. Het gebruik van het moeilijk te vertalen "saudade" komt een aantal keer terug, maar blijft een mysterie. Het oxymoron als stijlfiguur ("jong grijsaard") ook, maar ook daarvan blijft de betekenis voor het verhaal wat onduidelijk. Het is allemaal wel erg postmodern, maar een goed verhaal is soms ook best fijn.

Wel leuk blijven de referenties naar Portugeestalige muziek, de gesprekken over samba, fado, Bossa nova enzovoort. Ik moet de eerste Nederlandstalige schrijver nog tegenkomen die dat zo elegant doet. De journalistiek achtige benadering die ik in het Genootschap zo leuk vond ontbreekt hier echter bijna volledig. Er wordt een soort pessimistische visie gegeven op een nabije toekomst (2020, bezien vanuit 2009), waarbij de aardolie is opgeraakt en de elite zich dat nog niet helemaal realiseert. Corruptie tiert nog welig en vrijwel iedereen heeft een lijntje met de presidente (!), die zonder naam blijft. Voeg daarbij een mysterieuze dood op een jonge vrouw voor wat suspense en ziehier het labyrint.

Het heeft allemaal niet de urgentie of zeggingskracht van zijn laatste roman. Er wordt veel gesnoven, gezopen, de tienerhoertjes komen regelmatig voorbij en het decadente decor is daarmee geschetst, maar waartoe? Agualusa heeft zichzelf een beetje verstrikt in zijn te ingewikkelde labyrint en lijkt de draad soms wat kwijt. Jammer, want hij was in 2009 auteur in residence op het Spui in Amsterdam, waar hij zijn Epiloog voor dit boek heeft geschreven. Misschien zijn Algemene theorie van het vergeten (2015) nog maar eens proberen, dat gaat over iemand die zich 30 jaar opsluit in een kamer aan het begin van de burgeroorlog. In de beperking toont zich de meester en niet in dit labyrint helaas.
Profile Image for Newton Nitro.
Author 6 books111 followers
May 17, 2018


Barroco Tropical - José Eduardo Agualusa | Um Noir hiperrealista na Luanda de 2020! #resenha #literaturaangolana #agualusa

Nesse meu primeiro contato com a obra de Agualusa deparo com uma obra de trama mirabolante e recheada de personagens bizarros, e que ao mesmo tempo diverte enquanto faz, por meio da criação de um futuro próximo, uma crítica ácida da realidade de Angola.

Barroco Tropical - José Eduardo Agualusa | 350 pgs, Cia das Letras, 2009 | Lido de 15.05.18 a 18.05.18 | #literaturaafricana #literaturaangolana

SINOPSE

Estreia de um dos mais aclamados escritores de língua portuguesa da atualidade na Companhia das Letras, Barroco tropical é um livro ambicioso, de grande fôlego e densidade.

A ação se passa em Luanda no ano de 2020 e é narrada alternadamente pelo escritor Bartolomeu Falcato e pela cantora Kianda, sua amante. Os dois testemunham juntos um fato insólito, a queda de uma mulher - literalmente - do céu. A mulher em questão é uma modelo e ex-miss que frequentou a cama de políticos e empresários de expressão, o que a tornou uma figura incômoda para o establishment.

Numa narrativa que avança e recua livremente no tempo e que se desloca entre a África, a Europa e o Brasil, Agualusa traça um retrato vivo e pulsante da sociedade angolana atual, onde as tradições ancestrais convivem de modo nem sempre pacífico com uma modernidade mal assimilada.

Essas contradições estão sintetizadas no prédio onde mora o escritor Falcato, a Termiteira, futurística torre de sessenta andares, o maior edifício do continente, que não terminou de ser construído e já está em ruínas, abrigando os ricos nos andares superiores e a ralé social e criminal no subsolo.

Mães de santo e curandeiros convivem nestas páginas com figurinistas de fama internacional, empresários da aviação, militares golpistas e traficantes de drogas e de armas.

Romance generoso e exuberante, cheio de personagens pitorescos, Barroco tropical reflete desde o título o que Agualusa identificou em seu país como "uma certa cultura do excesso, quer na maneira de as pessoas se divertirem, quer na maneira de demonstrarem o sentimento e a dor".

O insólito está sempre presente, mas intimamente entrelaçado ao prosaico e ao cotidiano, pois, como declarou o autor, referindo-se a Angola, Portugal e Brasil, "nos nossos países a realidade tende a ser muito mais inverossímil do que a ficção".

RESENHA

Curti demais esse meu primeiro contato com a obra do Agualusa e logo em um livro muito interessante e bem alucinado!

A prosa corre rápida e com uma profusão de personagens estranhos, muitas viradas e reviradas da trama, e um espetáculo pirotécnico de cores, detalhes, bem barroco mesmo.

É também uma metaficção, com o autor fictício Bartolomeu Falcato, sendo uma espécie de avatar do próprio Agualusa dentro da narrativa.

Mas, diferente de se perder dentro no meio de todo esse colorido, Barroco Tropical é também uma obra de crítica social, dentro da tradição da literatura de combate, criticando violentamente o status quo da realidade angolana, usando o artifício de criar um futuro fictício para atacar as estruturas do poder através da amplificação e até do modo meio caricatural de seus personagens.

Confesso que o estilo da obra e a trama mirabolante me pegou de surpresa, mas foi uma surpresa boa, e certamente lerei as outras obras do escritor!

Recomendo!

Newton Nitro 18.05.17

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Profile Image for Débora.
18 reviews
August 29, 2023
O contributo habitual para o tão saudoso (des)conhecimento de Angola.
Profile Image for Víctor Avellaneda.
Author 10 books24 followers
March 16, 2022
El primer libro de literatura africana que leo. Ha sido toda una revelación.
Agualusa tiene una prosa que raya lo poético, además de lograr crear matices muy íntimos, aspecto que parece compartir con toda la literatura escrita en lengua portuguesa.
Al contrario que ocurre con el realismo mágico, donde los eventos fantásticos son de hecho reales, en la obra de Agualisa lo fantástico tiene su explicación psíquica o psicológica; termina siendo más racional o naturalista.
Tratándose de una obra ambientada en Angola, Agualusa logra recrear su país, su gente y sus construmbres. Esto ha sido una de las características que más me han gustado de Barroco Tropical, el hecho de poder conocer una cultura e historia totalmente desconocidas para mí anteriormente.
Ahora, hablando del libro, puedo decir que está creado de forma fragmentada, intercalando fragmentos y presentándonos a sus personajes, incluso haciendo intervenciones de la cuarta pared. Al final todo esto tiene su sentido y la novela termina funcionando como un reloj suizo.
Por otra parte, la prosa íntima y poética me hizo sumergirme en las atmósferas disparatadas, trágicas y a veces cómicas que relata el autor. A diferencia de la literatura en español a la que estoy tan acostumbrado, lo escrito en portugués y en especial la literatura africana (al menos con esta primera obra que leo) logra evocar una gran cantidad de imágenes, paradógicamente sin atiborrar al libro de densos párrafos con innumerables descripciones, como podría suceder con autores como Gabriel García Márquez, con quien se hace comparación a Agualusa y de lo cual yo no estoy de acuerdo.
A lo largo de Barroco Tropical entran en el texto reflexione sobre la vida, política, patriotismo, la muerte y el lenguaje; todo esto desde un punto de vista escéptico por parte del autor, lo que permite adquirir una visión más crítica de lo que acontece y sin caer en sesgos morales como sucede habitualmente con otros autores con posturas marcadas.
Angola es un país caótico, con una cultura muy rica y por lo tanto con muchos problemas por los choques culturales que ello representa.
Sus personajes se presentan de manera coral, al igual que sus argumentos y el título de "Barroco tropical" le queda bastante bien. Como las obras del barroco o como las del siglo de oro español (Don Quijote, por ejemplo), nos encontramos con una novela que engloba todo un universo de personajes y situaciones. Se discuten una variedad increíbles de temas y las atmósferas que ahí convergen hacen evocación de este barroco quijtesco. Pero a mi parecer, se trata un nuevo tipo de barroco, como si de evolución convergente se tratara. Hablo pues, de un barroco que no es denso o incomprensible, sino un barroco simil a una multitud de ríos que confluyen.
Algo que aprecio de este libro son las imágenes que evoca en su prosa, la intimidad con la que están escritas y el desarrollo de sus personajes.
En general, me ha gustado mucho esta obra y la recomiendo. Ha sido para mí una lectura muy agradable que me ha sacado de mi zona de confort al presentarme una nueva manera de hacer literatura y ha despertado mi interés en seguir explorando las obras que se producen en el continente africano.
Profile Image for Filipa.
352 reviews32 followers
February 19, 2018
Um livro que esteve sentadinho nas minhas estantes (ou melhor, andou a viajar entre estantes mundo fora) desde agosto 2009 até este janeiro 2018 em que o li sofregamente. Prova que mesmo os livros perdidos à espera de ser lidos têm grande oportunidade de ser elogiados :)
Que boa leitura, que interessante mundo desenhado por Agualusa, com toques de real e outros de boas esperanças para uma Angola que está perto e simultaneamente longe da sua realidade. O fim da história é um pouco anticlimático, mas os detalhes pelo caminho fazem desta uma mais que recomendada leitura, com algum mistério e várias interrogações existenciais.
Esta demora minha em ler já dá é origem a um comentário... a certa altura menciona-se que alguém ouviu aramaico na Etiópia... porventura uma confusão, o que se fala na Etiópia é amárico, também de origem semita, mas que não é a antiga língua de Cristo.
Profile Image for Felipe Assis.
269 reviews4 followers
August 9, 2018
Agualusa é um contador de historias isso se nota até mesmo quando ele esta a dar uma entrevista,ele não consegue dialogar/responder perguntas sem trazer relatos de terceiros (percebam só)e isso fortalece a minha conclusão de que o que faz com que esse livro seja bom é a descrição feita dos personagens secundários que com certeza são inspirados naquelas historias de pessoas comuns que ele costuma guarda, se eles não fossem tão peculiares e "bem criados" o livro seria medíocre. O fato de o livro ser bastante politico e se passar num futuro onde este tema causa certa repulsa,haja visto a corrupção e um certo totalitarismo da a sensação de crítica.
Profile Image for Leonardo Gedraite.
79 reviews4 followers
February 28, 2021
"A vida é uma revolta contra a entropia" (pág. 325)

Um livro sobre o Medo (Medo com M maiúsculo), sobre Angola, sobre ditaduras e sobre o passado... Sobretudo sobre o passado, o passado como futuro, a rescrita do passado, o passado no presente, passado que leva as perguntas, perguntas que definem o futuro.

Uma ótima história, enredo envolvente, personagens memoráveis e cenas marcantes. A Termiteira irá acompanhar meus sonhos, com toda certeza, assim como Rato Mickey e Kianda.

Todos os personagens são marcados. As marcas que todos carregamos ao viver tempos, e sobreviver a regimes, totalitários.

"Traição e Tradição têm a mesma raiz" (pág. 298)
Profile Image for Sybele.
51 reviews9 followers
September 21, 2014
When I first started reading Agualusa's book I did not expect too much, but the way he is writting enchanted me. Maybe it was because I started reading My father's wives and Barroco tropical at the same time. And those books have few characters in common. Sometimes I put the book down and say: "This man writes like a dragon".
Profile Image for Cristina Teles.
2 reviews
June 18, 2013
'- À vida! Tão puta, a vida - e tão bonita!'
Uma história que apetece escrita por um amante da língua, generoso nas referências lexicais, literárias e musicais. Um retrato de Lua escrito por quem a Lua pertence. Gostei!
Profile Image for Sandra.
110 reviews
January 29, 2016
Este é um livro estranho. A escrita é lindíssima, como poesia em forma de prosa, e é por isso não que lhe dou 4 estrelas porém a história é estranhíssima e até agora não a percebi muito bem, é como se acabasse de forma abrupta, sem uma resolução satisfatória.
Profile Image for Samantha.
9 reviews14 followers
May 31, 2016
I'm a fan of magical realism and this book has captured my attention. I like that there are a lot of different and interesting characters, and also many individual life stories in one. It is a complex and somewhat dark book but I liked it.
Displaying 1 - 30 of 53 reviews

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