Se há uma virtude que simplesmente desapareceu do panorama moral contemporâneo é a temperança. Não admira que muitas das consequências da intemperança adquiram status de problemas de saúde pública. No entanto, poucas qualidades há que tornem a personalidade mais elegante e atrativa do que o autodomínio.
A mulher ou o homem formados nesta qualidade têm senhorio de si, um autocontrole flexível e forte como uma espada bem temperada; e, em consequência, têm maior senhorio sobre a própria vida, mais condições para dirigi-la no rumo do bem e da felicidade. Nestas páginas amáveis e bem-humoradas, o autor, em serena conversa com o leitor, começa por fazer o “tour” de um “Restaurante Virtual” onde podemos observar os diversos erros da gula.
A seguir, volta-se para o exame da temperança, que na definição clássica consiste em orientar pela reta razão os prazeres corporais, especialmente os que estão diretamente ligados à conservação do indivíduo e da espécie, ou seja, a comida, a bebida, o sexo, o descanso e tantas coisas mais.
Por fim, numa análise sugestiva, ensina-nos que a aquisição do autodomínio passa pela libertação da razão sequestrada dos seus escravizadores – o desejo do prazer, os respeitos humanos e tantas outras misérias e fraquezas – e pelo fortalecimento da vontade na fornalha do amor de Deus.
Editora : Quadrante Editora; 2ª edição (19 março 2016) Idioma : Português Capa comum : 112 páginas ISBN-10 : 8574650803 &nb
O Pe. Francisco Faus, nascido em Barcelona em 1931, é sacerdote da prelazia do Opus Dei. É licenciado em Direito pela Universidade de Barcelona e Doutor em Direito Canônico pela Universidade de São Tomás de Aquino de Roma. Ordenado sacerdote em 1955, reside, desde 1961, em São Paulo, onde exerce uma intensa atividade de formação cristã e atenção espiritual entre estudantes universitários e profissionais. Também se dedica ao atendimento espiritual de sacerdotes e seminaristas.
O Padre Francisco Faus tem a capacidade de transmitir com simplicidade o básico necessário para se compreender um tópico. Esperava que o livro fosse mais generalista, me surpreendi por ser focado em subtemas específicos dentro do tema Autodomínio. Muito simpática a forma como ele escreveu, como uma conversa com um leitor fictício.
O título retrata exatamente o tema: como agir com razão e ter autodomínio sobre impulsos e vícios. Fala muito da vontade, da força, e hedonismo. “Com a razão abafada, a sua liberdade morreu assassinada”. Zero coach. O livro é uma gracinha, lindo, e você vai ler ele inteiro em, no máximo, 2-3h. É escrito por um padre e, por isso, fala muito em valores cristãos. Mas qualquer ateu ou agnóstico consegue ler e adorar igualmente o livro. Que delícia essa leitura!
É um livreto muito bacana, breve, de fácil leitura, mas mesmo assim ele a todo momento te faz parar para refletir. Me deixou com muita vontade de ler os livros de São Josemaría Escrivá, que é citado diversas vezes.
Um livro curto e agradável, com boas reflexões sobre o valor do autodomínio e a importância da temperança na vida cotidiana. A metáfora do “Restaurante Virtual” é leve, bem-humorada e ajuda a ilustrar os erros ligados à gula e aos excessos de forma acessível.
Apesar de ter gostado bastante da leitura, senti que o livro poderia ir um pouco além — faltou um aprofundamento maior nas meditações e nos caminhos práticos para desenvolver essa virtude tão essencial. Ainda assim, é uma boa introdução ao tema e cumpre o que promete. Uma leitura simples, mas que pode despertar boas reflexões.
Excelentes dicas práticas para crescer na virtude da temperança. O livro trata principalmente da gula, mas também expõe em linhas gerais os argumentos que explicam o porquê do controle do concupiscivel pela vontade ser um bem tão importante para as nossas vidas.
Li o livro e gostei. Acho importânte o autodomínio, sim. Talvez não tanto por acreditar no pecado que levaria pessoas ao inferno, mas por acreditar importante ter habitos e rotinas e uma mentalidade ou um caráter positivo, ético. Duas citações me foram marcantes
"Não é preciso ser filósofo, basta ser uma pessoa mentalmente sadia e de boa fé, para entender, com a razão que Deus nos deu, os temas que anteriormente tocávamos e outros analogos: que fumar crack é suicida; que descambar para o consumo abusivo de álcool é perigoso [...]" Pg 45
A frase aqui "fumar crack é suicida" me parece muito marcante. Não sei se já tinha ouvido isso antes.
"A glutonaria cega produz a inapetencia, após o que a doença e o médico não demoram em impor-nos um regime incomparavelmente mais severo. Ser não soubermos unir a abundância exterior com a disciplina interior, a própria abundância nos será arrebatada" Pg 89
Aqui me lembrei de uma amiga que fala muito em se afastar de uma mentalidade de escassez e ir para uma mentalidade de abundância. Acho que é ok mentalizar e acreditar, seja em um Deus Cristão ou em Hindú ou de outra corrente. Mas se faltar a disciplina, o autodomínio, o senso crítico tudo isso irá por terra.
Já pensou em ler um livro escrito por um padre que faz referencia a Harry Potter e Senhor dos Anéis? Eu, com certeza, não.
Comecei a ler esse livro por indicação e porque me interesso sobre o tema, mas não sabia o que esperar já que nunca tinha ouvido falar do autor. Que surpresa agradável!
Em alguns momentos me lembrou do Cartas do Diabo ao Seu aprendiz, porque também traz um diálogo com doses de humor. Nesse livro o Padre Francisco conversa com o leitor de forma informal e profundamente esclarecedora. Entrou para a lista de favoritos e com certeza revisitarei as minhas marcações e anotações no futuro.