José de Alencar é um dos maiores representantes da ficção romântica nacional e um dos fundadores de uma literatura brasileira autônoma de Portugal. Em A pata da gazela, Alencar dialoga com dois clássicos da literatura a Cinderela de Perrault e O leão amoroso de La Fontaine. Por ser um romance urbano, procura fotografar a alta sociedade carioca do século XIX, retratando com ironia, humor e elementos de suspense a história de um triângulo amoroso entre Amélia, Horácio e Leopoldo. A pata da gazela é uma obra leve e divertida, que lida com diferentes perspectivas do amor à primeira vista.
José Martiniano de Alencar was a Brazilian lawyer, politician, orator, novelist and dramatist. He is one of the most famous writers of the first generation of Brazilian Romanticism, writing historical, regionalist and Indianist romances — being the most famous The Guarani. He wrote some works under pen name Erasmo. He is patron of the 23rd chair of the Brazilian Academy of Letters.
José de Alencar was born in what is today the bairro of Messejana on May 1, 1829, to priest (and later senator) José Martiniano Pereira de Alencar and his cousin Ana Josefina de Alencar. Moving to São Paulo in 1844, he graduated in Law at the Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo in 1850 and starts to follow his lawyer career at Rio de Janeiro. Invited by his friend Francisco Otaviano, he becomes a collaborator for journal Correio Mercantil. He also wrote for the Diário do Rio de Janeiro and the Jornal do Commercio.
The house of José de Alencar, in Messejana It was in the Diário do Rio de Janeiro, during the year of 1856, that Alencar gained notoriety, writing the Cartas sobre A Confederação dos Tamoios, under the pseudonym Ig. In those, he criticized the homonymous poem by Gonçalves de Magalhães. Also in 1856, he wrote and published under feuilleton form his first romance: Cinco Minutos. He was a personal friend of Joaquim Maria Machado de Assis. Coincidentally, Alencar is the patron of the chair Assis occupied. He died in Rio de Janeiro in 1877, a victim of tuberculosis.
Escrito em 1870 ,narra um triângulo amoroso entre três jovens ,a linda e virgem e rica Amélia, o simples e coração puro Leopoldo, e o vaidoso e popular e belo Horácio.
José de Alencar, traz um tema polêmico e inédito para a época: O fetichismo por uma parte do corpo.Explico. Horácio se encanta pelos pés mimosos de Amélia, não por seu corpo como um todo, ele venera aqueles pezinhos que um dia soube que eram dela a partir de uma botina que esta deixara cair no chão, e de tal forma fica fascinado pela forma minúscula do pé da moça que resolve namorá-la.
Leopoldo no entanto , um dia descobre que Amélia é aleijada tem o pé todo deformado e a botina era apenas um disfarce para os pés disformes , mas mesmo assim a continua amando pois ama também sua alma não só seu corpo.
Então o que temos aqui é o seguinte: Horácio apaixonado por uns pezinhos apenas, mas não sabe que são aleijados,os pés que vira eram de outra pessoa, e Leopoldo mesmo sabendo do defeito da moça a ama muito... Quem vencerá o amor materialista ou o amor espiritualista?
O livro tem uma reviravolta espetacular que vai nos deixar de boca aberta. Só lendo para saber.
Paixões fúteis que comandam a vida destes personagens ultra romanticos. Hoje chamar-se-ia de fetiche por pés, mas na época, em que pouco ou nada se mostrava do corpo, uma paixão pelos pés de uma jovem podem ser vistos de outra forma. É interessante ver o que se lia nesta época e curiosa a personificação do reino animal ou a comparação da sociedade como uma savana africana.
Muito engraçado, eu ria sozinho lendo este livro! José de Alencar consegue uma façanha ao descrever um pé de diversas maneiras. Com isso, ele prova que é possível escrever uma história intrigante apenas usando algo simples como motivo principal, ou seja, uma bota perdida. O autor só não é genial neste romance porque o fim não é tão inesperado; ele já faz parte do pensamento romântico do século XIX. No entanto, todo o resto é digno de uma comédia shakespeariana. Arrisco a dizer que este livro pode ter influenciado Machado de Assis na escrita do episódio de Brás Cubas a respeito do namoro com Eugênia. Li despretensiosamente, mas me surpreendi e adorei!
Nada melhor do que se surpreender. Li por ser curto, e dar uma chance a literatura nacional, a qual eu li quase sempre obrigado, principalmente José de Alencar e Machado de Assis. Longe de me cativar com a história a princípio, o livro me prendeu e foi realmente interessante.
Livro muito gostoso de ler, revela o que seria uma Cinderela brasileira. Bom para quem aprecia contos e enlaces do amor, coisas relacionadas a amor verdadeiro e, em contraponto, ilusões.
Avaliação: 3,5 / 5,0 Estrelas Obra do escritor brasileiro José de Alencar, um de nossos mais importantes escritores, Alencar se aventurou em vários gêneros e teve várias fases em sua obra. Dentre elas o romance “A Pata da Gazela” que traz a vida da sociedade. Publicado em 1870, A Pata da Gazela retoma o tema do romance urbano, porém o próprio Alencar (em Como e por que Sou Romancista) aponta o livro como o início de sua fase madura. Nessa obra a trama inverte o conto A Cinderela: no seu romance, é a jovem, cobiçada por seu pé formoso, quem vai escolher o mais adequado entre seus pretendentes. Ajudada pela amiga Laura, ela põe os dois à prova para identificar aquele que tem a virtude de amá-la por suas características morais, e não apenas pela beleza física.
Rate: 3,5 / 5,0 Stars Work by the Brazilian writer José de Alencar, one of our most important writers, Alencar has ventured into several genres and has had several phases in his work. Among them is the novel “A Pata da Gazela” that brings the life of society. Published in 1870, A Pata da Gazela takes up the theme of the urban novel, but Alencar himself (in Como e que eu Sou Romancista) points out the book as the beginning of its mature phase. In this work, the plot reverses the tale A Cinderella: in her novel, it is the young woman, coveted by her beautiful foot, who will choose the most suitable among her suitors. Helped by her friend Laura, she puts them both to the test to identify the one who has the virtue of loving her for his moral characteristics, and not just for his physical beauty.
Obra menor dentro da produção de Alencar, na minha opinião. Personagens fraquinhos e estereotipados, e história com poucos atraentes, contudo, a narrativa do cearense, desta vez, agradou-me bastante. Isto sucedeu pela boa quantidade de humor que o autor colocou na obra, o que, considerando o nível geral de A Pata da Gazela, agradece-se.
A Pata da Gazela" é um singelo romance de José de Alencar considerado a "Cinderela brasileira". Narrado em terceira pessoa, trata-se de um romance vivido na alta sociedade carioca. Horácio recolhe um pequeno sapato que encontra na rua e se obstina a encontrar a dona dele
As frivolidades de uma sociedade burguesa e suas características que chegam a serem engraçadas e pouco estranhas para nós leitores do século XIX. A começar pelo fetiche pelos pés dos personagens masculinos principais. A história seria uma comédia de costumes, mais José de Alencar quis que fosse considerado um romance e representa o período urbano do autor, mesmo que o resultado seja extremamente fraco e tudo é facilmente resolvido, por isso a história fluí de maneira cansativa e até mesmo em círculos. Não existe nenhuma grande qualidade nos personagens, porém Alencar é mestre em prender o leitor, mesmo que a história seja ridícula em vários níveis, a começar por um engano a respeito de um pé com deficiência. De todos os romances do autor esse é sem dúvidas, o mais fraco e o mais ridículo em questão de história. Pura perda de tempo.
Com o intuito de trazer a mim um interesse literário, minha escola me deu a pata da gazela, um romancezinho genérico e chato que podia ter 80 páginas se não perdesse tantas palavras com descrições fúteis. Graças a isso, demorei anos pra perceber que nem todos os livros são enrolados ou possuem uma linguagem bizarramente complicada. Vai se fude lula
Lido numa edição da Lello e irmão Editores, Biblioteca iniciação literária. Romance clássico do período romântico brasileiro, portanto exagerado nas metáforas e datado. Leitura que permitiu conhecer mais um autor brasileiro, clássico.
Os livros do Romantismo já não costumam me pegar muito, mas esse acho que foi o livro do José de Alencar que menos gostei. A escrita é excelente, não tem como questionar, mas uma obra que faz um lenga lenga todo sobre pés para depois falar dos valores da época… Desculpa, mas não me desceu!
O audiobook da Isabela Lubrano deixou a escrita do José de Alencar mais suportável. Algumas situações são tão ridículas que me divertiram, apesar de tudo. Como de costume, gostei da mocinha (Amélia) e odiei os dois pares românticos, mas achei que o final fez sentido.
tem uma coisa meio fetiche por pés mas é divertidinho kkk é bem previsível e clichê, você tem um moço bonzinho e apaixonado e um moço mais fútil que gosta muito do pé da mocinha (obviamente que o pé é só pra servir como a mensagem de amar por quem realmente somos por dentro e não pelas aparências). mas é legalzinho. nada demais também.
Eu, que tinha atravessado o ensino médio sem precisar ler os romances urbanos do Alencar, peguei essa novelinha só pra poder comparar com a versão do Glauco Mattoso. Serve de passatempo. A trama é bobinha, os personagens são rasos e o desfecho é moralista.