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El maestro de almas

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Elogiada y admirada por su destreza para crear personajes verosímiles, de rasgos profundamente humanos, Irène Némirovsky da prueba una vez más de una incisiva caracterización psicológica en esta novela sobre el desarraigo y la azarosa búsqueda de reconocimiento social.
Dario Asfar, un joven médico originario de Crimea, llega a Niza acompañado de su mujer y de su hijo recién nacido. Atormentado por las deudas, Dario lucha desesperadamente por conseguir una clientela, pero su origen levantino sólo inspira desconfianza y rechazo. La precaria situación de su familia lo empuja entonces a emprender el único camino que se le ofrece para escapar de la miseria: aprovechándose del creciente auge del psicoanálisis, Dario se transforma en terapeuta, una suerte de charlatán dispuesto a ofrecer a los ricos burgueses el sosiego del alma y la felicidad que tanto anhelan. Sin embargo, el éxito y la fortuna tan ansiados tendrán para él consecuencias insospechadas.
El trazo ligero de Némirovsky describe con implacable lucidez la figura del advenedizo en el París de los años treinta, donde poderosos señores y elegantes mujeres de mundo conviven con una corte de vividores, menesterosos y canallas que pululan por la ciudad, conformando un mundo de mil caras fascinantes.
El maestro de almas fue publicada por entregas en el semanario Gringoire entre mayo y agosto de 1939, apenas tres años antes de la desaparición de la autora, y reeditada en forma de libro por primera vez en el año 2006.

221 pages, Paperback

First published May 18, 1939

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About the author

Irène Némirovsky

152 books1,805 followers
Irène Némirovsky was born in Kyiv in 1903 into a successful banking family. Trapped in Moscow by the Russian Revolution, she and her family fled first to a village in Finland, and eventually to France, where she attended the Sorbonne.

Irène Némirovsky achieved early success as a writer: her first novel, David Golder, published when she was twenty-six, was a sensation. By 1937 she had published nine further books and David Golder had been made into a film; she and her husband Michel Epstein, a bank executive, moved in fashionable social circles.

When the Germans occupied France in 1940, she moved with her husband and two small daughters, aged 5 and 13, from Paris to the comparative safety of Issy-L’Evêque. It was there that she secretly began writing Suite Française. Though her family had converted to Catholicism, she was arrested on 13 July, 1942, and interned in the concentration camp at Pithiviers. She died in Auschwitz in August of that year. --Penguin Random House

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Profile Image for Teresa.
1,492 reviews
April 26, 2020
Dario, um jovem médico russo que vive, na miséria, em Nice, não conseguindo exercer a sua profissão de forma honesta, por falta de clientes, desenvolve uma teoria, denominada "A Sublimação do Eu", com muito sucesso no tratamento dos problemas existenciais da classe alta. O pobre Dario torna-se um homem rico e poderoso, não obrigatoriamente mais feliz...
Charlatão, vendes caro a esperança!
Profile Image for Katya.
485 reviews
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March 23, 2022
Levantino (mas claramente judeu de aspeto), Dario Asfar parte para França na esperança de fazer fortuna. Miserável desde o início da vida, o jovem médico vai-nos mostrar o mais baixo do baixo no que concerne à pobreza e miséria humanas. Pai de um filho recém nascido, com uma mulher débil a sustentar, e correndo de empréstimo em empréstimo, que não tem como saldar, Dario será obrigado a silenciar a consciência para obter o pão do dia a dia.
Eventualmente, a necessidade de sobrevivência torna-se compulsiva (não o é sempre?) e Dario não terá mais pejo em mentir, burlar, caluniar o próximo em troca de alguns cobres que, com o tempo, se transformarão em algumas centenas de francos com que embeleza a vida que dá a mostrar na esperança de, por força das aparências, se tornar verdadeiramente bem sucedido.

Dolorosamente errante, à semelhança de Némirovsky, Asfar é o eterno estrangeiro olhado de lado pelos franceses, pelos pacientes que dele falam às escondidas, que dele se aproveitam e contra ele conspiram apesar de sempre a ele recorrerem.
Eventualmente, dominando e subvertendo o submundo em que se movimenta, em Dario Asfar estão implícitas muitas críticas pessoais e impessoais, políticas e sociais.
Asfar, o "senhor das almas" acaba por vender a sua alma qual Fausto em troca de sucesso. Do sucesso e de uma cultura europeia, de uma facilidade de meios a que a sua proveniência não o legou. Porque Dario é filho das circunstâncias do seu nascimento e todos aqui parecem muito cientes disso:


"- Odeio o meu passado!
- Porque ele és tu e tu és ele, pobre Dario. Não podes mudar a carne, não podes mudar o teu sangue, nem o teu desejo de riqueza, nem o teu desejo de vingança, depois de te terem ofendido..."
87

Entre os seus conhecimentos estão senhoras ricas, prostitutas, magnatas, homens vis e violentos, insanos e chicos espertos que acompanharam a trajetória de vida de Dario da pobreza ao seu estabelecimento como médico da moda, como confidente, como fornecedor de panaceias e de sedativos que permitem levar uma vida de consciência aplacada.
O próprio Dario, vicioso como é, acaba por se revelar tão natural nesta sociedade como qualquer aristocrata com quem trava conhecimento. O desfecho da sua história é o possível no mundo que temos, num mundo que sujeita os fracos ao domínio dos fortes, e Dario à ambição de ser um europeu francês, de linhagem, com fortuna e uma melhor história para contar do que a de um migrante (de um refugiado!) que sobe a pulso e pelos próprios meios - éticos ou não - para conquistar um lugar numa sociedade que não o aceita como seu.

Nemirovsky nunca poupou os seus concidadãos à crítica e os estereótipos que a perseguiam estão muito presentes nesta narrativa (1939). Tanto que, pouco tempo após a sua publicação, o texto será usado como arma propagandística anti-semita. E não muito depois, Némirovsky acabará gaseada na Polónia após a complacência do governo de Vichy perante a deportação de judeus para os campos de concentração. A esta luz, não será pois de admirar a postura amarga e implacável da escritora.
Profile Image for Carlo Mascellani.
Author 15 books292 followers
September 26, 2020
La storia del protagonista Dario Asfar, levantivo in cerca di fortuna a Parigi, sembra ricalcare quella degli immigrati si ogni tempo. Fuggiti dalla povertà nel loro paese, approdati in nuovi luoghi nei quali sognano di far fortuna, trovano ad attenderli solo l'esclusione generale, nuove prove da affrontare, nuovi problemi, salite e cadute e, per ultimo, un profondo sentimento di disillusione che turba le loro giornate anche quando sembrano, infine, esser giunto all'apice di ciò per cui hanno combattuto.
Profile Image for Kovalsky.
349 reviews36 followers
December 8, 2021
Che cosa è lecito fare quando si è disperati e senza più fiducia nel futuro?
Il male è sempre un male? Il bene è sempre un bene? Le persone che ci sembrano crudeli lo sono sempre davvero? E la crudeltà è sempre fine a sé stessa? Quante ombre possono nascondersi nell’anima di una persona? Quanti scheletri nell’armadio possiamo nascondere? Chi siamo noi per giudicare la vita degli altri?
Sono tutti gli interrogativi che questo romanzo ha suscitato in me.
Partiamo dalla scrittura della Némirovsky: bellissima!! Super scorrevole e fluida. Moderna, estremamente attuale; le pagine volano via senza alcuna fatica. La trama: una coppia di immigrati della Crimea in Francia, poveri in canna e ripudiati da tutti per il solo fatto di essere stranieri. In questi casi che si fa? Ci si arrende al proprio destino e si soccombe miseramente o si può accettare di scendere a compromessi con la vita e con tutto il sudiciume che c’è lì fuori, magari coperto da strati di trucco e abbigliamento griffato e da conti in banca a sei zeri? Il resto è da scoprire anche se la trama non ha grossi stravolgimenti o momenti di azione. Il succo del libro è concentrato tutto in quelle domande di cui sopra.

Ho amato tantissimo questo romanzo davvero. Super consigliato 🖤
Profile Image for Xenja.
696 reviews98 followers
November 28, 2022
Sembra scritto di getto, strutturato in modo sbrigativo, con qualche stereotipo di troppo e con un salto eccessivamente veloce tra la miseria e la ricchezza del protagonista, tormentatissimo arrampicatore sociale. In effetti, sappiamo che è stato scritto in fretta. Tutto sommato, però, è un bel romanzo; lontano dalla perfezione stilistica di Suite francese, è in compenso semplice, brusco e intenso, senza sentimentalismi, un romanzo duro che va dritto al tema: i soldi, nella vita del dottor Dario Asfar, e nella vita di tutti noi. I soldi e il successo, il successo e i soldi. Cosa siamo costretti a fare per averli, cosa siamo disposti a fare per averli. Cosa è morale, cosa è immorale. Quando è il momento di fermarsi. Gioco d’azzardo, eredità, loschi intrighi, comportamenti discutibili, crimini e misfatti. Come si mescolano i soldi alla nostra vita privata, alle nostre aspirazioni e ideali giovanili, al nostro rapporto con i genitori, i figli, gli amanti. Cosa significa nascere con i soldi, cosa significa nascere senza soldi, cosa significa non riuscire mai a trovare la giusta via di mezzo, la pace. Certo, Asfar è un immigrato, un levantino, un mezzosangue, un mezzo ebreo, bla bla bla. Ma lui e la sua storia non sono che un pretesto, per la Nemirovsky, per esporre le sue riflessioni sul denaro, riflessioni acute e sensibili che, a ben guardare, ci toccano tutti.
Da leggere.
Profile Image for Rosalba.
249 reviews32 followers
February 3, 2013
[…]Come chi, giunto alla fine di un lungo e faticoso viaggio, pieno di pericoli, assapora con ancora maggior delizia l’idea di fermarsi al riparo di un tetto, di trovare il calore di una casa, il conforto di un pasto, prima di rimettersi in cammino su una strada sconosciuta che si addentra nella notte.

Era da un po’ che non leggevo più un libro della Némirovsky. La sua scrittura è sempre incisiva, i personaggi pieni di spessore, dalle mille sfaccettature. E’ un romanzo durissimo e il tema è quello dell’immigrato, della diversità, del desiderio di essere accettato. Il dottor Asfar, nato in Crimea, si trasferisce in Francia per crearsi una posizione e lotta tutta la sua vita, anche con mezzi poco onesti, dedicandosi alla cura delle anime tormentate dell’alta borghesia francese, nella speranza di guadagnarsi un prestigio che in realtà non arriverà mai. Nonostante egli riesca ad elevarsi economicamente, sarà sempre considerato un estraneo, un méteque, sarà sempre tormentato dal timore di perdere tutto, di tornare all’antica fame, all’antica miseria, e non sarà mai considerato cittadino francese. Un tema evidentemente caro alla Némirovsky, che ostinatamente ha sempre scritto in lingua francese, desiderando una cittadinanza che non le è mai stata riconosciuta, nonostante i suoi grandi meriti letterari.
Profile Image for Mighty Aphrodite.
606 reviews58 followers
September 19, 2024
Il passato è come un marchio, una dolorosa croce da portare sulle spalle per tutta la vita, che lascia piaghe sanguinanti sulla carne che mai si rimargineranno. Lasciarsi alle spalle la propria famiglia, la propria patria, il proprio popolo sembra non essere abbastanza per Dario Asfar, le cui sembianze levantine e lo sguardo affamato di cibo e soldi lo allontanano dai francesi, dai loro ambienti borghesi così tranquilli, ordinati e inavvicinabili.

Non è stato sufficiente scappare dalla sua famiglia, dal suo retaggio di vagabondo e venditore ambulante, con le scarpe bucate e il vivo desiderio di mercanteggiare, fare affari, guadagnare, primeggiare su tutti a costo di rubare e ingannare il prossimo. La vita di Asfar è così un costante esercizio di equilibrismo, nel quale il protagonista di Némirovsky si agita in bilico tra l’esaltazione per la vittoria sui propri nemici e la disperazione per l’ennesimo tracollo economico.

Nella società parigina che lo guarda di sottecchi, diffidando del suo aspetto così diverso e trasandato, Asfar comprende che l’onestà e il buon cuore non lo aiuteranno a scalare le lisce e difficili pareti del successo, non gli permetteranno di brillare nel firmamento dei nuovi ricchi, di assicurare un futuro a sua moglie e suo figlio.

Non può consentire che il suo sogno vada in frantumi, non può zittire quella fame di cose, di vita, di sensazioni, di potere e denaro che continua a ruminare in lui come se non avesse mai lasciato la sua terra d’origine, come se il suo destino fosse lo stesso di quando era un giovane affamato e stanco, pronto a tutto pur di stringere tra le mani un tozzo di pane. E pur di saziare quella fame, pur di vedersi lanciato sempre più su, sempre più in alto, è disposto a fare qualsiasi cosa, a compiere qualsiasi atto, qualsiasi nefandezza.

Continua a leggere qui: https://parlaredilibri.wordpress.com/...
Profile Image for Emy Ives.
161 reviews3 followers
September 5, 2019
Ennesimo capolavoro della Nemirovsky, la vera Signora delle Anime. Uno spaccato cinico e spietato, in alcuni tratti mi ha ricordato il Bel-Ami di Guy de Maupassant... un uomo che non si ferma davanti a niente pur di arrivare dove sono gli altri, che è stanco di essere sempre giudicato dall'alto in basso, di sgomitare per avere un posto nel mondo che è in realtà un mondo fatto solo di apparenze e di luccichii, di cene e balli, di complotti e tradimenti. Ma che è comunque più appetibile di una vita passata nella miseria e nella nullità...
Profile Image for Olethros.
2,724 reviews534 followers
December 4, 2013
-Desde lo social, entre “Le métèque” de Moustaki y “Ich bin ein auslander” de Pop Will Eat Itself, aunque con doble intención.-

Género. Novela.

Lo que nos cuenta. Dario Asfar, médico originario del mismo pueblo de Crimea que su esposa, lleva viendo varios años en la Francia de entreguerras pero se ha mudado recientemente a Niza, donde las cosas no le están marchando demasiado bien y el dinero escasea. Su paternidad complica más las cosas y está dispuesto a hacer cosas que consideró moralmente reprobables en el pasado para sacar a su familia adelante. Publicada por primera vez por entregas en un semanario a mediados de 1939 y como libro en 2006.

¿Quiere saber más de este libro, sin spoilers? Visite:

http://librosdeolethros.blogspot.com/...
Profile Image for Cristina.
481 reviews75 followers
August 19, 2018
"Sí, a todos vosotros que me despreciáis, franceses ricos, franceses felices: lo que yo quería era vuestra cultura, vuestra moral, vuestras virtudes, cuanto es más noble que yo, diferente de mi, diferente del lodo en el que nací "
Me ha encantado por cómo retrata los personajes, la manera de reflejar una situación y hacer un retrato social, a veces cruel, que se lee con gran facilidad.
Hay personajes que se quedan contigo y que, aunque no te caigan bien, en ocasiones no puedes evitar buscar al leer.

Otra maravilla de la autora.
Profile Image for Catarina Brandão.
32 reviews1 follower
August 16, 2025
Dario é apresentado como um jovem médico que vive em pobreza extrema, na companhia da sua esposa e do seu recém-nascido bebé, na época pós-Segunda Guerra Mundial. Este casal meteco, que desde sempre conheceu apenas fome, tristeza e dificuldades, emigrou para França, procurando um presente e futuro mais promissor que o dos seus pobres pais, (des)honestos vendedores de rua, sem possibilidade de subir na vida e escapar ao seu destino cruel. Todavia, Dario e Clara deparam-se, na Europa Ocidental, com a mesma pobreza da qual tentaram, a todo o custo, fugir. De estômago vazio, Dario, sem clientes que procurassem um médico estrangeiro e desconhecido, procura, sem fôlego, empréstimos de dinheiro para sustentar todas as dívidas que contraiu, tentando aparentar riqueza exterior para se tornar mais credível aos olhos de possíveis clientes. Numa sucessiva cascata de empréstimos, utilizados para pagar todos os antecedentes, e com a astúcia de um homem desesperado, Dario cria uma rede de contactos de alta sociedade e divulga a sua, aparentemente, original e eficiente prática para curar qualquer enfermidade de foro neurológico. Através de uma aldrabada teoria da psicanálise, e de um estudo perspicaz das tendências modernas da sociedade burguesa, assim como de negócios sigilosos e desonestos, Daria consegue angariar uma clientela fiel aos seus tratamentos, mesmo que cética da real eficácia dos mesmos, pelos quais altas quantias de dinheiro era cobrada.
Um livro muito interessante que aborda a dicotomia de um homem que cresceu na pobreza, e se elevou, economicamente, muito acima de qualquer expectativa, mas cuja ambição, derivada do seu passado difícil, o conduz por negócios obscuros, e por uma obsessão intensa e trágica por tudo aquilo que nunca conseguirá ser: sereno, altivo, harmonioso, e capaz de rejeitar todo e qualquer apego físico, material e monetário.
Profile Image for Martina.
15 reviews8 followers
May 27, 2017
"Questa è la mia disgrazia. Viene da lontano, dall'infanzia. Credere con tutto il cuore che la vita sia popolata da mostri. E che altro credere? Quando non hai visto che miseria, violenze, rapine e crudeltà? Più tardi, la vita non riuscirà a farti ravvedere. Farà del suo meglio, spesso. Ti colmerà dei beni di questo mondo: ricchezza, onori e persino affetti sinceri. La vedrai, fino all'ultimo giorno, con gli occhi di quando eri bambino: una mischia orribile. Ma lei, Sylvie, avrebbe cambiato il mio cuore."

E' forse possibile cambiare quello che siamo? Nasciamo in un certo posto, longitudine spaziale e temporale già decisa, in una certa famiglia, che ci insegna un po' tutto, di come si vive, di cosa è giusto fare, di come bisogna pensare. Poi cresciamo e abbiamo una vita nostra, che ci porta a scontrarci con le nostre radici oppure ce le fa abbracciare ancora di più, così ci mettiamo sopra le tende e non ci allontaniamo mai, tutt'uno con i propri vecchi. La prima domanda di Irène Nèmirovsky è proprio questa: è possibile nascere tondo, rifiutare le proprie origini nel disperato tentativo di diventare quadrato e poi scoprirsi tondo come tuo padre, tondissimo, invischiato in tutto quello che non volevi diventare? Dario Asfar, medico squattrinato in fuga dalla povertà e dalle sue umili origini, risponde a questo interrogativo, con un realismo tagliente che diventa ancora più profondo quando finisce per scontrarsi con la giovinezza e gli ideali di Daniel, suo figlio. Il divario tra ricchezza, miseria, utopia, morale, tra essere destinati e diventare, è uno dei motori del libro e garantisce tantissimi spunti di riflessione.
Un altro tema molto attuale è quello dell'immigrazione: la scrittrice scolpisce i tratti del dottor Asfar, accentuando le differenze tra il suo volto orientale e i lineamenti dei Francesi, tra il suo dialetto un po' russo e un po' greco e la cadenza parigina. Noi ci faremmo mai curare da un dottore arrivato col barcone? Sarà anche la società responsabile del suo stesso substrato umano?
Importante nello sviluppo della narrazione è l'accenno alla psicanalisi, che, proprio nel momento storico in cui è ambientato il romanzo, stava prendendo piede in Europa. L'autrice dà una visione di come fossero percepite le teorie di Freud nei salotti dell'alta società francese e, con questa storia, analizza la figura etica del medico, il ruolo della relazione di cura come chiave dell'anima umana, il potere della parola e della psicologia che, se distaccate dalla morale, possono rivelarsi armi distruttive.

Insomma, per riassumere: questo libro mi è piaciuto molto e penso che sollevi dei profondi interrogativi sull'animo umano, sulla professione medica, sul significato dell'amore vero e sull'architettura della società moderna. Lo stile è caratterizzato da una grande leggerezza: le frasi sono corte e agili, la narrazione è scorrevole, la trama quasi essenziale.
Il motivo per cui ho dato 4 stelle e non 5 è legato al fatto che la velocità nel percorrere i decenni nei quali si articola la storia mi ha lasciato una sensazione di vuoto temporale, per cui in poche pagine si giunge subito alla fine degli eventi e magari sarebbe stato bello sapere qualcosa in più sullo svolgimento degli stessi. Forse, proprio perché mi è piaciuto, avrei voluto leggere ancora di più!

Buona lettura XX
Profile Image for Silvia Zuleta Romano.
Author 12 books53 followers
April 18, 2018
Obra maestra. Lo tiene todo. Una historia atrapante en el período de entreguerras en donde se ven los pobres, los ricos, los inmigrantes, los wannabes. La autora retrata con maestría una sociedad gobernada por el dinero, la hipocresía y en donde se adentra en la psiquis de un inmigrante de Crimea que debe sobrevivir en Francia. Me gustó mucho cómo retrata los vínculos con su mujer, con su hijo, con sus amantes y cómo lentamente va metamorfoseando el protagonista, un médico de origen humilde que debe hacer de todo para sobrevivir. El dinero está en el centro de la escena o cómo la falta de él o las ansias de él determinan nuestras decisiones, nuestros vínculos, nuestra lejanía o nuestra cercanía con ciertas personas de nuestro entorno. La persecución del dinero es vista como una droga que persigue el protagonista con ahínco y que no lo deja de en paz. De alguna manera, él corre una carrera no contra la sociedad sino consigo mismo en donde prima esa sensación: "nunca seré como ellos". Novela desgarradora y sumamente contemporánea. Imperdible.
Profile Image for Marco Marino.
16 reviews8 followers
January 17, 2012
Meraviglioso affresco sulla meschinità umana. Il protagonista è l'uomo, insoddisfatto e indigente, che fa di tutto per riscattarsi per sé e per la sua famiglia combattendo contro un destino ineluttabile e crudele, utilizzando anche i più loschi illeciti. Quando poi arriva all'apice della gloria costruita sul dolore altrui guarda il mondo da cui è partito, il fango dov'è nato, si sente spavaldo e non piange... ritenendo che abbia fatto la cosa giusta non per lui, ma per i suoi cari che di fatto l'hanno abbandonato.
Profile Image for Laura.
15 reviews
July 5, 2012
Un libro in cui il protagonista è un uomo: come tutti i libri di quest'autrice a protagonista maschile sembra che la delicata poesia che pervade i libri al femminile si perda in una presunta mascolinità. A tratti davvero lontano dalle abituali corde dell'autrice.
Profile Image for Nacho.
53 reviews3 followers
May 21, 2025
Otro buen libro de esta gran escritora. Sigo echando en falta algo más de esperanza.

El epílogo hace entender muy bien el libro. Los editores cuentan, entre otras cosas, el contexto en el que la autora escribió el libro y personas con las que convivió/trabajó que coinciden con el perfil de los personajes de la novela. Esto lo hace especialmente interesante.

En todos los libros de Nemirovsky hay referencias autobiográficas. En este caso, además de mostrar el mal trato que había en Francia hacia la gente extranjera en la primera mitad del S. XX (su caso) y las dificultades que les acompañaban, muestra muy bien cómo hubo cierto número de personas que se aprovecharon del "humo" del psicoanálisis para enriquecerse, aprovechándose del dolor de la gente. Muestra también un aspecto muy duro del dolor y la pobreza, capaces también de corromper a la persona con tal de salir de ese estado.

Nemirovsky es una gran crítica (en el sentido amplio de la palabra) de su tiempo.
Profile Image for L'alibreria..
Author 4 books15 followers
July 16, 2019
- un brivido di paura gli corse suo malgrado lungo la schiena, ma a volte erano proprio le emozioni violente a procurargli il più vivo e ardente piacere. Prima di ricevere Wardes, andò a cambiarsi, per prolungare quel momento di incertezza, tanto caro ai giocatori, in cui l’ansia e la speranza, giunte entrambe all’acme, si fondono l’una nell’altra -
Profile Image for Classic reverie.
1,853 reviews
September 9, 2022
I was so happy to see another English translation Kindle story by Irene Nemirovsky, that I was ready to read this right away. Once again, Irene portrays the dark side of humanity, though it is far from really being that dark when things are taken in for consideration. "Master of Souls" was raw at times and I had many different feelings as I read this story but one thing rang true, her characters struck a cord and made me think about poverty, marriage, relationships, foreigners and good verses evil. I had started out liking Dario and thinking this story would head into another direction, it all seemed to point there. Irene did not make evil lose but prosper, yet it did not win all in the end. What kind of life do you want to live? Is wealth the most important thing or is there more to life? Irene had reflected about antisemitism in her other stories, "David Golder" and if she contributed to the Jewish hatred that engulfed the times, yet she wrote this in 1939, life is not fairing well for the French foreign Jew or any Jew. Could she have toned it down or should she have done that? It is not so blantent and it is a story that could involve any race that knows poverty but she writes what she has seen and knows. I find this story powerful and brilliant, though I cannot really say many of the characters are really likeable. Even Clara who I had sympathy for had enabled her husband and he more than anyone else, she loved even more than her son. Also how much heredity plays in a person's life.


Story in short- Doctor Dario Asfar with poverty hanging on and pulling him down, must find his way to support his family but how when sympathy is not for him.


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Highlight (Yellow) | Location 59
“You lend money to people,” he cried out in anger, “I know you do!” Everyone refused when he asked humbly. He had to try a different tone of voice. Patience. He knew
Highlight (Yellow) | Location 61
how to make use of trickery, then threats. He would stop at nothing. He would beg or wrench the money out of the old usurer through sheer force. His wife and their child—who had just been born—had only him, Dario, in all the world to keep them fed. She shrugged her broad shoulders. “I do lend, yes, but with collateral. What do you have to offer me?” “Ah. That was better.” He had reason to hope. Sometimes, the person you are asking says no, but their eyes say
Highlight (Yellow) | Location 65
yes. Ask again. Offer some favor, something you can secretly help with, a readiness to comply. Don’t beg; that’s useless. Bargain. But what could he give her? Nothing here belonged to him.
Highlight (Yellow) | Location 72
He’d forgotten how. Living in Europe, Dario Asfar, an insignificant little man from the ports and hovels of the Middle East, believed he had already internalized feelings of shame, of honor. But now he had to forget the fifteen years he’d spent in France, forget
Highlight (Yellow) | Location 74
French culture, forget his title as a French doctor, which he had fought so hard to earn in the West, not as you might accept a gift from your mother, but the way you might steal a bit of bread from a woman you do not know. Pointless European affectations. They hadn’t given him anything to eat. His stomach was empty, his pockets empty, the soles of his shoes had holes in them, here, in Nice, in 1920, at the age of thirty-five, just like when he was young.

Highlight (Yellow) | Location 83
“Here, I only take care of Russians. I only know starving immigrants. Not one Frenchman calls for me. No one trusts me. Maybe it’s my face, my accent, I don’t know,” he said, and as he spoke, he ran his fingers through his jet-black hair, over his thin, swarthy cheeks, over his eyes; he had long eyelashes, like a woman’s, that half-hid his harsh, feverish eyes. “You can’t force people to trust you, Marthe Alexandrovna. You’re Russian, you know how we’re marginalized. I have French qualifications as a doctor, I’m used to France, I became a French citizen, but I’m treated like a foreigner, and I feel like a foreigner. I have to wait. I’m telling you, you can’t force people to trust you, you have to be solicitous, win them over patiently. But while I’m waiting, I have to live. It’s in your own interest to help me, Marthe Alexandrovna. I’m your tenant. I already owe you money. You’ll throw me out. You’ll ruin me. But how will that profit you?”
Highlight (Yellow) | Location 97
I’m the wife of General Mouravine, but what can you do when life grabs you here?” she said, bringing her hand low on her throat in a gesture that had been applauded when she was a young actress in the provinces, for the elderly general had married her only when he was in exile, after recognizing the son she’d had by him.
Highlight (Yellow) | Location 108
Each of Dario’s thoughts brought up a flood of memories. Whenever he thought, “We’ll be sent away. We’ll leave. We’ll have nowhere to rest our heads. We won’t know where to go,” the images awakened in him did not come from his mind alone, but were carved into his flesh, flesh that had known the cold, and were burned into his eyes, which had stung from exhaustion at the end of a long night of homelessness.
Highlight (Yellow) | Location 133
But her “No,” spoken more softly, her tears, and yet the harsh look in her sinister eyes, which grew even harder still, insistent, and sharp, all those things meant that it had come down to bargaining, and bargaining was not to be feared. As long as it was a matter of wheeling and dealing, of arguing endlessly, of buying or selling, there was still hope.
Highlight (Yellow) | Location 141
He would not shy away from doing anything in the world. He felt the internal panic that invades the soul like a crashing wave. Above all, stay alive. Forget scruples and cowardly fears. Above all, keep breathing, keep eating, keep his wife and the child he loved so much alive.
Highlight (Yellow) | Location 144
“Come closer, Doctor . . . Doctor, you know my son’s wife, Elinor, the American he married? Doctor, I’m telling you this as a mother in despair . . . They’re just children. They’ve made a terrible mistake.”

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When Dario had meet Clara in the Crimea, did he truly love her or did he see a way out of poverty. Clara gave him love and comfort but had he not stolen her father's watch, could he have been able to leave for a better life? Clara had followed him and they married but did he really want her to follow? I first started not liking Dario, when he fell in love with Sylvie Wardes, though he did not have an affair, he loved her, and kept this from his wife, who he had not loved as he loved Slyvie. Clara on her death bed begged Dario not to marry Sylvie because she would not be there for him in everything, as she had. Daniel tells his father that he knows all the evil he has done and thinks he and Mrs. Elinor Wardes had killed Wardes by their manipulation. Daniel says that he knows all his father's past and he would have loved the poverty and could have loved him, being a better man that did not deal with people's secrets. I wonder if Daniel would have truly loved his father, if he had been starving? My problem with Dario is his desire for wealth and power was extreme that he had no desire to stop when he had enough for his needs, but he wanted so much more. Also his affairs and he treated his wife if you could call that kindly, not hitting her but using her to play her part but not really being with her. She seemed to be too ill to be able to really please him but how degrading that must have been. Daniel sees Sylvie and wishes she was younger because he loves her but he hears about a possible love affair with his father which upsets him. He seems to respect Sylvie more than his mother, though his mother was there for him, Dario was her main love. Will Daniel see his father before he dies? It seems unlikely. What is Daniel going to do with his life, work or live off of his father's money? I would think he would work. Does he marry Sylvie's daughter? Probably but like his father his wife will not get the last be she deserves, yet I don't think he will cheat. Did Elinor and Dario plan on keeping Wardes alone in hoping he kill himself? Yes! Will Dario be happy in the end? Probably not and he will desire to see his son!

Highlight (Yellow) and Note | Location 148
“My son is just a boy, Doctor. As for her, I think she has a lot of experience. But there we are. They didn’t say anything to me until now. But, Doctor, we can’t allow there to be another mouth to feed. I’m dying under the weight of everyone who is hanging on to me and expecting me to feed them. Another child? Doctor, it isn’t possible.”

*** Nice, France Dario Asfar is a doctor that has been living in France but yet he is a foreigner. His wife and newborn baby boy are coming but he is worried because he cannot make a living and the French people do not trust him. He is trying to get money from his landlady but she refuses him. She then tells him about his son being so young and his wife expecting but another mouth to feed, looking fo him to abort the baby.

Highlight (Yellow) | Location 160
She was sorry that Dario hadn’t agreed to let her be in the ward with the others. She had never had any female friends. She had never been in a close relationship with another woman. She was very shy, fearful. In these foreign cities, she found everything surprising. She had learned French, with difficulty. Now she could speak the language
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of the country, with a bad accent, though, but she had gotten used to living on the sidelines. When Dario was with her, she didn’t need anyone else; here, the child should have been enough for her, but she sometimes felt a desire to have the presence of another woman nearby. She could hear them laughing in the ward . . . and it would be nice to compare her child with the others. No child could be as beautiful as hers, Daniel, her son, or feed so quickly or eagerly, or have such a well-formed body, such agile little
Highlight (Yellow) | Location 166
legs, such perfect hands. But Dario wanted a private room for her, comfort, peace, luxury. Dear Dario, how he spoiled her. Did he really think he was fooling her? Didn’t she guess how difficult his life was? Couldn’t she recognize the weariness in his halting movements, in his voice, in the rapid gestures of his trembling hands? But the birth of the child had filled her heart with peace. She did not know why, but she no longer worried. She was too grateful to God to hold any anxiety within her.
Highlight (Yellow) | Location 200
“Before the war, my husband left me alone in Paris.” She spoke softly, quickly. “He went to the French colonies, where he hoped to find work. We weren’t afraid of the trips or the separations; we’re foreigners. ‘Clara, I’m leaving,’ he told me. ‘We’ll die of hunger here. I don’t have enough money for you to come with me. You’ll join me later.’ The ship had only just left when I fell ill and found out that I was expecting a child. I had no money. I’d lost the little job that had made it possible for me to survive. Later on, people told me: ‘You should have gone for help here, or there.’ But I didn’t know anything. I knew no one. The child died, almost of starvation,” she said, lowering her eyes.

Highlight (Yellow) | Location 246
He leaned over the cradle, holding his breath. “He’s going to be blond, Clara.” “No, that’s impossible. We both have dark hair. But what about our parents?”
Profile Image for María Greene F.
1,153 reviews243 followers
May 5, 2025
No de lo mejor de la Irene Nemirovsky, pero se deja leer y me encanta que sus personajes sean siempre tan humanos, tan pasionales, y también la percepción que tiene sobre cómo el tiempo lo dimensiona todo. Es muy capaz de describir las cosas bien encima de manera tan exacta, pero a la vez de verlas desde arriba, lo cual hace al relato muy completo.
Profile Image for maximep.
111 reviews1 follower
June 12, 2025
C'est une lecture qui plonge au coeur des années 20 à Nice et 30 à Paris, qui date d'avant guerre mais qui se lit comme un roman contemporain. Avec ses enjeux si actuels - la pauvreté, le racisme, l'intégration, la valeur morale - on s'y retrouve plus qu'on aurait pu le penser. Je suis impressionné par la qualité et la fluidité de la plume, tout comme de son engagement et son ouverture d'esprit.
Profile Image for Pascale.
1,366 reviews66 followers
February 28, 2018
As powerful as the best of Balzac without the endless descriptions of furnishings. This is the story of Dario Asfar, an immigrant from the near East who has a very hard time establishing himself as a medical doctor in Nice. The novel starts with him begging his Russian landlady for a loan because his wife Clara has just had a baby and Dario is wild with anxiety over the future of his family. Eventually he makes a deal with Marthe Alexandrovna that he will perform an illegal abortion on her hated daughter-in-law, the American adventuress Elinor. However, Marthe Alexandrovna doesn't keep her end of the bargain once Elinor has left her son, and Dario has to enter into another arrangement with Ange Martinelli, a maitre d' in Monte Carlo. Dario gets his first break when he is called to patch up a prostitute whom the debauched millionaire Philippe Wardes has assaulted. Dario then meets Sylvie, the much-abused wife of Wardes, for whom he develops a platonic passion. From then on, the fate of Dario is intertwined with that of the maverick industrialist. Although they start at opposite ends of the social ladder, both men are governed by their bottomless appetites for money, women and power. The difference is that Dario has to remain very careful about how he indulges his appetites even as he climbs the social ladder, because his status as an immigrant leaves him totally vulnerable to jealousy and slander. While Dario becomes a fashionable shrink, Wardes slowly goes to pot. Sylvie leaves him and greedy, unscrupulous Elinor becomes the second Mrs Wardes. For a while Dario and Elinor fight for control of Wardes's mind, but eventually they realize that the best plan is to have Wardes certified mad and imprisoned in his own villa. When Dario's son Daniel hears of the scam through the embittered Martinelli, he tells Sylvie who in turns pressures Dario to release her ex-husband, not because she still loves him but because she is outraged at the deception. Nonetheless, no sooner is Wardes free that he falls under the spell of Dario once more and ends up committing suicide when Dario withholds his soothing presence. At the death of Clara, to whom Dario has remained loyal if not faithful, he marries Elinor, thereby alienating Daniel irreparably. Or at least, according to Dario's cynical assessment in the unforgettable last line of the novel, until it's time for his inheritance to be paid out. Wardes, Elinor and Dario reminded me of some of the characters in Visconti's "The Damned". They indeed see themselves as damned already, which gives them license to break all the rules on this side of death. Dario's excuse to himself is that the poverty and prejudice he has encountered from birth have given him no choice. Had he remained honest, he wouldn't have survived. Neither Clara nor Sylvie, who both love him to the end, believe his self-serving rationale for his ruthless behavior, but ironically crooked Elinor can empathize with him in a different way. Apparently some readers have seen signs of anti-semitism in the description of Dario but the charge doesn't make any sense, as Olivier Philipponnat and Patrick Lienhardt conclusively demonstrate in their introduction to this Folio edition.
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October 14, 2024
"A poco que se haya vivido plenamente, cualquier vida contiene innumerables errores y pecados¨.

Una novela relativamente corta que sin embargo es redonda. Trata varios temas y contiene numerosas reflexiones valiosas y profundas.

Dario Asraf llegó a Francia desde su Crimea natal con su mujer. En Francia estudió medicina, y durante años peleó por labrarse una carrera, no sólo contra todas las dificultades propias del momento, sufriendo además la desconfianza de los franceses por ser extranjero. Durante estos primeros años afronta con entereza las adversidades, se mantiene firme y actúa honradamente a pesar de las zancadillas y las injusticias. Pero todo cambia cuando su mujer se queda embarazada, cuando nace su hijo Daniel. Hasta entonces, "Hacía acopio de fuerzas, como en medio de una batalla desigual en que, si sobrevives otro instante y no puedes huir, aferras las armas, piensas en un ser querido y te lanzas a la carga, comprendiendo al fin que no respetarías nada, que aceptarías perder el alma si ése fuera el precio por conservar la vida."

Una de las principales preguntas que rondan la novela es si la moralidad es algo inherente al hombre, algo inalineable y sagrado, o es solo un lujo que pueden permitirse quienes no pasan necesidad.

"Nada me aterra más que la pobreza. No sólo porque la conozco, sino por las generaciones de desgraciados que han sufrido antes que yo. En mí vive toda una raza de muertos de hambre que todavía no están satisfechos, que nunca lo estarán! Jamás tendré bastante calor! Nunca me sentiré lo bastante seguro, lo bastante respetado, lo bastante querido, Clara! No hay nada más terrible que no tener dinero! Nada más odioso, más vergonzoso, más irremediable que la pobreza! "

Daniel, su hijo, criado en la opulencia proporcionada por su padre, en una burbuja cómoda y aséptica, sin lucha, juzga duramente a su padre por su falta de moralidad, por aprovecharse de los demás, por su amor al lujo. La vida que le ha facilitado el padre le aleja irremediablemente de él.

¨ - Me horrorizas. (...)

- Pobre Clara, parece que estás recitando una lección. No son palabras tuyas, sino las de nuestro hijo. A él seguro que lo horrorizo, si lo sabe, si lo ha adivinado. ¿Podría ser de otro modo? Recuerda mi vida a su edad. Él...Mira, no te diré más que una cosa, así lo comprenderás: siempre ha tenido suficiente para comer. Por eso no podemos entendernos. (...)

¿Qué habría sido de él si me hubiera dejado llevar por los escrúpulos o la compasión?

- Cállate! Hablas contra tu corazón, contra tu verdadera naturaleza! Antes no eras así! ¿Qué ha pasado?

- La vida."
Profile Image for Anna.
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February 8, 2019
L’ennesimo capolavoro. Una storia reale, lucida dove è l’autrice stessa che, attraverso una profonda analisi, dimostra di essere la signora delle anime dei suoi personaggi.
Profile Image for Aliza Ta.
3 reviews2 followers
April 18, 2019
De los mejores libros que he leído. Tiene mucha sabiduría en sus páginas si se sabe apreciar.
Profile Image for _nuovocapitolo_.
1,111 reviews34 followers
September 14, 2024
«Dopo essere stato nelle sue mani, dottore, nessuno può più affermare di essere padrone della propria anima» dirà un giorno a Dario Asfar il ricchissimo finanziere Wardes, affidandosi ancora una volta alle cure di quel medico ambiguo quanto fascinoso. A Parigi c’è chi lo accusa di sfruttare la credulità del prossimo. Eppure, nella sua sala d’aspetto continuano a fare la fila le signore della buona società, ansiose di sottoporsi al suo «metodo» – una sorta di psicoanalisi annacquata a uso mondano – per guarire da mali molto spesso immaginari.

"Ma che cosa sono io? Una creatura della terra, impastata di fango e buio". Ecco come si presenta Dario Asfar, medico levantino proveniente dalla Crimea, un crogiuolo di razze e sangue nato in mezzo alla miseria, con avi che hanno sempre vissuto per mezzo di espedienti ("Ma che altra certezza puoi avere, quando hai visto soltanto miseria, violenza, ruberie e crudeltà?"). Dario è un medico giunto in Francia in cerca di ascesa sociale, di quell'ascensore che lo possa in qualche modo riscattare, elevandolo ed assicurando per sè e famiglia un futuro radioso. Ma l'ascesa sociale è sempre terribile e difficile da realizzarsi in maniera onesta, soprattutto quando rimane cucita addosso l'etichetta di migrante, di straniero ("Io mi sono laureato in medicina in una università francese, conosco gli usi francesi e ho ottenuto la cittadinanza francese, eppure vengo trattato da straniero.."). Dario è perennemente con l'acqua alla gola, carente di denaro, è un medico straniero di cui nessuno si fida e per sopravvivere non può fare altro che indebitarsi continuamente per ripagare i creditori precedenti, moltiplicando così all'infinito i propri problemi. La soluzione a questa impasse sta nell'adattarsi ad una società feroce, falsamente perbenista ed ipocrita come quella in cui vive e che porterà Dario a diventare "Il medico delle anime", comprendendo con grande intelligenza e astuzia quanto in realtà conti curare le anime della gente, illudendola con espedienti da psicanalista con pochi scrupoli, piuttosto che i loro corpi.

Romanzo dalle tinte fosche che la Nemirovsky conduce sapientemente, dimostrando che in fin dei conti i mali dell'umanità sono sempre gli stessi nonostante il passare del tempo (uno su tutti ad es. la paura nei confronti di chi è straniero). L'autrice dimostra quanto una società apparentemente tollerante e civilizzata possa in realtà nascondere comportamenti vili e ripugnanti, come possa essere perennemente assillata da invidie reciproche e così maledettamente attaccata al denaro e pronta a qualsiasi espediente pur di accumulare ricchezza, compresa la possibilità di mettere in atto azioni al limite della legalità. Di tutto questo Dario (ma non solo) ne è l'emblema e lo confessa al proprio figlio nelle ultime pagine del libro ("Provaci, a crepare di fame, come me, con una moglie ed un figlio sulle spalle. A sentirti abbandonato....Quando i tuoi vicini ti avranno trattato da sporco straniero, da immigrato, da ciarlatano...solo allora potrai parlarmi di denaro e di successo, e capire cosa significano").

Un medico di umili origini cerca fortuna in Francia dove fatica a sbarcare il lunario e a farsi pagare dalla scarsa e povera clientela. Pian piano capisce che dove la professione esercitata con scrupolo e coscienza non arriva, potrebbero però arrivare altri più discutibili mezzi. Perciò inizia a sfruttare le sue indubbie doti anche professionali per raggirare i clienti, vendendo loro cose impossibili da comprare come la tranquillità, la serenità, la possibilità di percepire e gustare i piaceri della vita. Lui che era venuto a Parigi in cerca di un miglioramento anche morale si accorge di essere circondato dalla stesse gente che c'era al suo paese, mercanti, prostitute, persone che cercano in tutti i modi di sbarcare il lunario parassitando gli altri, gente meschina e gretta. Tutta la gente che incontra è di questa razza inferiore, tutti a parte sua moglie Clara e Sylvie, moglie di un suo ricco paziente, che rappresenta l'ideale che è venuto a cercare in Francia, ideale di cui non è però all'altezza. La sua vita diventa uguale a quella di tutti gli altri, interessata, meschina, schiava del piacere e dei soldi. In ultima analisi, diventa molto simile alla vita di suo padre per cui aveva provato da ragazzo un vivo disprezzo che l'aveva spinto a fuggire di casa e dal paese.

A questo punto alza il dito contro di lui il suo antagonista, suo figlio Daniel, che si sente migliore di lui, pensa di disprezzare il danaro, di avere valori morali, di poter aspirare a una vita migliore come valori. Ma Dario, e forse anche la scrittrice non si fa illusioni: aspetta, dice, ora sei giovane. E anche quando Daniel fugge di casa in opposizione alle scelte del padre, Dario dice tristemente ma con sicurezza: tornerà per l'eredità. Questa è la lapidaria frase che conclude il libro e che non lascia margine alla speranza nemmeno per il figlio. Il padre sa che quella di essere migliori dei propri genitori è solo un'illusione che la vita ricaccerà indietro. Molto amaro come libro, molto sconfortante. Sembra che alla condizione umana, alla calamita negativa costituita dal piacere (e quindi dal denaro) non ci sia scampo.
Profile Image for Magdelanye.
2,031 reviews248 followers
March 31, 2023
He didn't want to pass on his tormented features...or his dark soul to his son. p20

Your life is you, and you are your life. p85

In this brilliantly shaped, darkly shadowed character study, Irene Nemirovsky demonstrates her narrative mastery so skillfully that it is possible for the compassionate reader to come away with that capacity greatly enhanced, or at least undiminished by exposure to such a tormented soul.

How he both feared and hated those educated people, humanitarians, important and upstanding...with them he felt weak, guilty, humble. p113

IN explores the nuances of the ethical implications of power with its direct links to deprivation and depravity, stressing the power of timing and fashion and the insiduous power of opinion that sometimes leads to the willing gullibility of those eager to cast themselves at anyone who promises a solution for their suffering.

Between those ...terms there is perhaps a nuance, but that nuance is the truth. p184

No longer reduced to a question of good and evil, or even to simple moral erosion, what IN captures is the conflicted decadance of the times and the precarious nature of freedom.
19 reviews
March 28, 2023
Siamo nella prima metà del '900, protagonista del romanzo è Dario Asfar, un medico di origine levantina proveniente, insieme a sua moglie Clara da Odessa e stabilitosi, dopo varie peregrinazioni, a Nizza.
Dario Asfar, povero ed immograto,visto in tralice da una società ostile e soprattutto diffidente, cerca con il proprio credo e la propria conoscenza, con la propria dignità, a dare una vita dignitosa alla sua famiglia tra un prestito e l'altro, fino al giorno in cui si imbatte nel signor Wardes, un ricco imprenditore affetto da disturbi del comportamento... da quel giorno per Dario, che fino a quel momento aveva guardato con disprezzo l'alta società, pur anelando alla loro agiatezza, inizia il cambiamento che gli stravolgerà la visione della vita e della gente, che farà emergere la parte più intima (e infima) non solo del protagonista, ma di tutti coloro che circondano.
Primo approccio alla Némirovsky, lo stile narrativo è semplice, assolutamente non ricercato, la lettura scorrevole.
Un' analisi triste e di tratti dolorosa del genere umano, storia su cui riflettere.
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