A partir de um manuscrito que teria sido encontrado entre os escombros de uma mansão no Rio de Janeiro, Wilson Bueno faz uma paródia de séculos de mofo literário. Nessas recordações, estão as desventuras de um certo LP, que vive em pleno Rio machadiano. Não apenas o cenário é reconstruído, mas também a linguagem da época.
Wilson Bueno (Jaguapitã, 13 de março de 1949 - Curitiba, 31 de maio de 2010) foi escritor, cronista e poeta paranaense. Nasceu em Jaguapitã e ainda criança se mudou para Curitiba, onde descobriu a sua vocação literária. Ao longo de sua vida construiu duas obras: a sua literatura - reconhecida como uma das mais interessantes e importantes entre os escritores brasileiros dos últimos 40 anos, que lhe rendeu 16 livros - e o jornalismo - como editor de O Nicolau e colaborador em vários jornais conceituados do país. Faleceu no dia 30 de maio de 2010, na cidade de Curitiba, onde vivia desde a década de 1970.