História do jovem alemão que desembarcou no Brasil e foi capturado pelos índios é narrada por Dona Benta a seus netos. A avó relata a saga do viajante alemão, aprisionado durante 9 meses pelos canibais. Em meio a um cenário repleto de animais, florestas, embarcações, o leitor acompanha as dificuldades enfrentadas por Hans Staden durante o tempo em que foi prisioneiro e sofreu ameaças de ser devorado pelo índios. Também conhece as tentativas de Hans em convencer os canibais a não comê-lo, como no trecho em que os alerta dos perigos de assar e comer a carne dos portugueses, que eles julgavam inimigos.
José Bento Renato Monteiro Lobato (April 18, 1882 - July 4, 1948) was one of Brazil's most influential writers, mostly for his children's books set in the fictional Yellow Woodpecker Ranch but he had been previously a prolific writer of fiction, a translator and an art critic. He also founded one of Brazil's first publishing houses (Companhia Editora Nacional) and was a supporter of nationalism.
This is a children's story, as recounted by an old lady to her grandchildren, and the tension in the story is how Hans nearly gets eaten by cannibals in Brazil during his captivity from 1547-1555. So many narrow misses. But the cannibals are rather respectfully treated by Dona Benta. She doesn't let the children criticize them. I love Dona Benta. Can't wait until I can read it to my grandchild.
Hans Staden foi um viajante alemão que fez duas viagens ao Brasil no século XVI. Sua história ficou famosa por ele ter ficado prisioneiro dos índios tupinambás, durante nove meses. Após libertado, escreveu um livro que foi lançado na Alemanha em 1557 que é conhecido no Brasil como “Duas Viagens ao Brasil”, uma das primeiras obras que descreve a vida em nosso país.
Monteiro Lobato escreveu duas versões desse relato. A primeira, de 1925, ganhou o título “Meu cativeiro entre os selvagens do Brasil”. No segundo — que comento agora — ele colocou Dona Benta para contar aos netos Pedrinho e Narizinho as aventuras do alemão em sua viagem para o Brasil em 1548, Claro que a plateia incluía também a boneca Emília, que sempre tem tiradas inesperadas e divertidas.
Embora voltado para crianças, o texto conta uma parte interessante da história do Brasil de forma bem didática. Leia um trechinho: “Vovó — disse Pedrinho. — Por que motivo naquele tempo lidavam tanto com o pau-brasil e hoje não se fala mais nele? Será que lhe acabaram com a casta? — Não, Pedrinho. O que se deu foi que o carvão-de-pedra derrotou o pau-brasil. Pedrinho arregalou os olhos. — Naquele tempo tirava-se dessa madeira uma substância colorante, empregada na tinturaria, como também se extraía o carmim dum inseto chamado cochonilha. Com os progressos da química, porém, a indústria descobriu meios de tirar do carvão-de-pedra as anilinas, isto é, as mães de todas as cores possíveis e imagináveis. E como isto ficasse mais barato, desapareceu a indústria do pau-brasil, da cochonilha, da garança, do anil e de quanto vegetal era cultivado com fins de tinturaria.
Li isso quando tinha uns dez anos e nunca mais me recuperei. Definitivamente não estava preparada pra nenhum dos temas abordados, e principalmente pro absoluto TÉDIO que essa história me traria. Só queria que um raio atingisse todos os personagens para me livrar do horror que foi ler isso. Mas como era para uma prova, tive que terminar. Hoje lembrei da experiência de quando mais nova e, especialmente, como acho que a forma escolhida para aborda-lo conosco (meus colegas de sala e eu) foi muito adulta. Entendo que alguém pode tirar algo de bom desta obra, como ensinamentos sobre xenofobia, racismo, colonialismo etc... Mas a única coisa que esse livro me ensinou foi a odiar.
Tentando voltar a ler o Sítio. Bem, esse foi bem chato. Fica a menção honrosa pelo valor histórico — não acho que as crianças de hoje em dia conheçam Hans Staden, então vai — e pelo valor geral da série. A demonização dos índios é bem menor do que eu esperava, e achei engraçado como a narrativa seguiu sendo interrompida várias vezes, ainda que sem um propósito óbvio para isso — uma tentativa de cliffhanger, talvez?
Creio que todos conhecem a história do alemão que se perdeu nas florestas brasileiras e foi encontrado pelos temíveis índios Tubinambás, selvagens e antropófagos. E agora? Como o galego se sairá dessa sem virar chucrute? Toda história, por mais conhecida tem sempre um algo especial quando contada e vivida pela turminha do Sítio.
Livro voltado para um público infantil, mas cuja leitura também pode render sorrisos entre o público adulto. A versão da Globinho tem ilustrações muito bonitas.
“Queria ver o mundo, viajar, cortar os mares, e insistia nisso, por mais que seu pai lhe dissesse que boa romaria faz quem em casa fica em paz”
A obra lobatiana 'Aventuras de Hans Staden', lançada em 1927, ganha agora uma versão em quadrinhos.O livro traz também matérias a respeito da obra original, da vida de Hans Staden.