As Aventuras de Sherlock Holmes incluem originalmente doze contos de aventuras do detective Sherlock Holmes, publicados em 1892. Os contos foram divulgados pela primeira vez na revista Strand Magazine, nos anos de 1891 e 1892. Neste segundo livro de aventuras estão reunidos O Homem do Lábio Torcido, Um Caso de Identidade, A Faixa Malhada e As Cinco Sementes de Laranja.
Sir Arthur Ignatius Conan Doyle was a Scottish writer and physician. He created the character Sherlock Holmes in 1887 for A Study in Scarlet, the first of four novels and fifty-six short stories about Holmes and Dr. Watson. The Sherlock Holmes stories are milestones in the field of crime fiction.
Doyle was a prolific writer. In addition to the Holmes stories, his works include fantasy and science fiction stories about Professor Challenger, and humorous stories about the Napoleonic soldier Brigadier Gerard, as well as plays, romances, poetry, non-fiction, and historical novels. One of Doyle's early short stories, "J. Habakuk Jephson's Statement" (1884), helped to popularise the mystery of the brigantine Mary Celeste, found drifting at sea with no crew member aboard.
As Aventuras de Sherlock Holmes são constituídas, ao todo, por 12 contos distintos. Comprei uma colecção que saiu com o DN/JN no Verão de 2009, do qual ainda só tinha lido Um Estudo em Vermelho, e desta vez decidi pegar nos 3 volumes dedicados às Aventuras, que incluem, no total, apenas 10 dos 12 contos originais. Ficaram a faltar The Adventure of the Engineer’s Thumb e The Adventure of the Beryl Coronet.
Todas estas histórias são narradas na primeira pessoa pelo Dr. Watson, o fiel companheiro de Sherlock Holmes, e relatam vários mistérios, incluindo crimes ou não, em que Holmes revela toda a sua perspicácia na detecção de pistas que passam ao lado do comum dos mortais. Para isso, utiliza não só as suas excelentes capacidades de dedução, mas também o seu vasto leque de conhecimentos, que vão da química à música, passando anatomia ou pelas leis. Holmes normalmente não trabalha em colaboração com a polícia e parece que tem até algum prazer no facto de ser muito mais perspicaz que os inspectores.
Todas as histórias, sem excepção, foram agradáveis de ler. Seguem normalmente a mesma estrutura e achei que as conclusões, apesar de não serem propriamente previsíveis, são na maioria das vezes algo aborrecidas. Dado o meu gosto pelos policiais da Agatha Christie e tendo em conta que estamos a falar de dois grandes nomes da literatura policial, é impossível não fazer comparações. Gosto muito mais das histórias da Agatha Christie e simpatizo mais com o Poirot. Tanto Holmes como Poirot são personagens muito particulares e peculiarmente inteligentes, mas achei as histórias que incluem este último mais cativantes e absorventes. Pode ter algo a ver com o facto de estar a comparar contos com histórias mais desenvolvidas ou até por ter lido estas Aventuras de rajada, mas a verdade é que gostei menos do que esperaria.
Ainda tenho por aqui vários outros contos do Sherlock Holmes, relativos ao seu Regresso e às suas Memórias, mas deixarei passar algum tempo antes de lhes pegar. Não deixa de ser uma leitura interessante, mas que recomendo ser intercalada com outros livros.
Esta crítica é relativa a quatro contos de Arthur Conan Doyle, sendo que um deles não faz parte deste livro.
As Cinco Sementes de Laranja Não fiquei completamente satisfeita com esta aventura de Sherlock Holmes, já que o seu fim foi demasiado abrupto e deixou um mistério por resolver ligado ao Klu Klux Klan.
O Homem do Lábio Torcido Gostei muito deste conto em particular, consegui surpreender-me!
O Carbúnculo Azul Um bom conto do mestre Sir Arthur Conan Doyle.
A Faixa Malhada Confesso que estava à espera de um final mais satisfatório. (SPOILER!) Uma cobra indiana não era o que eu estava à espera que fosse a faixa malhada! (fim do SPOILER!) No entanto, o raciocínio de Sherlock Holmes foi brilhante, como sempre!