O Novico foi escrito por Martins Pena no século passado, mas até hoje faz rir, com sua crítica a esperteza humana, centralizada no personagem de Ambrósio, um homem inescrupuloso que gosta de aplicar o "Golpe do Bau" em mulheres ricas, viúvas e mal amadas. A bigamia de Ambrósio e seus planos estão indo bem e em segredo até que ele resolve que a esposa, Florência, deve mandar o sobrinho, Carlos, para o convento. Assim ele não poderá casar com a prima, Emilia. Revoltado Carlos se torna o herói da peça, desmascarando Ambrósio. O texto de Martins Pena é uma satira à sociedade da época, que também vivia, como nós, na teia da corrupção. Martins Pena é considerado por muitos o "Molire Brasileiro" e foi quem instaurou o teatro de costumes no Brasil.
Luís Carlos Martins Pena (Rio de Janeiro, 5 de novembro de 1815 — Lisboa, 7 de dezembro de 1848) foi dramaturgo, diplomata e introdutor da comédia de costumes no Brasil, tendo sido considerado o Molière brasileiro.
Sua obra caracterizou pioneiramente, com ironia e humor, as graças e desventuras da sociedade brasileira e de suas instituições. É patrono da cadeira 29 na Academia Brasileira de Letras.
A obra de Martins Pena reúne quase 30 peças, dentre comédias, sátiras, farsas e dramas. Destacou-se especialmente por suas comédias, nas quais imprimiu caráter brasileiro, fundando o gênero da comédia de costumes no Brasil, mas foi criticado pela baixa qualidade de seus dramas. No geral, produziu peças curtas e superficiais, contidas em um único ato, apenas esboçando a natureza das personagens e criando tramas, por vezes, com pouca verossimilhança e coerência. Ainda assim, construiu muitas passagens de grande vivacidade e situações surpreendentes e é constantemente elogiado pela espontaneidade dos diálogos e pela perspicácia no registro dos costumes brasileiros, mesmo que quase sempre satirizados
Essa peca é boa, acho que ela encenada deve ser muito engraçada. No entanto, os personagens sempre estão reforçando a ideia de que é a mulher quem traz o inferno.
Não imaginava dar risadas de uma peça escrita, muitos menos que ela conseguisse não ser apenas engraçada, mas leve e envolvente. Gostei muito, lerei novamente
Bem escrito. Com uma linguagem rebuscada embora não tão complicada assim. Entretanto, o livro se sustenta mais pela tradição do teatrólogo (o primeiro do Brasil) do que pela história em si, que acontece de forma muito rápida, sem muita profundidade nos personagens.
Destaca-se também as cenas de confusão que são engenhosas e bem elaboradas.
P.S: Excelente livro para quem está começando a ler (se for uma versão com referências de linguagem.