Clásico del cómic underground español, la edición de Peter Pank Integral recopila en una edición de lujo los álbumes Peter Pank, Likantropunk y Pankdinista! El personaje de Peter Pank es una parodia del Peter Pan de la película de Walt Disney. Los diferentes personajes de dicha película son interpretados en el cómic bajo el prisma de las tribus urbanas de la España de los años ochenta Peter Pank es el personaje más carismático y popular de los creados por la mente genial de Max. Este punkie de rasgos aguileños y maneras radicales se ha convertido en símbolo de una juventud eternamente peleadora y rebelde que no acepta las reglas impuestas por la sociedad en que le ha tocado vivir. Y es que la lección de Peter Pank está si no puedes cambiar tu sociedad... ¡perviértela!"
Peter Pank!!! Disney macarra con personajes convertidos en las tribus urbanas de la España de los 80. Muy divertido y sin filtro alguno. Max sabe contar muy bien y aprovechar al máximo las posibilidades que te da el cómic.
Fãs portigueses de banda desenhada já com alguma idade recordam-se de uma época onde abundava BD nas bancas e quiosques, mercê da importação brasileira da Abril. Foram os tempos dos lendários formatinhos, que nos traziam os comics da Marvel e DC, as aventuras dos personagens Disney, e muitos outros personagens. Também cá chegavam graphic novels (em revista, não em livro), séries limitadas editadas no formato comic. e outras revistas de BD. No meio disso tudo, havia um fenómeno estranho, que se hoje estivesse acessível a todos em bancas, provocaria pânicos morais: a revista Animal.
Independente e a puxar para o underground, era uma revista que nos trazia do melhor da BD europeia e brasileira. Não a comercial, mas sim a independente e de vanguarda. Para além de geniais cartoonistas brasileiros, foi naquelas páginas que descobri Mattoti, Schulteiss, Magnus ou os irmãos Hernandez, entre outros nomes do vibrante panorama da BD independente dos anos 80 e 90. E também se poderiam descobrir outras coisas. A Animal estava pensada para adultos, e tinha algumas rubricas dedicadas a gostos mais perversos e peculiares. Nos dias de hoje, em que o dilúvio online nos baixou o nível de sensibilidade por excesso de exposição a excessos, revistas como a Animal parecem-nos quase ingénuas. Mas, à época, foi uma pedrada no charco, que mostrava que a BD de qualidade ia além dos formatos comerciais ou do tedioso prestígio da bande dessinée francesa. Podia ser radical, virulenta, escatológica, sem compromissos, e em essência, interessante.
Há um trio de personagens da BD underground europeia (quatro, se incluirmos Cowboy Henk) que eram peculiarmente radicais e tinham presença garantida nas suas páginas: as aventuras sexualidadas do robot Ranxerox e a sua namorada adolescente (este lado não envelheceu bem) por Liberatore, o colapso sangrento da cultura pop no absolutamente brilhante Squeak the Mouse de Mattolli, e a destruição punk da parábola delicodoce de JM Barrie em Peter Pank do espanhol Max Bardin.
Bardin pegou no esqueleto de Peter Pan e recriou-o numa perspetiva da rebeldia das culturas undeground dos anos 80. A terra do nunca transforma-se numa Terra dos Punks, e os rapazes perdidos num bando de agarrados à cola e heroína. Os piratas tornam-se rockers ao estilo dos anos 50, com o enorme topete do capitão. As sereias são insaciáveis ninfomaníacas, e a ilha ainda alberga uma comunidade hippie, malta pacífica exceto quando toma ácido. No meio disto tudo reina Peter Pank, um cabrão assumido, punk até à medula, que não olha a nada para satisfazer os seus prazeres. Se na fábula de Barrie Wendy e os seus irmãos visitam a Terra do Nunca a convite do eterno rapaz, nesta versão os objetivos de Peter são muito mais lúbricos em relação à jovem. E, claro, não poderia faltar a caricatura da fada, no fundo uma das grandes heroínas deste delírio.
Com uma base destas, só poderia dar confusão da grossa, e sucedem-se peripécias de humor corrosivo e implacável. Terminadas as aventuras na terra dos Punks, Max Bardin ainda nos legou outras duas aventuras do seu tramado anti-herói: um delírio onde a iconografia do horror clássico colide com os romances de espionagem e as culturas urbanas violentas; e uma aventura final, um hino à rebeldia onde Peter Pank lidera uma guerrilha que libertará a ilha do jugo dos yuppies (ainda se lembram desta tribo urbana, imortalizada por Olvier Stone em Wall Street e Brett Easton Ellis em American Psycho? Hoje designamo-os por neoliberais).
Todo o livro é desenhado num traço acutilante e rigoroso, com um esquema de cores fortíssimo. Esta edição da La Cupola recorda um personagem incómodo, e um marco incontornável da iconoclastia underground da BD europeia dos anos 80.
Reseña: https://www.fabulantes.com/2017/06/pe... "Leer este cómic de Max (seudónimo de Francesc Capdevila [Barcelona, 1956]) en la actualidad es recibir un golpe generacional. La rebeldía de los ochenta en estado puro machacando fantasmagoría de la libertad contemporánea. De hecho, no cabe duda que un cómic como Peter Pank, de haberse publicado ayer, habría sido denunciado por todos los colectivos existentes. Es el fruto del amor entre J. M. Barrie y Eskorbuto, una biblia de lo políticamente incorrecto: violaciones, sado-masoquismo, drogas, violencia, herejías y una anarquía visceral; todo ello amalgamado cemento del humor negro y lo irreverente."
Es el caos puro este cómic. Me encanta la idea y la estética, pero quizás ha envejecido mal. Algunos planteamientos se han quedado obsoletos y hay temas que es mejor evitar a día de hoy (como el consumo de droga por parte de menores que aparece en el cómic). Pero la estética ochentera, a lo Alaska y los Pegamoides, es genial. Max fue un genio aquí, condensó la línea chunga en una especie de fábula para adultos llena de sexo, destrucción, violencia y punkis. Baja mi calificación de 3 estrellas la última parte, que es una referencia a la guerrilla sandinista y que le resta mucho el desenfado anárquico de todas las demás partes...debería haber sido más largo para poder explicar mejor todo. O no. Supongo que es parte de su gracia.
Esta recopilación é unha maravilla. Recolle as historias longas no infame Peter Punk e as súas aventuras. É divertidísimo e gamberro a máis non poder, Max apodérase de obras clásicas como Peter Pan, Drácula e ata Hazañas Bélicas para dar rienda solta a toda a súa mala leite: punks, fadas, rockers, skins, jipis, homislobos, vampiros, zombies… O ten todo. Inicialmente publicados no Víbora e logo en álbumes infividuais, finalmente La Cúpula editou no 2011 esta recopilación en tapa dura. Acudide as vosas bibliotecas a collelo porque está descatalogadísimo.