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Rio de Janeiro, século XVII. Uma onda de inexplicável violência, atribuída a uma irmandade secreta de escravos criminosos, traz pânico à cidade. Aliando a técnica ágil das tramas de mistério a uma linguagem de precisão artística, este livro faz um grande passeio pelo Rio Antigo, dos solares às senzalas, dos largos cheios de gente às vielas escuras. Como cada capítulo é narrado por um personagem, com visões diferentes da história, o desfecho é ainda mais imprevisível.

132 pages, Library Binding

First published May 1, 2015

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About the author

Alberto Mussa

24 books62 followers
Born in Rio de Janeiro in 1961, Alberto Mussa studied mathematics and percussion before dedicating himself to linguistics. After obtaining a Masters degree from UFRJ with a thesis on African languages in Brazil, Mussa worked as a teacher and authored a dictionary then published his first novel, Elegbara, in 1997, followed by O trono da rainha Jinga (1999), which won the National Library prize. O enigma de Qaf (2004) was awarded the Casa de las Américas APCA prize. He has translated stories by African and Arabic storytellers for the magazine Ficções, and a collection of pre-Islamic poems Os poemas suspensos, not yet published.

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1 star
4 (4%)
Displaying 1 - 9 of 9 reviews
Profile Image for Rita.
912 reviews190 followers
December 24, 2018
Considerado por muitos como um dos mais talentosos escritores contemporâneos brasileiros, Alberto Mussa – RJ, 1961 –teve como ideia contar a história da cidade do Rio de Janeiro através de 5 romances, 1 para cada século, com 5 crimes.

A essa pentalogia deu-lhe o nome de Compêndio Mítico e os títulos são:
O Trono da Rainha Jinga - Século XVIII
O Senhor do Lado Esquerdo - Século XX
A Primeira História do Mundo - Século XVI
A hipótese humana - Século XIX
A Biblioteca Elementar - Século XVIII

Rio de Janeiro, 1626. Uma onda de inexplicável violência, atribuída a uma irmandade secreta de escravos criminosos, traz o pânico à cidade. Mussa leva-nos a passear pelo Rio antigo, mostra-nos a sua beleza natural, o seu ambiente, as diferentes classes sociais e cultura.

Cada capítulo é narrado por uma personagem diferente, o que nos dá diferentes pontos de vista que se entrelaçam até ao desfecho final.

É um livro pequeno (130 págs), que se lê bem, e que no final nos abre o apetite para degustar outras obras do autor.
Profile Image for Eric Novello.
Author 67 books569 followers
Read
December 25, 2017
Fico com a impressão, até por ser um de seus primeiros trabalhos, que o autor ainda estava tateando para encontrar o formato que usaria com mais graça nos seus livros vindouros.
Profile Image for Cicero Marra.
354 reviews23 followers
July 3, 2021
O Alberto Mussa é foda! E esse livro só não é perfeito porque é econômico demais, tanto na linguagem sem excessos, mais parecida com a dos contos; quanto pelo desenvolvimento da trama que envolvem os melhores personagens: Mendo Antunes, o ex-escravo Inácio e a própria Rainha Jinga. Poderia ser um romance definitivo, mas por enquanto, é apenas um ensaio da verdadeira obra prima que há de ser escrita.
Profile Image for André Oliveira.
8 reviews2 followers
January 13, 2020
Segundo livro do compêndio mítico do Rio de Janeiro de Mussa que leio, O Trono da Rainha Jinga é superior ao A Hipótese Humana.

A mudança de narrador a cada capítulo funciona bem. Ainda assim, a concisão dificulta o interesse. Qualquer ameaça de simpatia é premiada com a troca de capítulo, personagens e narrador, os quais voltarão (ou não mais) quase como se fossem novos, dados os saltos (porém há exceções).

Embora os personagens sejam interessantes e suficientemente individuais em personalidade, opiniões e maneira de dizer as coisas, senti falta de uma hierarquia de importância entre eles bem definida. Isto é, cada narrador parece ser a origem em um plano cartesiano, e todos os demais citados sempre parecem equidistantes. Ao não dar muita importância a possíveis vilões (mesmo que meros suspeitos, dada a natureza policial do livro) ou mocinhos, a impressão é de estar conhecendo uma trama em que só há coadjuvantes. Mesmo Jinga, que aparece inicialmente com maior força, não é capaz de preencher o papel de protagonista. Como uma festa de aniversário em que os parentes e amigos foram embora antes do bolo e ficaram apenas os penetras desconhecidos do aniversariante até o fim da festa. Qual o penetra mais interessante ou misterioso? Nenhum.

Mussa escreve para quem é atento. Trabalha bem com entrelinhas, sem infantilizar o leitor. Narra aparentes meras sugestões que, muitas vezes, levam a entender o inescapável, não só o possível. Aquele que gostar do estilo e proposta, por essa razão, certamente se aproveitará de um livro que não se esgota na primeira leitura.

É interessante ver o interesse do autor (e trabalho árduo, certamente) em buscar representar (e fantasiar) a linguagem, as línguas, crenças, espiritualidade e religião africanas – assim como a relação com o cristianismo –, mas às vezes cansa. Muito do que falam os personagens, de forma um tanto complicada, seria traduzido sem perdas na própria narração. Em certos momentos chega a parecer um livro escrito originalmente em português no qual, forçosamente, partes foram traduzidas para outra língua apenas para adicionar, não sem sutil violência, uma espécie de dicionário instantâneo. Descrições, narração e diálogo volta e meia tornam-se chatos verbetes (com e sem o auxílio de notas de rodapé), quebrando o ritmo.

Finalmente, é necessário dizer que não há apenas uma surpresa na trama. Há momentos bem-humorados muito bem escritos. A Heresia de Judas e a Irmandade, bem como sua alternativa final, são reapresentadas e apresentada de forma muito interessante e clara. Ponto positivo também para os diálogos frequentemente maliciosos e irônicos.

Espero que dentre os outros três volumes os acertos deste sejam superados, assim como alguns detalhes incômodos.
55 reviews2 followers
January 31, 2020
"O Trono da Rainha Jinga" foi o primeiro livro escrito por Alberto Mussa para seu Compêndio Mítico do Rio de Janeiro, cujo objetivo é narrar uma história policial ocorrida em cada século. Mas estou lendo na sequência dos séculos, não do ano de publicação. Por isso, deixei este livro, cuja história se passa em 1626, para depois de A Primeira História do Mundo, que se passa no século XVI.

Ao contrário deste primeiro romance, que pode até ser descrito como romance histórico, uma vez que é baseado nos autos da investigação de um crime ocorrido de fato em 1567, o segundo nada tem de histórico, havendo até mesmo algumas imprecisões (declaradas pelo próprio autor). No entanto, o texto procura emular o estilo da época.

Trata-se, na verdade, de uma típica novela, quase 120 páginas rápidas de ler. O principal atrativo, mais do que o enredo, é que cada capítulo é narrado por um personagem. E em momento algum eles se repetem. Apenas os capítulos em flashback são narrados em terceira pessoa, todos falando do passado de Mendo Antunes em Goa e em Angola. Antunes é o mais parecido com um protagonista no livro, e quem abre o primeiro capítulo. Sei lá por quê, sempre me veio à mente a figura de Sor Davos, de "Game of Thrones".

Mussa conta na introdução que muitos pediram uma edição mais extensa do livro, o que ele acabou não fazendo. A narrativa é por demais concisa, e uma pequena distração na leitura pode fazer o leitor perder algum detalhe importante. Pelo mesmo motivo, ficamos com um gosto de “quero mais” em relação aos personagens e à trama. De fato, a história renderia facilmente um romance de 400 páginas.

Tudo se passa em torno de uma série de eventos criminosos na cidade que parece envolver uma irmandade secreta. Muitos são os personagens envolvidos, bem como as vítimas. Como não bastasse a complexidade da trama e até mesmo o aspecto filosófico desta, Mussa “rouba” descaradamente em pelo menos duas informações, induzindo o leitor ao erro. No caso, pegar o assassino não é exatamente a meta do leitor, e sim a da justiça local. Mas há um personagem misterioso que se infiltra aos poucos na narrativa.

Infelizmente, o livro do século XVIII foi deixado pro final e ainda não saiu, de forma que talvez eu seja obrigado a pular minha ordem de leitura.
Profile Image for Harvey Hênio.
638 reviews2 followers
January 8, 2023
Alberto Mussa, nascido no Rio de Janeiro em 1961, é conferencista, romancista e contista. Sua obra, premiada e prestigiada, construída, dentro do gênero “romance histórico”, basicamente, dedica-se a ilustrar as influências indígenas, africanas e orientais na formação histórica brasileira.
“O trono da rainha Jinga” foi ambientado pelo autor na primeira metade do século XVII na cidade do Rio de Janeiro com flash backs de fatos ocorridos na África no mesmo período.
Narrado quase em ritmo de “romance policial” com toques de thriller, a trama tem como “espinha dorsal” uma série de assassinatos e atos de violência ocorridos no Rio de Janeiro e arredores durante o parte do século XVII, quando o Brasil ainda era uma colônia lusitana.
Tomando a frente das averiguações o ouvidor Gonçalo Unhão Diniz começa a desvelar um novelo em que as ligações com tradições e disputas de poder de origem africana tornam-se cada vez mais claras.
A narrativa é breve e a trama é dividida em capítulos objetivos narrados, cada um, por um personagem diferente o que as vezes dificulta um pouco a dinâmica da leitura.
Sobre “O trono da rainha Jinga” o historiador, poeta, diplomata e “imortal” Alberto da Costa e Silva declarou:

“Sempre me espantou, dada a importância da África na formação do Brasil, a sua quase completa ausência, até faz pouco, da nossa literatura de criação – da nossa poesia, do nosso romance, do nosso teatro, do nosso conto. Tudo se passava como se o negro, uma presença constante em nossa ficção, tivesse nascido no navio negreiro. Despido de passado e de cultura. Pura personagem brasileira. Quase nunca africano.
Contam-se pelos dedos os romances nos quais as praias da África se encostam às brasileiras, e nesse grupo destaca-se este “O Trono da Rainha Jinga”.

Boa pedida mas o autor já fez melhor nas cinco obras presentes no seu “Compêndio Mítico da Cidade do Rio e Janeiro”.
Profile Image for Gratiela.
118 reviews
October 23, 2020
O nuvelă scurtă și destul de haotic scrisă, chiar și notele autorului sunt cumva ironice cu privire la șirul întâmplărilor și la dovezile istorice care se presupune că stau la baza acțiunii.
Suferința este u scop în sine: "Nu e deajuns sa ucizi. Trebuie să provoci suferință" spun membrii confreriei secrete formate din sclavi, care luptau pentru un scop oarecum metafizic propovăduit de Regina Jinga: "Privește această piatră și încearcă să o distrugi. Poate că cineva o să reușească să o prechimbe în pulbere. Dar pulberea asta va continua să îmi umple mâna. Răul este ca piatra asta și ca orice altceva; nu se pierde, nu se creează. Doar își schimbă locul."
Nu văd niciun motiv pentru care aș recomanda cartea asta. Într-adevăr se citește repede, are un ritm alert, însă destul de haotic, personajele care povestesc pe rând câte un capitol par a nu avea prea multa logică și a se contrazice. Se vrea a fi un roman de tip polițist însă este destul de lacunar și previzibil
Profile Image for Bárbara Araújo Machado .
12 reviews1 follower
December 22, 2025
Super rápido de li, mas acho que não desisti justamente por isso. A linguagem é excessivamente complicada, com muitas expressões arcaicas e em outros idiomas, o que me parece desnecessário - e eu sou historiadora. O livro poderia ser mais fluida com um pouco mais de ponderação nesse aspecto.

Também não me agrada a mudança de narrador por capítulo, porque os capítulos são muito curtos. Então são 4, 5 páginas para o leitor entender quem está falando, relacionar o que se diz à trama e se relacionar com o personagem. Quando conseguiu fazer tudo isso e pode se entregar à leitura, o narrador volta a mudar. e nunca retornamos a nenhum, o que também é meio chato.

Pelas outras críticas, entendi que o autor melhora nas outras obras. Tomara! Porque o mote é realmente muito interessante.
Profile Image for Maurício Martins.
27 reviews
November 19, 2021
Reconheço que o autor é culto demais e que a obra trata de assuntos importantes. Mas não entendi nada. Talvez a culpa seja minha. Sei lá.
Displaying 1 - 9 of 9 reviews

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