Jump to ratings and reviews
Rate this book

Città Di Roma

Rate this book
Neste livro da maturidade, Zélia recua no tempo e nos conta a história de sua família italiana no período anterior ao retratado em Anarquistas, graças a Deus. Com a escrita amorosa e sem afetação de sempre, ela passeia pelas lembranças que começam no navio batizado Città di Roma, no qual emigraram suas famílias materna e paterna: os Da Col, oriundos do Vêneto, e os Gattai, da Toscana. Todos deixaram o porto de Gênova em busca de uma vida melhor no Brasil.
Apesar de terem feito a travessia do Atlântico na mesma embarcação, em fins do século XIX, os pais da escritora só viriam a se conhecer em São Paulo, onde se casaram e tiveram cinco filhos. Zélia era a caçula, e neste livro - assim como em toda a sua obra - empenhou-se em conter e ordenar o fluxo descontínuo das memórias familiares. Velhas tias, vizinhos gentis, aulas de piano, rusgas com a polícia, rápidas confissões, os passeios de domingo: tudo se mistura na mesma tinta, pintada com o simpático tom intimista da autora.

172 pages, Paperback

First published January 1, 2000

1 person is currently reading
22 people want to read

About the author

Zélia Gattai

29 books31 followers
Zélia Gattai Amado (São Paulo, 2 de julho de 1916 — Salvador, 17 de maio de 2008) foi uma escritora, fotógrafa e memorialista (como ela mesma preferia denominarse) brasileira, tendo também sido expoente da militância política nacional durante quase toda a sua longa vida, da qual partilhou cinquenta e seis anos casada com o também escritor Jorge Amado, até a morte deste.
Filha dos imigrantes italianos Angelina e Ernesto Gattai, é a caçula de cinco irmãos. Nasceu e morou durante toda a infância na Alameda Santos, 8, Consolação, em São Paulo.
Zélia participava, com a família, do movimento político-operário anarquista que tinha lugar entre os imigrantes italianos, espanhóis, portugueses, no início do século XX. Aos vinte anos, casou-se com Aldo Veiga. Deste casamento, que durou oito anos, teve um filho, Luís Carlos, nascido na cidade de São Paulo, em 1942. Leitora entusiasta de Jorge Amado, Zélia Gattai o conheceu em 1945, quando trabalharam juntos no movimento pela anistia dos presos políticos. A união do casal deu-se poucos meses depois. A partir de então, Zélia Gattai trabalhou ao lado do marido, passando a limpo, à máquina, seus originais e o auxiliando no processo de revisão.
Em 1946, com a eleição de Jorge Amado para a Câmara Federal, o casal mudou-se para o Rio de Janeiro, onde nasceu o filho João Jorge, em 1947. Um ano depois, com o Partido Comunista declarado ilegal, Jorge Amado perdeu o mandato, e a família teve que se exilar.
Viveram em Paris por três anos, período em que Zélia Gattai fez os cursos de civilização francesa, fonética e língua francesa na Sorbonne. De 1950 a 1952 a família viveu na Checoslováquia, onde nasceu a filha Paloma. Foi neste tempo de exílio que Zélia Gattai começou a fazer fotografias, tornando-se responsável pelo registro, em imagens, de cada um dos momentos importantes da vida do escritor baiano.
Em 1963 mudou-se com a família para a casa do Rio Vermelho, em Salvador, na Bahia, onde tinha um laboratório e se dedicava à fotografia, tendo lançado a fotobiografia de Jorge Amado intitulada Reportagem incompleta.Aos 63 anos de idade, começou a escrever suas memórias. O livro de estreia, Anarquistas, graças a Deus, ao completar vinte anos da primeira edição, já contava mais de duzentos mil exemplares vendidos no Brasil. Sua obra é composta de nove livros de memórias, três livros infantis, uma fotobiografia e um romance. Alguns de seus livros foram traduzidos para o francês, o italiano, o espanhol, o alemão e o russo.
Anarquistas, graças a Deus foi adaptado para minissérie pela Rede Globo e Um chapéu para viagem foi adaptado para o teatro. Baiana por merecimento, Zélia Gattai recebeu em 1984 o título de Cidadã da Cidade do Salvador.
Na França, recebeu o título de Cidadã de Honra da comuna de Mirabeau (1985) e a Comenda des Arts et des Lettres, do governo francês (1998). Recebeu ainda, no grau de comendadora, as ordens do Mérito da Bahia (1994) e do Infante Dom Henrique (Portugal, 1986).
A prefeitura de Taperoá, no estado da Bahia, homenageou Zélia Gattai dando o nome da escritora à sua Fundação de Cultura e Turismo, em 2001.
Em 2001 foi eleita para a Academia Brasileira de Letras, para a cadeira 23, anteriormente ocupada por Jorge Amado, que teve Machado de Assis como primeiro ocupante e José de Alencar como patrono. No mesmo ano, foi eleita para a Academia de Letras da Bahia e para a Academia Ilheense de Letras. Em 2002, tomou posse nas três. É mãe de Luís Carlos, Paloma e João Jorge. É amiga de personalidades e gente simples. No lançamento do livro 'Jorge Amado: um baiano romântico e sensual, em 2002, em uma livraria de Salvador, estavam pessoas como Antonio Carlos Magalhães, Sossó, Calasans Neto, Auta Rosa, Bruna Lima, Antonio Imbassahy e James Amado, entre outros.
Ao lançar seu primeiro livro, Anarquistas graças a Deus, Zélia Gattai recebeu o Prêmio Paulista de Revelação Literária de 1979. No ano seguinte, recebeu o Prêmio da Associação de Imprensa, o Prêmio McKeen e o Troféu Dante Aligh

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
11 (25%)
4 stars
18 (41%)
3 stars
12 (27%)
2 stars
2 (4%)
1 star
0 (0%)
Displaying 1 - 6 of 6 reviews
Profile Image for Luciana Betenson.
279 reviews1 follower
April 24, 2023
Que livro emocionante e gostoso de ler. Diria que é leitura praticamente obrigatória para os paulistas que vêm de famílias italianas, que emigraram para São Paulo no fim do século XIX e início do século XX. Neste livro, Zélia Gattai narra memórias e lembranças de infância dos avós, tios, primos e da sua própria família. Seu pai e sua mãe vieram para o Brasil com suas famílias em 1890, no mesmo navio partindo de Genova, o Città di Roma – embora só fossem se conhecer e casar muito depois, já em São Paulo. O livro tem histórias alegres e tristes, mas o interessante é que faz mesmo um retrato da vida dos imigrantes italianos na cidade de São Paulo, com seus costumes, ideias, crenças, paixões, trabalhos, diversões. Algumas das histórias me lembraram muito as memórias do meu avô. Recomendo muito. Vou até reler o “Anarquistas, graças a Deus”, que narra o período posterior ao do livro “Città di Roma”, que li faz tanto tempo.
34 reviews
January 24, 2024
Um acaso me levou até Cittá di Roma. Em busca de livros escritos por italianos ou que falassem sobre a Itália, decidi escrever "roma" no buscador do Kindle e o livro da Zélia foi o primeiro a aparecer. Confesso, nem sabia que ele estava por lá. Pois bem, é um livro de memórias. Não só da Zélia, mas de sua família materna e paterna, já que pai e mãe vieram no mesmo navio, mas só se conheceram, já adultos, anos depois.
Um livro muito interessanta para quem quer conhecer mais sobre a vinda dos italianos para o Brasil. A escrita da autora é deliciosa, por diversas vezes gera aquela sensação gostosa de um bate-papo com café e bolo quentinhos. Aos poucos você se afeiçoa por toda a família e entende um pouco, por tabela, o que trpuxe tanto italianos ao Brasil: promessas, sonhos e o desejo de desbravar o novo mundo. Tirando a parte menos poética e romantizada, o livro deixa claro que muitos foram iludidos e viveram por anos amargurados, arrependidos e vivendo em condições análogas à escravidão.
Profile Image for Larissa Bianco.
101 reviews
June 18, 2025
Um livro curto sobre a chegada de imigrantes italianos em meados do fim do século 19/início do século 20 ao Brasil e suas gerações posteriores em São Paulo, narradas por Zélia, a autora e personagem principal dessas memórias. O início pode ser um pouquinho sem graça, mas conforme os anos se desenrolam as histórias da família vão ficando cada vez mais interessantes.
Profile Image for Elisabete Teixeira.
96 reviews7 followers
September 8, 2013
A minha primeira leitura da autora e fiquei com vontade de conhecer mais. Uma escrita positiva e fresca que conta as memórias associadas às suas origens familiares, ainda sem Jorge Amado.
As memórias são contadas em fragmentos, como quando nos vamos lembrando do passado, mas ordenadas cronologicamente.
Quase parecem memórias contadas, que nos fazem sentir muito próximo da autora e da sua família.
Gostei muito!
Profile Image for Paula Fernandes.
1 review
July 12, 2013
Uma delícia de ler! A prosa de Zélia e boa, leve, divertida. Ler este livro é como se Zélia te convidasse para um café pra contar as memórias de sua vida.
Sou apaixonada pelo estilo literário de Zélia, é simples e honesto.
Displaying 1 - 6 of 6 reviews

Can't find what you're looking for?

Get help and learn more about the design.