Jump to ratings and reviews
Rate this book

Éramos seis

Rate this book
Librarian's Note: this is an alternate cover edition - ISBN 10: 8508001002

Coragem, perseverança e união. Serão esses os segredos que permitem àquela família enfrentar todos os desafios que a vida lhe impõe? Você vai acompanhar o dia-a-dia de seu Júlio, dona Lola e seus filhos, com alegrias, tristezas, problemas e soluções, narrado com sensibilidade por Maria José Dupré. Éramos seis é um livro clássico, que tem emocionado muitas gerações de leitores.

192 pages, Paperback

First published January 1, 1943

Loading...
Loading...

About the author

Maria José Dupré

15 books31 followers
Maria José Dupré, ou Sra. Leandro Dupré como assinava em seus livros (Ribeirão Claro, PR, 1 de maio de 1898 - Guarujá, SP, 15 de maio de 1984) foi uma escritora brasileira.

Nascida na fazenda Bela Vista, na época município de Botucatu, hoje município de Ribeirão Claro no Paraná por estar muito próxima da divisa entre São Paulo e Paraná, Maria José foi alfabetizada pela mãe e seu irmão. Ainda em Botucatu, estudou pintura e música. Mudou-se para a cidade de São Paulo, onde cursou a Escola Normal Caetano de Campos, formando-se professora. Sua vida na literatura começa após casar com o engenheiro Leandro Dupré. Foi contemporânea de nomes como Érico Veríssimo, José Lins do Rego e Viana Moog, numa época em que as mulheres intelectuais apenas começavam a exercer alguma atividade profissional.

Em 1939, publicou o conto Meninas tristes, no suplemento literário de O Estado de S. Paulo, com o pseudônimo de Mary Joseph. Mas sua carreira começou realmente em 1941, com a publicação de O romance de Teresa Bernard.

É autora de vários clássicos da literatura infanto-juvenil, mas foi o romance Éramos Seis, obra premiada pela Academia Brasileira de Letras, que a lançou efetivamente no mercado. Prefaciada por Monteiro Lobato, Éramos Seis mereceu o seguinte comentário do autor mais significativo da história da literatura infanto-juvenil brasileira: "Tudo fica vida, só vida, em seu extraordinário romance". O livro foi traduzido para o espanhol, francês e sueco e transformado em filme na Argentina, e em quatro ocasiões, na forma de telenovela no Brasil. Escreveu para o público adulto também.

From Wikipedia

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
587 (46%)
4 stars
408 (32%)
3 stars
201 (16%)
2 stars
44 (3%)
1 star
12 (<1%)
Displaying 1 - 30 of 89 reviews
Profile Image for Carol Mdi.
2 reviews2 followers
June 23, 2013
Final perfeito:
“O céu está sombrio e escuro, cinzento-escuro. O que foi a vida em todos esses anos? Sacrifício e devotamento. É como ver numa tarde assim de chuva, pesada de tristezas. Mas não sei lamentar; se fosse preciso recomeçar novamente, novamente faria minha vida a mesma que foi, de sacrifício e devotamento. Devo ser feliz porque cada filho seguiu o caminho escolhido. Grossas gotas de chuva caem do céu sobre a terra, sobre as árvores e sobre os telhados. Cor de cinza. Solidão.”
O único livro que me fez chorar... Salve Dona Lola!
Profile Image for Rodrigo Oliveira.
116 reviews94 followers
October 3, 2019
Vamos falar um pouquinho sobre esse livro? Vamos. Tenho a impressão de que, por 'Éramos Seis' fazer parte da coleção Vagalume, ele é visto como um livro menor. Não é. E eu não entendi por que ele está nessa coleção, que é direcionada ao público jovem, e os jovens possivelmente não conseguem compreender os sofrimentos, dores e mágoas vivenciados por Dona Lola. Os fatos narrados só fazem sentido quando já temos a perspectiva de uma vida adulta. Eu mesmo já tinha lido quando criança, lembro de ter gostado, mas nem de perto tinha a maturidade pra entender a dimensão e profundidade dessa história. Por isso, recomendo a todos que nunca leram ou leram há muito tempo que revisitem Dona Lola. O impacto é fortíssimo.

Que livro lindo, lindo, lindo. Eu me vi tanto na história. Dona Lola parece alguém da minha família e a de tantas famílias brasileiras. Lola sacrifica sua vida toda pelos filhos, faz encomendas até tarde da noite para ter um pedaço de pão, esquece dela mesma e vai vivendo e refletindo. Quantos momentos doces, quantas passagens lindas, quantas situações difíceis. É a vida pura, dura e simples. Maria José Dupré merece aplausos até hoje por ter conseguido contar o cotidiano de uma família sem nunca deixar a narrativa ficar chata. É uma história de solidão com cheiro de saudade. Uma das coisas mais lindas que eu já li, de verdade. Já quero reler. Meu Deus, chorei largado.

E aqui, a passagem mais linda de todas:

“O céu está sombrio e escuro, cinzento-escuro. O que foi a vida em todos esses anos? Sacrifício e devotamento. É como ver numa tarde assim de chuva, pesada de tristezas. Mas não sei lamentar; se fosse preciso recomeçar novamente, novamente faria minha vida a mesma que foi, de sacrifício e devotamento. Devo ser feliz porque cada filho seguiu o caminho escolhido. Grossas gotas de chuva caem do céu sobre a terra, sobre as árvores e sobre os telhados. Cor de cinza. Solidão.”
Profile Image for Rita.
964 reviews207 followers
July 10, 2022
Um clássico da literatura infanto-juvenil brasileira.

É uma história de luta e perseverança de uma família.
Nos capítulos iniciais percebemos a força e união da família Lemos para conseguir pagar as prestações da tão sonhada casa própria – localizada na Avenida Angélica - e dar um futuro melhor aos quatro filhos.

A história é narrada por Dona Lola, uma típica dona de casa do início do século XX e a partir das suas lembranças percorremos as dificuldades e desafios que surgem ao longo da sua vida assim como alguns momentos históricos que ocorrem em São Paulo e no mundo.

Júlio, o patriarca da família, é aquele típico machista da época. Um homem rude, autoritário e amargo.

—Diga uma coisa, quem é que manda aqui? Serei eu ou você? Vamos, diga.
Continuei calada; ele gritou mais:
—Diga quem manda nesta casa? Quem é que paga tudo? Hein? Por que não fala? Chego exausto do serviço, sento na mesa para jantar e ela vem me dizer que não devo comer isto ou aquilo. Fique sabendo que como o que quero e ninguém tem nada com isso. Ouviu?


Dona Lola é a dona de casa, submissa, que não é tida nem achada nas decisões da família e que quando alguma coisa corre mal é a culpada de todos os infortúnios.

Às três da manhã, Júlio começou a se desesperar, dizendo que eu era culpada; que se fosse mais enérgica, ele não fugiria, e que eu estragava a educação dos filhos com os mimos que dava; que não se pode fazer a vontade das crianças como eu fazia e o resultado era esse.
À medida que a história avança Dona Lola torna-se uma mulher forte, batalhadora, trabalhadora e amiga.

Carlos, o primogénito e o mais afeiçoado à mãe, é um rapaz estudioso, trabalhador e que representa uma certa burguesia da época.

Carlos começou a cursar o primeiro ano de Medicina e um dia disse que podia trabalhar nas horas vagas. Havia tempo de sobra e assim não nos ficava tão pesado. Então arranjou com um médico conhecido nosso para ser entregador de amostras. Trabalhava e estudava, tinha todas as horas tomadas e começou a receber um ordenado regular, o que nos aliviou muito.

Alfredo é um estroina, não gosta de trabalhar nem de estudar e acaba a ter que fugir do Brasil por conta dos seus ideais políticos.

- Que livros são esses, Alfredo? Você comprou?
Riu-se alegremente:
- Um amigo me emprestou, mamãe. Por quê?
- Fala em “sistema marxista”, em “Karl Marx”, em “bolchevismo”. O que é isso?


Julinho tem o sonho de ser engenheiro, mas torna-se comerciante como o pai. A diferença é que casa com a filha do patrão.

Uma noite, quase no fim do ano, o dono da loja de Julinho, veio nos fazer uma visita; elogiou muito o serviço de Julinho, dizendo que era um empregado tão correto que desejaria mandá-lo para o Rio de Janeiro, na filial do irmão, uma casa importante, e de muito futuro.

Isabel é a princesa da família e a menina do pai. É uma rapariga inteligente e educada, estuda para ser professora, mas a opção de casar com um divorciado – algo inaceitável na época - afasta-a da família.

- Será possível Isabel, será possível que nada adianta? Nem conselhos, nem ralhos, nem nada? Você não parece minha filha. A filha que criei com todo o carinho e cuidado me desobedecendo desta forma vergonhosa. Então minhas palavras não valem nada? Estou falando para o vento?
Ela tinha se aproximado da mesa e pegando um pedaço de massa de doce, começou a fazer bolinhas, a cabeça baixa, sem nada dizer.
- Fale, Isabel, não tem mesmo vergonha? Continua a andar com aquele ordinário?
Ela se revoltou:
- Ele não é ordinário.
- Como, não é ordinário? Um homem casado namorando uma menina solteira? Como vai casar com você? Largue a massa do doce!
- Ele não é casado; já disse que está separado e tratando do desquite.
- É casado. Que desquite nada! É casado, continua casado. Abandonou a mulher, mas é casado.


No desenrolar da história os seis acabam por ficar cinco, quatro, três…até ficar apenas Dona Lola.

O céu está sombrio e escuro, cinzento-escuro. O que foi a vida em todos esses anos? Sacrifício e devotamento. É como ver numa tarde assim de chuva, pesada de tristezas.
Mas não sei lamentar; se fosse preciso recomeçar novamente, novamente faria minha vida a mesma que foi, de sacrifício e devotamento. Devo ser feliz porque cada filho seguiu o caminho escolhido. Grossas gotas de chuva caem do céu sobre a terra, sobre as árvores e sobre os telhados. Cor de cinza. Solidão.
10 reviews15 followers
May 3, 2011
When I read this book years ago I imaged myself strolling through the strees of the old São Paulo city. Wonderful reading indeed! Honestly it made me cry when I reached the last line.
Profile Image for Viviane Cordeiro.
120 reviews16 followers
August 12, 2020
Dona Lola sempre foi um símbolo de amor para mim. Lembro-me de ter assistido a novela ainda criança no SBT e ficava encantada com o sorriso sincero de Irene Ravache no papel. Mas, como qualquer boa memória afetiva, ela foi desaparecendo aos poucos de minha mente, se escondeu. Um pouco antes do Natal, eu estava procurando alguns vídeos de uma novela antiga da saudosa Rede Manchete (que por sinal era Kananga do Japão e se alguém tiver algum link maravilhoso sobre ela, Vivika agradece de coração rs) e acabei caindo em um vídeo da abertura de Éramos Seis no SBT e toda aquela emoção da Dona Lola voltou pro meu coração na mesma hora. Foi quando decidi colocar o livro como uma de minhas prioridades literárias de 2019.

A história é basicamente aquela velha conhecida: o livro narra a vida da família Lemos, Dona Lola, seu marido Júlio e seus quatro filhos Carlos, Alfredo, Julinho e Isabel em meados de 1920. Não pode-se dizer que trata-se de uma obra simples sem grandes enfeites, Éramos Seis narra, com maestria, o dia a dia de uma família normal, como outra qualquer, com seus problemas, erros, acertos, desordens.

O relacionamento de Dona Lola com os filhos é algo muito interessante de se acompanhar pois é possível ver as nuances da personalidade de cada um deles refletida na forma de agir da mãe. Do relacionamento amigo e ideal com Carlos, para a corda bamba emocional com Isabel, passando pelas histórias irreais de Alfredo (que sempre conseguia se safar de qualquer problema com um sorriso no rosto e um beijo carinhoso na mãe) até a sagacidade de Julinho, Dona Lola se desdobra por uma família a qual ela nunca pede nada em troca. Só se doa e espera. Espera. Espera.

Durante as quase duas décadas de narração da história, descobrimos detalhes da vida íntima da família: o sofrimento para pagar a casa, as dívidas desconhecidas, os vícios, a política, o amor, o companheirismo, os sonhos, o fim. Tudo isso é narrado por uma complacente Dona Lola, que revive sua vida agora sozinha. Éramos Seis. Agora só resta uma.

Creio que nunca li uma definição tão perfeita para explicar o que é a solidão em todas as minhas investidas literárias. As últimas páginas da obra são uma aula de como exemplificar um dos maiores medos humanos com frases singelas e silenciosas, porém pesadas e doloridas. Existem milhares de "Donas Lolas" Brasil afora: mulheres que dedicaram suas vidas à sua família e hoje se vêem sozinhas, sem filhos, marido, sem ninguém. Seja por acaso do destino ou seja por abandono, a questão de gênero permance: Dona Lola é aquela que carrega nos ombros as dores da solidão e o peso da vida.

Éramos Seis é um chamado a reencontrarmos nossa história, nossas raízes. É um chamado a ficarmos à postos para correr atrás de nossos sonhos porém sem nunca esquecer de onde realmente viemos. Sem nunca esquecer quem foi que nos deu a primeira mão. O fim de Dona Lola será o fim de muitas de nós. Um mundo que talvez não nos pertencerá mais.

Particularmente, o livro me tocou por dois motivos: o primeiro, foi dado ao relacionamento que tenho com minha mãe, até brinquei com ela depois de chorar litros com o final do livro que 'eu seria o Carlos da história dela' rs. Tenho um relacionamento muito próximo com minha mãe e certas ações me causavam uma estranheza incomum. Outro ponto que me trouxe um encantamento singular foram as descrições de uma São Paulo que eu consigo ver porém não consigo reconhecer. Os locais mencionados no livro, a Avenida Angélica, a Paulista; locais que hoje fazem parte do nosso dia a dia porém com uma imagem que muito me causa emoção. Maria José Dupré me levou para a São Paulo de 1920, a São Paulo do bonde, a São Paulo a qual eu gostaria de ter conhecido um dia. Isso sem falar dos personagens secundários: quem nunca teve uma vizinha sem noção como Dona Genu? Um familiar insuportável como a Tia Emília?

Mas, é claro, dado ao período o qual o livro foi escrito e lançado, determinadas nomenclaturas usadas me causaram uma sensação não muito positiva, determinados atos causam repulsa, porém, como mencionei, ler um livro escrito em uma época de determinados costumes e preconceitos com o olhar de hoje pode ser algo que te colocará em uma situação mais constrangedora, porém nada que apague o brilhantismo desta obra.

Hoje, depois de ter me colocado como uma das filhas debaixo das asas de Dona Lola, me pergunto: como o Brasil não enaltece determinados autores? Li alguns ensaios e artigos os quais mencionam Dupré como sendo uma das autoras que nunca recebeu seu devido valor e reconhecimento, seja em vida ou em morte. Sua escrita é tão fluída e emocionante, contestadora das opressões e realismo da vida doméstica já em sua época, atuante em conquistas femininas. A maestria de Dupré deveria ser mais reverenciada hoje e sempre, para que ela não desapareça no tempo e na história como nossa amada Dona Lola, que um dia fugiu de mim mas agora voltou pra nunca mais sair.
Profile Image for lis.
39 reviews12 followers
April 11, 2021
Quero chorar, chorar e chorar. Será que um dia vou atingir o nível de maturidade que me fará sentir a aceitação que a autora promove ao final do livro? Um dia poderei aceitar que as pessoas são passageiras? Que a felicidade é única e não se reproduzirá no futuro? Não sei, mas sei que para os bem resolvidos esse livro é a vida. Para mim, e acredito que para a maioria das pessoas, é assustador.
10 reviews1 follower
July 4, 2019
Qual o atual propósito da boa literatura?

Éramos Seis está classificado no Sistema da Biblioteca Pública da qual foi retirado como Literatura Infanto/Juvenil. Imagino que essa classificação se deve ao fato da linguagem simples e direta na qual a autora se comunica com o leitor durante toda a obra tornando-a perfeitamente entendível para leitores não experientes. O fato do livro pertencer a coleção Vaga-lume que introduziu várias crianças ao hábito da leitura no século passado pode também ser uma explicação para sua classificação.

Dito isto, é imperativo não julgar o livro pela capa (ou pela estante que ele é catalogado). Para apreciar verdadeiramente essa obra é necessário boa maturidade e sensibilidade que a idade infanto juvenil ainda não está treinada para captar. A perda, a solidão e a privação são temas constantes do livro que conta a história de uma família paulistana desde os anos 10 até os anos 50 do século passado sob a perspectiva da D. Lona, esposa de Júlio e mãe de Carlos, Alfredo, Isabel e Julinho.

Só uma visão sênior identifica a pérola de educação que o livro tenta passar aos jovens: o esforço heróico de uma mãe para cuidar de sua família, a crueldade do tempo e as coisas que mudam mesmo alheias às nossas vontades, a permissividade excessiva como um perigo real e principalmente por tornar épico a vida de quem muito se doa aos outros e acaba invariavelmente esquecido.

Se a velocidade da modernidade nos afastou da história humana, modesta e significativa que ainda existe entre nós, demos graças a boa literatura que ajuda à resgatar o que a humanidade persiste em esquecer.
Profile Image for Mari Pacheco.
509 reviews30 followers
May 20, 2015
Comecei a ler esse livro de uma forma despretensiosa, indicado pela minha mãe no desafio Reading Challenge 2015. A minha intenção era revezar a leitura com outro livro, mas simplesmente não pude parar de ler! Eleonora me cativou desde o começo, como uma personagem forte e a frente do seu tempo, me lembrando todas as mulheres fortes que conheci. A narrativa simples é extremamente envolvente, e o cotidiano da vida da família Lemos é simplesmente fascinante; não apenas pelas personalidades, como também pelo período político, financeiro e social da época, que engloba de 1915 até a Segunda Guerra Mundial, sem deixar de abordar a política brasileira.
O enredo me transportou para outra época, um tempo de miséria e sofrimento, mas também de amor e perdão. Ri bastante com o livro e pela primeira vez pude ver impresso um ditado que me fez dar gargalhadas: "Mulher depois de velha dá pra parteira, ou pra alcoviteira, ou pra pitar." .
Também chorei com as durezas da vida de Dona Lola, seu amor incondicional pelos filhos, a luta pela sobrevivência. Alguns trechos são marcantes:
"Toda a sua vida havia sido plácida como um lago escuro, sem ondas, perdido numa planície deserta. A fortuna não a defendera da moléstia, da infelicidade e da morte.
Terminei o livro aos prantos, pela beleza da vida e também por toda a dor que ela traz; da grandiosidade do amor e do perdão e da imensa importância de continuar lutando, mantendo a honra, com a cabeça erguida.
Simplesmente espetacular!
Profile Image for Natália.
45 reviews1 follower
February 9, 2018
Agora que notei que levei 3 dias para ler esse livro, mas jurava que fazia mais de uma semana. Que livro triste do caramba, mas muito realista e bem escrito. Tenho que admitir que Eleonora foi uma personagem admirável, uma grande mãe, esposa e mulher e tão bem escrita que é fácil vê-la em nossas mães/avós/tias.
Profile Image for Yally Teixeira.
3 reviews
March 28, 2026
Esse livro foi uma grata surpresa, pois não conhecia a autora, nem a obra, a qual já foi adaptada mais de uma vez para a TV brasileira.

Acompanhar a história dessa família paulista, formada por dona Lola, Julio e seus quatro filhos (Carlos, Alfredo, Julinho e Isabel), me fez refletir sobre questões como a força do amor maternal (que, tantas vezes, se mostra sacrificial), as dificuldades financeiras e seus impactos sobre as relações, o envelhecimento e, por fim, a solidão.

A narrativa, que é feita a partir do olhar de dona Lola, é simples, mas tão real que se torna difícil não se envolver com a dinâmica dos personagens. Até mesmo alguns mais difíceis, como o Júlio (um marido duro e grosseiro em muitos momentos), nos fazem sentir certa empatia, tendo em vista o contexto em que estão/do qual vieram.

Comemorei a quitação da casa na Avenida Angélica, me preocupei com o Carlos durante a guerra, perdi a paciência repetidas vezes com o Alfredo… e me emocionei demais – demais! – com o final.

Impossível não me lembrar da minha avó, que sempre se doou e se sacrificou pela nossa família e que, assim como a mãe e a irmã de dona Lola, prepara doces e outras comidinhas mineiras para os filhos e os netos quando vamos visitá-la. 🥹🤧

Havia tanto de nós mesmos naquela sala; parece que um pedacinho de cada um ficava encerrado entre aquelas paredes.

________

O céu estava sombrio e escuro, cinzento-escuro. O que foi a vida em todos esses anos? Sacrifício e devotamento. É como ver numa tarde assim de chuva, pesada de tristezas. Mas não sei lamentar; se fosse preciso recomeçar novamente, novamente faria minha vida a mesma que foi, de sacrifício e devotamento.
Profile Image for Marco Antônio Nogueira.
21 reviews7 followers
December 11, 2019
As lamentações de Dona Lola.
Livro chato, repetitivo e sem um bom enredo.
As memórias da narradora são entremeadas por conjecturas que oscilam entre reclamações e saudosismos cacetes.
Profile Image for Rosivaldo Alves.
22 reviews3 followers
October 8, 2016
À primeira vista, parece um livro menor. Não é. Premiado pela Academia Brasileira de Letras, conta uma história de início quase bucólica, de uma São Paulo que já foi bem mais acolhedora. Mas o "Éramos" do título não deixa dúvidas: a vida não será sempre tranquila pra essa família sobre a qual se abatem as agruras que afligem indiscriminadamente os seres humanos, mesmo os que menos merecem.
Profile Image for karina.
26 reviews
March 31, 2018
É só sofrimento.
Li pela primeira vez quando tinha uns 11 anos, pois estava junto com os outros livros da Coleção Vaga Lume que pertencia a meus tios. Hoje fico me perguntando o porquê de um livro tão maduro fazer parte da coleção.
Profile Image for Rachel Grandi.
33 reviews
July 24, 2023
Julinho é o maior vilão de todos os tempos. Tem o sogro rico, mora em um palacete em Copacabana e depois de anos aparece pra pedir pra mãe vender a casa que ela levou a vida inteira pra quitar. Tenha dó!
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Carolina.
1 review1 follower
December 22, 2012
Um dos livros mais incríveis que eu já li. Emocionante do início ao fim e com certeza, uma bela história e lição de vida. Enfim, amo esse livro e não me canso de ler. <333
Profile Image for Priscilla.
1,930 reviews18 followers
July 7, 2023
A magnum opus de Maria José Dupré traz em paralelo a formação de São Paulo como o coração do Brasil e a desagregação de uma típica família paulistana.

Ao mesmo tempo em que São Paulo ultrapassa os períodos de recessão e apogeu econômico acompanhados pela Revolução Constitucionalista, a família de Lola perde seu arrimo com a morte de Júlio. É a emancipação feminina que no Brasil nunca foi considerada pois nunca houve na história do país um período em que a mulher não trabalhasse, de forma que a grande virada não se dá com a personagem principal, mas com Isabel, sua filha que se envolve com um homem "separado"; o que pode parecer risível hoje, era acompanhado com escândalo até o fim da década de oitenta.

A morte do primogênito que realizaria o sonho brasileiro de ter um "doutor" na família. O sumiço de um filho, o afastamento de outro pela escalada social. Dupré expõe a história que todos têm e nada permanece sem dor e sacrifício.

Essa obra merece todos os láureos que recebeu.

A escrita é relativamente simples e pode ser facilmente entendida por crianças na faixa dos dez. Recomendo para todos.
51 reviews
January 31, 2026
Há muito que pode ser dito dessa obra. Dona Lola é real que dói; ninguém é perfeito e mesmo os complicados não tem suas qualidades. Quase todos são bem trabalhados, com exceção do 3º filho. Este é mais apagado, diante dos demais. E tudo bem, mesmo assim ele tem voz própria.
Todos que pensam em ter filhos deveriam ler-la, pois apresenta cenários tão presentes que fica dificil julgar sobre as escolhas de cada um. Apesar de discordar de certas escolhas da protagonista em nenhum momento elas são fora do personagem. talvez por isso alguns momentos sejam mais dolorosos que outros.
É um livro que faz repensar o papel dos pais e o sentido de amar os filhos. O Aceitar escolhas que discorda, os efeitos dos acasos, o andar do tempo pessoal e social
e buscar um pouco de paz diante de tudo. Pode-se criticar certos atos de dona Lola? sim? discordar de algumas escolhas, mostrar coisas que podiam ter sido melhor arrumadas. Mas quem pode julgar uma mãe que ama seus filhos acima de tudo ?
26 reviews
November 17, 2025
Leitura maravilhosa, me gerou muitas emoções, principalmemte pela história se conectar com fatos de nosso cotidiano, me identifiquei com alguns personagens, e fiquei muito emocionada no final, mesmo sendo um livro triste, me encantou. Provavelmente lerei de novo quando for mais velha.
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Fernanda Cravo.
6 reviews
March 1, 2021
Livro bem comovente. Parece que conhecemos a família e nos envolvemos com o que é passado
Profile Image for Elcias Monteiro.
11 reviews1 follower
November 28, 2025
Éramos Seis. Livro que li também na minha adolescência e que provoca em mim saudosismo.
Aqui está uma pequena avaliação sobre Éramos Seis:

“Éramos Seis” é uma obra profundamente humana, que retrata com sensibilidade a luta de uma família paulistana ao longo de décadas. A narrativa de Maria José Dupré emociona pela forma realista como aborda o amor materno, as dificuldades financeiras, a perda e a esperança. A protagonista, Dona Lola, representa a força silenciosa de tantas mães brasileiras, e sua trajetória desperta empatia imediata. É um romance que combina delicadeza e dor, mostrando que, apesar das mudanças do tempo, os laços familiares e as saudades permanecem. Uma leitura comovente e atemporal.
Profile Image for Caio Moraes Reis.
32 reviews1 follower
March 6, 2020
Um livro sensível que, tendo a São Paulo da primeira metade do século XX como pano de fundo, com suas duas revoluções (a de 1924 e a de 1932), nos apresenta a uma família - e à própria vida - em processo. Acompanhamos o crescimento dos filhos, os sacrifícios, as angústias, os pequenos e grandiosos alentos, a felicidade dos momentos singelos. A memória dos Lemos faz pulsar a de cada família exatamente naquilo que reconhecemos como universal nas nossas singularidades. Um livro, enfim, sobre a travessia da vida e seus (des)caminhos.
Profile Image for tatiana.
142 reviews
February 28, 2020
nossa, que história. confesso que só comecei a ler por conta da novela, tenho um certo problema com literatura brasileira, mas esse é diferente de tudo que li. a história é muito comovente, confesso que chorei muito no final, que vida sofrida a da Lola, durante muitas partes eu julgava algumas coisas que ela falava ou fazia, mas no final, senti muito por ela. ele só não é perfeito porque em alguns capítulos, principalmente o que o Caros vai pra guerra, achei muito arrastado e repetitivo, também justificável por se passarem anos e anos de uma família normal. primeiro livro de literatura brasileira que tive um final positivo 4/5
Profile Image for Orlando Delgado.
14 reviews
Read
August 19, 2020
Éramos seis.
O primeiro contato com essa obra foi por meio da novela que teve como atriz no papel da Dona Lola, Irene Ravache.
Pois bem. Me apeguei a obra, porque a família da minha mãe é originária de Itapetininga, então minha mãe se sentava para assisti-la e dizia para mim, “filho, essa novela mostra um pouco da cidade que eu nasci, vem ver”.
Não me recordo de todas as aventuras que Dona Lola teve em sua vida e só tive conhecimento que as novelas e suas versões foram baseadas na obra literária de Maria Jose Dupré, depois de bons anos.
Decidi que antes da versão exibida pela Tv Globo em 2019/2020 iria assistir para poder rever.
A história se passa em São Paulo, precisamente na Avenida Angélica e apresenta a história da Dona Lola e de sua família.
É narrado em primeira pessoa e talvez por isso, foi inevitável colocar minha adorável mãe na caracterização da personagem em minha imaginação.
Com as devidas correções no texto que hoje precisam de atualização, a história é comovente. Chorei em diversos momentos, porque você sente as dores da Dona Lola com a sua história.
Não temos antagonismos, acredito que o tempo foi o vilão na mente da Dona Lola e por esse motivo demorou para que ela aceitasse e não criasse expectativas em relação aos seus filhos.
A obra foi um presente, porque abordou momentos da nossa história brasileira e trouxe Dona Lola, uma mãe, uma esposa, uma mulher que não viveu além de seu tempo, viveu no seu tempo.
Dona Lola é o espelho das nossas mães que abriram mão de suas vidas, carreiras, para criar filhos, e assistir a casa. Talvez por minha mãe ter feito isso, o livro teve um peso em meu coração.
Se vale a pena as lágrimas e o tempo para ler esse livro? Leria de novo, porque me torna humano e me faz acreditar que minha mãe foi além da Dona Lola e eu fui além dos filhos dela.
41 reviews
May 14, 2026
Contém (MUITO) spoiler!
O livro conta a história de Dona Lola, uma mulher simples e dedicada que passa a vida tentando manter a união da família e preservar a casa onde vive com o marido, Júlio, e os quatro filhos.
O livro se inicia com Lola na frente de uma casa que já foi sua, em São Paulo, onde um grande flashback mostra, de forma muito humana e triste, como o tempo, as dificuldades financeiras e as escolhas de cada personagem acabam desmontando aquela família que parecia tão forte no começo. Lola narra a história já mais velha, lembrando com saudade dos anos em que a casa era cheia de vida.
O relacionamento de Lola com Júlio é marcado por amor, mas também por sofrimento. Júlio é autoritário, impulsivo, ansioso e preocupado com as finanças da família. Embora goste da esposa, ele não demonstra carinho da forma que Lola gostaria e frequentemente a deixa angustiada por causa das dívidas e da instabilidade financeira. Frequentemente também é grosso com ela, apesar de, por vezes, demonstrar certa ternura (principalmente com Izabel).
A leitura do livro deixa claro que toda a obra é menos um romance e mais o retrato de uma época. Nessa ótica, Júlio era o que um homem de classe média, em regra, era naquela época.
Depois que Júlio morre, de uma úlcera no estômago, a situação da família piora muito, e Lola precisa lutar sozinha para sustentar e pagar a casa, chegando a vender doces para conseguir pagar as prestações do imóvel e alimentar os filhos.
Cada filho segue um caminho diferente e o livro é um pouco a história de cada um desses filhos.
Carlos, o mais velho, o mais responsável e equilibrado, assume o papel de “homem da casa” após a morte do pai. Pra mim, também é o mais chato e dono da razão. Ele passa a cuidar da mãe e dos irmãos com senso de dever, repetindo o comportamento e também o destino do próprio Júlio: trabalha demais, vive preocupado com responsabilidades e acaba morrendo também de forma precoce, e também de úlcera, deixando Lola devastada.
Por ser quadrado e conservador, esse personagem me deu nos nervos. O traço mais humano aparece quando, após a morte do pai, ele, que era um aluno brilhante e sonhava em ser médico, abandona os estudos para ajudar a mãe a pagar as contas da casa. Também tem um respiro de empatia quando, antes da morte do pai, passa algumas noites tocando violão para a mãe.
Julinho, o mais novo, por outro lado, é ambicioso e distante. Após a morte do pai começa a trabalhar na loja de tecidos que o pai trabalhava. Se destaca e, com uma proposta de emprego, vai para o Rio de Janeiro em busca de uma vida melhor e acaba se afastando emocionalmente da mãe. A ida dele mostra o conflito de Lola entre permitir que o filho mais novo levante voo e mantê-lo debaixo da asa. Ela o deixa ir... Mesmo recebendo ajuda dela, especialmente quando Lola vende a própria casa para ajudá-lo a comprar parte da loja do sogro, Julinho demonstra frieza e egoísmo, contribuindo para a solidão da mãe no final da vida. Outro momento marcante vem do convite que Julinho faz a mãe para o seu casamento no Rio, mas pede para que a mãe arrume os dentes. A passagem é mais sensível e menos brusca do que isso, e mostra como a mãe, que vendeu a casa para dar dinheiro a Julinho, sempre colocou os filhos em primeiro lugar.
Isabel é a filha mais independente e apaixonada (ou seria deslumbrada?). Em muitas passagens fica claro que ela nunca ajudou a mãe. No resgate da memória Lola lembra que ela nunca vigiou um bolo no forno sequer. No final do livro, ela enfrenta a desaprovação da família ao insistir em se casar com um homem desquitado, algo muito malvisto na época. Por causa dessa escolha, acaba sendo rejeitada e se distancia da mãe e dos irmãos durante muito tempo. A reaproximação ocorre depois de anos, no leito de morte de Carlos.
Já Alfredo é o filho mais rebelde e o mais interessante, claro! Tem ideias políticas de esquerda, desafia a autoridade e vive em conflito com o pai, com a sociedade e principalmente com o irmão mais velho, Carlos. Ele é o que dá mais dor de cabeça para Lola, sem dúvida. No primeiro emprego, que demorou a conseguir após a morte do pai, é acusado de roubo. Depois jura para a mãe que foi acusado injustamente e que um colega da loja o teria enganado. O leitor nunca saberá se está dizendo a verdade ou não. Em uma passagem importante ele foge da polícia, por ter sido acusado de assassinado em uma briga com viés político. Com medo da prisão, decide fugir da polícia e aí começa o afastamento de Alfredo e Lola.
Apesar do jeito explosivo, Alfredo também é extremamente carinhoso com Lola e talvez seja o filho que mais demonstra afeto verdadeiro pela mãe, sempre levando presentes escondidos.
A trajetória dele acaba simbolizando uma busca permanente por liberdade. Alfredo não queria apenas dinheiro ou estabilidade; queria viver intensamente, escapar das convenções sociais e escolher o próprio destino. Isso faz dele um dos personagens mais humanos e contraditórios do romance: alguém capaz de causar sofrimento à família, mas também de despertar compaixão justamente porque nunca conseguiu aceitar uma vida limitada pelas expectativas dos outros.
As irmãs de Lola também aparecem como figuras importantes na história. Elas representam diferentes formas de envelhecer e lidar com a vida, servindo muitas vezes como apoio emocional para Lola, embora também existam conflitos, diferenças de opinião e ressentimentos familiares. Uma das irmãs sempre vai do interior à Capital, para ajudar Lola a superar as dificuldades. Não lembro, mas acho que o nome dela é Olga. Olga parece ser um bom contraponto às escolhas feitas por Lola, pois representa no livro uma mulher que decidiu envelhecer sozinha, e está bem com isso.
Ao longo do romance, percebe-se como Lola vai perdendo, pouco a pouco, tudo aquilo que considerava essencial: o marido, os filhos por perto, a casa e a sensação de pertencimento. Esse esvaziamento é simbolizado pelos doces que todo ano recebia em sua casa das irmãs. Começa o livro recebendo seis tachos de goiabada e termina recebendo apenas um, para ela, com a tristeza e o pensamento de que antes “éramos seis”.
O final do livro é muito melancólico. Depois de uma vida inteira de sacrifícios, Lola termina sozinha, envelhecida e sem a antiga casa que tanto lutou para manter. Ela vende o imóvel justamente para ajudar Julinho no Rio de Janeiro, renunciando ao último símbolo da família.
O livro não mostra apenas conflitos familiares ou ingratidão explícita. E ele mostra algo talvez ainda mais triste: a distância que nasce naturalmente da vida. Os filhos crescem, seguem seus caminhos, constroem outras prioridades, e a mãe, que dedicou a existência inteira a eles, vai ficando para trás aos poucos, quase sem perceber.
O mais doloroso é que os filhos de Lola não deixam de amá-la. O problema é que o amor já não ocupa o centro da vida deles como antes. Julinho quer prosperar no Rio, Alfredo quer liberdade, Isabel quer viver seu casamento, Carlos se sacrifica até a morte pela família. Cada um segue um rumo legítimo, humano e compreensível. Ainda assim, Lola termina sozinha.
Talvez seja isso que torna o livro tão marcante para quem lê do “lado de cá”, como filho. A história faz perceber quantos sacrifícios maternos acabam sendo tratados como naturais enquanto acontecem: noites de preocupação, renúncias financeiras, sonhos abandonados e a dedicação silenciosa para manter a família de pé. Só quando Lola envelhece e perde tudo (o marido, a casa, a convivência com os filhos) é que sentimos o peso daquilo que ela entregou a vida inteira sem pedir quase nada em troca.
Quando fechei a última página só consegui pensar: “Quero abraçar a minha mãe!”.
Profile Image for Steph Mostav.
455 reviews29 followers
January 11, 2020
Livro de setembro do clube, coleção Vaga-lume. Fiquei muito feliz com a escolha do livro do mês depois de terminar de ler, já que, mesmo sendo indicado para o público infantil, ele não utiliza saídas fáceis até o final. Foi muito bom acompanhar a trajetória dessa família sofrida desde o "éramos seis" até restar só D. Lola (isso não é spoiler, ela já abre o livro com esse tom nostálgico e melancólico). É um ótimo retrato dos menos favorecidos da época, do contexto político e social de São Paulo, de uma família cheia de personagens interessantes que, por terem ideais e pontos de vista tão diferentes, sempre entram em conflito, apesar de se amarem muito. Carlos e Alfredo, mesmo sendo completamente opostos, foram os meus favoritos, junto da mórbida e pessimista que é a D. Genu.
Profile Image for Wania Cris.
428 reviews6 followers
June 5, 2021
É uma estória atemporal, traz reflexões em todo tempo. A principal, pra mim, é sobre a criação dos filhos. Boa parte do sofrimento enfrentado por D. Lola se refere à eminente separação dos filhos. Obviamente que naquela época não se esperava muito das mulheres além dos cuidados com a casa e a criação dos filhos e vemos nessa estória o quão vazia a vida da mulher se tornava quando essa tarefa chegava ao fim.

Indicaria a leitura pelo peso clássico da estória, pelo contexto histórico, por ser de uma autora nacional. Por mais que o tempo e a época tenham mudado ainda é uma leitura extremamente válida. Dei 3 estrelas por achar a escrita rasa e os personagens caricatos, mas, longe de categorizá-la como leitura ruim.
Profile Image for Tamires.
91 reviews1 follower
May 7, 2021
Um bom livro, e é impossível não torcer nem um pouquinho pela Dona Lola. Temos empatia pela personagem dela Porque ela é o auge do ideal materno, ela sofre pelos filhos; pela vida que leva -mas aceita e fica resignada ao que se espera dela; apenas um trecho importante do final me fez derramar algumas lágrimas. Eu eliminaria facilmente a parte de toda a treta do combate da revolução de 32, porque partes minhas se questiona o quanto isso de FATO agregou na trama - apesar de agregar no contexto histórico.
Odeio todos os filhos, e apenas suporto o Julinho porque não atrapalha (o que nesse livro; comparado com os outros filhos, já é lucro).
Displaying 1 - 30 of 89 reviews