Já me tinha passado pelas mãos o outro livro da autora publicado em Portugal, "Há sempre um Amanhã", com o qual não tinha ficado encantada! No entanto, tomei a decisão de dar mais uma oportunidade à autora, porque, por vezes, um livro só não nos permite tirar uma conclusão fiável de um estilo narrativo de alguém!
Mas, infelizmente, a minha opinião não obteve grandes mudanças! Temos um livro onde Lulu, farta da vida que leva, decide mudar. Vende a casa, vende o carro e assume uma nova profissão: psicóloga canina! E enquanto ela decide isto, passam-se umas 10 páginas de livro, assim, sem mais demoras. Achei precipitado e merecia uma reflexão mesmo para o leitor entender melhor a Lulu.
A sinopse (se bem que só reparei neste facto passado umas cem páginas) revela uma terrível tragédia que não acontece até quase ao fim do livro. Ora, o leitor fica expectante e quando não acontece nada o livro torna-se enfadonho. Capitulo atrás de capitulo, é a descrição das consultas aos cães e, muito esporadicamente, consultas aos donos dos cães. A partir do momento chave do livro, aí sim, a história passa a ficar mais interessante e com um ritmo muito mais agradável. Tem emoção, tem suporte emocional e tem, o mais importante, desenvolvimentos.
Gostei da evolução tranquila e ponderada da relação dos protagonistas e adorei o sentido de humor entre os dois. Estes diálogos, por vezes, até parecem fora do livro de tão ritmados e bem escritos que são.
Não é um livro mau, a até posso afirmar que é melhor do que o outro da mesma autora. É agradável e apesar de ser, até quase ao fim, um bocadinho enfadonho, vale a pena ler pelos capítulos iniciais.