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Storia della letteratura come provocazione

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Nella Francia del 1857 uscirono due romanzi di adulterio borghese in provincia che ebbero diversa "Madame Bovary" di Gustave Flaubert e "Fanny" di Ernest Feydeau. Con tredici edizioni nell'arco di un anno, il secondo furoreggiò presso un pubblico avido di licenziosità poetizzata e ridotta a cliché, mentre il primo all'inizio fu compreso da pochi e menò scandalo per lo stile impersonale e non giudicante, che un critico di allora paragonò a una macchina da narrazione di puro acciaio. Ma proprio l'incertezza di giudizio in cui lasciava i lettori, inceppando in loro l'ovvietà di una riprovazione morale secondo convenzione, contribuì in seguito a consacrare Madame Bovary come punto di svolta nel romanzo e finì per archiviare il trionfo di Fanny tra le pagine ingiallite dal tempo. La vicenda appartiene alla folta casistica che Hans Robert Jauss, il maggior esponente della Scuola di Costanza, discute in questo libro, uno degli atti costitutivi della teoria della ricezione. Qui incontriamo, nel vivo del loro definirsi, i concetti di orizzonte d'attesa, soglia epocale ed efficacia, poi entrati nel lemmario di chi riflette sul fatto letterario.

Paperback

First published January 1, 1967

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Hans Robert Jauss

42 books17 followers
Hans Robert Jauss (German: Jauß) was a German academic, notable for his work in reception theory and medieval and modern French literature.

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Displaying 1 - 4 of 4 reviews
Profile Image for sue rr.
961 reviews88 followers
December 26, 2019
O grande mérito é inserir o leitor na jogada da literatura. É muito impressionante o arco temporal que considerou a literatura como tudo quanto é coisa, menos um objeto dinâmico, produzido por um indivíduo, com uma linguagem relativamente partilhada e que chega em uma outra ponta decisiva: o leitor.

As teses de Jauss têm lá seus problemas, apresentados por vários teóricos como Eagleton e Compagnon, mas para a época, passar a pensar no leitor, é um fator decisivo e tem todo seu mérito.

Ele fala de um jeito que parece que a literatura e a "regulagem" de um horizonte de expectativas se dão de modo linear - não sei se é bem essa a palavra, mas quero dizer o seguinte: não se pensam quais obras chegam ao público e quais meios - aqui tô pensando em mercado editorial, apadrinhamento. Afinal, o público leitor nunca tem acesso a todas as coisas produzidas na vida.

Mesmo assim, arrasou, Jauss.

Eu já havia lido as sete teses dele quando estava no mestrado, mas no conjunto desse livro fica bem mais claro a relação dessa nova teoria proposta por ele em oposição às teorias marxista e formalista que, por sua vez, se opuseram à historiografia positivista em voga até meados do XIX. Para quem quer compreender a teoria da literatura de forma bem geral, é um bom livro.
Profile Image for Ana Lassa.
35 reviews
February 16, 2026
¿Quién me iba a decir que iba a leerme un libro de Jauss entero solo para poder debatir el historicismo de Kuhn? Empecemos por que hace unos días no sabía quién era Kuhn.
Ha sido un gran regreso a la literatura más teórica pero esta vez sarna con gusto no pica. La verdad es que ha sido super interesante, pero creo que me ha faltado algo de base teórica para poder entenderlo del todo.
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