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253 pages, Paperback
First published January 1, 1946
Não era repugnância o que fermentava no meu sangue; era alegria, uma louca alegria com chamas afiadas de petulância, pois apercebia-me naquele momento de que pela primeira vez desde há muitos anos eu estava vivo, de que os meus sentimentos estavam paralisados mas não mortos, e debaixo de uma superfície de indiferença ainda existiam as fontes quentes da paixão, as quais ao toque de uma varinha mágica começavam a brotar de novo. Também em mim existia essa estrutura capaz de vibrar, também eu vivia, também eu era um homem com desejos insensatos e quentes. Tinha-se aberto uma porta para a tempestade das paixões, tinha aparecido um abismo, e eu via-me por dentro e sentia uma vertigem voluptuosa. Sentia-me assustado e orgulhoso ao mesmo tempo. E pouco a pouco - enquanto o carro conduzia o meu corpo através do mundo civilizado - o meu espírito descia degrau a degrau até às profundidades humanas: e enquanto milhares de homens riam e conversavam à minha volta, eu procurava dentro de mim o homem perdido, e tocava nos anos transcorridos.
I knew at once that I was seing a human being overflowing with emotion, forcing his passion into his fingertips lest it tear him apart. And then - just as the ball, with a dry click, fell into place at the wheel and the croupier called out the number - at that very moment the two hands suddenly fell apart like a pair of animals struck by a single bullet.Six short stories, each of which reeled me in completely. The characters and situations may be straight out of the nineteenth century, but Zweig's observations feel entirely up to date. Highly recommended.